Six

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Oii... bom... mais um capitulo^^

Quando ouvi Andy chegar, bateu um desespero muito grande. Estava morrendo de medo do que ia acontecer então pensei: "melhor correr e me esconder enquanto é tempo". Sai do quarto de Jesse e atravessava o corredor com cuidado pra não dar de cara com Andy, mas era tarde demais.

— Aonde a senhora pensa que vai?

— Ele disse parado em frente á escada, percebendo o meu jeito de "fugitiva".

— Humm.. no banheiro?

— Pena que o banheiro fica ali atrás de você.¬¬ — Disse apontando.

— A Jesse tá usando aquele.

Jesse saiu do quarto bem nessa hora e passou direto pela gente descendo a escada.

— Emi ...

— Tá desculpa! Eu tava fugindo.

— Fugindo de mim?

— Era...

— Posso saber por quê?

— A gente pode conversar em outro lugar?

— No meu quarto?

— Tá.

Fomos para o quarto dele. Ele trancou a porta, se sentou no sofá e ficou me encarando, esperando a explicação.

— Desculpa mesmo.

— Eu não quero que você me peça desculpas, só quero saber o motivo.

Fiquei sem resposta. O que eu ia dizer? “Você senti pena de mim, mas quer a outra”? Não conseguia pensar em um jeito de explicar.

— Emi, se fosse porque você não quer, eu juro que teria te deixado descer aquela escada e não ia nem ao menos reclamar. Mais eu sei que não é isso... Só não consigo achar outra explicação.

Ele estava com uma cara de choro inexplicavelmente linda, mas não que ele estivesse chorando mesmo. Era meio que uma cara de "não faz isso comigo". Eu ia ter que falar, não tinha outro jeito. Me sentei do lado dele, respirei fundo e comecei:

— É que eu to com medo.

— Medo de mim? Oo"

— É! Quer dizer, não ... Ainnn não sei!

Ele segurou minhas mãos:

— Você tá tremendo.

— Olha, não é exatamente de você que eu tenho medo, é de mim.

— De você?

— É ... das reações que você causa em mim.

Ele estava com cara de quem não estava entendendo nada.

— Olha, a explicação vai parecer meio ridícula. Na verdade, é ridícula. Pra mim é mais fácil falar de uma vez então espera eu terminar, ai depois você pode rir da minha cara, me xingar e nunca mais querer me ver tá?

— Tá bom, eu acho.

— É que não sei se você já percebeu.. é lógico que percebeu! Quer dizer, quem não percebeu né? Mais na cara do que eu dou é impossível.

— Percebi o que?

— Ai é, foi mal. É o seguinte, eu tremo perto de você, travo pra falar, fico com falta de ar, quando você encosta em mim, por mais que seja inocente, tipo só pegar na minha mão, chega até a doer de tão bom que é. Eu não sei exatamente porque isso acontece, mas eu sei que não é de hoje. É desde quando agente era menor e ainda era amigos de internet. Eu já morria de ciúmes de você naquela época. Alias, por mais que pareça estranho e que é mentira, quando a Jesse me falava sobre como era o irmão dela, mesmo antes de eu te ver ou falar com você, eu já tinha imaginado você e amado aquilo, e quando te conheci vi que era muito melhor. Eu sempre soube que não ia ter chances com você, porque você era perfeito demais pra mim, mas eu não consegui mudar o que eu tava sentindo, só controlar um pouco. E mesmo assim continuei travando até no telefone. Quando a gente brigou por causa de banda, eu parei de falar com você não pela briga em si, mas por que fiquei muito assustada quando vi o que brigar com você pra valer me causava, era o pior sentimento do mundo. Então resolvi me afastar de vez por isso. De repente a gente volta a se falar, e já tava muito difícil me controlar pra não sair te agarrando. Mas depois do que aconteceu hoje a tarde eu tenho certeza de que se eu não me afastar agora eu não vou conseguir me controlar mesmo. E eu entendo perfeitamente que você não vá querer nada serio comigo porque eu não sou nada perto de você, e eu não quero, em hipótese alguma, que você fique comigo por dó. Então é melhor eu voltar pro meu apê agora, e a gente evitar se ver por um tempo.

