Skip Beat - enquanto o Amor Durar
12 Capítulo 12 - Aquele que sempre esteve lá
Notas iniciais
Enjoy^^
- Estou apaixonado por ti! — gritou Ren agarrando os ombros dela para ela não poder virar-lhe costas.
Ela não falou. Não conseguiu expressar os seus pensamentos e assim, Ren partira sem olhar para trás, deixando-a na solidão do seu próprio coração, sem hipótese de fugir.
Kyoko chorara toda a noite até ficar exausta e vazia, ou pelo menos era o que pensava. Como era óbvio, tinha ido trabalhar mas ele não estava lá.
Sempre que ela ia à LME e cruzava-se com ele por acaso, ele ignorava-a como disse que ia ignorar e, quando isso acontecia, sem Kyoko estar à espera, as lágrimas apareciam nessa noite.
E, apesar de ter sido uma tortura, um mês tinha passado.
...
Um mês depois
Ren uma vez pensata com tristeza: Quando tinha conhecido a rapariga de quem gostava, ela já tinha um principe na sua vida. Dez anos depois, ao voltar a encontrá-la, o principe dela tinha enchido o seu coração com ódio, não deixando lugar para ninguém.
Isso tinha sido verdade mas, se Kyoko tivesse conhecimentos dos pensamentos dele, na altura, podia dizer com confiança, que isso deixara de ser verdade há um mês atrás.
As gravações estavam quase acabadas e, é claro, ela tinha sido uma profissional e tinha excedido as expectativas do director.
As cenas que faltavam gravar não envolviam a Myia por isso ela passava a maior parte dos dias no edificio da LME a fazer tarefas para a Secção Love Me.
O presidente dizia que não a promovia até ver o filme que só estreava dali a um mês se tudo fosse como o esperado.
Infelizmente, passava mais dias do que queria com o traste do Shotaro, dando entrevistas e tirando fotografias para a promoção do filme.
Tal como naquele momento.
Ela estava nas mãos da maquilhadora mas não estava feliz e isso irritava-a seriamente. Naquele espaço de tempo já tinha passado por várias maquilhadoras mas não conseguia aproveitar.
Kyoko levantou-se, esperou pelos últimos retoques da cabeleireira e entrou em palco, sentando-se num sofá ao lado de Shotaro.
- Boa noite. — cumprimentou a apresentadora num sofá ao lado deles — É um prazer ter-vos aqui. Mogami-san, Sho-kun, bem-vindos.
- É um prazer estar aqui. — disse Kyoko levantando-se e fazendo uma vênia.
- Bem, vamos entrar no ar. — avisou um homem por detrás da câmara — Em três, dois, um...
- Boa noite, estámos aqui, em directo, com os protagonistas do novo filme, While Love Last. — disse a apresentadora olhando para a camâra — Sho Fuwa e Kyoko. — a apresentadora olhou para eles — Bem, para dizer a verdade, apesar de ser o Sho-kun o mais famoso, a protagonista deste filme é a Kyoko-chan, certo?
- Mas é claro. — respondeu Sho com um sorriso brilhante — Eu sou só um cantor famoso. A verdadeira actriz aqui é a Kyoko e ela é espantosa.
- Oh, para ser recomendada por si, ela deve ser realmente maravilsosa. — disse a apresentadora — Lembramos que vocês os dois já tinham trabalhado juntos e o resultado valeu à Kyoko-chan o papel de Mio em Dark Moon.
- Sim, acho que o meu PV ajudou-a. — confessou Sho — Mas foram as habilidades dela que a fizeram famosa.
- Isso é, certamente verdade. — disse a apresentadora — E não é maravilhoso ter tido oportunidade para trabalhar com os dois homens mais famosos do Japão. Ouvi dizer que é muito chegada com o actor Tsuruga-san. É verdade, Kyoko-chan?
- Ele era o meu senpai. — respondeu Kyoko forçando um sorriso — Tsuruga-san é realmente um excelente actor e foi o meu modelo para me tornar melhor.
- Mas "era" seu senpai? — salientou a apresentadora — Isso quer dizer que já não é? Acha que ele já não lhe pode ensinar mais nada?
- Não é nada disso! Acho que ele nunca vai deixar de me surpreender com as coisas que ele sabe. — explicou Kyoko — Mas ele está muito ocupado e decidimos que era melhor ele focar-se apenas no trabalho.
- Dito assim, parece triste. Quase como dois namorados que acabaram a sua relação. — disse a apresentadora suspirando fundo — Houveram rumores que diziam que vocês os dois eram muito próximos. Aliás, você era a única actriz que se atrevia a aproximar-se do actor calmamente.
