Skip Beat - enquanto o Amor Durar
4 Capítulo 4 - While Love Last parte 2
Notas iniciais
Kyoko estava sentada em frente aos dois homens que tinham feito dela uma estrela, a olhar para guião sem expressão alguma na cara.
- Sawara-san, senhor presidente. — uma aura negra começou a rodiá-la fazendo com que Sawara-san se arrepiasse — Porquê eu?
Ela pousou o guião em cima da mesa com tanta força como o seu senpai na noite anterior apontanto para as palavras por baixo do titulo.
Estrelando:
Mogami Kyoko e Sho Fuwa
- E porquê ele!? — ela levantou-se, arrancando um grito de Sawara-san — E porque é que o meu nome está no guião mesmo antes de eu aceitar o papel!?
- Mas eu pensava que gostavas de romances, Kyoko. — disse Sawara-san escodido atrás do sofá onde o presidente estava calmamente sentado com uma túnica grega — Estavas sempre ansiosa por entrares num. Não estás feliz por seres uma das personagens principais neste? E para mais com o...
- Não diga o nome dele, Sawara-san! — gritou ela antes dele ter tempo de acabar — O problema não é o romance!!!
Kyoko sentou-se novamente, agora com as mãos a tapar a cara.
Lembrava-se bem demais do PV que tinha feito com ele. Felizmente, tinha acabado tudo bem, mas as dificuldades tinham sido tantas...como é que ela podia fazer um filme inteiro ao lado dele?
Se aceitasse aquele filme, a sua carreira com certeza iria pelo cano abaixo. Todos iriam perceber o quanto ela odiava o Shotaro.
- Presidente. — murmurou ela ainda com as mãos na cara — Não há nenhuma hipótese de porem outra actriz no meu lugar?
- Sim, há. — confirmou o presidente vendo os olhos dela brilharem — Mas não o vou fazer. O director do filme pediu que o Shou Fuwa entrasse como personagem principal e ele disse que só o daria se tu estrelasses ao lado dele.
- Mas ele em sequer é um actor! E... — ela pegou no guião e folheou-o rapidamente colocando-o, pouco tempo depois, em frente ao presidente — Aqui!
Lori olhou para o parágrado que ela apontava e depois para ela. Sem ver um pingo de vergonha na cara dela mas sim frustração, Lori percebeu que o que Ren lhe tinha contado sobre ela e o Sho Fuwa, depois do PV, era verdade.
Sawara-san inclinou-se para ver para onde é que ela estava a apontar.
"E então, eles beijaram-se apaixonadamente, sempre com os olhos postos um no outro, como se só se conseguissem ver um ao outro."
- Para além de beijá-lo ainda vou ter que estar a olhar para ele! — a aura negra tinha voltado, ainda mais espessa do que antes.
A última vez que tida sido beijada por aquele traste (dia de S. Valentim), a experiência tinha sido traumatizante.
Pelo menos se estivesse com os olhos fechados, desta vez, poderia imaginar outra pessoa no seu lugar.
Tsuruga-san...
Os dois homens ficaram surpresos por verem a aura dissipar-se de um momento para o outro.
- Hum... — ela levantou-se, tentando esconder as faces vermelhas — Eu tenho que falar com o Tsuruga-san sobre este trabalho.
Desajeitadamente, ela tirou o telemóvel da mala e marcou o número de Yashiro-san, esperando alguns segundos até ele atender.
- Sim, Yashiro-san. Sou eu.
"Ah, Kyoko-chan. O que é que se passa? Tudo bem?"
- Sim. O Tsuruga-san está ocupado?
"Ele está a fazer uma pausa antes de ir para uma sessão fotográfica. Querias falar com ele?"
- Sim, se fosse possivel.
"Ele está no apartamento dele, agora. Mas só tens trinta minutos. Ah, Kyoko-chan! Ele não comeu nada, demanhã. Podes pelo menos, fazê-lo comer um lanche antes de sair?"
- Claro. — ela sorriu e desligou. Olhou para os dois homens que tinha ignorado, levantou-se, fez uma vênia e dirigiu-se para a saída.
- Kyoko. — o presidente levantou-se, tal como tinha feito com o Ren na noite passada — Este filme é um trabalho da Secção Love Me. Se não o fizeres, vais perder todos os pontos que ganhaste com o Dark Moon.
Quando ela saiu, deixando a porta aberta, o presidente olhou para o amigo que parecia confuso (eles são amigos, certo?).
