O Quarto de Siria

O almoço acabou, os alunos começaram a sair para aproveitar a restante hora de almoço. Também Harry, Ron e os gémeos decidiram sair.

– Não vens connosco, Siria? — Perguntou Harry.

– Não posso. Tenho que ir ter com a Prof. McGonagall à Torre dos Gryffindor. — Respondeu ela. — Parece que vou ver o meu quarto, já que não vou para o dormitório. — Siria sorriu, um quarto era tudo o que faltava para Hogwarts passar a ser um lar completo.

– Então eu aproveito a tua companhia e vou contigo se não te importares, é evidente. — Falou Hermione, ouvindo a conversa.

– Claro que não me importo. Preciso de companhia.

– Se quiseres, eu vou contigo. — Disse Harry abruptamente, sentindo-se culpado por não apoiar a amiga.

– Se quiseres vir, vem.

– Eu quero ir. — Afirmou ele, fazendo Siria sorrir.

– Nós também. — Fred piscou-lhe o olho, apontando para Ron e George

– Então, vamos. — Disse Siria, dando um braço a Hermione que o aceitou relutantemente. — Até parece que sou um monstro, Hermione.

– Não é isso, é que... — Ela estava emocionada. — Não estou habituada a pertencer a algum grupo. — Ela recompôs-se.

– Tu não pertences ao nosso grupo. — Disse Ron, indignado. — Não é qualquer um que entre nele. — Ron estava um pouco arrogante, mas na verdade, tudo aquilo era orgulho, pois simplesmente, ele não gostava de se sentir burro. Mas Hermione era muito inteligente para ele.

– Não ligues para o que ele diz. Podes não pertencer ao grupo dele, mas já pertences ao meu. — Disse Siria. — Bastam apenas duas pessoas para se formar um grupo. — Ron bufou, mas nada disse. — Considera isto uma junção temporária de dois grupos. Pode ser engraçada a junção. Vai ser é por pouco tempo. É só o tempo de eu saber onde vou passar a dormir e arrumar as minhas coisas. Depois terei que ir a uma reunião qualquer, não sei bem, mas talvez vocês tenham sorte e não tenham aulas por causa disso.

– O quê? Não, e como é que eu vou estudar? — Perguntou Hermione.

– É o primeiro dia, não vais perder muito, ainda por cima, estás no 1º ano. — Respondeu Fred, não dando muita importância ao assunto. Hermione parecu ficar um pouco mais calma, mas tal não a impediu de afirmar:

– O Prof. Snape começou a dar matéria hoje.

– Sim, mas o Snape é um estúpido, incompetente, covarde, insensível, e com um mau gosto insuportável. — Justificou Siria ainda um bocadinho furiosa com o professor. No entanto, ela não pôde deixar de reparar que, mesmo saindo da sua boca, aquilo lhe soava a uma grande mentira.

– Eu não gosto nada dele, detesto-o. Mas parece que o mesmo se passa com ele em relação a mim. — Afirmou Harry, pensativamente.

– Sim, realmente foi um bocadinho estranho o que ele fez. — Admitiu George. — Pelo que o Ron me contou, não parece nada dele, quer dizer, o Snape está sempre a insultar os Gryffindor, mas daí a tratar algum de nós como te tratou. — Estavam todos muito atentos ao que George dizia, mas o irmão não disse mais nada, o que os deixou um bocadinho frustrados. Fred esclareceu:

– É que o Snape não é do tipo que mostre ódio com gritos, ele é uma pessoa fria e é essa frieza que nos faz ver o seu ódio por tudo.

– Já tinha reparado nisso. — Falou Siria.

– Caput Draconis. — Disse Fred, eles entraram na Sala Comum dos Gryffindor.

– Já? — Perguntaram todos ao mesmo tempo.

– Uau! Vocês têm jeito para coro. — Gozou Siria. — O Prof. Snape foi buscar-me a casa dos meus pais para eu poder vir para Hogwarts. Durante o percurso, reparei na frieza dele, mas o professor parece não ser má pessoa. — Siria estava a falar a sério.

– Esperemos bem que não, o Snape é uma das pessoas em quem o Dumbledore mais confia. — Disse Fred.

– O Dumbledore é um velho gagá. — Disse George sem pensar em condições.

– Weasley! — Eles ouviram uma voz que já conheciam atrás dele. Viraram-se no instante a seguir. — Fred Weasley, acha correto falar assim do Diretor Albus Dumbledore, o maior diretor que Hogwarts já alguma vez teve? — Perguntou Minerva com uma voz severa.

– Eu não sou o Fred, eu sou o George. — Disse ele, ofendido. — E quanto ao que eu disse sobre o diretor, era uma brincadeirinha, Prof. McGonagall. — Justificou-se ele, sorrindo. Minerva aceitou a justificação.

– Tudo bem, mas o que estão todos a fazer aqui? — Perguntou ela. — O normal era os Gryffindor estarem lá fora.

– Eles vieram acompanhar-me. — Respondeu Siria, sorrindo.

– Vejo que, mal chegaste, já fizeste amigos. Muito bem, uma característica Gryffindor: ser sociável. — Falou McGonagall com orgulho.

– Eu só a vim acompanhar porque estava curioso em relação ao quarto onde ela dormirá. — Afirmou George maliciosamente.

– Weasley! Estás a passar das marcas. — Falou McGonagall mais uma vez severamente. George sorriu. — Por isso, vais passar esta hora lá fora sem saber onde vai a tua colega dormir.

– Mas o Fred irá contar-me. — Acusou George o irmão. — Ele conta-me sempre tudo, tudo mesmo.

– Pois o teu irmão acompanhar-te-à. — Disse ela saturadamente.

