Simplest Mistake

5 Laços Inquebráveis


Notas iniciais
Estou com sérios problemas em cumprir prazos com esta fanfic.... Sempre antecipo os capítulos ;3 -acho que este problema é bom para os leitores eheh- Bom como disse eu estou a planear sempre postar dia 01 de cada mês. E como eu adiantei um pouco as coisas posso me dar ao luxo de postar pela segunda vez este mês, podem não acreditar mas todos os dias tenho uma ideia nova para um novo capítulo desta fic. Sobre este em especial, eu não digo que ele seja menos secante mas como não se vai focar nos protagonistas pode ser mais irritante para os leitores impacientes ^^ Quero agradecer do fundo do coração os comentários... Podem ter a certeza que não estaria a postar hoje se não fosse o carinho que tenho recebido sempre que actualizo a fic ^^ Obrigada pelo apoio O/ Desfrutem da leitura*

Reuniões caprichosas e enfadonhas pelo nascer do sol, nada melhor para estragar sua maravilhosa manhã. A confusão instalara-se no gabinete luxuoso do conhecido Comandante que reunira as treze poderosas famílias, cuja temática era a explosão do dia anterior, sendo primeiramente considerada uma manifestação do povo dos subúrbios. Contudo alguns membros rapidamente discordaram, considerando um acto terrorista. Era demasiado elaborado para alguém sem experiência, e principalmente sem capital.

Decidiram reforçar a segurança, terminando assim a conversa sobre os interesses de cada um. Entre um desses líderes, um dispersava-se do conjunto de pessoas, regressando a casa. Repudiava a soberba de cada um dos presentes, alguns mais em particular do que outros. Apesar de o próprio fazer parte daquele imprestável grupo. Ocupava a sexta posição no poder, destacando-se pela sua compostura rígida e austera.

Ao entrar em sua mansão, as imensas pétalas de cerejeiras balançavam em sincronia recebendo o dono da casa. O aroma suave recebeu-o hospitaleiro, acompanhado de uma elegante fisionomia feminina. As cerejeiras permanecem pouco tempo floridas, demonstrando a fragilidade da vida. Nada é eterno, principalmente as coisas mais belas, tendo sua existência marcada por um relógio biológico em que este pára de funcionar assim que sua função estiver cumprida. As pétalas da cerejeira são transportadas suavemente pelo vento em pouco tempo, assim como a existência que pode terminar abruptamente.

– Byakuya-sama seja bem-vindo.

– Obrigado Hisanna.

– Como correu a reunião?

– Você não se deve preocupar com isso.

Apesar da resposta seca, seu tom era gentil. A mulher de rosto delicado sorriu timidamente, seus olhos negros expressivos espelhavam o amor nutrido pelo Kuchiki impotente. Apesar de sua personalidade invernosa, ele escondia um lado particularmente meigo e terno. Byakuya era regularmente incompreendido e mal julgado, mas sua esposa o conhecia e interpretava suas atitudes. Compreendia que ele a protegia, impedindo de entrar em seu mundo hipócrita, manipulado pela riqueza e aparência baseada no estatuto social. Contudo, apesar de ele agrupar nessa terrível comunidade, Byakuya era diferente. Arrogante e impiedoso nas reuniões de negócios, porém acolhedor com os desfavorecidos. Ela era o exemplo perfeito disso. Nunca esquecera os conflitos que ele enfrentara para casar com ela, para poderem viver seu amor, prevalecendo-o como num conto romântico encantador.

Hisanna amava incondicionalmente seu marido. Apesar de estatutos diferentes ele a recebeu como uma dama em sua vida, transformando-a ao retirá-la das ruas da amargura, da miséria. Satisfeita com sua nova vida, ao lado do príncipe de seus sonhos, algo entristecia o olhar da doce morena.

– Descobriu algo?

Uma sombra cobriu as pérolas acastanhadas, escurecendo-as num negrume sujo. Os traços de desapontamento salientaram-se nesse momento, atormentando o espírito de Byakuya, que não suportava assistir o sofrimento de Hisanna. Comprovava o seu arrependimento diariamente, a cada segundo… Ele sabia que a alma dela estava perturbada, não conseguia encontrar de jeito nenhum sossego. Mesmo nos momentos em que compartilhavam a belíssima vista das cerejeiras no jardim, ele sabia que ela não se encontrava ali com ele. Seu corpo imóvel, com o olhar fixo num ponto sem de facto olhá-lo, enquanto sua mente viajava longe, até as ruas de Rukongai.

– Nada. Ninguém conhece um caso de uma jovem abandonada.

– Você vai encontrá-la.

– Mas será tarde de mais Byakuya-sama. Minha querida irmã, morreu sozinha. Por minha culpa.

– Não é culpa sua.

– Fui eu quem abandonou minha irmã.

– Hisanna, você teve de fugir de um dos conflitos entre as organizações criminosas. Deixou sua irmã pensando que ficaria segura.