- O que é que achas que ela vai fazer se o Ren lhe pedir para não aceitar o trabalho?
...
Mas ela ia em direcção a casa dele, a olhar pela janela do taxi, com a esperança que ele fizesse o contrário e a convencesse que não havia nada de mal em aceitar o trabalho.
Ia enganada.
Ele estava deitado no sofá com um braço a tapar os olhos sob o olhar cumplice do seu agente que estava a tentar conter o riso.
- Ren, eu tenho que sair. — informou ele, sabendo que Kyoko devia estar a chegar — Preciso de...comprar qualquer coisa? Rebuçados!
- Yashiro-san. — Ren olhou para a cara suspeita do agente — Não está a planear nada, pois não?
- Eu? Ofendes-me, Ren. — enquanto Yashiro-san reunia as coisas para sair, Ren fechou os olhos novamente abrindo-os rapidamente quando a campainha tocou. Não precisava de ouvir o que Yashiro-san disse a seguir para saber quem era — Kyoko-chan, que surpresa! Estava mesmo de saída, mas fica à vontade.
Ela entrou na sala com o guião na mão parando ao ver Ren deitado no sofá com os olhos fechados.
- Mogami-san. — disse ele monotamente — Eu não te disse para te manteres afastada de mim por algum tempo. Porque é que vieste?
- Tsuruga-san. — ele abriu os olhos sentindo alguma coisa na sua testa, mas foi com surpresa que viu a cara dela mais perto do que devia estar (uma das maneiras para ver se alguém tem febre é juntar testas) — Está-se a sentir bem?
Ele sorriu, apesar de estar a debater-se contra cada músculo do seu corpo para não fazer nada de que se arrependesse depois.
- Mogami-san, o que é que estás a fazer? — perguntou ele quando ela se endireitou — Por acaso não foi o Yashiro-san que pediu para vires, pois não?
- Na verdade... — Kyoko sorriu, aliviada por ele estar bem — Fui eu que lhe telefonei mas ele pediu-me para o alimentar. Por isso, porque é que não descansa mais um pouco, enquanto eu preparo qualquer coisa?
Antes dele poder protestar, ela saiu da sala e entrou na cozinha onde começou a queixar-se. — Tsuruga-san! Este apartamento foi desenhado especificamente para si? Como é que uma rapariga consegue chegar a estes armários para preparar comida!?
Ren lia a história do guião que tinha apanhado do chão onde Kyoko tinha deixado cair e, quanto mais lia, mais receava que o presidente tivesse razão sobre aquele filme.
Era o romance entre as personagens Minase Miya e Shijo Masaki que o preocupava.
- Tsuruga-san? — ela pousou o prato com bolinhos da roz e um copo de chá na mesa de café à frente de Ren, para depois se sentar ao seu lado — A Moko-san deixou-me passar alguns dias em casa dela. Quanto tempo é que acha que vai demorar até isto passar?
- Há uma maneira mais rápida para acabar com os rumores, Mogami-san. — ele olhou para ela que lhe estendia um bolinho de arroz — Se eu fosse visto com outra rapariga e...
- Ah! — Kyoko interrompeu, sem saber bem porquê. Mas não queria ouvir o fim daquela frase — Eu vim falar consigo por causa do meu novo trabalho. Estou um bocado preocupada e...
- Sim, eu sei. Queres a minha opinião, não é? — ele pegou no bolinho, dando uma trinca sem se aperceber — Mogami-san, estás a fazer isto pela tua carreira, certo? Por isso não deves levar sentimentos de ódio para o filme e, sobretudo... — ele inclinou-se sobre ela até estar a poucos sentimetros de lhe tocar — ...não deves trazer os sentimentos do filme para a tua vida pessoal.
Não conseguindo formar frases coerentes, ela apenas anuiu com a cabeça surpreendendo-se quando ele sorriu, mudando de expressão rapidamente.
- Mas se queres saber a minha opinião. — ele levantou-se pousando o bolinho no prato — Acho que não devias aceitar este trabalho.
- O quê? — quando o viu a vestir o casaco, levantou-se — Porquê?
- Não estás preparada para isto. As tuas capacidades como actriz ainda não são suficientes para aguentares um romance, tendo em conta as razões que te levaram a entrar para o mundo do espétaculo. — ele continuava a falar sem olhar para ela porque sabia que a estava a magoar — Viste como é que ficaste depois dele te ter beijado, da última vez?
