Skinny Love
30 Capítulo 30
Notas iniciais
E vocês sabem né, sábado é dia de post duplo, então nos vemos mais tarde ;D
- Sua o que? – A voz de Lissa ecoou pelo restaurante.
- Minha protegida, mas é só temporário. – Respondi calmamente para que ela não surtasse, mas não adiantou.
- EU sou sua protegida. – Ela gritou.
- E continua sendo, é só um favor que estou fazendo para Rainha enquanto estou de férias. E a gente conversa sobre isso depois Lissa. – Olhei para ela em reprovação e me sentei ao lado de Mark puxando Ana comigo.
- Prazer Lazy Zeklos, sou Adrian Ivashkov. – Apresentou-se Adrian com seu jeito galanteador.
- Me chamem de Ana, por favor. E o prazer é todo meu Lord Ivashkov.
- Você também pode nos chamar pelo primeiro nome Ana. – Disse Mia toda simpática. – Sou Mia, esse é Eddie, Serena, Mark, Christian, Lissa, Dimitri e Tasha. – Foi apontando para cada um quando falava seus nomes e todos sorriam e acenavam em cumprimento.
- Dimka eu já conheço, ele era guardião do meu irmão até uns anos atrás. – Ana sorriu para Dimitri.
- Você é irmã do Ivan Zeklos? Como não percebi isso antes? – Perguntou Tasha, pelo menos eu não tinha sido a única. – É um prazer Ana.
- Tasha é minha protegida, Ana. – Dimitri apresentou melhor Tasha.
- E namorada. – Acrescentou Tasha. Mark apertou minha mão embaixo da mesa mais coloquei minha mascara de guardiã e fiz o melhor para não demonstrar o quanto aquilo me afetava.
- Você está em boas mãos Tasha. – Disse Ana.
Lissa ficou emburrada durante todo o jantar e pelo laço sentia o quão brava ela estava. Em algum momento Christian começou a falar de um ataque que tinha acontecido e me lembrou de algo.
- Falando nisso, quantos Strigois tinham quando você ficou presa Tasha? – Perguntei tentando soar não muito interessada.
- Apenas três. Mas quando consegui fugir só um estava de guarda. – Tasha respondeu um pouco incomodada.
Engraçado, eu com todo o meu treinamento de guardiã quase morri lutando com três Strigois e ela que disse que estava sem alimentação conseguiu fugir sem grandes danos. Alguma coisa estava errada.
- Caramba, que sorte! Quando nos mantiveram presos em Spoakane quase não conseguimos escapar, e isso que éramos cinco contra dois Strigois e ainda assim tivermos perdas.
- Grandes perdas. – Murmurou Eddie e percebi que todos estavam prestando atenção em nós.
- Vocês eram só novatos, eu luto minha vida inteira e tive meu elemento para me ajudar. – Tasha disse um pouco irritada.
- E mesmo sem alimentação conseguiu lutar, incrível. Muita sorte mesmo. – Sorri provocativamente.
- Realmente, minha família com todos os nossos guardiões não sobreviveram a cinco Strigois. – Ana disse tristemente. Merda! Não deveria ter tocado nesse assunto.
Senti uma onde de compaixão me invadir e sabia que não era só minha, mas mudou para ciúmes assim que coloquei minha mão em cima da de Ana.
- Sinto muito Ana.
- Eu também. – Ela finalizou o assunto colocando uma garfada de comida na boca e eu a imitei.
Senti um olhar cravado em meu rosto e nem precisava levantar a cabeça para saber de quem era, apenas um olhar tinha tanto efeito em mim. Dimitri me olhava questionador e com reprovação, olhei de volta para ele tentado dizer que não era minha intenção e ele apenas acenou com a cabeça e voltou a comer.
O jantar passou sem mais nenhuma emoção, Mia e Adrian enchiam Ana de perguntas do tipo de onde ela era, onde estudava e coisas banais. O que foi uma boa distração, e algumas horas mais tarde já estávamos todos nos despedindo.
- Eu te acompanho até seu quarto. – Disse para Ana e ela concordou. – Me desculpe por mais cedo, não queria tocar no assunto.
- Sem problemas, não há mais nada que possamos fazer mesmo. – Me deu um sorriso triste e entrou no quarto. – Boa noite Rose, nos vemos amanhã.
- Sim, venho te buscar para tomarmos café no refeitório. Se você quiser, é claro.
- Eu adoraria.
- Boa noite então. – Disse e sai para o pátio do dormitório dos visitantes, antes mesmo que pudesse chegar ao meu dormitório senti Lissa me chamando pelo laço e sabia que não adiantaria nada eu adiar essa conversa, então fui direto para seu quarto.
Bati na porta e uma Lissa com olhos vermelhos abriu e pediu para eu entrar. Me sentei em uma cadeira ao lado da cama e esperei ela se acalmar.
- Quando você ia me contar que tem uma nova protegida? – Perguntou secando as lágrimas que estavam em seu rosto. – Ou você não iria se dar ao trabalho de me informar que eu fui trocada?
- Você não foi trocada Lissa, eu já disse, é só um favor para a Rainha. Como estou de férias e ela sabe que eu não gosto de ficar sem trabalhar pediu para que eu cuidasse de Ana até o guardião dela se recuperar.
- Mas você é a MINHA guardiã, e eu não aceito isso. – Sua voz saiu em um grito estrangulado.
- Você pediu para eu me afastar Lissa, é isso que eu estou fazendo. Mas continuo sendo sua guardiã, quando o guardião dela voltar e você decidir terminar as minhas férias, tudo vai voltar a ser como era. – Disse suavemente, mas não consegui esconder a dor que eu sentia.
-Eu vou cancelar suas férias agora mesmo então. – Ela estava agindo como uma criança mimada.
