Notas iniciais
eita! o

[b]Capítulo 8[/b]

- Primeiro com minha Creuza, agora com o patrãozinho? O que esse

escravinho-de-uma-preta quer, hein? Vassourar a fazenda? – Disse o “menino”

de olhos belos, correndo em direção ao grande salão. Ele entrou na casa e...

[...] Enquanto isso no salão...

- Vamos manter nosso ‘segredinho’ em segredo, Dave? – sussurrou Pierre no

ouvido do patrão – Ou...

- É melhor que ninguém saiba, Pie – suspirou, puxando-o para uma fresta

atrás da porta – O que vosmecê fez comigo, safadeeenho! – deu um tapinha de

leve nos – insira aqui um másculo/gostoso/super – braço de Pierre – Caí nas

suas desgraças.

- Não seria graças, David? – ele riu e roubou um beijo roubado (?) de David

– Vamos pra festa.

- Vamos então – ele sorriu radiante e se afastou um pouco de Pierre, antes

de sumirem de vista.

[...] Enquanto isso perto de Sebastien...

- Sra. Desrosiers, Sra. Desrosiers! – ele corria balançando os braços em

cima do corpo, assustando todos os convidados ali presentes – SRA.

DESROSIERS!

- Acalme-se, Sebastien! – Sra. Desrosiers aparece por trás do menino, assustada – Você está espantando os convidados com sua festinha particular. – Sebastien virou-se para fita-la, belos olhos verdes frios e sem brilho.

- Vosmecê me desculpe – balbuciou, abaixando a cabeça – Mas eu tenho algo

para lhe contar, senhora.

- O que é, garoto? – falou, virando-se para caminhar – Não me amole,

moleque!

- Eu vi seu filho se pegando com o escravinho dele – ele riu debochadamente

e Elizabety virou-se com os olhos maiores do que o normal.

- COMO QUE É?! – ela voou em cima do garoto, enforcando-o – VOCÊ QUER DIZER

QUE [b]MEU FILHINHO[/b] É UMA BICHONA E TÁ SE PEGANDO COM O ESCRAVO?!

Todos na festa se calaram e Elizabety saiu de cima de Sebastien, empurrando

tudo e todos que se encontravam na sua frente. Os convidados se assustaram

com sua reação e pularam de lado, fugindo dela.

- TAYLOR, ONDE VOCÊ ESTÁ? – berrou, voando (literalmente) pelas escadas – APAREÇA HOMEM!

- O que houve Elizabety querida? – suspirou, indo até ela e abraçando-a –

Porque o escândalo?

- O David, Taylor! – ela sentou-se em uma daquelas poltronas super chiques

de reino e desatou a chorar – Nosso filhinho é um gay! E pior, ele está se

pegando com um escravo! O tal do Pierre Bouvier.

- Elizabety querida, mas uma de suas mentiras para que eu castigue nosso

frágil e dócil menininho? Ele deve estar se divertindo com seu mais novo

escravo.

- NÃO, ELE NÃO ESTÁ SE DIVERTINDO! – nisso Taylor entrega um copo de água

para a mulher, que bebe e desmaia em cima da poltrona.

- O que o senhor fez?! – assustou-se Sebastien, que subia atrás da mulher –

O SENHOR A MATOU!

- Não, eu só deu sonífero – ele riu, virando-se para o rapaz – Chame David e

Pierre aqui imediatamente.

- Sim senhor – e saiu, com um sorriso de vitória sem igual.

[...]

- David, escravo, o Sr. Desrosiers chama vosmecês no topo da escada – eles

viraram-se rapidamente, David sorrindo e Pierre com o rabo entre as pernas.

- O que ele quer? – perguntou David, tomando mais um gole de seu chá – Estou

ocupado agora.

- DAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAVIIIIIIIIIIIIIIDDDDDDDD! – só se ouviu o grito de

seu pai do topo da escada, assustando pela milésima vez na noite, todos os

convidados.

Pierre ainda encolhido como um cachorro sem dono, porém com dono, foi atrás

de David que ainda sorria e cumprimentava cada convidado da festa que se

aproximava dele. Chegaram lá em cima e a expressão serena de Taylor fez com

que Pierre se acalmasse e David perdesse o sorriso, como se já soubesse o que iria acontecer.

- David meu filho, venha cá – David se aproximou, vendo sua mão com a boca

aberta jogada sobre a poltrona ao lado do pai.

- O que houve com a mamãe? – sentou no colo da mulher desmaiada, sem se

importar com o olhar reprovador de Pierre – O senhor deu sonífero para ela

de novo?

- O stress dela é irrelevante agora – ele suspirou, massageando as têmporas

– David, ela me disse que você é homossexual e está tendo um caso com um

escravo que, segundo ela, era ele – e apontou para Pierre – Isso é verdade?

- Mas é claro que... – Pierre, assustado tentou responder, porém David o

parou, tapando a boca dele – David – sussurrou.

- É verdade, papai. – abraçou o escravo, fazendo-o arregalar os olhos de

maneira incrivelmente impossível – Eu e Pierre nos amamos e estamos juntos.

- COMO É?! – agora ele havia ficado nervoso. Seu rosto estava mais vermelho

que as bochechas rosadas de Pierre e seus olhos pareciam saltar das órbitas.

O que parecia um tanto engraçado e fizera David rir.

- Agora é a hora que a gente foge – sussurrou no ouvido do maior, que

virou-se para correr – VAI PIERRE!

Saíram pelo meio do salão, correndo desgovernadamente e batendo em todas as

pessoas que entravam em sua frente. Pierre arrastava David pelas mãos, porém

ao perceber que o garoto corria devagar demais, pegou-o no colo com toda a

sua macheza e levou-o para o estábulo, escondendo-se no feno.

- Acho que ninguém irá nos pegar aqui – murmurou no ouvido do menor – David,

mas o que...

- Ahh Pie... – Pierre beijou os lábios cedentes por toque de David e sorriu

– Você é incrível.

- Não Dave – sorriu, abraçando o menor – Você quem é.