Since the beginning
12 Do you remember him?
Notas iniciais
Oiee, como vão ??
Capa nova, feita pela linda Fire Girl. Valeu veii, ficou perfeita. Te amo.
Nada a falar do capítulo.
Não revisado, sorry.
Espero que gostem !!
Minha respiração estava ofegante, e não conseguia regularizá-la.
Também escutava o descompasso do garoto loiro na outra cama.Nós havíamos acabado de trazer o guarda roupa para o "nosso quarto", e eu realmente estava mais que exausto.As coisas de Ashton são muito pesadas e grandes. Sorte mesmo é que meu quarto tem espaço de sobra.Quer dizer, tinha espaço de sobra, já que a maioria está dando lugar para os móveis enormes do loiro.Desde aquele momento na sala, nós não havíamos trocado mais que simples palavras.Por mim, é até bom não ter as suas ofensas, porque mesmo que eu me faça de indiferente, aquilo realmente me... me magoa.Mas enfim, quem se importa com os meus sentimentos?E pensando nisso, minha mente logo se vai para Calum e as palavras que ele me disse naquela noite em que dormiu aqui.É, talvez ele se importe comigo e com os meus sentimentos.De alguma forma, isso é bom. É legal ter alguém diferente de seu pai se importando com você, mesmo que seja um otário que nem Calum.Sorrio por causa do pensamento anterior, e olho para o lado.Minha respiração já está instável, e de Ashton também.Observo o garoto por alguns segundos, e quando ele devolve o ato, desvio o olhar, indo até o banheiro.Pego minha toalha no percurso, e chego à porta.–Você vai fazer o que?- Ashton perguntou, se apoiando nos cotovelos.Senti um pouco de arrogância em sua voz, mas não liguei.–Não é da sua conta.- respondo, fechando a porta.Sinto muito sociedade, mas não era da conta dele mesmo.Suspiro, encostando à parede, e levando minhas mãos até a cabeça.Eu estava cansado, mas era outro tipo de cansasso.Estava cansado de ser assim, mas eu simplesmente não sei como mudar, e nem sei se quero mudar.É cansativo, mas também é uma parte de mim, é como eu sou de verdade.E não. Eu não queria mudar.Talvez só o faça por Calum, mas só por ele e com ele.Fico alguns segundos olhando para o chão, e finalmente me obrigo a me despir.Entro no chuveiro, recebendo a água fria.Fecho os olhos, enquanto solto outro suspiro cansado.Não sei quanto tempo fiquei ali, e nem o vi passar.Já estava saindo do banheiro sem nem perceber.Meus olhos estranharam um pouco o ambiente, agora novo.Vai demorar um pouco para me acostumar com as coisas de Ashton no meu quarto, ou do nosso.O garoto ainda está em sua cama com os olhos fechados, enquanto canta uma música que não conheço.Franzo o cenho, segurando a toalha em volta da cintura com mais força, enquanto caminho até o meu guarda roupa.Deixo as roupas que estava usando em cima da cama, e escolho outras limpas.Pego uma blusa um pouco cravada nos lados, e uma calça jeans preta.Seguro a cueca boxer, enquanto dou de ombros, olhando para o cacheado.–Sai.- digo.Ele abre os olhos, e me observa por alguns segundos com as sobrancelhas juntas.–O que?- pergunta em deboche.Rodo os olhos, abaixando os ombros.–Sai do quarto.- falo, num tom cansado.Ele me encara, agora sua expressão é mais séria.Retribuo o ato, o olhando com mais seriedade.O garoto bufa, e então finalmente caminha até a porta.A fecha fortemente.Solto um risinho, e então começo a me vestir.Vou até o banheiro, olhando no espelho assim que me encontro no cômodo.Arrumo meu cabelo com todo o cuidado, demorando um pouco no mesmo.Quando vejo que está impecável, vou atrás do meu celular.Termino de me arrumar, parando para pensar pela primeira vez o que eu estou fazendo.Desço as escadas, e observo por alguns segundos a bagunça que ainda está na casa.Rodo os olhos, e ando até a rua.Ta. A onde é que eu estou indo?Para a casa de Calum? Para a casa de Calum.Mas por que isso? É ele que corre atrás de mim, e não o contrário.Eu preciso dar meia volta, eu não sou amigo dele.Tarde demais, eu já havia tocado a campainha, e ouvia os passos se aproximando.Dei os ombros, andando rapidamente para o outro lado da rua, antes da pessoa abrir a porta, mas...–Lucas?- perguntou, me fazendo parar no lugar.Droga.É só inventar uma desculpa.Me viro para Calum, com um sorriso nervoso no rosto.Ele tem uma expressão confusa, e é óbvio que tem que estar assim, pois nem eu estou me reconhecendo.