Simply Complicated
33 Starlight
Notas iniciais
Antes de eu namorar o Percy, o mesmo sempre dava uma festa na piscina com direito as pessoas ficarem bêbadas e comerem de graça. Entretanto, quando nós nos relacionamos ele optou por uma coisa mais discreta e sem putaria.
E hoje o aniversariante estava mais exigente e mais chato do que nunca, já que eu que iria fazer sua festa de aniversário, sem ele ficar sabendo.
– Vamos, Annabeth. – Chamou Percy. – Por favor, vamos fazer algo no meu aniversário.
Eu me levantei da minha cama onde estávamos deitados e tirei o notebook do meu colo.
– Perseu Jackson eu quero ficar em casa. – Falei. – Pelo menos durante o dia. À noite podemos sair, mas agora não. Faça o seguinte: Vá para a sua casa e a noite nos encontramos. Pode ser?
Ele suspirou e também se levantou. Aproximou-se de mim lentamente e acariciou o meu rosto.
– No seu aniversário eu vou encher a sua casa de aranhas. – Ele fez birra, usando meu medo contra mim mesma.
Eu bufei e lhe dei um tapa forte no ombro.
– Você é um idiota. – Fiz uma pausa e o beijei. – Agora vá.
Ele simplesmente obedeceu só que não gostou da idéia, pois saiu batendo o pé.
Eu queria relaxar, já que eu estava mandando mensagem para todos que eu tinha adicionado no facebook, e para quase todos os jovens legais de Nova York.
Enquanto eu mexia no computador, minha mãe, apareceu, parada em frente ao meu quarto.
– Annabeth, por favor, não me diga que este rapaz que acabou de sair está dormindo com você. – Ela disse chata, mas suavemente, ouvi um som maternal em sua voz.
– Sim mãe, embora no começo eu tenha namorado ele, depois terminei com ele, então Sage começou a namorá-lo, e agora eu estou com ele novamente... – Falei.
Ela ergueu a sobrancelha desconfiada, mas parou assim que se sentou comigo na minha cama.
– Foi você que tirou o Ian do hospital. Não é? – Ela perguntou.
– Sim.
Ela riu com a minha sinceridade.
– Você não poderia ter feito isso. Ele poderia ter morrido.
– Claro, eu ia dar bebida alcoólica para o meu irmão que está com alguns órgãos ruins. Realmente eu seria uma boa irmã. – Falei.
– Mas agora tudo bem, o Ian ficará sob meus cuidados. Afinal, ele já foi liberado do hospital, e está ali na sala junto com o resto...
– Sério? – Perguntei pronta para ir à sala.
– Annabeth, eu quero que você saiba uma coisa. – Ela mudou de assunto. – Eu e Frederick vamos nos separar.
Nossa, pensei.
Não sei por que, afinal minha mãe nunca se deu bem com o meu pai, e vice-e-versa, mas eu sempre os via como um exemplo.
Nenhum membro de minha família jamais se separou. Nem mesmo minha avó Hera e meu avô Zeus, que apesar dos casos extraconjugais de meu avô — que possivelmente e nada comprovado deu origem a Thalia e Jason, e sim, talvez eu tenha namorado o meu tio — eles continuaram unidos.
– Por quê? – Perguntei.
– A Sagyn já sabe o motivo. Foi por isso que ela ficou esses dias deprimida. E o Frederick... Foi inevitável que ele descobrisse. Por isso que eu estou te chamando. Quero conversar com todos lá em baixo.
Eu assenti confusa, mas parecia ser sério, então apenas descemos juntas à escada a baixo.
Assim que eu vi Ian, sentado no sofá e respirando com tubos eu o abracei.
– Seu capeta, agora você vai se cuidar está bem? – Perguntei.
– Annabeth, sente-se o assunto parece ser sério. – Ele disse assustado.
Eu concordei e sentei ao seu lado e ao lado de Sage que em seguida me abraçou e chorou no meu colo.
– Ian. Socorro. – Sussurrei, imóvel, enquanto lágrimas da Sage caiam sobre mim.
– Shhh. – Ele me mandou calar a boca.
– Então, — Começou Frederick. – Atena, o que tem para dizer?
– Bem, todos já sabem que nós vamos nos separar. Certo? – Perguntou e nós concordamos finalmente fazendo Sage sair do meu colo. – Acontece que o motivo... Bem, não é muito bom.
– Como alguém pode classificar isso como um motivo bom, Atena? – Falou indignado o meu pai.
Minha mãe fechou os olhos, como alguém que estava com extrema vergonha.
– Sage e Ian. – Ela falou os nomes com dificuldade. – Vocês não são filhos do Frederick.
Sage soltou mais um berro, mas aparentemente ela já sabia disso.
Ian fitou minha mãe como seus olhos verdes escuros e depois passou um olhar de piedade para meu pai.
Já eu... Eu engasguei.
– Como assim? Essa daí e esse capeta não são filhos do meu pai? Espera... Eu sou filha dele, certo? – Perguntei olhando para Frederick.
– Sim, Annie. – Falou meu pai sorrindo. – Você é a minha única filha.
