Notas iniciais
Oláa minna!! o/ Novo capítulo, um especial S. Valentim! Dei uma pausa na intriga principal e decidi colocar o HOT a funcionar. Apesar de não ser do casal principal, espero que não vos desagrade. Desfrutem da leitura*

FLASHBACK ON

(Dez anos atrás)

Inveja. Uma emoção destrutiva, algo inicialmente simples, porém com o poder de alastrar-se a uma guerra catastrófica. Um sentimento semelhante a um distúrbio mental sempre a perturbar seu portador.

Aizen Sousuke era um homem, tipicamente designado, perfeito. Uma educação e porte refinado. Um sorriso galante sempre presente em sua face, conquistando a confiança de qualquer ser. Para além disso, era dotado de uma inteligência sobrenatural, assim como excelentes habilidades físicas. Tinha tudo para ser invejado, mas era ele quem sentia ciúmes. Nunca demonstrando, mas sentindo.

Seu eterno rival, mesmo após a morte. Apesar de ter tudo, a inveja o cegara…. Sentindo-se sempre inferior a um companheiro de equipa. Por isso, ele destinara-se a destruir tudo relacionado a Isshin Kurosaki.

Os dois eram integrantes de uma organização, designada por Shinigamis. Aizen nunca se sentira intimidado perante seu colega, até Masaki, futura esposa do outro, aparecer. Isshin modificara-se, não era o mesmo assassino. Se é que ainda era um. O Kurosaki não hesitava em matar, era como ele, contudo a mulher ruiva lhe oferecera algo a que ele não tinha sido apresentado: humanidade. Sentimentos por outros, ter compaixão… E amar.

Aizen não queria amar, contudo queria ter a oportunidade de sentir essa emoção… Nem que fosse para o negar posteriormente. Algo que ele nunca obtivera, invejando pela primeira vez. Ao ponto de pretender destruir o homem que esteve mais perto de ser chamado de “amigo”. Foi nessas circunstâncias que a guerra se instaurou, e a organização dividiu-se em duas: The Hollow, liderada por Aizen, e The Mask chefiada por Isshin pouco tempo, para adiante seu cargo ser transferido para o seu filho mais velho.

Todas as quadrilhas nos arredores foram influenciadas nesse conflito, sendo obrigadas a participar por num dos lados. The Hollows anunciavam uma política correspondente ao vazio ser a máxima felicidade, sem nada a perder. Tendo em conta a hipocrisia da sociedade, de extrema pobreza e riqueza, esta corrente aderira mais adeptos. No entanto, The Mask não perdera a sua força. Apesar de defender certos direitos humanos, eles optavam por disfarçar isso… Com uma máscara em seu coração. Fugindo da fraqueza.

— Pensando demais, como sempre. Kisuke.

Urahara encontrava-se em seu laboratório quando, inesperadamente, os pêlos em seu pescoço se arrepiaram. Riu rouco, fazendo-se de desentendido, apesar de saber exactamente de quem se tratava.

Ia virar-se para encarar a mulher de olhos dourados como os de um gato, todavia, ela pressionara o joelho contra a sua perna, o prendendo com a sua cintura. Não permitindo que ele se movesse.

O loiro ofegou quando ela enroscou a virilha em sua nádega. Seu auto-controlo por momentos falhou, reflectindo-se na respiração alterada.

— Yoruichi-san…. Quanta surpresa vê-la por aqui.

— Com saudades minhas, Kisuke?

Sempre tão direta. Sem rodeios.

Sentiu vontade de rir, não que não tivesse saudades dela, porém viam-se constantemente para darem asas a esse sentimento.

— A que devo esta visita?

Arrepiou-se com os lábios carnudos colados em seu pescoço, sentindo-os tremer sob sua pele, ronronando. O suficiente para aumentar consideravelmente a temperatura de seu corpo. Um volume crescia acentuadamente em suas calças, apertando e sufocando seu membro. Gemeu baixo, desconfortável pela dor ligeira e aprazível. Yoruichi era uma mulher fora do comum… não só pela sua aparência exótica como também pela sua personalidade, tipicamente pertencente a um felino. Ela sentia necessidade de provocar, tornando momentos excitantes numa brincadeira. Como se estivesse a caçar uma presa inofensiva, que antes mesmo de perceber o perigo em sua volta já estava dominada.

