Skinny Love
22 Capítulo 22
Já estava há uma hora no avião, a viagem ainda teria mais algumas horas, então relaxei. Mais cedo pedi para Mark me levar até o aeroporto e disse apenas que iria passar uns dias com Abe.
‘- Se cuida pussy, sentirei sua falta. – Ele disse me abraçando.- Eu também. Cuide de todos por mim. E peça desculpas por eu não ter me despedido. – Abracei ele o mais forte que pude, com medo de que pudesse ser a última vez que eu o faria. ’
Minha cabeça estava doendo bastante, ter baixado a barreira para falar com Grant estava fazendo efeito, então resolvi fugir para cabeça da Lissa, precisava ter certeza que todos estavam bem. Lissa estava com Mark, a um passo de distância como todo bom guardião, e eu via Dimitri vindo na direção deles.
— Alguma notícia, Dimitri? – Perguntou Lissa.
— Nenhuma, já deram ela como morta. – Percebi que falavam de Tasha. Dimitri estava com a aparência cansada. Seus olhos distantes e atormentados.
— Nós vamos acha-la, eu tenho certeza. – Lissa colocou as mãos em seu braço, tentando passar um pouco de conforto para ele, mas nem ela acreditava em suas próprias palavras. Pela visão periferia de Lissa vi que Christian estava vindo quase correndo.
— Hey, viram a Rose? Fui encontrar com ela no treino dos novatos e me disseram que ela estava afastada.
— Eu dei férias para ela, provavelmente está com o Adrian. – Lissa respondeu um pouco incomodada.
— Férias? Porque você deu férias para ela? – Christian estava totalmente confuso, para ele era tão estranho quanto foi para mim.
Lissa explicou tudo a ele. Dimitri e eu nos apaixonarmos em St. Vladimir, ele ir embora para não colocarmos ninguém em perigo, a sua segunda chance em Malibu e as palavras que destruíram meu coração. Então decisão dela de que eu deveria me manter afastada. As expressões de Christian iam de surpreso para horrorizado.
— Vocês são ridículos! Ela estava salvando a minha vida, por isso acabou sendo pega por aquele Strigoi. Minha tia ter sido sequestrada foi um acidente, ninguém tem culpa. – Ele cuspia as palavras. – E que saber Belikov, você é um completo idiota, Rose é uma mulher maravilhosa e você só a fez sofrer. Eu no seu lugar estaria feliz por ela estar viva. Porque se eu tivesse que escolher entre minha tia e Lissa, eu sempre escolheria Lissa.
Ele apontava o dedo no peito de Dimitri e olhou no fundo do olho de Lissa ao dizer as últimas palavras. Se virou para Mark antes que alguém pudesse responder.
— Onde ela está Mark? Eu sei que você sabe.
— Ela foi passar uns dias com Abe.
Christian tirou o celular do bolso e discou um número. – Caiu na caixa postal. – Ele disse frustrado. Provavelmente era meu, já que desliguei assim que sai da Corte.
– Você tem o telefone do Abe? Preciso saber se ela está bem. – Perguntou ao Mark novamente.
— Não, mas tenho do Pavel, o seu guardião. – Mark retirou o celular do bolso interno de sua jaqueta e começou a procurar um número, ditou ele a Christian e guardou novamente o celular. Christian se afastou para falar com privacidade, Lissa e Dimitri ainda estavam estáticos com a reação do Christian, apenas acompanhando seus movimentos com os olhos.
— Ele disse que Abe não fala com Rose há mais de uma semana. Nem sabia que ela estava de férias, muito menos que ela iria para lá. Ela te enganou direitinho Karev. – Sua voz era maliciosa, mas dava para ouvir o desgosto.
— Então onde ela está? – Perguntou Lissa saindo do choque.
— Adoraria saber Lissa. E todos estão cientes que só vamos descobrir quando ela quiser né? E escute aqui vocês dois, eu espero que ela esteja segura, porque se algo acontecer com ela, vocês serão os culpados.
Sai da cabeça dela antes que as palavras de Christian despertassem minhas lágrimas. Sempre tive um carinho enorme por ele e sabia que era correspondido, apesar de todas nossas provocações, ás vezes acho que eram elas que faziam com que nos déssemos tão bem. Mas jamais imaginei que Christian seria capaz de brigar com Lissa por minha causa.
