Skip Beat - enquanto o Amor Durar

21 Capítulo 21 - Até seres minha


Notas iniciais
Enjoy ^^

Os três dias tinham passado mais depressa do que Kyoko estava à espera e, apesar de já ter uma música pronta, não conseguia acabar outra em três horas e, mesmo que conseguisse, tinha uma sessão fotográfica para o While Love Last. Tora ia buscá-la dali a quinze minutos.

Kyoko olhou para a música que tinha escrito. Talvez tivesse ficado um pouco agressiva de mais mas, afinal ia cantar com os Vie Ghoul.

A convivência com Ren tinha sido mínima desde que Tora tinha sido contratado como seu agente. Sempre que ela estava em casa, Ren saia e só voltava depois de ela adormecer.

Ela não percebia porque é que ele estava tão chateado. Ela não ficaria assim, se ele tivesse uma agente feminina.

No entanto, quando imaginou-o com uma versão feminina do Tora como agente, a ideia não lhe agradou.

Ao ouvir o telemóvel, suspirou ao pensar que era Tora mas, ao abri-lo, Kyoko viu uma mensagem de Ren.

Se ainda precisares de uma música…

…vou estar à tua espera à frente do estúdio de gravações.

Ren

O quê? Ele tinha conseguido arranjar uma música? Isso era óptimo! E assim podia, finalmente, falar com ele.

Com uma disposição muito melhor do que tinha começado o dia, Kyoko pegou na mala e saiu de casa com vontade de dar pulinhos.

- Sho, não estás a fazer sentido nenhum. – Kyoko sabia que Shotaro ia estar na sessão fotográfica, mas não esperava que fosse tão cansativo trabalhar com ele a longo prazo. Ela estava a rezar para que a sessão acabasse rápido mas o fotógrafo ainda não tinha chegado – Estás a dizer que o Ren é o Corn e que ele escondeu um passado violento de mim durante este tempo todo?

- Exactamente. – confirmou Sho, irritado quando começou-se a rir – Não acreditas?

- Por favor, Sho. Pensa no que estás a dizer. – pediu Kyoko tentando controlar-se – Estás a insinuar que o Ren é uma fada e, além disso, uma fada violenta.

- O quê? – perguntou Sho. Raios, tinha-se esquecido do pequeno mundo encantado de Kyoko – Ouve, eu….

- Olha, eu lembro-me que ele era loiro. – acrescentou Kyoko – O que é que estás a tentar fazer? Estás a tentar separar-me dele?

- Separar-te dele!? – todos no estúdio olharam para Sho, quando ele gritou – Ele é teu guardião! Tu não podes amá-lo!

- Bem, mas eu amo-o! Amo-o mais do que alguma vez amei-te a ti! – Kyoko tapou a boca com a mão mas já era tarde demais – Espera…

- O fotógrafo chegou, pessoal. – avisou um membro da equipa – Às vossas posições, tal como ensaiaram. O fotógrafo não quer perder tempo!

- Não, esperem. – murmurou Kyoko ao ver Sho a afastar-se.

Meu, Deus! O que é que tinha dito!?

Enquanto abraçava Sho para os posters publicitários do While Love Last, Kyoko pensava em Ren e no que tinha dito. Tinha a certeza que quase toda a gente tinha ouvido.

E se Ren soubesse daquilo antes de ela ter tempo para lhe dizer?

Pior ainda, como é que ela lhe ia dizer!?

- Muito bem. – disse o fotógrafo despertando Kyoko, que tinha posado sem dar conta – Está perfeito! Podem ir embora, por hoje.

Kyoko olhou para o relógio, vendo que só faltava uma hora até ao encontro com o director do estúdio de gravações. Ainda precisava de mudar de roupa e falar com Ren antes da reunião.

Mas, antes de ter tempo de escapar, Brianna e Natalie apanharam-na.

- Querida, tens que aprender a falar mais baixo. – comentou Brianna – Ninguém quer saber se estás apaixonada ou não.

- Não sejas assim, Brianna. – pediu Natalie – Eu até estou curiosa para saber. – ela virou-se para Kyoko – Quem é? O Sho?

- O Sho!? – repetiu Kyoko ficando completamente branca – Nem pensar! Nunca nesta vida!