Aproximando-se perigosamente da orelha de Urahara, ela sussurrava enquanto mordiscava o lóbulo de sua presa submetida.

— Vamos brincar juntos, Kisuke.

Assustou-se quando deixou de enxergar e sentir o corpo feminino movimentar-se sensualmente sob o seu. Também não escutava nada. Rapidamente suas suspeitas redirecionavam para a mulher gato, em que a mesma fora protagonista de um roubo de uma de suas drogas injetando-as em si. O método indicado para neutralizar os inimigos, principalmente perante tortura. Uma vez que aparentavam estar inconscientes para os demais, na verdade, eles não perdiam a capacidade de raciocínio.

Não sabia quanto tempo passara, só que ainda estava vivo. E que encontrava-se aos “cuidados” de sua namorada peculiar. Aos poucos, foi sentindo um ardor nos olhos, piscando consecutivamente. O efeito da droga estava terminando.

Quando recuperou por completo os sentidos, percebeu que estava amarrado por correntes em um divã vermelho negro. Encarou a sala surpreso. Um ambiente calmo e com pouca luminosidade. A divisão era composta por poucos cómodos, somente o necessário, e todos eram excessivamente discretos. Somente dois móveis destacavam-se na grandiosidade intimidante. Uma cama do céu com lençóis escarlates, e uma mesa arredondada. Pequena, mas seus detalhes clássicos roubavam muita atenção. Nesta havia uma vela a iluminar o cómodo e uma garrafa acompanhada de dois copos, com vinho. Engoliu em seco ao encarar a felina sentada no objecto, bebendo vagarosa o líquido amargo, lambendo os lábios em seguida. Sempre o observando com seus olhos profundamente dourados.

Desceu o olhar pelo vestido bordô que a mesma usava, contornando sua cintura delgada e por fim suas coxas grossas, completamente expostas. Nelas encontrava-se uma liga que suspendia alguns objectos, diria, que seriam as armas que usaria em sua tortura. Demorou alguns minutos para perceber que estava sem uma única peça de roupa. Apesar de transpirar nervoso, estava a gostar daquela encenação.

— O que pretende fazer comigo, Yoruichi-san?

— Kisuke, Kisuke. Sempre tão cordial.

— Me comportei mal para estar preso?

— Você foi muito mau comigo, Ki…su…ke..kun.

A suavidade dos passos da morena o fazia estremecer em antecipação. Ela caminhava calmamente até si, curvando-se para aproximar o rosto dos lábios de seu prisioneiro. Urahara rebuscou em sua memória, ao que esta se poderia referir… Até que alguém insignificante penetrou suas lembranças. Riu consigo mesmo, não percebendo que seu gesto a irritara.

— Está se referindo a Soi Fong?

Sim, tinha esquecido os ciúmes incontroláveis de Yoruichi. E de como ele gostava provocá-la com essa característica.

A curva que rasgou a face da mulher gato, tornou-se macabra. Obviamente, ela não se sentia insegura e tinha plena confiança no loiro. Em nada, as mulheres que o tentavam a intimidava…. Só ela conseguia levar à avante. No entanto, ela não aprovava esse comportamento. Enraiveci-a. .

Remexeu os ombros, e num único movimento o vestido caíra lentamente do seu corpo até alcançar seus pés. Sem qualquer constrangimento por estar despida, sentou-se de costas para o loiro, o provocando.

Esfregava o membro pulsante aleatoriamente entre sua coxa e virilha, escutando manhosa os gemidos de seu companheiro. Mesmo quando permitira que este entrasse pela sua cavidade húmida, nunca perdera a lentidão de seus movimentos.

— Me diga, Kisuke, quem manda?

— Você, Felina-sama.

Satisfeita com a resposta, posicionou as nádegas pomposas no genital avultado, rebolando e empinando-as em seguida. Soltando um ligeiro miado. Ela remexia-se na cabeça do membro, descendo a cintura inesperadamente, numa estocada lenta e profunda.

Subia de novo a cintura, repetindo depois a sua acção anterior. Por vezes curvava as costas, apoiando as palmas nos joelhos de Urahara, colocando-se de quatro sobre ele, quase esfregando seu bumbum na face do cientista.

— Que cruel, Yoruichi… Não deveria provocar desse jeito…

— Isso é uma ameaça, Kisuke?