- Não Lissa, você não tem mais o direito. Agora eu estou a serviço da Corte e cumprindo ordens Reais. – Disse me levantando e indo em direção à porta. – Sinto muito, mas foi você que quis assim.
Fechei a porta atrás de mim deixando Lissa chorando dentro do quarto. Eu não iria permitir que ela agisse daquela maneira. Ela começou com isso, ela me deu férias e pediu para eu me afastar. Mesmo quando eu pedi para voltar ela disse que seria melhor não, para não atrapalhar o relacionamento de Tasha e Dimitri e agora por ciúmes da Ana quer que eu volte correndo? Lissa tinha que aprender que não se pode ter tudo na vida.
Adormeci pensando em tudo o que aconteceu nas últimas semanas e quando acordei com meu despertador tocando fui direto para o banho, um banho quente e demorado. Coloquei o conjunto de ginástica que Eddie me deu de aniversário, um moletom e o tênis novo e prendi o cabelo.
Cheguei ao quarto de Ana e bati levemente. Ana abriu já pronta, com uma calça jeans e uma camiseta verde amarada na cintura, e seus olhos azuis escuros sonolentos, revelando que tinha acabado de acordar.
-Bom dia Ana.
- Bom dia Rose, acordou animada? – Ela sorriu e eu concordei.
Fomos direto para o refeitório e Adrian, Christian, Eddie e Mia já estavam lá, pegamos nosso café da manhã e nos sentamos com eles.
- Bom dia Little Dhampir. Bom dia Ana. – Adrian cumprimentou.
- Bom dia pessoal. – Respondi e Ana apenas sorriu e se sentou ao meu lado.
- Vai voltar aos treinos hoje Rose? – perguntou Mia.
- Não, só vou dar aulas, a Doutora ainda não me liberou para treinar. – Fiz uma careta.
- Você dá aulas? – Perguntou Ana.
- Sim, eu treino alguns novatos, se quiser me acompanhar hoje.
- Claro! Sempre gostei de lutar. – Ana deu um sorriso brincalhão e os olhos de Christian e Mia brilharam.
- Em qual elemento você se especializou? – Perguntou Mia.
- Terra. – Respondeu Ana.
- Wow, é um ótimo elemento em uma luta. Sabe, nós temos um clube meio secreto que ajuda os Morois a aprenderem usar seu elemento ofensivamente, se quiser participar. – Convidou Christian com um tom de voz conspiratório. Eu ri daquilo.
- Já querem coromper a menina?
- Queremos ajuda-la. – Christian respondeu e só faltou mostrar a língua.
- Eu posso Rose? – Ana perguntou com expectativa.
- Claro, se você quiser posso te levar em algumas aulas, mas sei que com Christian e Mia você estará em boas mãos.
- Isso vai ser incrível. – Seus olhos brilharam em expectativa e Christian e Mia tinham as mesmas expressões.
- Agora vamos, não posso chegar atrasada em minha aula. Mais tarde nos encontramos com vocês para o clubinho secreto. – Disse me levantando e ri. Ana me acompanhou e fomos em direção ao ginásio.
Assim que os novatos chegaram mandei irem se aquecer, Ana estava sentada em um colchonete observando tudo atentamente.
- Se separem em dois grupos, por favor. – Dois grupos com três novatos cada se formaram ficando lado a lado. – Um do grupo será o Moroi e os outros seus guardiões, enquanto o outro grupo é de Strigois, e vamos intercalar. Vou analisar o desempenho de cada um de vocês em proteção e luta.
A luta começou, Lucy, a única menina do grupo seria a primeira Moroi, então seus guardiões estavam tentando protegê-la, mas foram em ataque direto com os outros dando espaço para um novato/strigoi pegar ela por trás e mata-la. E assim outras lutas aconteceram, eu ia mostrando os erros deles a todo momento, e mostrando como deveriam ter feito. No final de três horas estavam todos mortos de cansaço, mas empolgados pelas lutas.
- Estão dispensados, não se esqueçam de tentarem corrigir os erros de hoje, Strigois são mil vezes mais fortes e rápidos que vocês, descuidos não são permitidos lá fora. – Disse séria e falando cada palavra calmamente para eles perceberem o quão perigoso realmente era.
- Foi maravilhoso, você é uma ótima professora. – Ana quicava no lugar. – Eu realmente quero aprender a luta, você pode me ensinar?
- Tenho que concordar, a aula foi incrível Roza. – Sua voz me embalou. Me virei e encontrei Dimitri com uma regata preta e calça jeans também preta, seu cabelo preso e um pouco molhado.
- Obrigada. Aos dois. E posso sim Ana, assim que eu puder voltar a treinar eu te dou algumas aulas. Mas Dimitri é um ótimo professor, pode te ajudar melhor que eu.
- Dimitri como professor? – Ana deu uma gargalhada.
- Yeah, ele era meu mentor na Academia.
- Essa é nova, não consigo imaginar isso. Então vocês dois poderiam me treinar. – Ana sorriu um pouco sonhadora.
- Vamos ver, vamos ver. – Disse sem dar muita esperança.
- Achei você Dimka. – Tasha entrou no ginásio e foi ao encontro de Dimitri, lhe deu um selinho e se agarrou ao braço dele. Abaixei a cabeça para não ter que ver a cena e principalmente para que ninguém reparece em minha reação. Mas quando levantei, Dimitri me encarava com os olhos indescritíveis.
- Vamos Ana, vamos almoçar. – Disse o mais fria possível, arrumei minhas coisas e saímos. Dimitri e Tasha nos acompanharam e quando Tasha segurou a mão de Dimitri, apertei o passo para ficar mais distante deles.
- O que é essa tensão toda entre você e Dimitri? – Perguntou Ana quase correndo para me alcançar.
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