Skinny Love
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Queria compartilhar com vocês a música que deu título a fic http://www.youtube.com/watch?v=XL2Uzz4j01s o/
Passei a noite virando de um lado para o outro, quando conseguia dormir sonhava com o ataque de St. Vladimir e acordava assustada. Quando vi os primeiros raios de sol, desisti de dormir e fui colocar um biquíni. Coloquei uma calça de ginástica, já que eu não tinha um short apropriado para surfar e fui encontrar com Ryan e Derek.
Mas cheguei cedo demais, então fiquei mergulhando e aproveitei para tomar um pouco de sol. – Magrudou Rose? – Abri os olhos e vi Derek parado ao meu lado segurando sua prancha e o Ryan se aproximando tirando sua camiseta.
- A cama me expulsou. – Respondi me levantando.
Em menos de 5 minutos já estávamos dentro do mar surfando. Dessa vez tive mais sorte e consegui pegar mais ondas. Os meninos me ajudaram bastante e ficamos conversando. Eles já eram formados na faculdade local da Califórnia e tinham 23 anos. Estavam tentando abrir uma loja de pranchas, já que eles fabricavam as suas próprias. Quando perguntaram de mim, disse que estava na Universidade e morava com a minha amiga. Sem muitos detalhes. Depois de umas três horas no mar, resolvi voltar para casa, a noite mal dormida já estava fazendo efeito. Me despedi dos meninos e fui embora.
Quando cheguei na casa estava tudo silencioso, todos deveriam estar dormindo ainda. Então resolvi ir para cozinha comer alguma coisa antes de ir deitar. Me amaldiçoei mentalmente assim que pisei lá.
Dimitri estava parado na pia, com uma camiseta manga curta branca que dava uma visão perfeita do seu peito musculoso e uma calça jeans azul, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e ele parecia totalmente perdido em pensamentos. Pensei em virar e sair de fininho, mas ele me olhou assim que a ideia me passou pela cabeça.
- Bom dia. – Disse segurando um sorriso de quem foi pego no flagra.
- Bom dia Rose, estava surfando? – Ele olhava meu corpo que estava levemente molhado, estava só com a parte de cima do biquíni o que deixava meus seios em destaque, e a calça de ginástica.
- Uhum, vim comer alguma coisa antes de ir tomar um banho. – Disse procurando algo para comer, para evitar manter o contato visual.
- Senta ai, estou fazendo chocolate quem pra mim, quer também? – Acenei com a cabeça enquanto pegava um pedaço de pão em cima da mesa.
- Colocar dois pacotes é o segredo. – Ele disse quando as xícaras já estavam cheias. Entregou a minha e sentou a minha frente. – Eu.. Eu realmente não sabia do ataque que você sofreu na invasão de St. Vladimir. Eu sinto muito, de verdade. Gostaria de ter estado lá com você, de novo. – Ele disse cauteloso. – E me desculpe por ontem, não deveria ter se quer pensado em nada daquilo.
- Tudo bem, só não imaginei que logo você, entre todas as pessoas, acharia era por outro motivo. – Disse firme. – Mas eu sei, eu sei. Mais fácil achar que tinha sido um Moroi qualquer, afinal, eu devo ter me envolvido com tantos, em algum momento eu devo ter cedido.
- Me desculpe Rose, mas eu não imaginava que você tinha sido mordida por um strigoi, e a cicatriz estava ai, eu sei que foi errado ter se quer cogitado isso, principalmente vindo de você, mas foi a única coisa que eu consegui ligar para explica-la.
- Yeah, agora você já sabe. E eu realmente já me cansei dos seus pedidos de desculpas Dimitri. – Antes que eu pudesse terminar alguém entrou na cozinha.
- Bom dia Rose. – Disse Tasha com indiferença. – Bom dia Dimka. – Ela quase pulou em seu pescoço e tentou lhe dar um selinho, mas ele virou e acabou sendo no rosto.
- Vou dar privacidade para vocês. – Pisquei e sai da cozinha. Subi para o meu quarto e estava tão cansada que deitei de biquíni mesmo e apaguei.
Acordei sentindo o sol no meu rosto, estava meio desnorteada e grudenta então fui direto para o chuveiro. Logo depois escuto Mark entrando no quarto. — Hey pussy, estou te esperando aqui fora. – Sai do banheiro enrolada na toalha e a última cena que eu poderia imaginar me esperava no quarto. Mark estava encostado na minha porta aberta e Dimitri estava parado no lado de fora analisando tudo ao seu redor. Quando me viu, seus olhos arderam de desejo, me olhou minuciosamente, parando só nas minhas pernas. Voltou a olhar para o Mark, que estava só de bermuda jeans e olhou pra mim.
- Dimitri? – Perguntei com a intenção de que todas aquelas olhadas parassem de uma vez.
- Eu ia te chamar para treinar comigo, não queria interromper nada.
- Imagina, só estava tomando banho. Mas aceito treinar sim, você está merecendo uma surra. – Disse sorrindo. — Me dê 10 minutos que eu já te encontro.
Coloquei um top e outra calça de ginástica, os dois pretos. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e desci com o Mark, que agora já tinha vestido uma camiseta, atrás de mim. Encontrei Dimitri sentado na areia, e fui em sua direção. Mark sorriu e foi se sentar no deck, para poder assistir ao treino.
- Mudou de ideia? – Perguntei dando meu melhor sorriso. Dimitri me olhou e se levantou em um único movimento. Paramos frente a frente e nos posicionamos em modo de ataque.
Me dirigi até ele, esperando pegar ele de surpresa. Mas Dimitri era difícil de ser pego de surpresa. E ele era rápido. Oh, tão rápido. Era como se ele soubesse o que eu estava fazendo antes mesmo de fazer. Ele segurou meu ataque com um golpe ao lado da cabeça.
- Pensei que você tivesse dito que vocês eram só amigos. – Ele disse um tanto afiado.
Estávamos nos testando, atacando e bloqueando. Eu tentei me lembrar de tudo o que ele me ensinou. Eu também tentei lembrar de tudo o que eu sabia sobre ele. Eu o conhecia, conhecia seus movimentos, assim como ele conhecia os meus. Eu também podia antecipar os golpes dele. Assim que comecei a usar meus conhecimentos, a luta ficou mais rápida.
- E nós somos. – Respondi um pouco ofegante. Dimitri e eu éramos um par muito bom, nós dois éramos muito rápidos. Meu coração batia forte em meu peito e suor escorria pela minha pele.
Então Dimitri finalmente passou. Ele se moveu para atacar, vindo pra cima de mim com a força total do seu corpo. Eu bloqueie a maior parte, mas ele era tão forte que eu tropecei devido ao impacto. Ele não perdeu a oportunidade e me arrastou para o chão, tentando me prender.
- Não era o que parecia no seu quarto. – Um sorriso brotou em seu rosto e eu tinha certeza que era só por ele pensar que estava ganhando. Eu não podia deixar isso acontecer.
Então, embora ele segurasse a maior parte de mim no chão, eu consegui atingir ele com uma cotovelada e o acertar no rosto. Ele recuou e foi o que eu precisava. Eu rolei por cima dele e o segurei no chão.
- Nem tudo é o que parece camarada. – Respondi e mordi levemente seu pescoço. – Morto.
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