- Ele também nunca olharia para ti. – sussurrou Brianna, chateada por Kyoko estar a falar assim de Sho.

- Se não é ele… — continuou Natalie — …só pode ser o teu senpai.

- O qu…o quê? – Kyoko pôs uma mão na cara, para tentar esconder as bochechas vermelhas – Que parvoíce. Eu tenho que ir.

- Hmm…não sei, isto é muito suspeito. – disse Natalie vendo Kyoko a correr para o camarim – Devemos fazer alguma coisa?

Sim, pensou Brianna pegando no telemóvel.

Que tal informar os paparazzis que Tsuruga Ren era o novo guardião legal da sua amada kouhai, Mogami Kyoko?

Ren estava a acabar de desenhar a última nota quando viu o carro de Tora a aproximar-se.

Ele não era músico nenhuma mas, na sua “vida anterior” tinha tido curiosidade suficiente para aprender música e, agora que tinha oportunidade de usar o que tinha aprendido, Ren sentia-se contente.

Tora não estava a causar problemas, por isso ele estava aliviado.

Ao ver Ren, Kyoko saiu do carro e correu para ele, como se já não o visse há três anos.

- Tsuruga-san! – gritou ela com um grande sorriso na cara, abraçando-o sem mesmo dar por isso – Obrigada por me arranjar uma música. Não saberia o que fazer se não estivesse ao meu lado.

- Umm…Kyoko. – Ren não tinha motivos de queixa, mas Tora estava a olhar para eles com cara de desconfiado – Não estás um pouco atrasada?

- Oh, certo. – Kyoko afastou-se e pegou nas folhas que Ren lhe estendeu – Não vem, desta vez?

- Não. Tenho gravações. – explicou Ren afagando-lhe a cabeça – Depois falámos, em casa.

Kyoko sorriu e entrou no estúdio depois de ver Ren partir, acompanhada de Tora.

- Passasse alguma coisa entre vocês? – perguntou Tora.

- Como meu agente, não precisas de te preocupar com isso. – respondeu Kyoko parando à porta – Não quero que atrapalhes as gravações. O presidente deu-me autorização para te despedir ao mínimo erro que fizesses e eu não vou hesitar.

Tora devia ficar chateado mas, em vez disso, sorriu. Segundo a experiência dele, as melhores e mais duradouras relações começavam com ódio e, em todo o caso, já tinha dito ao pai que encontrara uma mulher com quem queria casar.

- Ah, amor! – Katsu levantou-se ao ver Kyoko entrar – Começava a ter medo que não aparecesses. Tens as músicas?

- Sim, tenho. – disse Kyoko entregando-lhe os papeis, sem ter olhado para a letra da música de Ren, antes – Espero que estejam boas.

- Então, temos um pedido de ajuda e um tipo de confissão. – Katsu avaliou as músicas, enquanto anuía com a cabeça – Wow! Esta tem muita energia! Podemos deixar esta para tocares com os Vie Ghoul. – Katsu olhou para ela e sorriu – Bem, pensava que não ias conseguir, mas conseguiste. Queres tentar cantar esta? – perguntou ele entregando-lhe a música de Ren – Posso arranjar uma banda e dentro de uma hora gravamos. Que achas?

- Agora? – Kyoko olhou para o papel sem saber o que responder – Eu acho que…pode ser…?

- Óptimo! O teu agente pode começar já a tratar da publicidade. – disse Katsu enxotando Tora – Porque é que não vais praticando? – sugeriu ele tirando-lhe a letra outra vez da mão – Aposto que já sabes a música de cor. Eu vou mostrá-la aos rapazes.

E, tal como um relâmpago, ele desapareceu, deixando Kyoko sozinha e desesperada.

Não fazia ideia do que a letra dizia.

Tinha pensado em telefonar a Ren mas ele estava a trabalhar e, antes de pensar noutra solução, Katsu já estava de volta com um grupo de rapazes equipados de instrumentos.

- Muito bem, pessoal. Às posições. – pediu Katsu levantando uma sobrancelha quando viu Kyoko a aproximar-se – O que se passa? Mudaste de ideias?

- Não! Nada disso, mas… — Kyoko começou a brincar com os indicadores – Pode dar-me o papel com a letra?

