Simply Complicated
19 Just longing
Notas iniciais
Um outro beijo começou calmo, apenas para matar a saudade que nossos corpos sentiam, porém precisávamos um do outro. Ele me puxou mais para perto e eu entrelacei meus dedos em seus cabelos. Suas mãos passeavam por todo o meu corpo, explorando cada pedacinho. Apenas matando a saudade. Minhas mão foram quase involuntariamente para a barra da sua camisa, ele se afastou de mim apenas o tempo suficiente para me ajudar a tira-la, me deitou na cama com delicadeza, tirou minhas roupas me deixando apenas com uma lingerie preta. Ele mordeu o lábio inferior. Droga, por que ele tinha de ser tão gostoso?
–Alguém pode ouvir Perseu e as meninas podem chegar.
– Meninas? No meu quarto?
– Espera... Seu quarto? Eu entrei no quarto errado? Seu quarto não é aquele a prova de som?
–Esse mesmo.- Ele disse sorrindo malicioso.
(...)
–Cara, você é muito gostosa.- Lhe dei um pequeno murro no braço.- O que eu fiz?
–Não sou comida.
Ele começou a rir. O acompanhei. Então eu me lembrei do que tinha acontecido e fiquei séria.
–Hey, o que foi?
–Nada não. Esquece.
–Quer me contar alguma coisa? Ok, em quem eu devo bater?
Dei um mínimo sorriso e neguei. Ele me abraçou apertado. Me senti segura.
Alguém tentou abrir a porta, mas estava trancada. Encarei Percy assustada.
–Banheiro. Agora.
Assenti, peguei minhas coisas e corri para o banheiro. Logo a voz irritante de Sage invadiu o quarto.
– Percy, amor estava com tanta saudades.
– Sage? O que você está fazendo aqui?
– Minha mão me deixou vir. Não é incrível?
– é sim, claro.Me espera lá embaixo? Já eu desço.
– Claro amorzinho. Deixa eu só colocar minhas malas dentro do quarto.
– O quê?
–Eu vou ficar com você é claro.
– Sage não me leve a mal, mas eu não quero que você fique comigo?
–Por que amor?
– Eu quero ficar sozinho e além do mais nenhum casal está junto em um quarto.
– É gatinho você tem razão. Vou procurar um quarto e te espero lá embaixo.
Quando tive a certeza que a Sage tinha saído, me vesti e entrei no quarto encontrando um Perseu com um moletom.
– Percy amorzinho, que tal você ficar sozinho para poder me trair.- Imitei Sage. Ele riu.
– Vem cá, vem.- Disse abrindo os braços fui até ele e o beijei.- Eu adoro te ver com ciúmes.
–Eu não estou com ciúmes. Eu com ciúmes? Por favor Percy.
Ele riu e me deu um selinho.
– Se você diz. Vamos?
–A gente tem mesmo que ir?- Fiz biquinho.
– Se você não quiser outra visita da Sage, temos sim.
– É vamos descer.- Me levantei bruscamente.
Olhei para trás e vi Percy rindo na cama. Ri também. Me virei e logo senti braços fortes envolvendo. Deu um pequeno sorriso.
–Não sem um beijo gatinha.
Ele me virou e me deu um beijo demorado.
Nos separamos e sorrimos um para o outro. Parecíamos bobos apaixonados.
–Annie precisamos conversar.- Ouvimos uma voz na porta. Jason.
– Eu já te disse tudo que tinha para dizer.
Será que ele viu?
– Tá então só me escuta. Jackson pode me deixar a sós com a minha namorada?
– Não ele não vai te deixar a sós com a sua ex namorada.
Percy me olhou surpreso e um tanto... Magoado?
– Ex? Não Annie me perdoa por favor. Eu... Eu... Eu te amo.
–Me ama? Poupe-me Jason.
–A gente pode falar em outro lugar?
–Argh.
Saí e ele me seguiu. Quando chegamos ao meu quarto ele começou:
– Annie me perdoa por favor.
–Para de pedir perdão. Me dá um motivo para eu te perdoar droga.
– Foi a Sage que me beijou.
–Eu disse um motivo não uma mentira.
– Tá, eu te traí porque eu te vi quase beijando o Drake- Falou magoado.
– Ah quando ele quase me estuprou e o Perseu me salvou?- Falei irônica.
– Espera, ele quase te estuprou, você está bem?
– Claro que eu não estou bem. Eu vi o meu namorado beijando a minha irmã.
– O que eu preciso fazer para você me perdoar?
–Nada.
Eu não sabia o que fazer. Não podia perdoa-lo e não podia julga-lo, afinal eu tinha acabado de transar com o Perseu.
– E te perdoo.
Ele sorriu. Um grande sorriso. Ele se aproximou para me beijar, mas virei o rosto. Eu não podia. Meus escrúpulos não deixaram.
–Não assim Jason ainda sou sua ex.
Ele me olhou triste. Eu o ignorei e desci as escadas encontrando nosso grupo pronto para sair. E por que eles estavam levando bolsas tão grandes?
