Six Samurais
3 Capítulo 3 - Decisões... Planejamentos...
Notas iniciais
Capítulo rápido.. Espero que gostem... Os próximos serão melhores!
Em alguns segundos, a mãe de Tatsume diria se ele poderia participar do grupo da senhorita Yahuno ou não. O coração dos dois jovens estava com batidas fora dos normais e a ansiedade e apreensão pairando no ar sufocava-os.
– Olha aqui, meu filho, – ela puxou o braço do garoto primogênito até chegarem a sala de estar e sentou-se na almofada vermelha posta ao lado de uma mesa simples. Tatsume fez o mesmo e olhou fundo nos olhos da mãe, – você já tem quinze anos... precisa viver sua vida meu querido.
– Quer dizer que você deixa? – o sorriso já estava preparado para “entrar no palco” a qualquer instante. A mulher fez certo suspense, mas resolveu revelar logo ao filho.
– Tatsume. Você já virou homem. Eu não posso mais ajudá-lo... – o garoto virou sua cabeça e observou o rosto preocupado de Hina, mas logo tranqüilizou-a com um sinal de positivo. Ela suspirou aliviada, – e seu pai me avisou deste momento.
– Como assim? – perguntou um pouco incrédulo, pois parecia já ter ouvido falar nessa história. A garota Yahuno se aproximou, tendo instintos de que deveria ouvir a conversa.
– Seu pai, foi achado com todos seus equipamentos de Samurai, antes de morrer. Como essa moça já deve ter lhe contado... – e Tatsume acenou com a cabeça positivamente. Curvou-se para frente para ouvir melhor. – Então, li um bilhete que ele havia me mandado. Disse que todos seus equipamentos pertenceriam ao filho dele. E esta profecia está sendo completa neste momento, Tatsume.
A mulher abriu uma porta secreta, no chão, onde tinha um tapete da mesma cor das almofadas. Puxou algumas caixas e abriu-as, com delicadeza. Ela mostrou na primeira um kimono muito bonito, cor prata misturado com bege. Ao lado da perna uma bainha vazia abria espaço para uma espada.
– Perfeito... – exclamou o jovem boquiaberto. Seus cabelos vermelhos espetados pareciam ter se arrepiado e crescido milhares de centímetros. Em uma segunda caixa, um chapéu de palha com uma cabeleira ruiva atrás, – Arigatô...
A felicidade estampada no rosto de Tatsume deixava a mãe em um nível igual ou até superior a sua. O rosto dela encharcado de suor e lágrimas, por ter que deixar a pessoa que mais amava ir embora.
Eles se abraçaram. Hina quase deixava escapar algumas lágrimas de seus olhos grandes e castanhos.
– Vamos, Tatsume? – perguntou, não agüentando mais ver aquela cena linda. Com os olhos lacrimejando, a garota se despediu da mãe de seu amigo e foram entrando na floresta em direção as montanhas.
– Lá, construímos uma base secreta dos Roku Senshi e precisamos explicar coisas para você naquele local... – dizia ela apontando para o topo do morro, após uma pergunta de Tatsume.
A tarde havia passado muito rápido. O Sol estava se pondo. Apenas alguns raios rasgavam as nuvens da vila de Yoko. Bem quando o horizonte já estava escuro, uma cabana feita de madeira mostrava-se por entre as escuras árvores que balançavam por causa do vento.
– É aqui? – perguntou o garoto, com uma cara de quem iria para uma reunião das idosas japonesas. Eles pararam em frente a tal casa e Hina ainda não respondera.
– Então a mamãezinha dele deixou-o participar? Que patético! – exclamou um homem de cabelos esbranquiçados chegando perto dos dois indivíduos. A garota fitou-o por alguns instantes e exclamou irritada.
– Chega Hatsu, ele faz parte de nosso grupo, – o rosto do outro fixou-se no de Tatsume. O Kimono igualzinho aos do que eles usavam. Hatsu sabia que aquela vestimenta era do pai dele, o Sr. Hokasi.
– Vamos... – a porta de madeira se abriu lentamente, fazendo um barulho ensurdecedor. Todos entraram. Uma escada abria passagem para uma caverna subterrânea. Ao descer totalmente os degraus, os demais membros dos Roku Senshi conversavam baixinho. Ao ver quem se aproximava, pararam.
– Guerreiro do Fogo, bem-vindo ao nosso esconderijo, ou se quiser dizer, quartel general! – exclamou Hatsuga, cumprimentando o jovem e logo atrás Milla chegava e fazia-lhe uma reverencia. Todos o cumprimentaram por ser do grupo, menos Hatsu.
– Pelo menos um aperto de mão... por favor... – pediu Hina para o garoto, que se encostava na parede, com a espada representando o elemento ar nas mãos. O jovem lançou um olhar frio ao garoto de quinze anos e falou, em tom de voz baixo:
– Um cumprimento não o ajudará a desviar disso... – e com um leve movimento da espada, uma rajada de ar cortante avançou sobre Tatsume e o cortou no braço, deixando que alguns pingos de sangue caíssem e manchassem o chão.
Todos ficaram quietos. Hina tampou o ferimento de seu amigo com um lenço e sentou-se, gesto imitado pelos indivíduos presentes no local.
– Nós estamos aqui reunidos para conversar sobre uma suposta invasão futura das outras vilas... – comentou Hina e logo ao lado dela, Toshiro adiantou-se, pondo suas idéias para o pessoal.
– Bem... todos nós sabemos que as outra vilas estão reforçando os exércitos e treinando-os a arte secreta. Alguns avanços foram notados por espiões nas fronteiras. Eu acho que devemos enviar guerreiros para combatê-los, antes que cheguem a nossa vila. Isso seria uma catástrofe, – e voltou a sentar-se, ficando muito quieto e atento.
– Eu concordo... – sussurrou Milla e logo depois Hatsuga.
– Mas iremos perder guerreiros... – retrucou Hina, olhando para todos com sinceridade. Ela sabia que seria um suicídio.
– Mas se formos todos juntos, temos muitas chances de destruir com eles... – retrucou Toshiro e quase todos o apoiaram. Ele virou-se para Hina, a líder dos Roku Senshi e perguntou se ela concordava com o que acabava de ser dito.
– Tudo bem... mas quando atacaremos? – todos ficaram em silêncio pensando. Então, Hatsuga pegou um mapa das três vilas, mais de florestas, montanhas.
– Bem, analisando este mapa, podemos calcular quanto tempo demorará para eles atingirem os nosso muros, – e Tatsume olhou pra além das montanhas, onde via um muro de mais de seis metros de altura, – nossos espiões informaram que eles andam uns dez quilômetros por dia. Chegarão aqui em dois dias.
– Então, o que acham de formarmos uma emboscada? – perguntou Tatsume e quando ia comecar a explicar o plano, alguém o interrompeu.
– Não tem como, não sabemos por onde eles vem... – sussurrou desapontado Hatsu.
– Sabemos sim... – e Milla tirou do bolso um binóculo de bronze, muito bonito. Após olhar por alguns instantes voltou à roda de pessoas e falou satisfeita, – vão invadir pelo nº 32 do muro... –
– Vamos até a ala 32 e esperamos eles. Se ficarmos fora do muro, escondidos, quando chegarem atacamos e vencemos... – pronunciou-se Tatsume por fim.
– Então faremos isso... – Toshiro estava com as mãos na espada, ao ver que todos acharam uma ótima idéia.
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