Afastei aqueles pensamentos e chamei a aeromoça pedindo um calmante, ela me trouxe e logo cai no sono. Acordei pouco antes de pousarmos, minha cabeça ainda doía por falta das wards, mas a barreira já estava mais forte graças ao descanso que o sono me trouxe. Peguei minha mala e sai para a tarde nublada de Seattle.
Lembrei-me de tudo que vi na cabeça da Lissa e resolvi mandar uma mensagem para Christian, ele merecia saber que eu estava bem, pelo menos por enquanto. Não queria eles brigando por minha causa.
‘Estou bem garoto tocha. Obrigada pelas palavras. Sempre soube que você me amava.
R.H.’
Desliguei o celular antes que alguém resolvesse ligar.
Seattle era uma cidade bonita, grande e cinza. Peguei o mapa do bolso da minha jaqueta e procurei pela área indicada por Grant, chamei um taxi e pedi para me levar em qualquer hotel que ficasse próximo de lá. O hotel que ele me levou era mediano, nada muito chique, e agradeci, não queria ter que apelar para o cartão de crédito que Abe me deu para emergências, ele acabaria rastreando e vindo ao meu encontro no segundo seguinte. Pedi um quarto para recepcionista que deveria ter pouco mais que a minha ideia.
Era ruiva, com direito a sardinhas e tudo, seus olhos mel eram um contraste com todo aquele laranja avermelhado. Ela me entregou as chaves e fui em direção ao quarto. Era simples, muito parecido com o meu na Corte. Tinha uma cama de casal no centro, com um criado mudo de cada lado, e em cima deles tinha um pequeno abajur branco. Tinha um sofá de dois lugares de couro preto na parede, abaixo da janela. Uma TV de frente a cama e um guarda roupa pequeno na parede oposta. Uma porta dava em direção ao banheiro que também eram simples, as louças todas em branco e preto. Era bonito e confortável.
Tomei um banho e troquei de roupa, coloquei um jeans claro, uma cacharéu preta e uma jaqueta de couro preta por cima, uma bota de cano baixo e sem salto, também preta e deixei meu cabelo solto.
Era hora de conhecer a cidade. Sai acenando para a recepcionista, e fui caminhando sem escolher direito para onde.
Seattle era uma cidade ótima para vampiros, estava sempre nublada e chovendo, então o sol não os afetariam se vivessem no horário humano. O que também dava uma vantagem aos Strigois, eles não poderiam sair em lugares abertos, mas poderiam estar sempre à espreita. Passei em frente a uma lanchonete e meu estomago roncou como um pedido para que eu entrasse. Comi um lanche enorme, com uma porção de batata frita e uma Coca gigante.
Sorri satisfeita e depois de pagar sai para continuar minha busca, fui em direção à parte mais isolada da cidade, o sol já estava quase se pondo então teria grandes chances de encontrar algum Strigoi para tentar uma interrogação.
Encontrei um bar bem conservado, entrei e me sentei em uma mesa nos fundos, que dava uma visão perfeita de quem entrava e saída e também da porta de emergência. Pedi uma Coca, e fiquei analisando todos ao meu redor, tentando bolar um plano mentalmente de como seria daqui para frente.
Algumas horas se passaram e eu já estava ficando cansada e empanturrada de Coca Cola. Resolvi voltar para o hotel, mas antes de chegar na calçada senti uma náusea e me virei, no beco ao lado do bar via duas sombras encostadas na parede, provavelmente um Strigoi se alimentando, então corri, tirando minha estaca da jaqueta e enfiei em seu baço, fazendo o gritar e soltar garota que ele estava mordendo.
O Strigoi se virou para mim me dando um soco certeiro no rosto e outro no estomago. Ele certamente era um dhampir antes e muito bem treinado. Começamos uma dança mortal, golpes eram distribuídos e nós conseguíamos desviar da maioria, eu já estava bastante machucada e cansada, então o Strigoi me jogou contra a parede, e veio lentamente em minha direção. Meus olhos se fecharam, o Strigoi se deu por vencido e me levantou calmamente, totalmente descuidado, então o estaquei e sua última expressão foi pura surpresa.
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