Notas iniciais
Bem eu ja escrevi outras fics mas fiquei aposentada por um tempo, esse é meu recomeço então não sei se está muito bom.

Kisses
SweetDemon

Tudo estava escuro, pelo menos no momento em que fechei meus olhos, mas agora... Não tenho mais coragem de abri-los.
Não que eu seja medrosa, só não tenho coragem neste momento para seguir em frente, afinal havia tanto sangue, tantos gritos, tantas pessoas com olhares suplicantes que prefiro não lembrar.
Tenho a impressão que agora mesmo se eu quisesse não poderia mais abrir os olhos, pois eles mesmos se recusam a enxergar.
Eu só queria mais uma vez ser normal, se é que algum dia eu fui com a família que tive. Mas o pior é que agora eu não podia simplesmente ficar parada encolhida ao lado da cama de olhos cerrados como eu sempre fiz.
Sem meus pais aqui, ela já não respeita ninguém.
Sempre me disseram que eu deveria ser mais forte, por ter mais habilidade, mais força, mas agora que realmente vejo o porquê dela ser mais forte. Ela sempre teve o motivo, o brilho do desejo nos olhos, uma vontade desumana que sempre a deu força, e agora eu tenho um motivo para tentar, eu tenho de para — lá, ou todos morreremos.
Apesar de sermos totalmente diferentes essa pessoa de quem falo é minha irmã mais nova, Haruka, cabelos castanhos cortados na altura do queixo e franja para que o cabelo não atrapalhe sua visão. Olhos Grandes e castanhos, estatura baixa e a primeira vista inofensiva, mas é um grande erro acreditar na primeira vista.
Eu já fui feliz, quando minha mãe era viva, mas não foi por muito tempo, Haruka tinha apenas um ano de idade e eu tinha nove quando ela foi assassinada por não ter pago uma divida de droga do meu pai.
Depois disso ele ficou psicótico, e mesmo eu tendo apenas quatro anos de idade ele começou meu treinamento, apartir Dalí ele não queria mais filhas, ele queria armas!
Eu e meu pai tínhamos um acordo, eu treinaria o Maximo possível, seria a melhor, desde que ele deixasse Haruka Fora disso, afinal ela era apenas uma criança e deveria continuar assim.
Aos poucos fui perdendo meus sentimentos, sensações, eu era a arma perfeita!
Até que meu pai parou de se contentar com uma, Haruka tinha apenas quatro anos quando sem eu saber começou a treinar.
Para que eu não soubesse de nada meu pai me mandou numa missão, pela primeira vez eu senti o gosto do sangue, o cheiro da morte, eu vi homens feitos se inclinarem a vontade de uma garota de apenas treze anos.
Voltei um ano depois e assim que cheguei vi Haruka no quintal com um bastão a treinar numa árvore, corri para dentro jogando as malas no chão e encontrei meu pai sentado em sua poltrona a olhar pela janela.

-Disse para deixá-la fora disso. – Disse o puxando para fora da poltrona e empurrando na parede.
-Você não entende Aya, ela tem um talento excepcional, apesar de não ter sua força ou sua velocidade ela tem um certo jeito que é surpreendente. – Ele retrucou sorrindo.
-Você já tinha a mim por que fazer isso com ela?
-Para que não aconteça a ela o que aconteceu a sua mãe.
-Seu monstro! Eu vou levá-la embora, para longe de você.
-Aya, você é muito sonhadora, tem apenas treze anos nem ao menos saiu das fraldas como me afronta deste jeito.

-Sinto muito em te dizer isso pai, mas eu nem mesmo cheguei às fraldas, eu nunca fui criança, você roubou isso de mim e agora quer roubar da Haruka também.
-Aya, se voltou para me afrontar, prefiro que vá embora!
-Não sem a Haruka.

Sai correndo em direção ao quintal quando a imagem realmente me chocou, três corpos de crianças do bairro jogados ao chão e banhados de vermelho.

-O que significa isso? – Perguntei assustada, Haruka estava toda ensangüentada mais eu sabia que o sangue não era dela.
-Aya, você voltou. – Ela disse sorrindo.
-Sim, mas o que houve aqui?
-Eu estou brincando. – Ela sorriu inocente, me perguntei se ela sabia o que estava fazendo.