Involuntariamente, seu corpo começou a tremer descontroladamente, abraçando-se com seus próprios braços. Não restringiu o caminho às lágrimas quando estas indicaram seu surgimento. Hisanna odiava lembrar-se daquele dia. As armas de fogo acinzentaram a manhã azulada com sua fumaça, sua irmã mais nova, dormia tranquilamente inerte à destruição à sua volta. O caos contaminava as ruas sangrentas, mas embalada em seus sonhos, não despertara, recusando-se a assistir à maldade humana.

Hisanna, no início da sua caminhada adulta, possuía pouca experiência apesar de ter uma vida sofrida. O medo apoderou-se dela que desnorteada seguira seus instintos sem reflectir sobre eles. Escondeu o pequeno corpo que respirava profundamente, fugindo de um grupo de homens armados que se aproximava do local onde ela e sua irmã estavam. Fora a maneira de atrair a sua atenção para ela e libertar sua irmã. Teria morrido se Byakuya não tivesse aparecido e livrando-a dos seus perseguidores. Hisanna relatando a história ao seu salvador, retomaram juntos onde a sua irmã estava contudo ela simplesmente tinha desaparecido. O vazio e desespero consequentes daquele momento nunca mais desapareceram, atormentando-a durante sucessivos dias que se prolongaram a meses e anos.

– Mas eu estou aqui, e ela… Nem sei onde está seu corpo.

Byakuya enrugou a testa, preocupado, enquanto consolava-a do seu pranto. Habitualmente, sua esposa padecia gradualmente, estava a ficar até com problemas de saúde com aquela história trágica. A culpa estava destruindo suas protecções. Como poderia livrar a carga daquele anjo? Durante longos e dolorosos anos, o casal suspeitava que ela tivesse acordado e entrado naquela guerra possivelmente sofrendo uma lesão mortal. Porém, apesar das buscas insaciáveis, nunca se encontraram o corpo. Em homenagem à pequena, Byakuya, quando Hisanna casou consigo, também ofereceu seu nome à cunhada desaparecida, já que esta não tinha o apelido de ninguém. O único detalhe que a identificava era o nome “Rukia” bordado por Hisanna numa antiga manta que sempre as acompanhava, onde pequenos coelhos decoravam o tecido róseo.

Completamente absorta, Hisanna que buscava imparável a irmã, acabou por ser ela a encontrada há dois anos atrás pela desaparecida. Rukia em pesquisas para uma missão, encontrara fotos e dados sobre aquela que coloria seu mundo. Imediatamente reconheceu as feições da irmã, praticamente mãe, ela estava igual. Nada mudara, parecia a mesma de suas memórias. Intensificou suas buscas, e descobrira que esta casara e que procurava-a, acabando por desvendar que o seu cunhado lhe oferecera o apelido, que honrosa o começou a utilizar.

Esse foi o motivo de ela querer fugir da organização e recomeçar uma vida, com sua família, no entanto foi caçada e temeu que terceiros fossem punidos por um erro seu. Contudo, ela não fazia ideia que sua irmã mais velha e seu cônjuge viviam e faziam parte da corte de Seireitei. Desconhecia o poderio da família Kuchiki pela sua discrição típica, exigida por Byakuya, porém seu chefe sabia. Embora, nunca tivesse compartilhado essa informação com a sua coelha.

Sempre impediu Rukia de se encontrar e conviver com a família. O desgosto a mataria. Dois mundos diferentes que nunca se fundiriam, por muito forte que fosse o amor de irmãs. O Kurosaki sabia que as outras famílias reais iriam tentar destruir a nova integrante à família Kuchiki a todo o custo por esta estar ligada a si. Como sabia que ele nunca mais a veria. E isso era impensável. Nunca suportaria ficar sem ela, como ela também não.

Talvez ela nunca tivesse explodido o prédio se soubesse a hierarquia da qual sua irmã pertencia, provavelmente se sentisse severamente desapontada e se voltasse a refugiar nos braços da organização que apesar dos infinitos defeitos, não eram hipócritas.

Certos laços são inquebráveis no entanto outros quebram tão facilmente como a porcelana. Seus relacionamentos não criaram raízes para perdurarem durante longos anos sem contacto, e muito menos para combater todas as leis que regiam os favorecidos do país.

Duas irmãs idênticas retiradas da pobreza das ruas, protegidas por dois homens distintos de mundos e valores divergentes… E se um dia se reencontrassem como inimigas? E se Rukia fosse ordenada a matar a irmã e o cunhado, ela dispararia o gatilho?

Notas finais
E agora sim, nos reencontramos dia 01/08! :) Não se preocupem o próximo será Ichiruki de novo, terá outras personagens ao barulho mas serão um acessória ao nosso shipp predilecto eheh Sobre a questão da fuga que durou um ano da Rukia, e que me pediram para a desenvolver, eu não esqueci! Ela será abordada por volta do capítulo 10/11 ^^ Espero que tenham gostado e até à próxima, Jya née! Curiosidade sem importância: Num jogo de um grupo do Facebook, tive de escrever a moral desta fanfic: "Para sobreviver vamos contra os nossos valores morais. Por amor, fazemos o que não queremos. No fundo, vida e amor podem ser uma prisão." Até que ficou bonitinho mas acho que mais parece uma mini discrição de uma fic original xD