Notas iniciais
bla bla

Capítulo 3


Anoitecera. Esse era o horário para começar seu turno, vigiando os negros. O mais novo capataz da fazenda Village People Farm, Sebastien passeava alegremente pelos campos floridos do cafezal, pensando em como a vida é bela e ele tem um emprego bom e fácil, quando vê alguém passar correndo em direção a senzala. Ele decide segui-lo para ver o que alguém faria essa hora da noite no “dormitório” dos escravos. A porta que ficara uma frestinha aberta iluminava através da luz do luar a negra e o rapaz pálido conversando. Pode ver quem eram tais pessoas. Pierre, o mais novo “protegido” de David, e a Creuza, filha da Bah.

- Creuza... A MINHA creuza?

Não é necessário dizer que ele ficou muito irritado , e que ele era apaixonado pela Creuza. Demorou um pouco para sorver tal informação, e, enquanto ele tentava entender, o casal correu em direção ao matagal. Seb os seguiu, e pode ouvir os gemidos que Pierre arrancara da boca de sua amada. Ficou dês da hora em que Pierre tirara a blusa rasgada da sua adorada (o que o fez pensar “que peitos grandes e bonitos” e sentir certos “calores desconhecidos”) até a hora em que Pierre finalizou a noite de amor com um longo beijo e foi para o rio, banhar-se.

- Ahh esse filho-de-uma-preta me paga... Ah se paga...

Saiu de trás das bananeiras, onde vigiava Pierre tomar banho, e foi correndo em direção á senzala, com o máximo de velocidade que suas pernas conseguiam alcançar. Ao chegar na senzala, procurou logo a 1ª pessoa que lhe veio a cabeça, a Bah.

- Bah, bah!
- O que foi, moleque? – Apesar de ser um capataz, Sebastien não metia medo em ninguém, talvez por sua idade, talvez por sua cara de bonzinho.
- Eu vi... Eu vi... – ofegava
- Viu o que, criatura?
- Sua filha, Creuza e o Pierre de safadeza nos matagais!
- Milha filha com o novo criado do patrãozinho?
- Ele mesmo!

Bah limpou suas mãos no avental, e saiu enfezada da cozinha, em direção não á senzala, como pensara sebastien, mas ao quarto de David.

*barulho de passos — algum tempo passado*

Pierre saiu do “banho” e foi em direção á casa dos seus patrões, mas não correu, não queria ficar suado. Chegando lá, David estava virado para a parede, não dava pra olhar seus rosto, mas pelas palavras raivosas e imperceptíveis que o branquelo pronunciava, presumiu que o mesmo estaria dormindo. Só estranhou o fato da vela estar acesa. Apagou a mesma e deitou no colchão, devagar e silenciosamente, para não acordar o pequeno. Ao ser ver, nada daria errado...

*cocoricó – amanhece*

“Nossa, não sabia que esse colchão era tão duro!”

Apesar do sol, não abriu os olhos.

"'Puta merda só me faltava essa agora" *bufa* "ontem aquela foda ruim, agora essa dor nas costas? o que... o que..."

Abre os olhos lentamente.

- Ei... Onde eu to? E... – Olha para seus braços – Porque que eu to sentado?

Levantei, e pude ver que meus braços estavam algemados. E, onde eu estava encostado, tinha um... TRONCO? Um tronco dentro de uma sala?

- O que eu to fazendo aqui... – apertou seus olhos, a visão um pouco embaçada – Err.. David?
- Pierre, Pierre... Tsc, tsc... Você me decepcionou. Sair de noite pra se encontrar com uma negra qualquer?
- Daaavid – O novo capataz olhou torto pra ele – Não fala assim dela.
- Desculpa. Sim, continuando, vc saiu de noite, de mansinho, pra se encontrar com uma negra e ter uma – fez aspas com as mãos – “linda noite de amor”.
- O que tem de errado isso, David? – Falou Pierre, sentindo um certo medo ao observar o objeto nas mãos do seu patrão.
- O que tem de errado? O QUE TEM DE ERRADO? – ele realmente se irritou – Seb... Já sabe o que fazer.