- Ele guiou-me neste mundo dificil desde o meu primeiro trabalho. — disse Kyoko, agora docemente — Ele esteve lá desde sempre.
- Oh, até parece que está apaixonada por ele. — disse a apresentadora.
Kyoko riu-se. — Não estámos todas?
- Isso é verdade. — confessou a apresentadora rindo-se também — Rapazes como o Sho-kun e a Tsuruga-san fazem as mulheres suspirar.
- Isso é um grande elogio. — disse Sho — Nunca imaginei que uma mulher tão bonita como a senhora poderia achar-me atraente.
- Bem, estamos a ficar sem tempo. — avisou a apresentadora quando um dos camara-mens fez sinal — O que é que podiam dizer do filme?
- Queria começar por dizer que vai ser um filme especial. — disse Sho — Acho que toda a gente vai sentir o que nós sentimos ao fazer o filme.
- Sim. E a história da Myia e do Masaki é bastante envolvente. E também temos uma surpresa que o director deixou-me desvendar neste programa. — contou Kyoko — Depois deste filme, o director está a pensar fazer um While Love Last 2. Vai ser ainda melhor do que este.
- Uau! Em exclusivo no meu programa! — disse a apresentadora — Ficamos à espera ansiosament. Muito obrigada pela vossa presença, Sho-kun, Kyoko-chan. — a apresentadora virou-se para a câmara — Hoje ficamos por aqui. Para a semana vamos ter Kotonomi Kanae para promover o novo filme e Fuwa Sho para cantar a sua nova música. — ela olhou para Sho — Não é verdade, Sho-kun.
- É verdade. — confirmou Sho sorrindo — Vou apresentar a minha nova música.
A apresentadora olhou para a câmara outra vez. — Agora ficamos com os Vie Ghoul!
Kyoko escondeu a surpresa quando a banda entrou em palco mas, ao ver Reino, teve um arrepio e sentiu os seus demóniozinhos a esconderem-se atrás das suas costas.
Ninguém a tinha avisado que os Beagles iam estar ali!
Quando as luzes se apagaram para deixar apenas um holofote sobre a banda, Kyoko aproveitou para levantar-se e fugir dali.
- Desculpe, mas tenho coisas para fazer. — disse Kyoko fazendo uma rapida vênia em frente à apresentadora — Obrigada por me ter recebido.
- O prazer foi todo meu. — disse a apresentadora levantando-se para fazer uma vênia rápida. — Espero que apareça outra vez.
Kyoko começou a correr mal saiu dos olhos das câmaras e entrou no camarim. Mudou de roupa rapidamente e deixou a outra bem dobrada.
Estava quase dali para fora quando sentiu uma mão a agarrar-lhe o braço e quase gritou.
- Tenha calma, Mogami-san.
Ao olhar para trás, Kyoko viu um rapaz talvez dois ou três anos mais velha do que ela, com olhos azuis e cabelos loiros que só podiam ser comparados ao principe das fadas.
- O meu nome é Sato Tora, o filho do director desta estação. — disse o rapaz com um sorriso brilhante — Mas podes-me chamar Tora.
- Sato-san. — disse Kyoko sem se deixar enganar pelo aspecto principesco — O que deseja? Estou com pressa.
- O meu pai queria dar-lhe os parabéns pela sua participação no filme e agradecer a comparência no programa. — disse Tora mantendo o sorriso.
- Ora, isso é muito gentil da parte do seu pai. — disse Kyoko descontraindo um pouco — Os directores não costumam fazer isso.
- Bem, o meu pai sabe reconhecer uma futura estrela quando a vê. — explicou Tora — E eu sei reconhecer uma mulher fascinante quando a vejo.
Kyoko olhou para trás, tentando perceber para que mulher é que ele estava a olhar até Tora pegar na mão dela e beijá-la gentilmente.
Instintivamente, Kyoko puxou a mão de volta e corou.
- Já alguém te disse que és adorável? — perguntou Tora tirando um cartão de negócios do bolso — O meu número de telemóvel está na parte detrás. Vamos jantar amanhã, que achas? Eu pago.
- Bem, isso é que é ser persistente. — disse Sho atrás de Tora.
Tora virou-se. — Ah! Senhor Fuwa. O meu pai também gostava de lhe agradecer. O meu pai vai celebrar o meu aniversário amanhã à noite. Talvez também gostasse de comparecer.
- Com todo o gosto. — concordou Sho um pouco irritado.
- Muito bem. — Tora deu as costas a Sho e fez uma pequena vênia a Kyoko antes de ir embora — Vou-te buscar às oito e meia à porta da LME.
