Notas iniciais
GENTE, ESTOU MUITO FELIZ PORQUE CONSEGUI POSTAR!! Já faz dois dias que tento e não consigo, e pelo mesmo motivo não consigo responder os comentários de vocês :( Quero que saibam, que eu leio todos e quero responder cada um mas não estou conseguindo. Assim que conseguir, respondo o mais rápido possível. Mas não parem de mandar :D Espero que gostem do capítulo!

– Não sei por onde começar. – digo baixinho, nunca gostei de situações que minha resposta teria que ser decisiva. Talvez seja trauma, porque a última vez que tive que fazer isso foi para decidir para onde iria os corpos dos meus pais.

– Do começo seria uma ótima opção. – Damon diz sorrindo.

– Eu não irei me casar com você. – falo direto, Damon fala mas mando ele parar – deixa eu falar tudo e depois você diz o que acha. Ele concorda e eu prossigo – Pensei muito a noite toda, na verdade não pude pensar em outra coisa. Você me colocou em uma situação complicada, é preciso que entenda. – ele me olha firme. – Desde que vim para aqui, não consigo mais ter esperança. Sabe o que é alguém viver sem sonhos? Não tenho expectativas, Damon. Não tenho controle sobre o meu futuro, sobre o que quero ser. Sempre serei uma empregada, e minha vida se resume a isso. E então, você surge com essa história de casamento, e isso me abala, profundamente. Eu já não tenho controle de nada, e você ainda quer que eu não tenha controle sobre o homem que escolherei para ser meu companheiro? Não posso aceitar isso! Sinto muito.

– Entendo. Não posso questionar sua decisão, não precisa se desculpar por isso. – ele segura em minha mão.

– Mas, eu pensei tanto em você e em como isso seria ruim para o seu futuro. Não posso ser egoísta a esse ponto, não irei querer que você se case com alguém que não ame. Então, eu cheguei à conclusão que poderíamos fingir que estamos noivos, até você se interessar por alguém. – ele parece pensar sobre o que falei.

– Não irei amar ninguém.

– Você precisa se empenhar, não precisa amar, pelo menos que você tenha atração e goste, pelo menos um pouquinho.

Damon passeia pelo quarto, para nas fotografias e parece esquecer que estou ali. Vou para o seu lado.

– São lindas! – digo o tirando do seu devaneio.

– Toda vez que estou para tomar alguma decisão, olho para elas. Isso me acalma. – ele me olha, e percebo a beleza do seu olhar. – Parece loucura?

– Não, faz sentido. – fico em silêncio.

– É meu hobby fotografar.

– Vocês que as tirou? Não imaginei. – deixo escapar a última frase.

– Por que não?

– Pensava que pessoas como você não sabiam fazer nada. – ele ri. – Desculpe-me!

– Por que? Por ser sincera? Acredite, Elena, eu amo a sinceridade. Não é uma coisa que “pessoas como eu” estão acostumadas a lidar.

– Você não disse sua resposta.

– Poderíamos tentar – ele se senta em sua cama e pede para eu sentar ao seu lado. – Mas, não será fácil para você. Terá que lidar com muitas coisas, muitos eventos e regras de etiqueta. Não sei quanto tempo demorará para eu achar uma pessoa “agradável”.

– Sinto que te devo uma. – digo. – Você foi gentil com meu pai, ele iria querer que eu fizesse isso por você. Ele sempre dizia...

– “Gentileza gera gentiliza” – falamos juntos. – Ele disse essa frase umas mil vezes em nosso breve encontro. — Rimos juntos, essa realmente era uma frase que ele falava muito, falava tanto que, às vezes, ficava irritada. Só agora descubro o valor dessas palavras, daria tudo para escutá-lo dizendo, outra vez.

– Você não me deve nada, Elena. – ele aperta minha mão de novo. Damon deve gostar de contatos físicos, aquilo me deixava estranha, não sou acostumada com pessoas me tocando. – Você tem certeza que fará isso?

