Singular
21 Começo.
Notas iniciais
Agora era definitivo. Ribeiro, com decisão, posicionou o cavalete no gramado de Lima e, ao ver que tinha arrumado o quadro adequadamente, tratou de dispor os itens mais uma vez: tintas spray, uma nova máscara de gás caseira, jornais e um celular que tocava uma música de anime em tom alto, o último item era novo na equipe.
— O que pensa em fazer dessa vez? — Lima questionou em um tom curioso, sem deixar de arquear uma sobrancelha.
— Minha arte abstrata, é claro! — Ribeiro disse alegre.
— Quer dizer a sua arte confusa. — Lima corrigiu com um sorriso divertido.
— Hum... você entenderia se tentasse. — Ribeiro disse, depois de pensar um pouco, direcionando a mão que segurava um spray onde estava a outra.
— Sério? — Lima disse descrente.
— Venha aqui. — Com a mão livre, Ribeiro chamou com o dedo indicador.
Lima meio incerta se aproximou de Ribeiro e pegou a tinta spray que lhe havia sido oferecida.
— Certo. Agora só deixar sua imaginação te guiar. Muito simples. — Ribeiro disse, cruzando os braços, assentindo para si mesma.
— Ok... — Lima disse, arqueando a sobrancelha mais uma vez, antes de apertar o spray algumas vezes perto do quadro. — Isso ‘tá ficando um desastre.
— É só o começo!
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