– Como assim? – Questionei.
– Eu traí Frederick. Quero dizer... Ah, sim, ok. EU TRAÍ O FREDERICK. Vão me prender? Desculpem crianças, mas Ian e Sage, vocês não são filhos do Frederick.
– Mãe, o que quer dizer com isso? – Perguntou Ian indignado.
– Ian, você é filho de outro cara. E Sage você também é filha de outro cara. – Explicou Atena. – Infelizmente, Ian e Sage, eu tive um caso com um cara de L.A., quando eu, Frederick e Annabeth morávamos lá, e esse caso foi se prolongando por alguns anos, mas ai acabou, porque tivemos que nos mudar para Nova York e Frederick nunca suspeitou de nada. Então, eu nunca tive motivo de falar nada.
– Você conseguiu esconder todos esses anos? – Perguntei.
Atena sorriu graciosamente.
– Annabeth, querida, não haja como se eu fosse à culpada de tudo.
– Atena, — Começou meu pai – a Annabeth não tem culpa de nada.
– Ah, claro que não Frederick. – Ela sorriu para mim, confiantemente. – Não estou falando que é a Annabeth que tem culpa. – Ela semicerrou os olhos para ele, que o fez encolher. – É você.
– Acho melhor a culpa ficar com a Annabeth. — meu pai falou.
Eu fiquei com uma poker face, só se for.
– Frederick! — Atena gritou. — Como ousa colocar a culpa na Annabeth? Ela foi única razão pela qual te suportei todos esses anos! A minha filha foi quem me salvou de não entrar em uma depressão, ficando ao seu lado.
– Espere, o meu pai... – Ian começou, mas em seguida se corrigiu. – Desculpe, o Frederick, como assim, mãe?
– Ian, querido, o ponto é: Vamos bos mudar daqui uns meses. A Annabeth nem vai chegar a mudar conosco, já que já, já, tem a Universidade, que já chega os testes e blá, blá, blá, e enfim. Sagyn e Ian, por favor, sem mais perguntas. – Ela piscou para mim. — Annabeth, posso falar com você?
Eu assenti e fomos para um outro cômodo da casa.
– Me desculpe, não queria traumatizar vocês. — ela disse se lamentando. — Tudo está sendo um choque para mim. Fraderick nunca foi um bom marido. O que eu fiz na Califórnia não foi certo, eu sei, mas eu quero que você saiba, Annabeth, que você foi a minha salvação. Eu tive Ian e a Sage, mas nunca me senti totalmente ligada à eles como eu me sinto em relação à você. Sei que sempre discutimos, mas quero que saiba, que apesar de meus erros, eu sempre estarei ao seu lado. E da Sage. Ok? Agora pode ir, obrigada.
Então eu sai do comodo sem falar nada. Não estava a fim de dar apoio emocional para a Sage. E o Ian, ele é muito durão para choramingar ao meu lado, eu pensei duas vezes em deixá-lo sozinho, já que da última vez que ele teve um problema, que até hoje eu não sei qual foi, ele bebeu demais e entrou em coma alcoólico.
– Ian, quer subir comigo? Eu vou me aprontar para a festa do Percy, porque você não me faz companhia? – Perguntei.
Sage estava do meu lado.
Assim que ouviu o nome do meu namorado seus olhos brilharam.
– Annabeth, não precisa bancar a babá. – Disse Ian se levantando carregando o aparelho.
– Qual é desse aparelho? – Perguntei. – Seu pulmão já não está bom?
– Mais ou menos. – Respondeu.
– Ian. – Sage disse quando eu ia responder.
Ele bufou.
Eu ia ir atrás dele, mas a Sage me interrompeu.
– Annabeth? – Ela me chamou. – O Percy está dando uma festa?
– Sim. – Eu disse. – Vai ser na casa do Jason, e você não está convidada.
– Que se dane, Annie. – Ela se aproximou de mim e deu um sorriso torto, mas seus olhos podiam-se enxergar malícia. – Você estragou minha vida. Atena está pensando, mas provavelmente vai me mandar ano que vem para um colégio na Inglaterra. E eu vou destruir você, hoje não, amanhã também não, mas quem sabe futuramente. Um dia você estará na ruína. Sem o Percy. Você sabe. Hoje você o tem, mas e amanhã? Nunca se sabe.
– Sage, cara, além de uma garota bobona, ainda vem se queixar para mim? – Perguntei. – Garota, se toca, você perdeu. Aceite.
Ela riu com uma risada assustadora, e eu sai em direção ao meu quarto. Sage e Octavian se dariam bem. Ainda bem que Percy parou de falar com ele.
Após de tomar um bom banho, e me alimentar, embora eu não sinta tanta necessidade assim, eu fui escolher uma roupa. Acabei optando por um vestido fenda azul curto – batendo antes do joelho -, e um salto alto azul. Meu cabelo ficou solto e deixei-o ficar cacheado. E por fim fiz uma maquiagem escura que realçava a cor dos meus olhos.
Quando começou a entardecer, a campainha tocou, e eu corri para atender, pensando que era o Percy.
