Simply Complicated
26 Always
Notas iniciais
– Ah! De novo não. – Exclamei revirando os olhos. — Ela sempre consegue interromper.
Um lindo sorriso se formou no rosto do Percy.
– Espera só um pouquinho, amor. – Ele gritou para Sage, que batia na porta impaciente.
Levantei um sobrancelha.
– Amor? Sério?
Ele riu pelo nariz.
– Que eu me lembre você odiava apelidos melosos demais. – Continuei.
– Eu ainda odeio na verdade, mas parece que todas as meninas são melosas demais. – Deu de ombros.
– Todas?
– Nenhuma é como você. – Sussurrou.
Nos beijamos de novo, um beijo intenso, apaixonado, urgente.
– Perseu Jackson, abra essa porta agora! – Ouvimos a voz da Sage.
Rimos de leve em meio ao beijo. Ele se levantou ofegante e jogou as roupas para mim.
– Vou para o banheiro. – Falei meio chateada.
Ele segurou meu braço.
– Dessa vez não.
Sorri. Um sorriso sincero.
– Mas ainda precisamos de uma desculpa. – Continuou, me entregando o controle do videogame.
Ele andou lentamente até a porta azul do outro lado do quarto. Percy adora azul.
– Percy, até que fim, eu estava pensando e....
Ai ela me viu.
– Olha que me milagre, ela estava pensando, pensei que não fosse capaz desde, quando você consegue? – Provoquei com um sorriso irônico.
– Bebê – Falou com a voz manhosa. – O que ela está fazendo aqui?
– Me fazendo companhia.
– Por que não me chamou?
– Você não sabe jogar videogame.
Deu de ombros.
– E além disso, alguém precisava pegar ela no hospital. – Continuou.
– Argh! Ela devia ter ficado lá por um bom tempo.
A pequena menção do hospital me fez lembrar do meu irmão. Ele estava sozinho. Talvez Clarisse estivesse lá. Frederick estava viajando e nem sonhava do estado do filho. Athena nem ligava. Sage, bem... É a Sage.
– Hm... Percy... Eu... Eu tenho que ir, obrigada por tudo. – Falei meio desconcertada.
– Hey para onde você vai? Quer que eu te leve? Tá tudo bem? Você parece mal.
– Tudo bem, sério. Não precisa, eu vou sozinha.
Peguei minha bolsa e saí dali rapidamente. Os passos rápidos ecoavam pela casa silenciosa. Na sala, Poseidon desviou o olhar de seu jornal e sorriu para mim, ele desviou o olhar para Sally e a puxou para si. Ela me lançou um sorriso simpático.
– Já vai, querida?
– Vou sim Sally, obrigada por tudo.
– Apareça mais vezes, talvez assim Perseu perceba que aquela menina...
– Sally, querida, ela é irmã da Annabeth. — Poseidon.
– Oh!- Ela colocou a mão sobre a boca delicadamente e riu baixinho.- Me desculpe.
– Ah, não, tudo bem.- Eu ri também.
Eu girei a maçaneta e o vento frio de Nova York bagunçou meus cabelos.
– Droga.- Sussurrei.
Estava sem carro e sem meios de transporte.
Peguei meu celular e fiquei olhando para a lista de contatos. Meu dedo parou em cima de um nome bem conhecido. Ligar ou não eis a questão. Ah! Foda-se.
– Alô?
– Annie? O que foi?- A voz do Jason estava meio sonolenta.
– É... Jason, eu não sei se eu ainda tenho o direito de te pedir isso, mas... Você pode vim me buscar?
Eu ouvi um riso baixo do outro lado da linha.
– Você sempre vai pode me pedir isso Annie. Sempre, esqueceu? Você ainda é a minha melhor amiga.
– Melhor amiga? Desde quando?
– Sabe, apesar de você não me amar, você sempre foi uma ótima namorada.
Rimos juntos.
– Mas iai, vem me buscar ou não?
– Onde você está?
Senti meu celular ser arrancado da minha mão.
– Hei!- Reclamei.
– Ela não precisa mais.
Desligou o telefone em seguida.
– PERSEU JACKSON. Agora eu to sem carona para casa!
– Você não precisa dele, você tem a mim. Nunca se esqueça disso.
– Ciumento.
– Linda.
– Teimoso.
– Engraçada.
– Chato.
– Maravilhosa.
– Meu.
– Minha.
Sorri sem mostrar os dentes, ele piscou para mim.
– Vamos logo, eu quero ter meu namorado para mim.- A Sage falou aparecendo na porta. Tomara que ela tenha ouvido.
Ela pegou a chave da mão do Percy e entrou no carro.
– Vamos.
Caminhamos lentamente até o carro. Percy foi ao banco de motorista, enquanto eu me dirigia ao banco de trás.
Ele ligou o som e uma música conhecida começou a tocar, eu olhei para frente vendo o sorriso nos lábios de Percy, sorri levemente também.
Flashback
Eu lia um livro tranquilamente na minha cama. Metalica tocava nos meus fones, a porta que dava para a varanda estava aberta, deixando uma ventilação natural entrar.
Uma música começou a ser tocada do lado de fora. Always do Bon Jovi. Uma música épica.
Caminhei até a porta da varanda para ver do que se tratava. Um menino usando um smoking cantava a música desajeitadamente. Aquele era... Percy?
– Perseu Jackson, o que você esta´fazendo?- Falei entre risadas.
– Annabeth Chase, eu vou ser direto, quer casar comigo?
– O que? Você tá louco, eu não teno nem vinte anos.
– A gente pode ficar noivo então, eu sei que vai ser com você que eu vou me casar mesmo.
– Você está bêbado?
– Não, claro que não. Eu só quero que antes de você me trocar se lembre que você está noiva.
– Você é louco.
– Eu aprendi com a melhor.
– Vou levar como um elogio.
– Você aceita ou não.
Eu pensei um pouco, por que não?
– Aceito.
– Chupa sociedade, eu estou noivo de Annabeth Chase. — Gritou.
– Vai dormir, vai.
– Só se for com você.
– Sobe aí.
Bem, uma música épica, para um momento épico.
Flashback.
Bon Jovi continuava tocando.
''Now I can't sing a love song
Like the way it's meant to be
Well I guess I'm not that good anymore
But baby that's just me
And I will love you baby always
And I'll be there forever and a day always
I'll be there till the stars don't shine
Till the heavens burst and the words don't rhyme
And I know when I die you'll be on my mind
And I'll love you always
Now your pictures that you left behind
Are just memories of a different life
Some that made us laugh
Some that made us cry
One that made you have to say good bye''
Eu e Percy cantamos enquanto a Sage continuava com aquela cara de cu dela.
– Eu nem te perguntei, para onde você quer ir?
– Pro hospital.- Respondi melancólica.
Notas finais
Reviews.
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