Since Always

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Bonjour, senhoritos e senhoritas, esta aqui é a primeira one-shot feita por mim. Espero que gostem! Ela é uma dramaturgia emocionante - podendo assim dizer. Se puder, comente oque achou. Para eu ter uma noção de como ficou.

By: Kayle ♥

Caminhei lentamente até o único centro de luz, aquilo era hesitante, parcialmente todos os dias que regressava do trabalho minha casa era coberta pela escuridão, mas sem o tal centro iluminado. Mesmo cega pelo breu, pude ver exatamente o mais lindo smooking de John acompanhado elegantemente por uma linda flor de lapela. Depositei minha bolsa artesanal na cadeira ao lado.
— John? — sorri delicadamente após arrastado a cadeira para sentar-me. — Agradecida. Mas, para que tudo isso? — apliquei uma das mechas de meu curto cabelo detrás da orelha, nervosa.
Rolei o olhar pela mesa envolvida por uma toalha esbranquiçada, com velas a direita e esquerda, pratos elegantemente seguidos por uma faca e um garfo prateados e um champagne visivelmente frígido pelos gelos ao seu redor.
— Apenas uma surpresa para minha amada. — cumprimentou-me por um beijo gracioso.
Apanhou o abridor de espumante, e retirou levemente a rolha, depositando-a sobre a mesa. Despejou calmamente uma pequena doze de champagne em minha taça. E após completo a sua, levantou sua taça á um nível considerável.
— Um brinde, á você. — seu rosto corou harmonioso, acompanhei minha taça a sua e completei.
— A nós. — brindamos felizes.
A noite terminou em prosas, acompanhados de um delicioso champagne de rosas, e uma salada seguida de melancia, sementes de girassol e hortelã. Realmente, estava adorável. John com certeza sabe como agradar-me.
Ao meio do jantar, fomos atrapalhados pelo celular de John que vibrava em cima da cômoda, ele ergueu-se e andou calmamente. Olhou-me decepcionado pela distração ao meio do romantismo.
— Tudo bem, pode atender. — reabri o sorriso confortando-o.
**
Tempos depois de isolar-se na cozinha, voltou cabisbaixo e recaído. Preferiu não comentar, mas sabia que era algo importante.
— John? Oque houve?
Respirou profundamente — Está tudo bem.
— Não, eu sei que não está. — segurei sua mão depositada na mesa.
Olhei em seus olhos esverdeados, seu rosto era coberto pelos fios do amontado cabelo castanho, seu lábio era molhado pela saliva. Expressou preocupação, pelas curvas sobrancelhas. Abaixei o rosto após perceber a demora, ignorei o fato de fitar meus olhos e levantei calmamente decepcionada.
— Desculpa, não devia entrometer-me em sua vida. — olhei de relance a John, que permanecia preocupado.
— Lisa. — rapidamente levantou-se e segurou um de meus braços cuidadosamente — A sua vida, é a minha vida. — olhou-me corado, nervoso e encurralado.
Permanece-nos fitados um no outro, até que soltou meu braço. E desabou na cadeira.
— O patrão. Acabou de informar-me. — segurou minha mão em sinal de carinho — Que vou passar cinco anos, na Itália. — terminou em pausas enquanto seus olhos brilhavam.
Engoli um seco e suei frio, percebia a tensão em falar da viajem. Senti um forte aperto no peito, desnorteada fiquei após a notícia, sem expressar medo, ou saudade. Pelo fato de perder o noivo para o trabalho, não pude insistir que ficasse pelo meu capricho.
O dia da viajem seria amanhã, mesmo assim, em toda a semana de preparação psicológica, John preferiu não contar-me, pelo receio de deixa-lo.
**
Sem perceber muito, o aeroporto estava cheio, as bagagens de John rolavam pelo piso, e eu roía o resto das unhas. Após anunciado o voo, John olhou-me preocupado, retirou a corrente guardada carinhosamente em seu pescoço envolvido pelo cachecol e a enrolou em meu pescoço. Não conti-me e abracei-o fortemente, assim fazendo o mesmo.
— Promete que não me esquecerá? — chorosa continuei esmagando-o.
— Prometo.
Após o longo abraço, olhei pela ultima vez em seus olhos, que ainda permaneciam brilhosos. Com seu polegar, enxugou minha lágrima escorrida no rosto e carinhosamente beijou-me, sem rancores ou mágoas, apenas amorosamente. Nos afastamos após ser dita a última chamada, John caminhou lentamente e deu um pequenino aceno antes de deixar as bagagens no avião.
**
Olhei pela última vez a corrente enrolada em meu pescoço. Hoje completa cinco anos que John viajou, seu olhar ainda percorre por minha cabeça, seguro de não esquece-lo. Caminhei sem pressa a cozinha, após ouvido o apito da máquina. O café embaçou a caneca rapidamente, chupei o ar quente até poder sentir o fervente café em meus lábios. Apliquei duas colheres de açúcar e mexi timidamente.
Fitei o olhar na janela semiaberta, graças a cortina de seda. E pude ver o carteiro depositando as contas na caixa de correio. Andei junta do café, pela trilha de troncos espalhados, recolhi as contas e andei apressada para dentro.
Abafei minha mão com a lareira acesa. Sentei-me na poltrona e revisei as contas.
— Luz, água, telefone — parei de imediata quando vi pausadamente uma correspondência envolvida em um envelope. Descolei o selamento, e abri-a timidamente.