– Valdez, o que você está fazendo aqui? – Perguntei após dar de cara com Leo que estava vestindo uma blusa comum e uma bermuda.
Ele entrou sem ao menos eu chamá-lo.
– É o seguinte... Nossa Annie, como você está linda. – Ele começou e em seguida mudou de assunto. – Eu achava que era uma festa a fantasia!
Eu suspirei.
– Não, Leo, não é.
– Jura? — Perguntou sarcástico.
– Leo, o que você quer? O Percy já está chegando...
– Eu só vim te bronquear por não fazer uma festa à fantasia.
Eu ri.
– Olhe para nós. Somos praticamente adultos. – Eu ergui a sobrancelha. – Porque você queria tanto que eu desse uma festa à fantasia?
– Primeiro, eu queria ir de Go Go Boy, sério, eu ficaria muito gato. – Ele levantou os olhos para o teto. – E em segundo, acho você vestida de Taylor Momsen fica demais.
– Você já me viu vestida de Taylor Momsen? – Perguntei.
Ele abriu a boca para falar algo malicioso, mas se calou imediatamente assim que em minutos o Percy chegou.
– Perdi alguma coisa? – O moreno de olhos verdes perguntou.
– Só o babaca do Leo que queria que eu me vestisse de Taylor Momsen.
Percy franziu a testa, confuso.
– Mas que diabos você se vestiria de Taylor Momsen?
– Deixe quieto. Vamos? – Perguntou Leo.
– Vamos aonde Valdez? Será apenas eu e a Annabeth. E será surpresa no lugar que eu pretendo levá-la.
– Ah, é. Feliz Aniversário cara, te vejo daqui a pouco. – Disse Leo, ignorando tudo que Percy acabara de dizer, e por fim saiu, nos deixando a sós.
– Então...
– Percy, por favor, sem perguntas, hoje quero que você seja feliz. – Eu disse o abraçando. – Tudo bem.
Ele levantou minha cabeça e me beijou, e por fim me separou e me olhou admirado, dos pés à cabeça.
–Não importa em que lugar, desde que eu esteja com você, eu já estou feliz.Está pronta para ir?
Eu iria responder, mas se não fosse por uma puta loira atrás de mim para me interromper.
– Feliz Aniversário, Perseu. – Disse ríspida.
– Obrigado, Sagyn. – Percy respondeu no mesmo tom que ela.
– Eu queria aproveitar para pegar uma carona para sua festa surpresa. Posso Percy?
– Festa surpresa? – Ele me olhou confuso, eu estava prestes a esganar a Sage, já que ela não estava convidada e nem tinha o direito de falar isso na frente dele, mas depois Percy sorriu e isso me tranquilizou. – Mas é claro... Ah, Sagyn, tudo bem se quiser vir conosco.
Ela passou na nossa frente na porta e sorriu maliciosamente, com um sorriso de triunfo, e seguiu para o carro do meu namorado. Em seguida fomos atrás dela, e antes de a mesma questionar, Percy falou que era para eu ir ao banco da frente.
Eu falei que a festa era na casa do Jason e ele ficou impressionado pelo amigo, ou ex-amigo concordar, já que não se falavam desde a viagem para o Alasca. Enquanto isso Sage ficava quieta, silenciosa em seu celular, o que me deixava com arrepios. Ela estava planejando algo.
Após estacionarmos na garagem de Jason, entramos na casa e todos logo vieram cumprimentar Percy, que em seguida me deixou de lado junto com Sagyn. Não era culpa de ele estar no centro das atenções, afinal, era seu aniversário.
– Annabeth. – Sage chamou-me.
– O que é Sagyn? Quer falar mais alguma coisa para Percy que não é para ele saber? – Gritei.
– Por quê? – Ela sorriu malignamente. – Tem mais coisa? Mas tudo bem, qualquer outra coisa que ainda tenha para falar para o Percy eu vou deixar que você conte.
– Ótimo, por que não tem mais nada.
– Que seja. – Ela disse se aproximando de mim. – Mas é o seguinte: Ontem de madrugada eu ouvi você conversando com a Clarisse pelo telefone sobre umas coisas do Percy.
Eu arregalei meus olhos. Tinha conversado sobre muitas coisas com ela pelo telefone, e muitas coisas de Percy.
– E eu resolvi pesquisar o telefone de umas pessoas e chamá-las. E essas pessoas estão bem furiosas por você não tê-las convidado, estão no quarto de hospedes no andar de cima. Acho que você deveria vê-las. – Ela deu de ombros e saiu de minha vista.
Talvez eu tenha passado muito tempo com Percy, devido eu estar lerda para processar as coisas. Em vez de ignorar isso e pensar a respeito, a curiosidade me venceu. Eu segui para o único quarto de hospedes do andar de cima.
Após entrar no quarto escuro procurei a luz, mas ao invés disso, ouvi a porta sendo fechada e em seguida a luz foi acesa.
Então pude ver com claridade quem eram essas pessoas e me arrependi profundamente por subir ao quarto, sozinha.
Eu estava sozinha com Dylan, Octavian e Ethan em um quarto com a porta fechada.
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