Pierre foi virado e ficou com a barriga – nua – encostada ao tronco. Sentiu aquele objeto sendo passado por toda sua coluna vertebral.

- 2ª regra, amor... Vosmece – chicotada – é – chicotada – só – [b] chicotada [/b] – meu – chicotada – entendeu?

As brancas costas de Pierre já não eram tão brancas. Existiam marcas retas em suas costas, e o alvo de sua pele desaparecera com o vermelho de seu sangue.

- Mata ele mata ele mata ele como uma barata nojenta e asquerosa! – disse seb, um tanto quanto empolgado.
- Seeb... Cala a boca e vira ele.

Sebastien virou Pierre bruscamente, fazendo com que suas feridas entrassem em contato com a madeira e ardessem bruscamente, o fazendo lacrimejar.

- Pierre meu querido... – David alisava o rosto de Pierre com o chicote – Vosmecê NUNCA mais entrará em contato com mulher nenhuma, ouviu? A partir de hoje vosmecê será só meu, e de mais ninguém.

Derrepente tudo fica escuro, e nisso Pierre começa a chorar. David se sente completamente culpado por isso. Ele ordena que Sebastien o solte do tronco e ele cai no chão, todo ensangüentado. A sinhá Diva vai até ele com os olhos lacrimejando e o pega pelos braços.

- Acho que fui muito duro com ele, Seb – suspira, abraçando o corpo de Pierre contra o seu, enquanto este chorava rios – O que vosmecê está esperando, homem?
- Mas David eu... – ele lê lançou um olhar furioso de anda-logo-se-não-eu-te-capo-seu-cabaça e Seb correu para fora do quarto rapidamente, deixando-os sozinhos.

Um longo silêncio se instalou entre os dois enquanto David massageava devagar a cintura de Pierre, que chorava como um bebê no colo de David.

- Me desculpe, Pie. – ele suspirou e ergueu a cabeça do maior, fazendo com que ele olhasse em seus olhos – Mas eu me senti tão...Usado depois do que Bah me contou. Foi terrível, eu me senti péssimo!
- Está tudo bem, patrão – sua voz saiu seca e sem emoção e seus olhos se fixaram em um ponto nas costas de David – Vosmecê tem todo o direito de fazer o que bem entender comigo.

David se assustou com a resposta de Pierre e o pegou pelos braços, ainda que não conseguisse levanta-lo e estapeou sua face (que era a única que ainda se salvava das dores) com sua força bruta (?) que surgiu do nada.

- Como vosmecê se atreve a se dirigir assim a mim! – berrou, as lágrimas caindo livremente pela sua face delicada – Apesar de estar arrependido eu ainda sou seu patrão!

Pierre decidiu que ficar calado seria melhor e se retirou do quarto com dores, caminhando até a cachoeira onde ele poderia tomar um banho relaxante para poder voltar a ouvir David falar pelos cotovelos enquanto ele teria que ficar calado apenas ouvindo. Despiu-se, ficando completamente nu e entrou na água gelada, que ajudou a amenizar a dor dos ferimentos em suas costas. Ouviu um barulho próximo do mato e, ao virar-se, não viu ninguém. Deixou de lado esses pensamentos e tornou a aproveitar, enquanto podia, a água da cachoeira.

- Vosmecê fica lindo com os cabelos molhados, Pie – sentiu ser enlaçado pela cintura e a ereção já crescente de David roçar nele – Maravilhoso.

Espantou-se com a mudança repentina de humor do patrão e virou-se para fita-lo, enquanto ele permanecia com as mãos em sua cintura.