- Ah, claro. – disse Katsu entregando-lhe a folha gasta – Agora vai para ali e diverte-te.

- Vou fazer o meu melhor, Yamamoto-sama. – prometeu Kyoko fazendo uma vénia rápida, antes de se juntar ao grupo de músicos.

- Vamos começar com a viola, então. – pediu Katsu recostando-se na cadeira – Quero ouvir um êxito.

Kyoko respirou fundo e olhou para a letra, percebendo imediatamente que tinha sido Ren que a escrevera.

Aquilo era mesmo uma confissão.

Mas, mesmo estando um pouco envergonhada, ela começou a cantar.

My state of mind

Has finally got the best of me

I need you next to me

I’ll try to find

A way that I can get to you

Just wanna get to you

The world I see is perfect, now

You’re all around

With you I can breathe

Until you’re mine, I have to find

A way to fill this hole inside

I’ve got to fight

Without you here by my side

Until you’re mine, not gonna be

Even close to complete

I won’t rest until you’re mine

Mine…

Alone inside

I can only hear your voice

Ringing through the noise

I can’t find my mind

Keeps on coming back to you

Always back to you

Wanted something out of reach

It’s killing me, you’re all I see

Until your mine, I have to find

A way to fill this hole inside

I’ve got to fight

Without you here by my side

Until you’re mine, not gonna be

Even close to complete

I won’t rest until you’re mine

Mine…

Yes, I’m wondering

If we were meant to be

Forget about waiting

Just hold me

I’m ready to begin

The waiting has to end

Right now, today

I’ve got to find a way, yeah!

Mine, until you’re mine

Until you’re mine, I have to find

A way to fill this hole inside

I’ve got to fight

Without you here by my side

Until you’re mine, not gonna be

Even close to complete

I won’t rest until you’re mine

My state of mind

Has finally got the best of me

I need you next to me…

- Perfeito. – comentou Katsu quando Kyoko saiu com os músicos atrás dela, mas desta vez, Kyoko não reagiu – Estás bem, amor?

- Eu preciso de ir para casa. – murmurou Kyoko, despedindo-se de todos antes de sair.

Precisava de resolver umas coisas.

Tal como fazia desde há três dias, Ren chegou suficientemente tarde para se certificar que Kyoko já estava na cama. Já não estava chateada com ela, mas não aguentava estar muito tempo perto dela sem fazer nada.

Com sorte, ela não tinha percebido o significado da canção.

Mas Ren não estava com sorte naquele dia porque, ao ligar a luz, viu que Kyoko estava lá, sentada no sofá de braços cruzados e sobrancelhas franzidas.

- Ainda estás a pé? – perguntou Ren olhando rapidamente para o relógio – Já são onze horas. Passa-se alguma coisa? Sentes-te bem?

- Estou óptima. – respondeu Kyoko fazendo sinal para ele se sentar com a mão – O director gostou imenso das canções.

- Ainda bem. – ao sentar-se ao lado dela, Ren percebeu que alguma coisa estava errada – A sério, Kyoko. O que é que aconteceu? O Tora fez alguma coisa? – um medo apoderou-se dele – O Sho disse alguma coisa?

- Nada de muito importante. – disse Kyoko sem achar necessário falar sobre o assunto disparatado do “Corn” – Gravei uma canção, hoje.

- Isso é óptimo! – Ren abraçou-a mas ela não retribuiu o abraço, por isso ele afastou-se – Ele não gostou?

- Foste tu que a escreveste, não foste? – perguntou Kyoko simplesmente.

O súbito “tu” assustou Ren mais do que qualquer coisa que Sho lhe pudesse ter dito.

- Sim, porquê? – as suspeitas dele estavam-se a tornar realidade – Não gostaste?

Kyoko levantou-se para olhar para ele de frente. Chegava de brincadeiras e desentendimentos. Kyoko queria para de fugir e enfrentar agora o seu destino.

É óbvio que tinha medo que lhe partissem o coração novamente mas, se continuasse assim, iria ficar sozinha para o resto dos seus dias.

Finalmente, inspirou e disse: — Ren, temos que falar.

Notas finais
Este capitulo não é muito grande e não acontece muitas coisas mas acho que acaba bem, huh? ^^
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