— Em certos momentos, até os gatos podem ser dominados… Não concorda?

Yoruichi ficou surpresa quando sente uma potente estalada em seu traseiro, ecoando o som pela divisão. Ela não compreendia como ele se soltara, e muito menos, como ela não detectara a situação.

Sentiu as mãos másculas agarrarem possessivamente suas coxas e obrigá-la a descer definitivamente sobre o membro erecto. Com a garganta seca, ela gemera rouca, sentindo seu interior ser violentamente chocado. Uma agressividade na qual não suscitava qualquer dor.

— Kisuke, mais fundo… Por favor…

Os cabelos em seu pescoço foram puxados com prontidão, apesar de haver um toque de gentileza, até o ombro do loiro. Enquanto, sua outra mão travessa escorregava circularmente pelos seios avantajados da morena. Não interrompendo, contudo, o movimento dos quadris juntos.

Ao contrário de si, ela não precisava de implorar para receber o que desejava.

Seu estômago revirava. Para além disso, sentia-se pesada e extremamente cansada. Suspirou profundamente, na esperança, de livrar-se daquele mal-estar.

Sabia que sua situação não era normal ou temporária. Durante dias encontrava-se naquele estado. Porém, apesar do incómodo, não procurara ajuda. Muito temiam que ela tivesse uma doença grave, mas ninguém tinhas as mesmas suspeitas que ela quanto à origem daqueles inconvenientes.

— Yoruichi-san. Quanto pretende contar aos outros?

Talvez, existia outro que soubesse. Yoruichi Shihōin grávida. Era possível?

— Kisuke. Você sabe que não podemos ter uma criança aqui… Quando participamos numa guerra.

Ela sabia que qualquer que fosse a sua decisão, ele iria acatá-la. Ela estava decidida a ter seu filho, ou filha. Todavia, não poderiam criá-lo. Assassinos não podiam dar o amor necessário a alguém, muito menos uma criança.

No entanto, a culpa remoeu-lhe o peito ao encarar a dor no olhar do loiro.

— Kisuke…

— Eu não sabia se seria menino ou menina, por isso comprei isto.

Um adorável urso de peluche. Felpudo e sorridente. Apropriado, de facto. Yoruichi gargalhou alto, apesar da tristeza naquele som.

— Você não muda. Quando percebeu?

— Sou um cientista Yoruichi-san. Desconfiei no primeiro momento que se sentiu mal.

Após uma ligeira pausa, Urahara ficou estranhamente mais sério.

— Pretende contar ao chefe?

— Ele sabe.

— O quê!? Yoruichi, porque nunca me contou então?

Ela focou seu olhar num ponto distante, distraída.

— Eu sabia que iria descobrir. E não soube como dizer que seria pai e não poderia sê-lo. Não consigo aceitar essa realidade.

— Kurosaki-san… Ele… Reagiu mal?

— Sim. Mas não por estar grávida e sim, com a minha decisão a respeito.

— O que pretende fazer?

— Escolher uma instituição segura e confortável. Iremos vigiar até encontrar a certa. Ichigo é contra mas conformou-se. É o esperado de um garoto com quinze anos.

— Kurosaki-san é um bom chefe, não seja injusta. Yoruichi.

— Tem razão. Mas é uma criança ainda também.

A Shihōin assustou-se quando escutou o loiro se levantar de forma ríspida, dirigindo-se à saída, para sua surpresa.

— Kisuke? O que está fazendo?

— O filho é nosso. Mas você tomou a decisão sozinha.

A mágoa dele atingiu certeiro o peito dela. Esse era o ponto negativo dos felinos: sua independência os tornava, em certos momentos, egoístas.

— Me desculpe. Mas… O que poderíamos fazer?

Urahara sabia que a morena tinha razão, mas gostava de iludir-se com a hipótese de criar o filho em seus braços. Vê-lo crescer. Afinal, ele ainda era humano, tinha sentimentos.

— Só espero que tenha razão. Que isto seja o certo.

Ele abandonou a divisão sem olhar para trás, perdendo a visão da mulher a acariciar seu ventre com um sorriso cabisbaixo. Naquele momento, ambos se arrependeram da decisão. Mas nenhum teve coragem de o admitir.

