Sinhá Diva O/
4 Capítulo 4
Notas iniciais
[b]Capítulo 4[/b]
Sentia os primeiros raios solares tocar-lhe a face. Pierre resolveu não abrir os olhos. Estranhou. Não ouvia o barulho da água, não sentia o chão duro e molhado da caverna e, principalmente, não o possuía em seus braços.
- DAVID! – gritou. Tentou abrir os olhos, mas não conseguia. Levantou de supetão, e um pano, que antes cobria sua face, caiu, revelando-lhe que estava dentro dos aposentos de seu patrão.
- Pierre, que bom que vosmecê acordou – Falou David, levantando da cama, onde estava sentado em estilo “indiozinho” e verificando a testa dele.
- O... O... O que aconteceu? – Falou Pierre, tremendo de frio e corando ao sentir o toque [b]delicado[/b] do seu patrão.
- Depois que nós te viramos no tronco vosmecê desmaiou, ai o Sebastien te carregou até aqui em cima, e eu cuidei dos seus ferimentos. Vosmecê dormiu por uns... – Colocou a mão no queixou, pensativo, ficando estranhamente afeminado e bonito — 3 dias?
- O QUE? – fez uma cara de espanto – 3 dias?
- É – e fez uma cara de “ai-isso-é-obóvio”
- Então quer dizer que... A cachoeira... Eu e vosmece...?
- Que cachoeira Pierre? E como assim eu e vosmece? – Fez uma cara de desentendido.
Pierre afundou seu rosto em suas mãos, entendendo tudo. A cachoeira, aquilo, não passara de um sonho.
- Um sonho... Merda!
- Sonho? Do que você está falando? E o que é merda? – falou, em um tom doce e infantil.
- Nada que vosmecê precise e deva saber, patrão. E merda é...
Antes que pudesse explicar, David saiu gazelando (?) e cantarolando “merda-merda-mérdááá” enquanto fora buscar medicamentos para seu “querido escravo”, deixando Pierre confuso. O que diabos o levara a ter aquele sonho? E porque ficara tão estranho ao simples toque de seu patrão? Ele não gostara da sensação em seu estomago, a cada vez que ouvia a voz do menor.
Mas mal sabia ele que outra pessoa nessa casa sentia o mesmo.
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