Notas iniciais
Oi!
Então, eu resolvi escrever essa "one" porque eu joguei Assassin's Creed Unity e o romance dos personagens personagens principais me fascinou. Você provavelmente não conhece o jogo, mas se você ler eu vou ficar muito grata ♥ Provavelmente eu deixei alguns erros aí, mas foi sem querer.
Boa leitura!

- Élise... ÉLISE, NÃO MORRA, POR FAVOR! Não, Élise, não, eu te amo...

Arno sabia que ela estava morta, mas não queria aceitar esse fato. Conhecia Élise desde que eram crianças e sempre a amou. Porém, o amor nunca é eterno. Eles apssaram a infância juntos, e quando descobriu que não poderiam ficar assim para sempre, ficou muito triste. Na mesma noite em que a viu depois de anos, ela o obrigou a ir embora. Quando se viram novamente, ele a estava ajudando a fazer vingança por seu pai. Élise tinha conseguido o que queria, mas teve de dar sua vida por isso.

Arno não conseguia aceitar o fato de que a pessoa que mais amou na vida estava morta. Ele que deveria estar morto, não Élise.

- Por favor Deus, não faça isso… NÃO ME DEIXE SOZINHO ÉLISE! E-Eu preciso de você… O que farei sem a sua presença?

Ele começou a chorar. Sabia que isso não a traria de volta, mas era a única coisa que poderia fazer. Arno, que havia sido expulso da Irmandade por amar quem não deveria, estava perdido e completamente sozinho no mundo.

Ele parou de chorar. Porque faria isso, se não ajudaria em nada? Élise estava morta, e não havia nada nem ninguém que fosse mudar isso. Além do mais, se ela estivesse ali, pediria que não derramasse lágrimas, pois ela havia feito o que tanto queria. Vingança.

Arno não conseguia se importar com Germain agora. Ele também estava morto, mas isso era o que eles queriam.

Ele segurou o corpo da mulher a sua frente e a carregou para for a da tumba, deixando para trás todo o resto. Germain, sua espada e sua tristeza.

***

Haviam se passado seis meses depois do incidente. Arno não tinha como pagar o enterro de Élise, pois ele tinha sido expulso na Irmandade e ela já não era mais uma templária, além dos dois não terem mais família.

Disso, ele havia feito uma supultura para ela, numa das colinas longínquas da França, para ela ter onde descansar. Todo mês ele ia visitar seu santuário, e ficava lá, como se sentado ao seu lado, sempre conversando e falando coisas das quais nunca nem citou.

- Élise… Espero que esteja bem. Eu levei pesquisadores para a tumba onde Germain morreu para verem o que há nela. E-Eu sinto muito sua falta. Li suas cartas e não sabia que se sentia assim. Não há nada para fazer agora, Élise. Estou sozinho. A Irmandade não me procurou, eu não tenho família e… E perdi você. Eu simplesmente me nego ao suicídio, porque sei que você não se ogulharia disso, m-mas…

Ele havia começado a chorar.

Arno era um homem forte, que lutou muito para satisfazer o desejo de sua amada, mas se perguntava se continuaria lutando ou se desistiria de tudo logo.

- Eu vou continuar sendo forte, meu amor. Por você. Eu sinto muito sua falta mas sei que está aqui comigo. Eu só queria poder ver o teu rosto mais uma vez…

Ele se levantou. Começou a andar, mas parou e sem olhar para trás proferiu as seguintes palavras:

- Obrigada por ter sido forte, Élise.

***

Extamente um ano depois da morte de Élise, Arno levou um rosa da cor dos cabelos de sua amada, e a depositou bem à frente de sua sepultura.

- Oi, Élise. Como vai? Eu tenho uma novidade. Consegui um emprego e agora estou ganhando algum dinheiro. Não é muito, mas é melhor do que roubar para sobreviver. Os pesquisadores ainda não descobriram quase nada sobre aquela espada que pertencia a Germain. Já faz um ano, não é? Um ano, e para mim quase nada mudou. Um ano desde que você se foi. Um ano sentindo sua falta. Um ano me culpando pelo que aconteceu.

Arno queria chorar, mas não iria derramar lágrimas desta vez.

- Sinto sua falta. Queria que pudéssemos ficar juntos mais uma vez. Eu tenho apenas lembranças, mas o que eu queria mesmo era o presente ao teu lado. Você era muito linda e muito corajosa. Sempre me orgulhei de quem você era, e continuo me orgulhando de quem você foi. Lembro-me de quando éramos crianças e tu sempre me convencia a brincar e pregar peças. Sinto falta daquela época, quando éramos mais felizes e podíamos ficar juntos. Mas o tempo foi se passando e nós começamos a entender mais sobre a vida. Descobrimos que ela poderia ter momentos felizes e tristes, que poderia mentir e nos fazer de bobos. Há certa poesia nisso. Queria que você estivesse aqui para me dar sua opinião, Élise.

Ele começou a se levantar, mas antes de ficar totalmente de pé, se agachou e virou-se para a sepultura de Élise, e lá depositou uma coisa muito importante para ele.

Sua lâmina oculta.

- Ganhei isso faz muito tempo, quando entrei para a Irmandade. Sempre que olho para ela lembro-me de você, pois foi com ela que realizei seu desejo e matei Germain. Vou deixá-la aqui porque mesmo sabendo que você eram muito boa com armas, ela vai sempre te proteger. Eu te amo, Élise. E sempre vou te amar, não importa o que aconteça.

***

Arno Victor Dorian era um homem muito bom e muito fiel ao que fazia, acreditava e à quem amava. Passados dez anos desde a morte de Élise, ele foi assassinado, não se sabe o porquê, não se sabe por quem. Como achava que isso aconteceria, tinha deixado seu testamento pronto já fazia algum tempo. Nele, Arno pedia que queimassem todas as suas coisas e o enterrassem numa colina, perto do túmulo de quem amou. E assim seu desejo foi realizado. Passou dez anos indo e vindo daquela colina, contando histórias, rindo e chorando, esperando que algum dia pudesse ver Élise novamente. E assim sua espera acabou. Todas as gerações de assassinos depois dele souberam de sua história. Sabem que se juntou à Irmandade e que foi expulso. Sabem que amou quem não deveria e se opôs a tudo e a todas para amar tal pessoa. Continuou sendo forte e fiel à vida, mesmo com sua tristeza, lutou bravamente pelo que queria e pelo que acreditava. Arno agora é um símbolo de orgulho para a Irmandade, e se tornou muito reconhecido, não pela vingança que fez, mas pela redenção que conseguiu.

Notas finais
Então o que achou? ^-^ Perdão pelos erros e por ser triste assim, mas eu gostei de escrever ela e eu espero que você que leu tenha gostado de ler. Até a próxima! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!