Sinta-me

2 Amor ou Amizade?


Meu dia na escola foi mais longo do que eu pensava. Esbarrei com o Matt por duas vezes, e vi seu olhar de reprovação para mim. Olhar que não entendi ao irmos almoçarmos, pois percebi que o que Caroline tinha para me contar era sobre seu novo status de relacionamento, e o sortudo, exatamente. Matt Donovan. Eu realmente não sentia nada. Fiquei feliz pelos dois, mas era estranho. Principalmente o fato de que Caroline ficava tentando se desculpar o tempo todo, ou fazer o que ela melhor sabia, chamar atenção.

Indo para casa sozinha, senti novamente aquela sensação estranha de alguém estar me observando. Decidi olhar para trás, mas nada. Absolutamente nada. Até que...

–Nossa, com certeza você me assustou. Disse ao rapaz que estava na minha frente. O reconhecia mais não sabia da onde.

–Você esqueceu isso comigo quando saiu do seu armário. Disse ele

–A você é o...

–Stefan. Respondeu ele sorrindo.

–Isso. Stefan o rapaz do armário. Ri de volta. O agradeci por ter pego meu caderno de anotações, e esperando que do fundo do coração ele não tenha lido uma página.

–Seus pais morreram? Perguntou ele. Me dando certeza que havia lido tudo.

–Você não tem vergonha de sair lendo as coisas das pessoas sem saber ao menos se pode? Perguntei

–Desculpe, não foi minha intenção. você deixou ele aberto. E a primeira frase escrita era isso. Mas te garanto que não li nada mais. Disse ele sem jeito pelo o modo como havia falado.

–Desculpe. É que meu dia não está sendo o melhor. Não quis descontar em você. E sim eles morreram, verão passado em um acidente de carro. Falei enquanto mexia as mãos.

–Sinto muito. Disse ele. E logo respondi.

–Não precisa. E obrigada. Foi muito gentil. Sorri

–Meus pais morreram em um acidente também á alguns anos atrás, uma hora você supera, e passa a lidar melhor com isso, e vai passar a guardar apenas os momentos bons. Eu fiz isso, meu irmão não reagiu tão bem. Disse ele a mim.

–Não sei se isso vai acontecer. Não quando você acha que é o motivo de o acidente ter acontecido. Respondi

–Com certeza a culpa não foi sua, há razões maiores que nós não entendemos para que isso tenha acontecido. Ele me disse.

–Foi essa frase que ajudou você a superar a morte dos seus pais? Perguntei a ele.

–Não, mas se fosse, eu não teria superado. Disse ele rindo

–Bem nos vemos amanhã? Falei em tom de pergunta.

–A menos que você queira fazer algo mais tarde, ai podemos nos ver ainda hoje. Disse ele.

–Bem está é minha casa. Caso você realmente esteja afim me procure aqui. Respondi a ele e me despedi.

Decidi dar uma volta pela cidade sozinha, o sol já estava se pondo. Sentei em um banco reservado da praça. Fiquei por um longo tempo ali, apenas observando o tempo passar. Então resolvi caminhar. Sempre caminhei olhando para o chão, e minha mãe sempre dizia que eu iria acabar esbarrando em alguém, ou batendo com a cabeça em algo. E foi o que aconteceu. Fiquei ali paralisada ao notar que havia esbarrado naquele cara que originou a combinação do meu armário. Percebi que ele ficou perplexo mas não somente por me ver, mas por perceber que eu ainda lembrava dele.

–Você sabe quem eu sou? Perguntou ele diretamente.

–Mas é claro. Você achou que era capaz de me fazer esquecer minhas próprias lembranças? Ri olhando para ele. Mas vi que ele não achara tanta graça quanto eu.

–Me desculpe. É que bem... Como você está? Perguntou ele, dessa vez mal olhava em meus olhos. Me senti um pouco desconfortável com a situação. E respondi:

–Bem. Olhando para baixo. Ele se aproximou levantando meu queixo até que nossos olhos se encontrassem. E ficou me olhando por alguns minutos. Seus olhos me extasiavam, azuis como o último céu azul que vi em Mystic Falls.

–Você tem certeza que está tudo bem? Me perguntou e sorriu, ainda segurando meu queixo.

–Meus pais morreram em um acidente de carro. E ando fingindo para todos e até para mim que estou bem, mas está tudo desmoronando. Mas ter te reencontrado aqui me faz pensar que as coisas finalmente podem melhorar. Respondi diretamente sem nem pensar no que eu estava falando. Ele ficou me analisando por um tempo sem saber o que falar, nem eu sabia porque havia falado aquilo. Então ele me respondeu:

–Eu realmente não esperava que você fosse resistir a manter a lembrança daquela noite. E fico feliz que você ache que ter me reencontrado seja algo bom. Mas não é Elena. Eu queria muito não precisar fazer isso, mas definitivamente você precisa esquecer tudo que me envolva, todas as suas memóri... Ele gaguejou, sem ter certeza se continuava com aquilo ou não. Então ele continuou, na verdade que se dane. Esqueça tudo o que eu falei agora.

–O que você esta fazendo? Olhei para aquele cara sem saber o que estava acontecendo.

