Notas iniciais
enganei vocês ;]

b]Epílogo[/b]

David acordou no dia seguinte com a cabeça latejando e o corpo dolorido.

Levantou-se e foi até a janela apenas de ceroulas e encarou o colchão que

ainda jazia no chão, porém nada além de um ‘lugar vazio’. Permitiu que

algumas lágrimas escorressem pela sua face pálida e jogou-se sobre ele,

fungando e sentindo o cheiro de Pierre.

‘Ah, Pierre!’

Fechou os olhos e chorou durante um longo tempo, até que sentiu alguém

adentrar o quarto. Abriu os olhos e tratou de olhar na direção que ouvira o

barulho. Era Taylor, seu pai.

- O que vosmecê quer? – perguntou, secamente – Destruir mais a minha vida?!

- Não diga isso, filho! – ele foi até ele, sentando-se na cama – Vosmecê

sabe que eu só fiz isso para protegê-lo.

- Proteger-me?! – gritou, levantando-se e se afastando – Vosmecê destruiu

minha vida, seu maldito! Não posso chamá-lo de pai, nem de mãe e muito menos

de familiar. EU TE ODEIO!

Correu para fora do quarto, capturando rapidamente uma blusa que se

encontrava jogada sobre sua poltrona. Foi para o jardim, onde haviam milhões

de escravos partindo da fazenda. A partir de agora, ele teria de se virar

sozinho. De repente, enxerga no meio de tanta multidão suada Creuza, a negra amante de Pierre no começo de toda sua pequena longa história de amor.

- CREEEEUZA! – ele correu até a negra, enquanto ela o olhava assustada –

Ainda bem que consegui encontrar vosmecê!

- O que houve, moço? – perguntou inocente, encarando-o de maneira sugestiva.

- Onde está Pierre? – ela arregalou os olhos e tapou a boca, sentindo

lágrimas se formarem – Porque vosmecê está chorando?

Nisso, Bah aparece do nada atrás da filha e a abraça com força, permitindo

que ela chore em seu colo. David fica sem entender, porém Bah resolve lhe

explicar.

- Ontem, quando estávamos protestando, Pierre teve de ir embora por motivos

desconhecidos a nós. E...bem, vários escravos estavam indo embora em cavalos

e ele, a pé. Parecia realmente muito triste e quando foi atravessar a

estrada...bom, vosmecê deve imaginar.

- Uma manada de cavalos pegou ele?! – gritou, ajoelhando no chão – Ele está

morto?

- Seu enterro será hoje – anunciou, apertando mais Creuza contra seu peito e

por pouco não sufocando a pobre moça – Não acredito que seu pai permita que

vosmecê vá.

- Não me importo com qualquer coisa que meu pai tenha a dizer – bufou,

fechando os olhos e lembrando dos lindos olhos de Pierre – Eu o odeio. É

tudo culpa dele! PIEEEERRE!!! – gritou, em pleno pulmões.

Bah beijou-o e saiu, enquanto Creuza corria desesperada em busca de

Sebastien por algum motivo não revelado. David continuava jogado no chão,

chorando igual a uma criança sem sua mãe. Os [i]ex[/i]-escravos que passavam

por ali o chamavam de louco ou riam de sua cara, por não saberem o que havia

provocado tal desespero dele.

Levantou-se e foi até seu quarto onde felizmente seu pai não se encontrava

mais, vestindo uma roupa bonita e saindo em direção ao cemitério de negros

que ele sabia muito bem onde se localizava. Foi até onde haviam milhões de

[i]ex[/i]-escravos em volta, encontrando uma lápide com o nome de seu amado

[i]Aqui jaz Pierre Charles Bouvier

Filho amado, ótimo escravo e amante respeitado.

V – 9/05/1707

M – 14/08/1724[/i]

Ele ficou durante toda a tarde ali, apenas olhando para a foto tão bela de

seu, imaginava ele, namorado. Chorou, lamentou e se culpou de todas as

maneiras possíveis até que resolveu fazer o que lhe parecia mais certo.

Procurou pelo cemitério por algo que pudesse feri-lo e que pudesse fazê-lo

sentir a presença de seu amado de novo. Entrou um enorme facão sobre uma das

lápides e foi até a de Pierre, jogando as violetas azuis sobre ela.

Abaixou-se e cortou, num movimento rápido, seus pulsos. A dor era

dilacerante, mas nada que fosse impossível. Pegou um bocado de terra e jogou

para o alto, pronunciando – quase — as mesmas palavras de seu amado.

- Pierre. Eu juro pra vosmecê que irei te encontrar. E um dia nós iremos

ficar juntos.

Fechou os olhos e permitiu que toda a sua vida se fosse juntamente com o

sangue que escorria. Agora ele podia sentir as mãos de Pierre nas suas e os

lábios dele nos seus. Sorriu, vendo o rosto magnífico de Pierre em sua

frente. Desmaiou.

Notas finais
[b]AGORA É FIM MEEEEESMO *_____________________*A gente enganou vocês, heeein?HUISDAHRIUSUHRSHRSAOIRUSChega :BObrigada todo mundo e talz por terem lido e etecetera.E quem sabe a gente continueOBRIGAAAAAAAAAAAAAADA
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!