– Pelo menos terei um tempo longe da cozinha, não deve ser tão ruim. – sorrio.

– Você não será mais uma empregada. – ele diz, me fazendo arregalar os olhos. – Depois que “rompermos” todo o país ficará com pena de você, direi que te iludir e partir seu coração. E então, como perdão pelo meus atos a monarquia inglesa te concederá liberdade.

Não consigo acreditar no que ele diz, fico de boca aberta.

– Você não está falando sério.

– Acredite, doce Elena. – a primeira reação que tive foi de abraçá-lo, o abracei forte. Não podia acreditar que seria livre.

– Obrigada, obrigada. – começo a chorar, não me desgrudo dos seus braços. – Nunca irei esquecer disso, serei a melhor noiva do mundo. Você terá orgulho de mim. – ele ri. Vou me desapegando aos poucos do seu abraço, e só então, percebo o que fiz. – Desculpe-me – falo constrangida. – Não queria ser tão indelicada.

– Não precisa se envergonhar, Elena. – Damon ajeita meu cabelo que está nos olhos, e enxuga minha lágrimas. – Você precisa descansar. Já sabe onde é seu quarto?

– Sei que fica no terceiro andar.

– Te levarei até lá.

– Não precisa, descansarei em meu quarto. Tenho algumas coisas para arrumar.

– Direi a Olga para te deixar livre por hoje.

– Obrigada, Damon. Obrigada mesmo. – o beijo na bochecha, outra vez.

O caminho de volta para o meu quarto foi constrangedor, os funcionários me olhavam com sorrisos maliciosos, alguns me paravam e perguntavam o que fiz para atrair a atenção de Damon para mim.

Passo pela cozinha, Elis não está lá. Aquilo me deixa assustada.

– Bom dia! – falo para Liz e Liv, irmãs gêmeas que tem quase a minha idade.

– Bom dia, menina mais sortuda do mundo. – Elas dizem vindo me abraçar, nunca fomos amigas, mas mantínhamos uma relação amigável. Elas também eram cozinheiras.

– Como você nunca falou que tinha conquistado o coração de Damon? – Liv pergunta dando um tapa em meu braço. – O cara mais bonito do mundo é seu noivo. – Ela diz suspirando, depois vai ao forno e tira os biscoitos de lá. Elas estão meladas de farinha, assim como eu estaria. Deve estar atarefadas sem eu e nem Elis.

– É complicado nossa relação. – falo a mesmas resposta que falei, agora a pouco, para os outros empregados curiosos. – Fiquei tão surpresa quanto você pela escolha dele. – digo a verdade.

– Você tem muita sorte. – Finalmente fala Liz, ela sempre foi a mais calada. Ela para de bater os ovos para o típico omelete real. – Sempre soube que uma menina bonita como você nunca ficaria na cozinha. – ela sorri para mim. Liz sempre pareceu um anjo para mim, ela era tão calma e sensível que, às vezes, tinha medo de machuca-la só com meu toque.

– Obrigada, Liz. – digo tirando meus cabelos dos olhos. – Você também são muito bonitas, e qualquer coisa que eu puder fazer por vocês, farei.

– Me case com o príncipe. – Diz Liv, todas rimos. Liv sempre foi a ousada, admirava sua personalidade. Ela era forte, queria ser assim.

– Vou ver se consigo fazer isso. – pisco o olho para elas. – Sentirei falta de vocês.

– Também sentiremos. – elas dizem juntas, algo que ela fazem com frequência.

– A propósito, cadê Elis?

– Está no seu quarto, princesa. – ela brinca. – Tem te esperado desde de cedo.

– Vou falar com ela, quero nem imaginar como ela está se sentindo.

– Assim que Damon fez o anúncio ela caiu no choro. – Liv fala rindo. Elis é dramática, na verdade, dramática é a palavra que a descreve perfeitamente.