- Tsk. Não gosto daquele...tsk! — Sho olhou para Kyoko que não parecia perceber o que Tora estava a fazer — Afinal onde é que está o Ren!? Ele não costumava andar sempre colado a ti?
Sho não queria admitir mas Ren parecia assustar os homens que se tentavam aproximar de Kyoko.
- Não me chateies, Shotaro! — pediu Kyoko, irritada por ele lhe ter lembrado do que se tinha passado — Ele tem mais coisas para fazer do que andar sempre atrás de mim. Para ser uma grande estrela como ele é, não se pode perder tempo a falar de coisas desnecessárias, percebes? Por isso, desaparece!
Sho encolheu os ombros, aliviado por aquele tipo já ter ido embora e foi mudar de roupa. O que ele não sabia é que Tora não era o único com quem se devia preocupar.
- Então aquele tipo assustador não está aqui hoje. Assim temos tempo para falar. — disse Reino fazendo Kyoko gritar.
...
Yashiro olhava para Ren com atenção.
Há um mês que ele Yashiro olhava para ele com atenção mas, apesar de perceber que não alguma coisa não estava bem, não conseguia perceber o que é que se passava.
Quando perguntara por Kyoko, Ren tinha-lhe dito para não aparecer mais nas filmagens e não tinha coragem para lhe perguntar porque é que a ignorava sempre que a via na LME.
Há quatro semanas atrás, ele tinha pedido uma semana de férias ao presidente e desde aí que ele parecia um morto-vivo, criado apenas para trabalhar.
- Ouvi dizer que o filho do director Sato vai fazer anos e ele vai fazer uma grande festa para comemorar. — comentou Yashiro — Diz-se que o director está a tentar encontrar uma rapariga para que o filho se case depressa.
- E temos que ir? — perguntou Ren numa voz monótona, enquanto conduzia o carro para o seu próximo trabalho.
- Bem, o presidente convidou todas as estrelas da LME...tal como as estrelas da Agência Akatoki e outras mais. — disse Yashiro especificando que Sho e Kyoko iam à festa juntos — Mas se não quiseres ir, não é obrigatório.
- Se não é obrigatório, eu recuso. — disse Ren calmamente, assustando Yashiro — Preciso de descançar. Tenho tido muito trabalho.
- Mas o que é que se passa contigo!? — gritou Yashiro sem reconhecer o homem ao seu lado — É por causa da Kyoko? O que é que aconteceu?
- Yashiro-san, por favor. — pediu Ren na mesma voz monótona — Não presuma que tudo o que se passa comigo tem a ver com a Mogami-san.
Como é que não podia? pensou Yashiro. Ele estava mais magro e havia vezes que as maquilhadoras tinham que disfarçar as sombras negras por baixo dos seus olhos. Se continuasse assim, ele iria parar ao hospital. Mas o que é que ele podia fazer?
Ren estacionou e estacionou, esperando que Yashiro saísse para fechar o carro.
Seguindo o agente, Ren dirigiu-se para o local de gravações e sentou-se na cadeira preparada para ele, enquanto o director do novo drama que ele ia fazer falava do guião para os actores novos.
Ren pegou no telemóvel e pôs-se a olhar para o ecrã negro. O que é que podia fazer? Só dizer o nome dela, magoava. Como seria ouvir a sua voz?
O quão estúpido tinha sido pensar que ela iria ter com ele depois de ele dizer para ela se afastar? E o que é que ele estava à espera que ela dissesse? Porque é que ele continuava a olhar para o telemóvel todos os dias, à espera de uma mensagem dela?
Ren desligou o telemóvel e guardou-o.
...
"O número que marcou não está de momento disponivel. Por favor, tente mais tarde ou deixe uma mensagem depois do sinal...Bip."
- Tsuruga-san. — Kyoko fez uma pausa para pensar no que havia de dizer — Peço desculpa por ter agido como agi há um mês atrás. A verdade é que... — Kyoko parou outra vez e abonou a cabeça. Não podia dizer o que queria dizer por telemóvel — A verdade é que queria falar consigo. E eu sei que disse que não queria falar comigo mas...tenho andado realmente perdida neste último mês. Venha jantar comigo, amanhã à noite. Vou estar à espera à porta da LME às oito horas.
Kyoko desligou o telemóvel, peguntando-se o que tinha acabado de fazer. Ele nunca iria aparecer.
Não havia nada a fazer agora, de qualquer maneira e talvez não estivesse a racicionar bem depois do que os Beagles lhe tinham dito.
Há trinta minutos atrás (flashback)
- O que é que vocês querem!? — perguntou Kyoko encolhendo-se no banco para onde Reino a tinha puxado — Estou com pressa e já é tarde, despachem-se.