–Para onde vocês vão?
– Vamos fazer uma trilha. Só voltamos daqui a três dias.
– Três dias?! Por que ninguém me chamou?
– Desculpa Annie. A gente não te achou. Onde você estava?
Fudeu.
– Nenhum lugar importante. Mas iai quem vai?
– Todo mundo. Até a Sage.
– Eu vou ficar sozinha!?
– Claro que não. O Percy vai ficar também.
Só eu percebi a malícia na voz da Clarisse?
– Tá. Quando vocês vão?- Tentei parecer indiferente. Tentei. Clarisse percebeu o quanto eu estava amando ficar sozinha com o Perseu.
– Agora. Precisamos chegar na primeira parada antes do anoitecer.
E todos se foram. Todos.
Subi para o quarto, mas mãos fortes me imprensaram na parede.
–Parece que somos só nós dois.
– Sabe agora eu estou solteira.
Sorriu malicioso. Eu retribuí. Ele me beijou.
Ele se separou e me puxou casa a fora correndo. Só deu tempo de pegarmos nossos casacos e a chave do carro alugado. Saímos pelas ruas geladas do Alasca ao som de ACDC.
– Tá, o que vamos fazer primeiro?- Perguntou Percy.
Pensei um pouco. Quando me decidi um sorriso iluminou meu rosto.
– Vamos invadir uma festa.
Ele sorriu. Estávamos pensando na mesma coisa. Lembranças.
Flashback on
Eu e Percy andávamos abraçados pelas ruas do Alasca. Bons tempos.
– Vamos para a casa Percy.
Não dá Annie. A Sally vai nos matar se voltarmos essa hora para a casa. Voltamos só de manhã e falamos que dormimos em um hotel. Falando nisso, você quer ir para um?
Olhei ao redor e então tive uma ideia.
–Tenho uma opção melhor.
– E qual seria?
Olhei para a festa privada que acontecia na rua. Ele entendeu na mesma hora. Corremos com cuidado para não escorregar chegamos e passamos na frente de todos na imensa fila. Fomos ao segurança.
–Annabeth Chase.
– Não vejo esse nome na lista.
–Olha de novo por favor.- Falei colocando todo o meu charme. Ele olhou e enquanto estava distraído nós corremos para dentro. Fomos seguidos por três seguranças, mas realmente não nos importamos. Estávamos juntos, naquela época era só o que importava. Corremos pela festa como loucos, pegamos garrafas de bebidas, dançamos, gritamos e depois corremos, corremos muito, fugir bêbados e com três seguranças atrás de você não é fácil. Não é nada fácil. Quanfo alcançamos a rua eles pararam de nos seguir, ou caíram, sei lá, não ousei olhar para trás.
Estávamos bem longe da festa quando paramos. Nos olhamos e começamos a rir, rimos feito loucos. Foi tão bom. Quando paramos de rir olhamos ao redor. Estávamos em uma praça. Uma bela praça. Sentamos em um banco. Dividimos uma garrafa de vodca e rimos, rimos muito. Bons tempos.
Flashback of.
Não foi lá muito diferente nossa pequena invasão. A única coisa de diferente é que estávamos sóbrios. Prometemos um para o outro que íamos ficar sóbrios. Queríamos lembrar daquela noite. Para sempre.
Quando o sol nasceu fomos patinar. Eu sou uma péssima patinadora. A pista estava vazia. Constatamos que ninguém vai patinar 5 horas da manhã.
– Vamos Annabeth, você consegue.- Falou Percy enquanto tentava me arrastar para a pista de gelo.
– Não dá Percy, você sabe que eu morro de medo de cair.
– Eu não estava brincando quando eu disse que sempre ia te salvar Annabeth, eu estou aqui. Você confia em mim?
–Eu confio em você, não confio é na minha habilidade como patinadora.
Ele riu.
– Você vai se sair bem. Vamos?
Assenti. Quando ele disse que ia me salvar ele estava falando sério. Ele não me deixou cair nenhuma vez, ele sempre estava lá. Sempre. Ele não que eu me machucasse, mas ainda assim doía, é claro que eu consegui esquecer a história do Jason, mas ainda doía. Eu ainda não acreditava que a Sage feito isso e eu não sabia o que fazer quanto a Jason. Qual o direito que eu tinha de reclamar? Eu também o traí. Eu acho que eu não tinha me acostumado a largar o que sou ou era, ainda não entendi muito bem essa parte, por alguém que eu não amava, alguém que não fosse o Percy. Eu acho que peguei meio pesado com o Jason, todos sabemos o quanto filha da puta a Sage é. Mas... O cara me traiu. Talvez não tenha sido nem pela traição, mas sim pela Sage. Cara, o que eu fiz para ter ela como irmã?
–Eu disse que você ia se sair bem.- Percy me tirou dos meus devaneios, eu nem percebi que eu estava patinando a minutos. Eu lhe dei um sorriso mínimo.
Para sempre. Falamos uma vez, talvez estivéssemos certos no final.
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