Sky up
3 Capítulo 3-Início de uma nova vida
Allen ficou impressionado com o lugar.
Safira o guiou por inúmeros corredores, todos com o mesmo aspecto; Piso branco e prata com inúmeras portas, até chegarem em uma sala circular. A sala possuía paredes decoradas com réplicas de flores douradas e prateadas, havia uma imagem do pôr do sol acima delas criando um efeito de tirar o folego
Aves brancas se destacavam na imagem esculpidas no próprio mármore. A decoração só era interrompida por 6 portas, também decoradas com uma única flor no seu centro. O teto em forma de cúpula era azul, e nele estavam pintadas pequenas nuvens que pareciam se mover, com anjos ao redor.
No centro da sala se encontrava uma mesa retangular rodeada por 3 sofás, exceto de um dos lados que estava em frente, a uma enorme Televisão de plasma com um videogame e um som alojados um pouco abaixo. Em cada sofá se encontravam um garoto e uma garota. Todos olhavam seriamente para um mapa.
Um dos garotos, que parecia ter pouco mais que 15 anos, tirou a atenção do mapa e observou Safira por longos segundos. Depois, seu olhar se pousou em Allen. O garoto possuía cabelos loiros que cobriam seu olho direito, seus olhos castanhos eram penetrantes.
Ao perceber a ação do garoto de olhos castanhos, os outros começaram a encaram Allen. Este já estava ficando desconfortável. “Quem são essas pessoas?” “Porque elas me olham assim?” perguntava para si mesmo.
O garoto que encarara Allen e Safira se levanta.
–Safira, preciso falar com você. Á sós- diz, dando ênfase na última palavra.
Safira pede para Allen ficar por ali, e vai até um corredor com o garoto.
–Quem é... ele? – Diz o desconhecido
–Acalme-se Jake. Ele provavelmente é um de nós. Um demônio estava o caçando – Explica Safira calmamente.
Jake volta a sala circular, e se dirige à Allen .
–Parece que você é um de nós, mas é melhor tomar cuidado, não pense que pode fazer tudo que bem lhe couber- Diz, virando de costas para voltar ao mapa, mas percebe que esqueceu de falar algo- Ah, e eu me chamo Jake. Não perca seu tempo me dizendo seu nome, pois não quero saber. Tome cuidado- Diz rispidamente e sai do local.
Allen fica parado, boquiaberto. “Quem era aquele garoto, e porque agira daquela forma?” as dúvidas se acumulavam em um turbilhão na sua cabeça.
–Oi? –Diz uma garota que estava junto com os outros adolescentes- Não se incomode. Jake é assim com todos os garotos que a Safira traz... Sou Melissa, mas ninguém me chama por esse nome, então, para você eu sou Mel- A garota sorri, e volta a atenção para o mapa.
–Eles são bem legais quando querem ser- Diz Safira ao lado de Allen. Ela olhava para os companheiros com um olhar de gratidão, compaixão. Balança a cabeça, como se voltasse á realidade- Venha, me siga.
Allen ainda não falara nada desde a entrada ao “esconderijo”. Permanecia calado, como se uma palavra lhe custasse a vida.
–Por acaso você é mudo? — Especula Safira. -Ah... não que eu saiba. -Allen força um sorriso.
– Para onde está me levando?
–Bem... eu preciso fazer alguns testes e algumas perguntas. É melhor continuar mudo. -Allen se cala instantaneamente.
Safira abre uma porta totalmente preta, e pede para Allen entrar. Receoso, ele entra. A Sala era toda branca com uma mesa e duas cadeiras centrais, pretas. Na mesa havia o desenho de vários anjos travando guerras contra horrendos monstros.
Safira senta em uma cadeira, e pede para Allen se sentar na outra. Ele o faz.
–Eu vou te fazer algumas perguntas, e responda com toda a sinceridade possível, está bem?
Allen assente com a cabeça. Ela pegou um pequeno caderno de anotações que se encontrava em cima da mesa e tirou uma caneta do bolso.
– Sabe lutar? – perguntou. Allen balança a cabeça negativamente.
– Já havia encontrado um daqueles? – Especula Safira em um tom questionador. O garoto olhou para ela e disse
– Acho que eu saberia o que fazer se já tivesse encontrado um monstro daquele.
Ela devolveu o olhar, mas este era um olhar do tipo "idiota!". Safira voltou os olhos novamente ao caderno
– É de alguma outra base? — Allen demonstrou uma expressão confusa.
–Como assim... base?
–Vou contar isso como um não.
A partir daí as perguntas tomaram um rumo estranho. Safira perguntava sobre como era a sua vida, se ele já possuía asas, se ele sabia técnicas básicas de exorcismo. Na maioria das vezes a resposta era não.
Ao final das perguntas ela se levantou.
– Espera aqui. -Feito isso, saiu da sala.
Allen podia ouvir a discussão:
– Ele não foi iniciado. — era a voz de Safira,
– Que merda, ele vai se tornar um peso morto. – A voz de Jake sobressaía.
– Não podemos deixa-lo. Ele é um dos nossos. — Mel defendia-o.
–Mas ele fez Safira quase ser morta, não perdoarei ninguém que faça isso. — Jake falava irritado.
– Chega Jake. – Diz Safira em alto tom. — Ele vai ficar sobre a minha supervisão. E lembre-se que nãopreciso que ninguém me proteja -, As vozes se silenciaram, Safira entrou pela porta.
– Vem comigo, vou te apresentar o lugar. – Diz como se calculasse cada palavra.
Safira o guiou pelos corredores, a cada porta ela parava e o mostrava a que sala ela levava.
– Aqui é a biblioteca, e aquela é a sala de treinamento.
Ela o guiou até uma porta onde estava desenhada uma asa com a ponta voltada para o lado esquerdo.
–Entre e se vista, sua cama é a última a direita. Me encontre na sala de treinamento em meia hora.
Allen obedeceu, seguiu pelo corredor que as camas formavam. Se dirigiu a última cama do lado direito, onde se encontrava uma camiseta de sua banda favorita, uma calça jeans e um par de tênis. Aquelas eram suas roupas favoritas, "Mas como eles conseguiram?" Pensou. Resolveu não questionar.
Após se vestir, seguiu para a sala de treinamento. Safira já estava lá, vestia uma regata branca, calça jeans e coturnos
–Também gosto dessa banda. — ela disse.
Allen demorou um pouco para entender, até que percebeu que ela se referia a camiseta. Ele olhava fixamente para os olhos azuis de Safira, sem nada dizer.
–Alguém? — ela perguntou.
– Hã? Legal! — Allen disse com um sorriso idiota.
–Responda-a direito. –Diz Jake em um tom ríspido
"Que ótimo, Jake também está aqui." Pensou.
Jake andou em sua direção.
– Vamos ver como se sai com uma arma.- disse com um sorriso perverso.
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