- Tem calma. — disse Miroku ao lado de Reino — Acabámos de actuar, estámos cansados.
Reino estava sentado mesmo ao lado de Kyoko, agradado por sentir a aura negra que era só dedicada a ele.
- O director do novo filme que vai sair, While Love Last quer que tu e o Sho cantem juntos no fim do filme. — informou Reino olhando para Kyoko — E como o Sho está muito ocupado a acabar a sua nova canção, advinha quem te vai dar aulas de canto?
- Não! — gritou Kyoko imediatamente, saltando do bando — Porquê? Eu não sou uma cantora! Eu não presto a cantar!
- Hei, não nos culpes a nós. Foi o director que pediu. — disse Miroku com as mãos atrás da cabeça — Não te preocupes. O Sho cobre-te se desafinares muito.
- Olha, tem calma. — pediu Reino levantando-se — Toda a gente tem um tipo de tom em que são bons, só temos que descobrir o teu e, se não prestares ao ponto de ser insuportável ouvir-te, eu falo com o director.
- Então digam agora. — disse Kyoko — Não podem mentir?
- Nós estámos a ser pagos por isto. — disse Miroku — O minimo que podemos fazer é experimentar-te.
- A aula começa amanhã às nove e meia. — disse Reino fazendo sinal para o amigo se levantar — O director desta estação pediu-nos para actuar para a festa do filho. Tu vais fazer um dueto comigo por isso é melhor que não faltes à aula de amanhã.
- Sim, até podemos passar pelo shopping para te escolher uma roupa que combine com a nossa. — propôs Miroku seguindo o amigo — Tchau, ruivinha.
Actualmente (fim de flashback)
E era por causa disso que Kyoko tinha acabado por mandar aquela mensagem a Ren.
Sabia que o Beagle principal tinha medo de Ren e, se ele estivesse na festa, o beagle não ia tentar nada demais.
Sato-san disse que a ia buscar às oito e meia e Kyoko sabia que Ren nunca se atrasava para nada. Iria saber se ele vinha ou não no exacto momento em que dessem oito horas.
Sim, iria correr tudo bem.
...
O céu de Inverno cobria o céu nocturno com nuvens, impedindo que se visse a lua cheia.
Ren conduzia o carro até à LME para deixar Yashiro e depois podia afundar-se na sua cama até o sol da madrugada o acordar para a dura realidade da solidão.
Ao parar em frente à LME, Ren viu Maria a sair, por isso saiu do carro e vergou-se para pegar nela ao colo quando ela começou a correr.
- Já não devias estar na cama, Maria-chan? — perguntou Ren fazendo festinhas no cabelo dourado dela.
- O avô ficou até mais tarde e eu quis esperar por ele. — explicou Maria — E tu?
- Eu vim trazer o Yashiro-san mas também tenho que ir perguntar uma coisa ao presidente. — Ren pousou Maria no chão e deu-lhe as chaves do carro — Vai e espera no carro. Está frio cá fora.
Contente, Maria correu para o carro e sentou-se no lugar de Ren, enquanto ele entrava na LME.
Sabendo que podia, Maria pegou no telemóvel de Ren e ligou-o vendo o ecrã onde dizia "Você tem uma mensagem de voz nova".
Não querendo abusar da privacidade de Ren, Maria ignorou a mensagem e tentou ir para os jogos mas, em vez disso, apareceu outra mensagem a dizer "Mensagem de voz apagada".
Maria entrou em pânico e pousou o telemóvel imediatamente. O que é que ia dizer a Ren? Nem sequer sabia de quem era a mensagem!
Entretanto, Ren estava em frente a Lori que suspirava penosamente, com um fato de samurai vestido.
- Está tudo tratado, Ren. Tal como pediste. — disse Lori — Depois de terminares o drama que estás a fazer agora, podes tirar umas férias para ires à América veres os teus pais. O Kuu até já telefonou para aqui a dizer que já tens uns quantos trabalhos lá, se quiseres. Não vais dizer-me o que aconteceu, Ren?
Ren levantou-se, despediu-se e saiu sem dar mais explicações. Cansado, Ren nem reparou na expressão aterradora de Maria, quando abriu a porta do carro.
- Eu...eu...eu... — gaguejou Maria tentando explicar o que tinha explicado, enquanto Ren a tirava do carro — A mensagem e...e...e...
- Agora não, Maria-chan. — pediu Ren dando-lhe um beijo na testa ao pousá-la no chão — O presidente já vem aí. Amanhã falamos, está bem?
Sem conseguir dizer mais nada, Maria ficou a ver Ren ir, rezando para que a mensagem que tinha apagado não fosse muito importante.
Notas finais
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