Singular
17 Preocupação.
Notas iniciais
Com esforço conseguiu se fazer ir à casa de Micaela afim de que pudessem passar a tarde juntas.
— Espere um momento. — Micaela disse com um sorriso, ainda que também parecesse se segurar para não dizer algo.
Sentou-se no sofá com ansiedade a corroendo. Não por causa da amiga, mas pelo que Leandro havia lhe falado: “fazer-se de vítima”. Até mesmo a conversa que tivera na praia lhe parecia borrada. Sentia-se tão quebrada e negada que começava a se sentir insensível aos seus arredores. Sobressaltou-se quando sentiu um toque em seu ombro. Micaela tinha uma preocupação visível no rosto. Contudo, essa expressão deu lugar a um sorriso com compaixão, então, ela disse:
— O que acha de um pouco de água morna com sal grosso para relaxar?
Foi então que Jacqueline viu a bacia próxima a seus pés. Um pequeno sorriso cansado surgiu em suas feições. Ela assentiu de leve e colocou os pés no recipiente. Foi um pequeno momento de paz. Era por causa da mistura? Ou saber que alguém estava ali para ela?
— Não tem que “terminar” nada, só está sendo medrosa. — Leandro havia lhe dito, quando explicou o seu desconforto pela primeira e última vez. — “Lithromântico” não existe.
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