Six
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Bom... acho importante avisar que não absolutamente NADA contra gays, travestis... eu só uso isso as vezes na fic por que é o jeito mais fácil de irritar um menino hétero.Tenho muitos amigos gays e ia ficar muito chateada se fosse confundida com uma preconceituosa Oo.
Aproveitem o capitulo XD
Entramos na casa e fomos direto para o quarto de Jesse deixar as malas. Quando saímos no corredor, nos deparamos com Tom e Andy.
— Olha só quem resolveu voltar!-disse Andy com um sorriso de satisfação no rosto.
— É. Me dei conta de que realmente era idiotice eu sair da MINHA casa por causa daquelas vacas. Mas é claro que não viria sozinha, a não ser, é claro, que o “Sr.eu mando aqui" tenha alguma objeção quanto a Emi morar aqui por algum tempo.
Andy me fitou de baixo a cima, começando com uma cara de surpresa e terminando com um sorriso.
— Sem objeções. Na verdade, acho uma ótima idéia.
Então as duas bruacas chegaram para estragar a conversa:
— Ai que legal! Vamos ter mais companhias femininas na casa!- disse Clementine com um sorriso forçado- Agente pode fazer coisas juntas!
— Desculpa querida, mas não nos juntamos a travestis- eu deixei escapar, sem nem ao menos pensar nas conseqüências que isso poderia trazer.
Jesse começou a rir, chegando até a ficar sem fôlego. Tom abaixou a cabeça para não perceberem o quanto se esforçava para segurar o riso. Clementine e Zui ficaram irritadíssimas. Andy me olhava em aparente reprovação, apenas retribui com o mesmo olhar.
— Então é assim, vocês vieram aqui pra brigar?- perguntou Andy.
— Não, a gente veio aqui pra ficar na casa que também é da Jesse, de preferência bem longe dos travestis ai. — respondi apontando pras sangue sugas.
— Olha aqui mocinha, mais respeito!- disse Zui.
— Aff... falou igual minha vó agora! Se bem que, pela sua cara, deve ter mais ou menos a mesma idade! — retrucou Jesse.
— Huahuahua... boaaa XD — eu disse.
— Porque vocês tratam a gente assim? A gente só queria ser amiga de vocês! — disse Clementine fazendo cara de choro.
— Conta outra vai! ¬¬ — eu disse.
Clementine saiu "chorando" acompanhada de Zui. Andy me fitou com indignação e disse:
— Você é muito infantil mesmo, até pra uma irmãzinha!
Então ele saiu atrás delas. Fiquei boquiaberta, essa era a ultima coisa que eu pensava em ouvir. Não que eu achasse que ele ia gostar da "guerra", mas também não achei que ele fosse ficar do lado delas tão rápido. Ou pior, não pensei que ele fosse ficar contra mim por causa dela.
— Meu, não acredito que ele caiu que ela tava chorando! — disse Jesse.
— Nem eu! Huahuaha- disse Tom.
Continuei paralisada, sem reação.
— Emi, você tá bem?- perguntou Jesse.
— To sim.
— Não liga pro que ele falou não, tava de cabeça quente.- disse Tom parecendo perceber como fiquei.
— Pode deixar, eu nunca ligo pro que ele diz.
Passamos o dia desviando de Andy e as duas galinhas na casa. Tom horas ficava com a gente, horas com eles. Acabei conhecendo o resto dos meninos, que também eram bem legais e acabaram descobrindo que eu não namorava.
Encontrei com Andy algumas vezes pela casa. No começo nos encarávamos. Depois só eu encarava, ele passou a se incomodar com a situação.
O dia demorou a passar. De noite, todos estavam dormindo, mas eu não conseguia pegar no sono, então, resolvi ir fumar perto da piscina. Estava muito frio, então coloquei uma calça jeans e um agasalho preto com capuz.
Estava relembrando as conversas que tinha com Andy, de como era boa aquela época, quando notei alguém que se sentava do meu lado.
— Não consegue dormir?- perguntou Andy.
Levantei e me virei para ir embora sem responder. Andy segurou minha mão, me fazendo olhar pra trás.
— Maninha, não faz assim. Vamos conversar...
— Maninha é o caralho!- disse fazendo-o largar minha mão.
— Hey, calma!
— Porque eu teria?
— Porque eu to te pedindo! Me ouve, por favor!
Andy fez uma cara de dó que nenhuma menina resistiria. Voltei a me sentar dizendo:
— Ok, você tem alguns segundos.
— Porque você não da uma chance pras meninas?
— É isso que você quer falar? ¬¬
— Sim, achou que era o que?
— Alguma coisa que fizesse sentido!
Me levantei. Ele me pediu pra esperar novamente, mas ignorei e continuei andando. Senti um puxão dado com força, mas sem machucar. Ele me encostou na parede e disse:
— Eu não vou te deixar ir embora assim!
— Me solta Andy!- disse parecendo o mais brava possível. Tentativa em vão.
— Fica tranqüila, vou soltar, assim que você me ouvir.
— Ouvir o que? "Emi, seja amiguinha da Clementine, ela é gostosa e da em cima de mim"?
— Para vai, também não é assim! É que a menina vem na boa intenção e você só da patada.
— Andy, você acha mesmo que as intenções dela são verdadeiras?
— Não.
— Então!
— Mas pelo menos ela disfarça bem!
— Eu to pouco me fodendo se disfarço bem ou não! E se você tá achando que eu vou ficar aqui parada esperando você continuar falando da sua princesinha, esta muito enganado!
— Quer parar de falar como se eu tivesse alguma coisa com ela?
— E não tem?
— Não! E você sabe disso!
— Eu só sei o que aparenta! O que aparenta é que ela te pagou uma boa boquete e você resolveu sair defendendo ela.
— Eu não defendo ela!
— Ah não? Brigou comigo hoje por que?
— Porque você fica indo na onda da Jesse, sendo infantil. E desse jeito acabo brigando com você de verdade e não quero isso!
— Fala a verdade, você nem se importa!
— Claro que me importo!
— Não parece! Porque se importaria? Sou "infantil demais até pra uma irmãzinha".
— Emi me desculpa, eu tava de cabeça quente, nem prestei atenção no que tava falando.
— É, mas eu prestei! Todo mundo prestou e percebeu que você se irritou por causa que falamos dela. Então vê se para de fingir que se importa comigo e confessa logo de uma vez que ta pegando ela!
Eu tinha medo de olhar nos olhos dele, pois estava muito perto, mas ele ergueu meu queixo com a ponta dos dedos, me fazendo olhar.
— Presta atenção no que eu vou falar agora ta? Eu não tenho NADA com ela! Eu não quero ter nada com ela! E também não quero brigar com você, porque, quando a gente brigou, anos atrás, foi umas das piores coisas que me aconteceram e, pra mim, voltar a falar com você é uma das melhores. Então continua sendo minha maninha vai...
— Você vai parar de defender a bruaquinha e tentar me convencer a falar com ela?
— Vou ... prometo.
— Mesmo?
— Uhum... — ele disse com um sorriso no canto dos lábios.
— Então ta desculpado. Mas só dessa vez hein?
Mal tive tempo de terminar a frase e ele me tirou do chão em um de seus abraços.
— Valeu maninha! — ele cochichou no meu ouvido.
Quando me soltou, ficamos a centímetros de distancia um do outro então, como estava quase agarrando ele, resolvi sair dali ás pressas.
— B-bom... agora vou dormir que to morta de sono. Boa noite.
Eu disse isso e sai correndo, deixando ele sem entender nada. Então, mais aliviada por fazer as pazes, voltei para o quarto e consegui dormir.
Notas finais
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