Querida, Lisa.
Sei que esta é a forma mais ridícula de lhe mandar uma correspondência neste mundo moderno. Mas, aqui na Itália tudo é bem diferente do que em Nevada. Demorei séculos para comunicar-me por conta do serviço. Eu não sei nada sobre esta língua, por isso levo comigo um ajudante, o tradutor. Também passei vários dias de fome por conta disso, mas agora que sei, nunca que vou descuidar-me quando viajar-nos. Ora, também conheci os melhores pontos da Itália. E antes da bateria acabar, mandei-lhe várias fotografias, não são "lá" grandes coisas. Pois passei a maioria dos anos trabalhando.
Estou morrendo de saudade, queria que estivesse aqui comigo. Me perturbando nos piores e melhores momentos. Mas agora que sei o tempo de viajem da Itália até Nevada, creio que esta bem perto de chegar o ansioso dia.
De seu noivo,
Jhon.

Chacoalhei o envelope, fazendo com que fotografias voassem e pousassem em meu colo. Todas vinham acompanhadas de legendas.
Derramei lágrimas intrusas, molhando a correspondência, deixei-a na beirada da mesa de centro, quando ouvi a campainha tocar.
— Já vai. — caminhei lentamente enxugando as lágrimas.
Virei e puxei a maçaneta. O moço segurava uma pizza de mussarela, seu rosto era voltado para a pizza e seu cabelo coberto por uma toca.
— Moço. Acho que entregou na casa errada. — informei timidamente — Eu não pedi pizza.
Ergueu o rosto sem pressa, deixando-me curiosa. Seus olhos esmeralda brilharam quando fitou-os nos meus. Retirou a toca reaparecendo seu embaraçoso cabelo.
— Se eu não lhe conhece-se o bastante, diria que não gosta de pizza de mussarela.
— John. — abracei-o fortemente, então fazendo o mesmo. Permiti com que a alegria transformar-se em lágrimas, molhando seu moletom azulado. — Senti tanto sua falta — sussurrei.
Trocamos beijos amorosamente. Após afastar-nos, John olhou-me surpreso, e então decidiu ditar pausadamente.
— Também senti a sua. Tenho duas notícias á te dizer. — espremeu a pálpebra dos olhos e tranquilizou-se — Eu me demiti.
Arregalei os olhos e caímos na gargalhada.
— Mas... — conti-me para não dizer bobagens.
— Pode ficar tranquila, eu recebi direito a mensalidade. Durante os cinco anos. — Retirou da mala uma pequenina caixa aveludada — Sei que não tive tempo nem grana para este momento, mas... — dobrou os joelhos, e equilibrou-se — Lisa Kaylle, você aceita se casar comigo?
Emocionei-me, abri um tímido sorriso e deixei com que meu coração recebesse a emoção não contida em mim.
— Sim. — afirmei desposta e esperançosa assentindo — Eu aceito.
**
Anos passaram-se dentre essa dramaturgia, eu e John ainda vivemos juntos desde então, envelhecemos juntos com o tempo, e tivemos um querido filho. Chamado Leon, ele já é casado e bem sucedido referendo-se ao trabalho. Vivemos da padaria Coffe Break e da aposentadoria, um necessita do outro para progredir. Sempre juntos, sempre apaixonados, sempre, para sempre.

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