— Não!

— Não? Oo"

— Não me pede pra ficar longe de você agora, eu não consigo.

Ele foi se aproximando então me levantei.

— Consegue sim Andy, é só por um tempo, eu também não quero perder a amizade e...

— Amizade? Você realmente acredita que é só amizade?

— Não da minha parte... Da sua.

— Não é amizade.

— Lógico que é Andy! Você só tá confuso!

— Ai é? E como você sabe?

— Você não fica nervoso perto de mim, não tem ciúmes de mim e com certeza também não sente nenhum tipo de atração física.

— Desculpa ai "srta sei de tudo". O fato de eu não ficar tremendo, vermelho e travar pra falar quer dizer que sou um pouco mais confiante e não que eu não fique nervoso.

— Você não fica nervoso Andy.

— Quem é você pra falar como eu to me sentindo?

— Alguém que não tá te sentindo nervoso agora, por exemplo, pelo menos não desse jeito.

— É só meu jeito de demonstrar Emi, só isso.

— Tá ... mesmo que fosse... não era o único motivo.

— Então próximo, ciúmes. Nem vem que esse foi muito esfarrapado. Eu tenho ciúmes de você desde sempre e nunca escondi isso.

— Ciúmes de amigo não conta.

— Como você sabe se é de amigo?

— Porque se você sentisse metade do ciúmes que sinto de você, e soubesse o quanto dói, você nunca ia ficar se esfregando com a Clementine na minha frente.

— Eu não queria te machucar.

— Eu sei, por isso que sei que não é o mesmo tipo de ciúmes.

— Como eu te provo?

— Não dá pra provar algo que não é verdade.

— Emi, eu juro que não é só amizade. É que demorei um pouco demais pra perceber isso.

— Não Andy, você queria que fosse verdade, mais não é. Você não pode querer ficar comigo por dó.

— Cala a boca! Dó? Por um acaso você percebeu o que aconteceu comigo hoje de tarde cacete?

— Calma, também não precisa gritar.- eu disse um pouco assustada com a mudança de voz.

— Desculpa, me exaltei. Mas é que agora também você chutou o balde né? Vai falar que eu fiquei de pau duro por dó?

— Carência? Talvez?- respondi meio sem jeito.

Ele revirou os olhos incrédulo com o que eu havia dito. Agora realmente parecia furioso.

— Eu vou acabar sendo grosso com você.

— Acertei não foi?

— Vai se foder garota!

Eu paralisei com a frase. Meus olhos se encheram de lagrimas, mas não foi por querer.

— Você vai chorar? Oo"

— Não! — disse virando de costas.

— Emi, desculpa é que...

— Não precisa se desculpar.

— Lógico que preciso.

— Não precisa não.

— Você ficou brava.

— Não, não. Quando as pessoas mandam eu ir me foder por nada eu fico super feliz. ¬¬

Ele riu baixinho e depois cochichou no meu ouvido por trás:

— Eu amo seu sarcasmo. Mas não foi por nada.

Me afastei uns dois passos e me virei de frente pra ele.

— Não, foi porque eu acertei.

— Emi, você não acertou. Vamos ser bem realistas, tem um monte de menininha louca pra me pegar, inclusive dentro da minha casa. E você vem e me fala que eu resolvi "atrasar a carência" usando a minha melhor amiga, que eu sei que gosta de mim? Que tipo de cachorro você acha que eu sou?

— Do tipo muito fofinho, que resolveu fazer um favor pra melhor amiga porque tava com dó.

— Se você falar mais uma vez que foi por dó, eu vou ser obrigado a te provar que não foi de um jeito um pouco rude, e provavelmente eu vou apanhar e depois você vai embora, e eu vou ser obrigado a ir atrás de você no seu apartamento e te arrastar de volta.

— Que jeito? Oo

— Acredite, você não vai querer saber. Mas talvez até fosse gostar... um pouco. Eu ia pelo menos.

Ele disse isso olhando pro meu corpo com jeito de "vou te atacar", o que me deixou apavorada.

— Tá, não falo mais.

Ele riu.

— De qualquer jeito, vou indo, a gente se afasta um tempo e você vai acabar vendo que foi melhor assim.