Saio da cozinha, e vou para meu quarto. Ele fica numa área adjacente a cozinha, é bem pequeno mas confortável. Aquele era meu cantinho. Abro a porta, e espero o rangido de sempre. Assim que entro, Elis corre para me abraçar.

– Minha menina, eu estou tão feliz. – ela me aperta em seus braços, retribuo o afeto. Elis é o mais próximo que tenho de um parente. Devo muito a ela.

– Eu também estou feliz, Elis – falo. Eu estava radiante na verdade, assim que Damon me falou que deixaria de ser empregada, algo aconteceu. Toda a esperança que eu sufocava, renasceram. E involuntariamente, minha mente começou a fazer planos.

– Como você pôde esconder isso de mim? – ela fala magoada. Não posso mentir para Elis, precisava compartilhar a verdade com ela.

Conto tudo, desde do nosso primeiro encontro até nossa última conversa. Elis escuta tudo em silêncio, ela sempre foi uma ótima ouvinte. Percebo algumas expressões quando vou contando, ela passa de tranquila à chocada.

– Não acredito? – ela faz essa pergunta mais para ela mesmo do que para mim. – Isso é tudo? – Elis pergunta depois da minha última palavra. Faço que sim com a cabeça. – Não sei o que dizer, na verdade, quero dizer algo: Damon é muito gentil. – concordo, ele era o homem mais gentil que havia conhecido, depois do meu pai. – Tenho medo de onde essa história irá parar, e se descobrirem?

Isso era algo que evitava pensar, não queria pensar nada negativo.

– Vamos torcer para que não der – digo confiante, quero animar Elis porque preciso de sua aprovação. – E torcer para que ele se apaixone logo por alguém.

– E se você apaixonar-se por ele? – Elis tinha que fazer essa pergunta, eu já esperava.

– Não irei. – afirmo, o que não convence muito Elis.

– Até eu me apaixonaria. – ela brinca, e ajeita seu vestido. – E o Matt?

Matt era o segurança, nós havíamos saído algumas vezes. Ele gostava de mim, e eu não sabia o que sentia. Sabia que não o amava, e que não estava apaixonada. Mas, me sentia bem ao seu lado. Gostava do seu beijo. Quero pensar nele no futuro, não é algo que ocupa minha mente, e não algo que me impeça de ajudar o Damon, e de mim ajudar.

– Ele ficará bem. – digo mudando de assunto.

– Ele é um bom rapaz, Elena. – Elis me alerta, sabia que ela gostava dele. Foi mais por ela que sair com ele.

– Eu sei. – encerro o assunto. – Tenho que arrumar as coisas, vou para o quarto das noivas.

Essa afirmação faz Elis pular de alegria. É o suficiente para fazer qualquer pensamento de Matt sumir. Ela me ajuda a arrumar minhas coisas, o que não são muitas. Tenho poucas roupas, e o que mais tenho são livros. Todos guardados com muito carinho. Pego uma foto da minha família, eu estou sorrindo no centro. Mamãe e Papai me cercam com os seus braços, nós estamos tão felizes. Essa foi a única imagem que tivemos dinheiro para pagar, mas não importa se é só uma, porque ela traduz, perfeitamente, o que nós éramos: Felizes.

– Vou trazer comida para você. – Elis diz quando terminamos de ajeitar tudo.

Deito na cama e acabo cochilando. Acordo desorientada, estava tão cansada que não escutei quando Elis trouxe a bandeja com algumas torradas e ovos. O sol já estava se pondo. Droga! Dormir muito. Como a comida fria, o que não faz tanta diferença já que minha barriga estava rocando.

– Senhorita Elena? – Alguém bate na porta, rio com a formalidade que é dito meu nome.

– Sim? – falo com a boca cheia de comida.

– O senhor Damon aguarda a sua presença no terceiro andar, daqui a meia hora.

– Obrigada, estarei lá.

Notas finais
Gostaram??? Comentem, e mandem sugestões. Se vocês verem um erro de português podem corrigir também rsrs Beijos, e até o próximo.