A cena me chocou eu levaria Haruka pela manhã, para qualquer lugar longe Dalí, mas pela manhã não havia mais ninguém na casa.
Eu vivi por anos a procura dela até que um belo dia eu peguei o jornal e vi, era impossível não reconhecer. Ela havia feito uma chacina num beco, matou sete traficantes e cinco inocentes que passavam, para todos era algo perturbador pela frieza, para mim era perturbador pelo simples fato dela ter se viciado... Em matar.
Eu segui minha vida, 24 anos agora, Haruka deve ter aproximadamente 16 quando a reencontrei, eu estava entrando no escritório aonde trabalhava quando vi os corpos, tudo em vermelho, corpos cheios de cortes até que entrando em minha sala eu a vi sentada em minha cadeira.

-Oi Aya! – Ela sorriu docemente.
-Haruka? O que faz aqui?
-Vim te avisar que o papa morreu
-Como ele morreu? – Temia que ela mesma o tivesse matado.
-Ataque cardíaco, após ver uma brincadeira que fiz com ele.
-Que brincadeira Haruka?
-Eu matei a mulher nova dele.

Era a hora de admitir, minha irmã havia virado um monstro.

-Aya..

-Sim. — Respondi esperando o momento ideal para sair dali e fugir.

-Quer saber o por que de eu ter voltado? — Ela sorriu.

-Diga.

-Estava cansada!

-De que Haru?

-De ser comparada a você, papa nunca me disse que eu era a melhor, sempre me disse que eu era boa, mas você sempre foi o orgulho da vida dele. — Ela parou e rateou os olhos pela sala milimétricamente.

-Eu? Haru do que você está falando? Eu fugi, eu parei. Não tenho a força que ele achava que eu tinha, não tenho a habilidade que ele tanto se gabava aos outros... Na verdade você não devia ficar brava com isso, afinal, matar é errado Haruka.

-Não de acordo com as minhas regras e mana agora vamos jogar o jogo, para ver quem tem razão.

-Haruka...- Ela não me deixou terminar.

-Nós vamos jogar um jogo, o meu jogo preferido, espero que ainda esteja em forma mana pois vai precisar. Eu vou te mandar uma lista de nomes, você terá de elimina-los, a cada um que você não eliminar eu mato alguém próximo a você e no fim, veremos quem é a melhor, eu ou você! — Ela sorriu e se levantou como se estivesse falando de um assunto normal de adolescente.

-Eu não vou entrar no seu jogo Haruka, eu não luto mais, não sei nem mais como se uma foice!

-Que pena mana, serei obrigada a matar as pessoas da minha lista, seus amigos!-Haruka para com isso. — Falei séria. — Você sabe que é melhor que eu.

-Não, não sei. Nunca lutamos! — Ela retrucou. — Faremos o seguinte mana, te dou 1 dias para treinar e depois você começa sua lista, para cada um que você matar é um amigo seu salvo, e só para melhorar, sua colega de quarto é a primeira da minha lista.

Pensei muito em tudo, eu não tinha mais escolha.

-Tudo Bem Haruka, faremos do seu jeito. — Ela sorriu e me abraçou.

-Nos vemos depois mana! — Da janela do quinto andar ela saltou, mas sabia que ela não havia nem se arranhado, o Treinamento do Senhor Kyo era completo.


Andei solitária até em casa e no caminho ví as viaturas de polícia indo em direção ao prédio de escritórios aonde Haruka se divertiu. Entrei em casa e o silêncio me dominou Minata estava no trabalho então fui ao meu quarto e em baixo da cama peguei a caixa que por todos esses anos todos pensaram ser de uma guitarra.
A abri e a espuma havia conservado-a minha foice ainda reluzia como no primeiro dia e estava sedenta por voltar a ativa. A segurei em minhas mãos e joguei para o alto um pedaço de papel que estava sobre a escrivaninha, num movimento só cortei o papel em dois no meio exato, matar é como comer chocolate, você pode não estar sempre com vontade, mas quando surge a oportunidade todo seu corpo fica sedento de vontade

Notas finais
Espero que tenham gostado
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.