Skater Boy
14 Desculpas?
Notas iniciais
–Oi. –respondi simplesmente. Ele entrou e jogou seu Skate para trás, vi que era outro Skate, já que o outro estava em milhões de pedaços, me surpreendeu ele ainda estar andando com isso, mesmo depois do que aconteceu, ele guri definitivamente não batia bem, nem um pouco. Mas mesmo ele estando com outro Skate, ainda havia uma figura, no canto direto, escrita: “Alice”.
Ninguém falou nada! O caminho inteiro! Nem uma mísera palavra! Um silêncio horrível! E super constrangedor!
–Ah, cara, serio, até parece que estamos indo para a morte de cada um! Que silêncio é esse? –perguntou Gabriel após um tempo. Enzo, tentando amenizar a situação fala:
–Não é a morte... Mas é a escola. –E depois disso, adivinha? Nada! Ninguém falou nada! O resto do caminho! Nem uma mísera palavra! Um silêncio horrível! E super constrangedor!
Chegamos na escola e eu fui logo para a minha sala, ficando lá até... Bom... Até a aula acabar, certo? Eu não queria falar com Enzo, e não me pergunte o porquê, eu só... Não queria que as coisas fossem longes demais, eu queria voltar no tempo, e impedir tudo isso de acontecer, queria nunca ter deixado meu pai casar de novo, talvez assim eu nunca conhecesse Gabriel, e nunca conhecesse Enzo! Mas isso não era possível A não ser se eu tivesse super poderes, que eu não tenho. Certo? Certo!
Quando a aula acabou segui com Gabriel, e Enzo até a minha casa, Enzo ia, de novo, posar lá, ele não tem casa não? Meu pai e Camile, prepararam o jantar, e Scott veio até mim, ele estava se despedindo, achei estranho, tele ainda tinha duas semanas aqui, mas ao que parece seus pais descobriram do “episódio da cerveja”, e estavam mandando ele para uma clínica. Fiquei com um pouco de pena dele mas... Ele merece não é?
Jantamos em silencio, e então eu subi para meu quarto, após um tempo deitada olhando para meu teto, ouço uma batida tímida na minha porta.
–Entra! –grito eu, e Enzo aparece na porta, ele estava vestido só de calças de moletom, e mais uma vez eu tive que forçar os meus olhos a irem para seu rosto, se ele ficasse mais um tempo aqui, eu provavelmente, iria ter que limpar a baba, que iria começar a escorrer, se eu continuasse vendo ele sem camisa.
–Hãã, eu queria... –começou ele, mas eu o interrompi.
–Nada disso, antes de qualquer coisa você vai botar uma camisa! –disse eu, e ele saiu, voltando com uma camiseta.
–Okay... Uma pergunta... O que diabos eu fiz? Para você se afastar assim? –perguntou ele sentando na minha cama, na minha frente, ele não estava bravo, só... confuso?
–Nada... quer dizer, eu só estava com medo...
–Medo? De mim? –perguntou ele, agora mais confuso do que antes.
–Não de você, de... nós? –disse eu e ele sorriu, pegou meu rosto entre suas mãos, e o puxou para si, me prendendo, em um beijo.
Quando nos afastamos eu já estava com falta de ar.
–Com medo ainda? –perguntou Enzo e eu sorri.
–Que medo? –perguntei, fazendo-me de burra. Ele sorriu e me puxou para si novamente.
Fale com o autor