–Ele me olhou sem rumo. E pediu desculpas. Me olhando intrigado, até que eu comecei a rir.

–Você é mesmo um bobo. Mas me fala o que te trouxe a Mystic Falls novamente? Perguntei, e sem laciar ele respondeu:

–Você. E sorriu para mim.

–E... Eu? Perguntei gaguejando.

–Achei algo interessante nesta cidade que me fez querer voltar. Respondeu ele olhando para meus olhos, e tinha quase certeza que era o que ele queria fazer, e eu iria fazer se não...

–Damon, vejo que você voltou a cidade irmão. Disse Stefan

–Olá maninho respondeu ele. Ironicamente pude perceber.

–Elena fui a sua casa, mas Jenna sua tia disse que você havia vindo para então decidi vir, mas vejo que estou atrapalhando. Por um momento quis dizer sim, mas me contive.

–Não Stefan, você pode ficar aqui conosco. Disse a ele. Mas Damon, o que parece ser seu nome me interrompeu.

–Na verdade eu já tenho que ir Elena, tenho algo a fazer, foi um prazer te reencontrar. Sorriu e me beijou no rosto. E antes de ir, me encarou por mais alguns instantes.

Após sua saída eu e Stefan conversamos sobre várias coisas, me sentia bem ao conversar com ele. É como se houvesse uma conexão entre a gente. E assim foi durante um mês, nos víamos todos os dias, ficávamos juntos na escola, nos encontrávamos a tarde depois da aula. Conversamos sobre tudo, ele sabia tanto sobre quanto eu sobre ele. E Damon havia sumido, dissera a mim que tinha voltado, mas não apareceu nenhuma se quer vez depois da segunda vez em que nos reencontramos. A unica duvida que em mim restava era que eu não sabia o que sentia pelo Stefan, estava na cara o que ele sentia por mim, mas eu estava em duvida. Porque em todos os momentos que eu pensava em dar qualquer passo, lembrava de Damon, e ele sim parecia ser o certo para mim.

Caroline inventou de fazer uma festa no colégio para arrecadar dinheiro para comprarmos algo que eu não tinha entendido o que, mas que segundo ela era muito importante para o colégio. Stefan e eu combinamos de ir. Chegamos lá juntos, e claro parecíamos um casal, mas não eramos. Ainda por causa da minha duvida. Os dias passavam, perguntei algumas vezes de Damon para Stefan, ele sempre me respondia a mesma coisa, que Damon não tinha responsabilidades, apenas viajava, que não se prendia a um lugar. É claro que escutar aquilo me desempolgou, mas por outro lado. Eu poderia vir a fazer todas essas viagens com ele, era essa adrenalina que eu precisava sentir. Mas ao mesmo tempo sentia conforto ao estar com Stefan. Com ele tudo era certeza, era seguro. Me sentia bem com aquilo.

–Preciso ir ao banheiro, logo volto. Disse Stefan. Fiz um gesto de concordância e permaneci sentada vendo a Caroline comandar todo aquele show.

–Você também vai lavar carros como aquelas garotas ali? Ou por um acaso vai por aquelas roupas de lidar de torcida? Disse Damon

–Achei que não voltaria mais. Disse a ele.

–Eu disse que voltaria, só não dei uma data. Respondeu ele rindo.

–Então agora você veio para ficar ou é mais uma das suas visitas? Perguntei. Mas ao invés de me responde ele me puxou e disse:

–É sério que você vai ficar aqui sentada enquanto pode estar fazendo coisas mais divertidas? Perguntou ele olhando para meu vestido, ou melhor, me olhando de cima abaixo, fazendo uma pequena parada em meus lábios até encontrar meus olhos.

–Estou esperando Stefan. Disse a ele o olhando com um sorriso querendo escapar.

–Stefan pode nos achar depois, venha comigo, tenho algo a te mostrar. Disse ele. Mas feche os olhos.

–Se eu continuar andando de olhos fechados vou acabar caindo. Disse a ele.

–A qual é você não confia em mim? Vamos lá. Agora abra o olho. Disse ele rindo. Foi quando me deparei que estava na parte mais alta do colégio. E mesmo tendo estudado ali a anos, nunca tinha se quer pensado em ir ali.

–Uau, o visual é lindo. Disse

–Não é dos meus cenários favoritos. Mas é algo que posso considerar bonito. Com certeza seus olhos ainda precisam ver muitas coisas. Disse ele se aproximando. Então vi que você e Stefan andam bem juntos ultimamente.

–É. Stefan é meu amigo. Gosto de conversar com ele. Respondi

–A qual é? Só amigo? Perguntou rindo.

–Sim, apenas um amigo. Respondi rindo também.

–Só amigo porque você quer certo? Perguntou ele

–Talvez. Respondi olhando para ele que a cada vez se aproximava mais.

–Hm, então acho que ele não ficaria tão chateada se eu te beijasse. Sem ao menos me dar a chance de responder, sentir seu corpo envolvido ao meu, e nossos lábios se tocaram. Pude perceber pelo simples toque e vibração que nossos corpos juntos causaram que realmente Stefan não passaria de um amigo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.