- O que vosmecê deseja, patrão? – suspirou, sentindo ser apertado contra o corpo do menor.
- Eu quero vosmecê, Piér. – sussurrou próxima a sua orelha, fazendo-o se arrepiar por completo e sentir algo resistente no meio de suas pernas – Mais nada.

O maior sentiu-se ser mais fortemente apertado contra o corpo frágil e branquinho do patrão e seus lábios foram de encontro aos de David, que já estava pedindo por contato. Este soltou um gritinho fino de surpresa pelo ato tão inesperado de Pierre, que agora tinha o controle e passeava suas mãos pela sua cintura, enquanto David passava as mãos pelo seu pescoço.

- Pierre, eu quero... – gemeu entre seus lábios com a voz fina como a de uma garota – Vamos, eu sei que vosmecê consegue.
- David eu não sei... – murmurou, descolando seus lábios – Não sei se estamos fazendo certo.
- Que se dane o certo ou o errado, Pierre! – puxou-o para mais perto, se isso ainda era possível, e retomou o beijo caloroso. – Que se dane.

Suas ereções encontravam-se a todo o momento, provocando gemidos estridentes dos dois. Pierre passou as mãos pelas costas de David deixando arranhões de leve, parando em sua bunda e elevando-o na água.

- Isso Pierre. – gemeu, passando as pernas pela cintura do maior – Isso, vamos...

Pierre encontrou uma posição que fosse mais confortável para David e penetrou lentamente, ouvindo-o gritar todos os palavrões existentes enquanto apertava as costas do outro. Saiu inteiro dele e tornou a entrar com força, provocando ofegos abafados pelo som da cachoeira. O membro de David ainda pedia para ser tocado e ao perceber isso, Pierre logo tomou-o nas mãos, fazendo movimentos sincronizados aos seus.

- Ah filho-de-uma-preta desgraçado! – berrou, apertando os ombros de Pierre cada vez mais – Awn, isso é... – colou seus lábios no dele, sem ar – ótimo...

Os movimentos agora eram cada vez mais rápidos, e ao ouvir David gritar escandalosamente seu nome, sabia que havia chegado ao ponto certo do prazer. Continuou a masturbá-lo até sentir o líquido quente do menor se espalhar na água, logo depois se permitindo gozar no interior de seu parceiro.

Desceu-o ofegante de seu colo, puxando-o para um beijo ardente e com fúria. David passou os braços pelo ombro de Pierre, abraçando-se a ele. Sorriu.

- Foi a melhor coisa que já me aconteceu, Pie – ele ofegou no pescoço do outro, beijando delicadamente o local – Foi minha melhor transa.
- Quer dizer que vosmecê já... – o maior arregalou os olhos em forma de espantou ao saber que eu um garoto de apenas 15 anos, com todo o seu jeito delicado e poucamente afeminado não era mais virgem – Quero dizer...
— Não – suspirou aliviado ao ouvir a resposta e ao perceber o que havia acabado de fazer – Vosmecê foi meu primeiro. Meu primeiro e o mais especial.

Ele sorriu de forma exagerada, pegando David no colo e levando-o para trás da cachoeira, onde havia uma pequena gruta onde ele costumava se esconder quando pequeno. Deitou-se ali, puxando-o para perto e deitando-o sobre seu peito nu. David sorriu e depositou um beijo em seus mamilos, o que o fez tremer de excitação.

- Obrigada, David. – suspirou, beijando o topo da cabeça do pequeno.
- Obrigada pelo que? – ele o olhou curioso e Pierre se permitiu sorrir.
- Por me tratar tão bem – ele riu, tornando a deitar a cabeça no corpo quente do maior – E por ser assim tão bonitinho e por ser meu patrão.
- Não há de quê.

Nisso fecharam os olhos e entregaram-se a um sono profundo e sem sonhos, embalados ao som das águas corriqueiras (?) da cachoeira. Mal sabia Pierre que seu sono era falso, juntamente ao seu momento com o patrão.

Notas finais
____________________________ ou comentam ou eu não posto