Sisters? I Think Not
4 Adiós filho de Hermes
Notas iniciais
10 de novembro de 2012
Mayre P.O.V’s
Dia de sair daquele lugar. Eu gostava de lá, era quase minha casa. Me despedi da minha amiga, e saí. Lá estavam um garoto-bode, um menino de olhos verdes, uma menina de cabelo loiro e um garoto de cabelos negros. Eles me olharam de cima à baixo e fizeram uma careta.
–Tá, e ae? Pra onde vocês vão me levar? Anda logo antes que eu saia correndo e vocês nunca mais vão me ver.
–Ah, vem logo. –disse o garoto de olhos verdes me arrastando para um cavalo alado preto. – Ah, meu nome é Percy, esse é Grover – apontou para o bode- essa é a Annabeth, e esse é o Nico.
Subimos e Percy fez uma careta. Ele não queria que eu subisse, ficava batendo as asas, fazia de tudo, até que ele levou um tapa no traseiro e parou.
Fomos até um acampamento enorme, minha irmã estava praticando arco e flecha, com uma ROUPA realmente estranha, mas quem sou eu para julgar. Saí de lá e veio uma garota de cabelos e olhos castanhos. Ela se parecia muito comigo.
–Oi, meu nome é Clarisse, filha de Ares. Só estou aqui porque fui com a tua cara.
E desceu. Depois subiu um cavalo-homem ou homem-cavalo e começou a falar sem parar. Eu só entendi “Meu nome é Quíron, sou um centauro, não precisa usar essa camisa e vai se trocar”. Bom, não ia discutir com ele.
Fui até um chalé bem desorganizado. Entrei no banheiro e me TROQUEI.
Saí de lá e fui para a arena. Por algum motivo eu me sentia feliz lá. Peguei uma espada e comecei a esfaquear um boneco de esgrima. Em poucos segundos um braço estava caído, enquanto uma cadela enorme brincava com ele. O outro braço pendurado e em poucos segundos lá se foi a cabeça. Tenho que admitir, eu levo jeito pra coisa.
Chegou um garoto baixinho, olhos castanhos e cabelos loiros. Deveria ser um filho de Hermes. Sei lá.
–Vamos? – perguntou ele
–Pode ser.
Me ajeitei e começamos a lutar. Em alguns minutos ele estava com um corte no braço, um arranhão na testa. Eu não queria matar ele, mas já era tarde demais. Tinha passado a espada em seu braço que o decepou, e ele caiu no chão. Morto. Eu matei alguém? Pela terceira vez no ano? Eu sou uma assassina.
Logo vinham chegando alguns campistas. A espada estava com bastante sangue e se aproximava em homem com uniforme de corrida. Atordoado. Alguns campistas observavam, minha irmã se aproximou e o homem também.
O homem se ajoelhou ao lado do meninos e olhou indignado para mim.
–Você matou meu filho? Você é um monstro! – disse o homem
–Mayre, você é uma assassina. Me envergonho de ter você como irmã.
Saíram todos de lá, ficaram apenas eu, o carinha e o filho morto. Saia muito sangue e a espada já estava ficando todo estranha. Peguei um pano úmido e passei nela. Nesse momento, Clarisse vinha vindo na nossa direção.
–O-O-Oque aconteceu com ele? –perguntou
–Essa monstra o matou – Disse ele.
–I, relaxa. Mais um, menos um, não vai fazer diferença. Desde que a mãe divina dele não descubra.
–Eu sou o PAI divino dele. Garota tola, ainda não sabe quem sou.
–Não sei mesmo, se puder pular a parte em que você tenta me matar e falar logo quem você é.
Clarisse saia de fininho, quando olhou para a espada em minhas mãos a tirou da mesma e foi embora. Pelo jeito a espada era dela.
–Menina tola, sou Hermes, o deus dos viajantes.
Nesse momento começou a brilhar um tridente sobre minha cabeça e eu queria arrancar aquilo de qualquer maneira. Só que minha mão o atravessava.
–Não é possível, uma filha de Poseidon? Me-me-me desculpe pelo o jeito grosseiro que falei com a senhora.
–Senhora o escabal. O único velho aqui é você.
Estava indo para os chalés e Percy me seguia. Ele gritou algo do tipo “Hey, vai pro chalé 3, já que você é filha de Poseidon”.
Entrei, peguei uma ROUPA para trocar porque a antiga estava muito suja de sangue.
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