Durante os nove meses em que a barriga da Shihōin foi crescendo, Urahara fizera buscas intensivas de uma instituição. Espionara relatórios secretos, infiltrara-se nos estabelecimentos e fizera diversas entrevistas. Somente uma instituição fora de encontro a todos os seus rigorosos parâmetros. A Campânula estava no comando da médica reconhecida Retsu Unohana. Uma profissional com um sorriso meigo e extremamente acolhedora com todos os residentes da instituição, nomeadamente os funcionários. E impiedosa com a justiça, detalhe importante. O seu lema era que aqueles que sofriam, estavam destinados a ser amados incondicionalmente. Tornando aquele lugar praticamente num lar familiar.

Durante as próximas semanas, o casal encarregou-se da papelada para entregar seu filho que tinha alguns dias. No acto da entrega, depositaram o bebé nos braços de Unohana, que sorrira ao observá-lo dormir.

Yoruichi e Urahara foram-se embora sem dizer uma única palavra. Com a cabeça baixa, tanto pela vergonha de seu acto como pelo sofrimento. A médica ajeitara a cabeça do menino em seus braços, pegando com cuidado num urso que este trazia consigo, com o seu nome bordado à mão.

— Kon. Que bonito nome.

Porém, até as melhores escolhas podem converter-se em péssimas. Tudo por um mero imprevisto. Que embora seja possível, nunca ninguém o cogitaria.

Retsu sofrera um grave acidente de automóvel, ficando semanas internada. Somente viva por estar ligada a aparelhos. Milagrosamente, ela recuperara. Tudo iria voltar ao normal, ou era isso que se esperava.

Apesar de esta não aparentar danos físicos, sofreu um distúrbio mental. O choque que seu cérebro recebeu, afectou a parte emocional. Alterando por completo sua personalidade, num oposto. Todas os lemas da instituição foram modificados… para pior.

A médica tornara-se numa governante implacável. Chegando inclusive a usar as crianças em experiências. Incluindo Kon. O motivo, anos mais tarde, que originaria à sua fuga daquele sítio.

Contudo, em algum momento, seus caminhos voltar-se-iam a cruzar.

FLASHBACK OFF

Notas finais
Observações: 1 - Escolhi a Yoruichi sentir ciúmes do Urahara com Soi Fon intencionalmente XD Achei engraçado como seria o inverso da situação do anime eheh- 2- Não prolonguei muito o hentai porque era um casal secundário. Na realidade, hentai em si foi muito curto mesmo. Me desculpem por isso. Se serve para me perdoarem, eu pretendo criar um hentai bem detalhado e gigantesco mas Ichiruki xD Até porque o foco era explicar os motivos do abandono de Kon :v Ah, e eu baseei-me um pouco na personalidade de ambos.. Não vamos esquecer que Yoruichi abandonou a Soul Society, deixando Soi Fong para trás. Obviamente ela tinha seus motivos e fizera o mais correcto mas podia ter se preocupado um pouco mais com os sentimentos de quem a seguia fielmente. Mesmo que ela não revelasse os seus motivos podia ter-se despedido né? Acho que Yoruichi nesse aspecto é um pouco egoísta, mas todo o personagem tem seu ponto negativo né? Isto é uma avaliação minha, compreendo se discordarem ^^ 3- A fanfic não vai ser muito longa. Diria que no máximo 30 capítulos. Isso porque tenho muitas fanfics e se prolongar muito as que tenho nunca acabo nenhuma. Nem sei se voltarei a fazer uma long exclusivamente Ichiruki. Eu amo estes dois juntos mas o meu OTP é Ulquihime. E penso escrever muito mais deles. E brevemente iniciar-me com GrimmNell :3 Obrigada pela vossa atenção, e pelos que acompanham a história (sim, para os fantasminhas também) :* 4- Quero deixar algo bem claro quando ao shipp Ichiruki nesta fanfic. Isto não é 50 Sombras de Grey! É um sexo selvagem, em que Rukia se submete por escolha! Não é manipulada, nem agredida! Isto não é uma relação sado-masoquista! O problema é o choque dos seus ideais mas isso não é nos momentos hentai's que têem esse conflito. É no quotidiano. Entre matar e não matar. Só para esclarecer mesmo. Obrigada a todos os leitores mega fofos! *3* Beijinhos, Beijinhos~