- Então, está a dizer que eu devia-me contentar com os papeis de má da fita? — ela agarrou-o antes dele ter tempo de abrir a porta e obrigou-o a olhar para ela — Eu sei que não sou tão boa como você mas eu esforço-me para isso! Eu quero continuar a evoluir e fazê-lo orgulhoso! Deixe-me mostrar que consigo!
- Mostrar que consegues!? — ele agarrou-lhe os ombros e empurrou-a contra a porta, encurralando-a lá — Será que já não te lembras do que aconteceu no PV!? Já tiveste a tua oportunidade e estragaste-a! Que raio de actor é que põe uma expressão de demónio num anjo!?
Soube que o que dissera tinha sido errado logo depois de o dizer. Preferia encarar lágrimas do que aguentar aquela expressão de desilusão.
- Eu sabia... — murmurou ela olhando para o chão — Eu sabia que tinha falhas mas pensava que compreendia...finalmente estou a fazer uma coisa por mim e nem nisso consigo ser boa?
- O que eu quero dizer é que precisas de mais prática. — ele largou-a mas continuou a barrar-lhe o caminho — Vais ter mais oportunidades.
Ela empurrou-o olhando para ele com determinação.
- Infelizmente, sou eu que decido o que aceito ou não!
Ele viu-a sair, viu a porta fechar-se mesmo à sua frente mas não conseguiu fazer nada.
Parecia estar paralisado.
Não conseguia mover-se daquele sitio e, dez minutos depois, foi lá que que Yashiro-san o encontrou.
- Yashiro-san, contacte a Agência Akatoki. — pediu Ren sem mexer um músculo — Está na hora de ter uma conversa com o Sho Fuwa.
...
Kanae tinha aturado os gritos, os lamentos e a depressão. Se tivesse sorte, as lágrimas eram a última fase antes da aceitação.
O telefone não parava de tocar mas nenhuma das chamadas perdidas era de Ren. Só de Yashiro-san que devia estar a pirar naquele preciso momento.
Entre os gritos, Kyoko explicara a razão para tanto alarido e, francamente, Kanae não percebia como é que ela era tão cega ao ponto de não ver uma demonstração tão óbvia de ciúmes.
Agora desfazia-se em soluços, encostada a um canto da sala da Secção Love Me.
- Kyoko, já comeste? — Kanae suspirou quando ela abanou a cabeça — E que tal se fosses lavar a cara e depois podíamos ir comer alguma coisa?
Ao vê-la abanar a cabeça outra vez, Kanae revirou os olhos. — Juntas.
E assim, ao caminhar para a cafetaria com Kyoko aos saltinhos atrás de si, Kanae perguntava-se como é que ela conseguia mudar de humor com um estalido de dedos.
- Vais aceitar o trabalho? — perguntou Kanae vendo-a largar o garfo no mesmo momento.
- É um bom trabalho, certo? — Kyoko olhou para a amiga — Se fosses tu, não aceitavas?
- Sim, é um bom trabalho. Mas se falhares num romance como este por causa da tua obseção, vais ficar marcada para sempre...e presa aos papeis que odeias. — Kanae viu-a a pegar no garfo mas de uma maneira depressiva — Acho que era isso que o Tsuruga-san estava a tentar dizer.
"Apesar de ter perdido a calma."
- Também...não achas que ele pode estar com cíumes por ires trabalhar com...
- Eu vou aceitar. — as últimas palavras de Kanae entraram por uma orelha e sairam pela outra — Eu sei que vai ser dificil e com certeza ia ser mais fácil se tivesse o apoio de Tsuruga-san mas, se fizer isto bem, a minha carreira vai mudar e até posso livrar-me desta secção.
- Ah...então queres deixar-me para trás, é? — perguntou Kanae, tentando-se livrar daquele ambiente pesado — Pensei que eramos amigas.
- Eh? Mas seu eu não me despachar, sou eu que vou ficar para trás! — disse Kyoko com olhos de cãozinho abandonado — Chiori-san já está práticamente "curada" e também não vais demorar muito, Moko-san!
- Kyoko, tenta olhar para o teu coração. — disse finalmente Kanae — E perceber porque é que Tsuruga-san agiu daquela maneira. Se o fizeres, podes descobrir algo interessante.
"Algo que te deixará bastante feliz"
Notas finais
Espero que tenham gostado deste capitulo.
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