–Hey, eu só estava-Não consegui terminar a frase, por falta de uma desculpa boa o suficiente.Ele não ia acreditar no papo que eu estava formando na mente. Hora de pensar em algo melhor.Anda Luke, ele já está começando com o seu sorriso de lado.Quando o moreno ia falar algo, alguém o interrompe do lado de dentro da casa.–Calum, anda logo. Não pense que fugiu dos seus afazeres.- era uma mulher. A mãe dele?Não sei.Assisti o garoto olhar para trás por alguns segundos.–Já estou indo, mãe.- respondeu, e então se virou para mim novamente.Cruzou os braços, ainda com o seu sorrisinho.–Você só estava?Limpo a garganta, ainda pensando em alguma desculpa, e claro, como não achei, apenas falei:
–Acho melhor eu ir. Você tem coisas para fazer.- tinha ironia em meu tom, mas eu não ri, por ainda ter a expressão debochada de Calum me encarando.Não revirei os olhos, apesar se estar com uma vontade enorme de o fazer, e apenas dei meia volta, suspirando pesadamente.Estava pronto para ir até o outro lado da rua novamente, mas fui parado por suas mãos em meu braço.–Poxa, não conseguia inventar nenhuma desculpa?- ele perguntou com a voz fina, e parecendo a de uma criancinha.Agora não resisti em rodar os olhos.Me voltei para o moreno, que sorria de lado.Mandei ele se foder num sussurro, e encarei meus sapatos pretos.Calum sabia que eu não queria admitir o porquê que estava ali.Aliás, nem eu sabia direito. O que eu acho que no caso do moreno, era totalmente o contrário.Parando para pensar, por que eu estava ali mesmo??????Para ver Calum? Ahn... Que coisa mais idiota.Eu não quero ver esse imbecil que vive no meu pé!Estava pronto para lhe dizer tchau, mas ele me interrompeu.Pegou em minha mão, dizendo:–Vem, eu sei que você quer entrar.- deu de ombros, me puxando junto.Logo estava no ambiente um tanto escuro.A sala.Olhei ao redor, sabendo que sua mãe estaria por ali, e a frase que eu queria falar, talvez fosse ofensiva e inapropriada demais.Como não achei a mulher no cômodo, decidi dizer logo de uma vez.–Caralho Calum, cala a porra da sua boca.- disse, me livrando de seu aperto em meu pulso.Ele riu, virando para mim, com uma vassoura em mãos.–Ouxi, por que? Não era isso que você queria fazer quando apertou a campainha?- perguntou sério, mas eu sabia que ele estava sendo sarcástico, e que estava tirando uma com a minha cara.Suspirei, contando até 100.000? É, até 100.000.Mas ainda lhe dei dedo, antes de ter outra risada sua.–Senta ali.- apontou para o sofá vermelho.- Eu preciso terminar de fazer meus "afazeres".Gesticulou com as mãos, e então me deu as costas, indo para outro lugar.Olhei para o ambiente, no começo só observando a textura da cor das paredes.Era um alaranjado escuro.Os móveis eram pequenos para o ambiente largo, e se encaixavam perfeitamente.Era bem agradável.Da cozinha vinha um cheiro gostoso de café, que me lembrou um pouco da época que eu chegava da escola e minha mãe estava preparando meu lanche.Sorri com a memória, ainda observando o cômodo.Pensei por alguns segundos se eu deveria fazer o que Calum falou, o que me levou a suspirar enquanto rodava os olhos.Eu estava me sentindo um ridículo. Levantei e abaixei os ombros, e então caminhei até o sofá menor.Sentei na almofada, logo encostando minhas costas para que não doesse.Mexia minhas pernas freneticamente, um pouco incomodado.Eu sempre fico assim quando estou na casa de alguém.Pedia mentalmente para Calum aparecer o quanto antes, para que ele me fizesse companhia.Mas, como a vida é do jeito que é, ou talvez só seja a minha, as coisas que queremos muito, nunca acontecem do jeito que pedidos. Ou até não acontecem.Acho que estava ali, sentado no sofá por meia hora.Já estava para me levantar e sair pela porta, quando escutei os passos na escada.Olhei em direção a mesma, suspirando em alívio ao ver o moreno com sua vassoura.Porém, logo virei para frente.–Desculpe a demora.- Calum disse, e deixou o objeto em suas mãos em algum tipo de dispensa.Não o respondo, apenas o observei sentar no outro sofá, perto do qual eu estava sentado.Ele ficou me encarando e decidi retribuir.Quando estávamos tempo demais naquilo, e franzi o cenho, o incentivando a falar o que ele estava fazendo, foi o suficiente para o moreno cair na gargalhada.