Fui passar por ele pra chegar na porta, ele me segurou pela cintura me fazendo voltar. Eu devia saber que não ia ser fácil assim.

— Eu já disse que não.

— Mas eu já decidi.

— Eu também, eu quero você e ponto final.

— Não quer não!

— Quero sim!

— Não, você queria muito querer, mas não quer.

— Eu já to bem crescidinho pra saber o que quero não acha?

— Andy, sério, me deixa ir.

— Só se eu puder ir junto.

— Não pode.

— Por quê?

— Porque você tá fazendo isso por dó, eu já falei!

Só quando vi o sorriso de canto na boca de Andy, que percebi o que havia dito. Ele foi se aproximando fazendo cara de safado, e eu me afastando. Quando me dei por conta, estava praticamente correndo dele no quarto.

— Andy, não sei em que você tá pensando, mais pode parar por ai.

— Eu avisei, não avisei?

Ele me puxou pelo braço, me apertando de frente pra ele com as mãos acariciando minhas costas e depois descendo até a... Oo.

— Andy! Para com isso! — disse, já sem fôlego, tentando me afastar.

— Calma, dessa vez não vou tão longe, só quero que veja uma coisa.

Então ele me deu um beijo de movimentos leves e pouco tempo de duração e me soltou.

— Ok, isso não provou nada então...

— E quem disse que essa é a prova?

Ele disse isso abrindo o zíper da calça hiper apertada preta, mostrando a cueca branca e o volume que crescia nela. Eu mal acreditava que ele tava fazendo aquilo, quando pensei "então é isso, ele ia mostrar que o menininho cresce comigo" percebi que era um pouco mais grave que isso. Ele pegou minha mão direita, meio a força porque não conseguia tentar tirar, colocou-a no volume por cima da cueca e começou a mexer minha mão pra que eu acariciasse. Para minha sorte talvez, comecei a ficar zonza e quase cai pra trás, obrigando-o a segurar-me, parando com aquilo.

— Hey, você tá bem?

— Tô.

— Mesmo?

Me sentei na cama ainda zonza. Ele riu, fechando o zíper.

— Tá, melhor parar com isso antes que você desmaie.

— Bom mesmo, parar e nem sonhar em fazer de novo.

— Mas vai falar que você não gostou nem um pouquinho?

— Não!

— Sei, sei. Bom, pelo menos agora é impossível você querer me falar que hoje de tarde era dó, por que só pra te avisar, tava muito mais duro que isso.

— Quando é que você ficou tarado assim hein?

— Hoje de tarde, e é só com você!

— Então é isso, alteração de hormônio!

— Lógico, porque eu ainda não passei pela puberdade né?¬¬

— É muito relativo.

Ele me olhou com cara de feliz por alguns segundos e disse:

— Te amo.

— Andy, para com isso.

— Essa definitivamente não era a resposta que eu esperava!

— Tá na minha hora. Eu vou embora, e amanhã quando você acordar vai ver que foi um grande engano.

— Se você quer tanto assim ir, tudo bem. Mas te garanto que amanhã quando eu acordar vou ter mais certeza ainda de que é isso que eu quero.

— Tá, então espera pra ver.

Me levantei, abri a porta, me ajeitei e sai do quarto indo para o quarto de Jesse pegar minha mala. Entrei, peguei e sai, dando e cara com um corredor lotado de gente com cara de assustada.

— Emi? Você ficou louca? — perguntou Jesse incrédula com a cena.

— Ah, já tá na hora de eu voltar pro meu a.p. né?

Dei um abraço nela e desci a escada.

— Andy, você vai deixar ela ir? — perguntou Jesse.

— Vou! -respondeu se direcionando a mim em seguida. — Até daqui a pouco!

Olhei pra cima assustada.

— Qual é, você sabe que eu vou aparecer lá! — ele disse com um sorriso lindo.

— Eu não vou abrir a porta, está avisado. — disse me virando em direção á porta.

— Valeu pela dica.

Eu não entendi o tom de sarcasmo que apareceu na voz dele nessa ultima frase, mas continuei andando sem olhar pra trás. Sai e voltei para meu apartamento.

Notas finais
Reviews? *-*