–Então, o que veio fazer aqui em minha casa?- perguntou, quando findou seu riso.Desviei o olhar, sem saber realmente o que responder, então, apenas optei por jogar outra pergunta para o garoto.–O que você queria que eu fizesse quando me puxei para dentro de sua casa?Ele franziu as sobrancelhas, depois gargalhou novamente. –Mas Lucas, você que apertou a campainha. Eu não fui em sua casa e mandei você vir aqui e bater em minha porta.- ele falou sorrindo largo.- Então eu te pergunto: O que você queria aqui em casa, quando apertou a minha campainha?Ele arqueou suas sobrancelhas, me olhando desafiador.Encarei minhas mãos, abaixando os ombros.Bufei, olhando novamente para cima, e tendo o olhar incentivador do garoto.Rodei os olhos.–Calum, eu não sei. Nem quero saber.- dei uma pausa.- Só sei que se você continuar com essas perguntas idiotas, eu vou pra casa.Ele riu debochado e estendeu as mãos, em rendição.–Tudo bem, Lucas. Parei.- levantou.- Vem. Minha mãe preparou um lanche.Ele saiu na frente, e eu logo depois.O cheiro do café se intensificava, a cada passo que dava. Era delicioso.Me permiti fechar os olhos, enquanto pegava o ar fortemente, inspirando o aroma suave.Sorri pequeno, assim que chegamos ao cômodo.A parede era revestida de cerâmica branca com alguns detalhes pretos.Os armários eram de uma madeira clara e, mesmo os vendo de longe, eu sabia que eram bem trabalhados.O fogão era prata e enorme.A mesa era redonda, porém grande e com cadeiras na mesma coloração vermelha.Falando em mesa, a comida que estava em cima, era tanta, que acho que valeria por toda a minha vida.Também me parecia muito suculenta. Acho que estava tão vidrado nos pratos, que só percebi Calum, quando o mesmo me deu um tapa na cabeça.–Vai se ferrar.- reclamei, me afastando do garoto.–Estou falando pra você sentar, faz uma hora.- ele se explicou, me indicando uma cadeira ali por perto.Rodei os olhos, e então me sentei.O moreno não fez o mesmo que eu, o que eu achei que faria. Ele apenas se dirigiu para a escada, olhando para cima.Franzi o cenho, me perguntando o que ele estava fazendo.–O que você está f...–Michael!Michael? Hum, deve ser o irmão dele, ou coisa do tipo.Não. Eu nunca reparei em Calum o suficiente, para saber se ele tem um irmão, e se ele se chama Michael. Muito menos se ele tem uma irmã, que se chama... Sei lá.De qualquer forma, acho que é isso mesmo. É o seu irmão.Calum voltou à mesa, e se sentou ao meu lado direito.Ele pegou um prato, logo se servindo dos vários aperitivos ali contidos em cima.–Pode se servir também, Lucas.- ele falou, assim que terminou de preencher seu prato.Peguei um também, começando a fazer o mesmo que o moreno fez segundos atrás.Assim que terminei, logo estava escutando os passos vindo da escada.Não virei para trás, pra poder saber quem era, até porque, aposto que se tratava do irmão de Calum. Michael.–Acabei de lavar o banheiro. Está me devendo uma, cara.- escutei a voz atrás de mim.–Certo. Vem, aqui está sua recompensa.- Calum sorriu, estendendo a mão para a comida.A pessoa gargalhou alto, o que fez franzir o cenho.Que graça tem nisso?Como parece que o irmão do moreno nunca ia chegar à mesa, não evitei de tanta curiosidade, e estava para me virar e olhar.Porém, antes que eu pudesse fazer, vi sua mão pousar na cadeira ao meu lado esquerdo.Subi meu olhar pelo seu braço, vendo sua tatuagem rodeando sua pele. Haviam duas. Tinha um símbolo entre os dois anéis. –Não sabia que tínhamos visita.- escutei a voz, e por causa dela, terminei de subir minha atenção, até que estivesse em seu rosto.Seus olhos verdes iam de mim para Calum, enquanto suas sobrancelhas estavam levemente arqueadas.–Oh, o Lucas? Ele não é visita; ele é de casa.- Calum respondeu, com a voz divertida.Quase rodei os olhos, porém, ainda estava um tanto surpreso.Voltei meu olhar para o moreno, fazendo questão de mostrar minha expressão confusa.Ele sorriu.–Luke, esse é o Michael. Lembra?- perguntou, com as sobrancelhas arqueadas.Lembro. Óbvio que lembro.Mas... O que ele está fazendo aqui mesmo?
Notas finais
Deixe seu comentário, falando o que ta achando.
Kissus...
Fale com o autor