– Professora, acho que isso não é necessário. Eles poderão ver onde vou dormir, também não vão tentar fazer uma coisa estúpida. E, mesmo se tentassem, eu travá-los-ia rapidamente. — Assegurou Siria. A firmeza desta pareceu convencer Minerva, que pareceu ceder.

– Tudo bem, mas em primeiro temos de encontrar o quarto. — Disse ela, olhando em redor da Sala Comum dos Gryffindor. Eles não perceberam, pois pensavam que já tinham arranjado um sítio para Siria dormir. — O Diretor disse-me que, algures nesta sala, existe um quarto, que é ideal para uma aluna que não tem lugar nos dormitórios. Mas ele não explicou muito bem aonde.

– E depois reclama comigo por eu dizer que ele é um velho gagá. — Disse George a sorrir abertamente. Minerva fez uma careta, admitindo que, por vezes, era isso que ele parecia.

– O que é que o Diretor disse concretamente? — Perguntou Siria, tentando organizar o seu pensamento.

– Ele disse: "Eu não posso ir, mas vou dizer-te como achares o quarto. Desculpa não poder ir, mas..." — Siria interrompeu a professora.

– Acerca do quarto, prof. McGonagall.

– Pois. Ele disse: "No meio da perfeição está a chave que abrirá a porta para o mundo da noite, ou do dia, dependendo da pessoa. A perfeição é uma virtude inalcançável, mas até mesmo ela consegue levar-nos ao caminho a atingir. No alto está a perfeição, mas é nos livros que a lemos através das palavras do poeta." — Concluiu Minerva, olhando para os alunos, que estavam confusos.

– Que lengalenga, não bastava dizer onde era? — Perguntou Harry confuso.

– Realmente, parece um código barato. Ou ele não quer que a Siria encontre o seu quarto ou ele pensa que toda a gente entende as suas maluquices. — Disse Ron, repreendendo o diretor.

– Pois, mas é lógica. Temos é que lhe apanhar o sentido. — Disse Hermione com um olhar pensativo.

– Hum, talvez tenhamos apenas que pensar melhor, jogar com as palavras, ver algumas ligações com a Sala Comum. — Disse Siria pensando.

– Acabou a brincadeira, eu vou buscar o Albus. — Anunciou Minerva, saindo.

Siria começou a dar a volta à Sala Comum a analisar todos os recantos para ver se conseguia associar. Depois de analisar tudo, sentou-se, pensando nas palavras do Director. Ele não diria algo que não fizesse sentido. Alto, livros... Estantes de livros. Ela aproximou-se duma estante cheia de livros e, lá a meio estava um livro chamado "Perfeição". Mal tirou o livro da estante, esta moveu-se, mostrando uma porta. Siria tentou abri-la, mas espantou-se ao vê-la trancada. Abrindo o livro, encontrou uma chave, chave que abriu a porta logo que Siria a experimentou. Os outros pareceram não se dar conta do que estava a acontecer, visto que estavam de costas voltadas e aquele processo não fizera barulho algum. Siria tirou a chave da fechadura para analisar esta, a jovem achava aquilo tão fantástico, que não pôde esconder a ansiedade que sentia. Espreitou, o quarto estava cheio de pó, mas era um quarto lindo e espaçoso. Siria entrou. Logo que entrou, a porta fechou-se.

– Onde é que está a Siria? — Perguntou Harry abruptamente ao reparar na ausência da amiga.

– Ela estava aqui ainda agora. — Respondeu Ron, confuso com o desaparecimento da amiga de Harry. — Isto é muito estranho. Vocês acham que a Siria foi sugada por alguma coisa desta escola doida e estúpida? — Perguntou ele assustado.

– Não, é claro que não. A escola não é o monstro que tu pintas, Ronald. Nós bem que gostaríamos. — Lamentou-se Fred.

– O vosso irmão pode ter razão, a escola, sendo muito antiga, esconde muitos mistérios. — Declarou Hermione preocupada, olhando para tudo o que era sítio provável e improvável para Siria estar. — Ela tem que estar algures, ela não pode ter simplesmente desaparecido. — Hermione olhou para a estante, onde estava o livro. Ela achou estranho um dos livros estar caído no chão. Apanhou-o e não acreditou quando leu o título do livro. — Vejam: Perfeição, o livro chama-se Perfeição. — Gritou ela ansiosamente para eles. Os rapazes fitaram-na confusos. Hermione esclareceu, citando as palavras de Dumbledore: — "No meio da perfeição está a chave que abrirá a porta para o mundo da noite, ou do dia, dependendo da pessoa. A perfeição é uma virtude inalcançável, mas até mesmo ela consegue levar-nos ao caminho a atingir. No alto está a perfeição, mas é nos livros que a lemos através das palavras do poeta". A perfeição de que ele fala é o livro, no meio estava provavelmente a chave, mas a Siria deve ter achado em primeiro e foi por isso que desapareceu. — Falou ela entusiasmadissíma. — Ela é muito inteligente, teve muito raciocínio, eu nunca teria decifrado o código sem ver o livro caído.

– Então para onde é que ela foi? — Perguntou Harry a Hermione.

– Mas o que está tanta gente a fazer aqui? — Perguntou o Diretor acompanhado por Minerva, surpreendendo-se com a presença de tantos alunos na Sala Comum à hora de almoço.

– Viemos acompanhar a Siria. — Respondeu George a sorrir abertamente.

– Exato, a Siria gosta de ter companhia nestes momentos de passagem. É muito importante para ela partilhar a sua felicidade com os outros, ela é muito especial. — Falou Harry nervosamente, mesmo estando a dizer a verdade. Ele estava apenas nervoso porque não sabia da sua melhor amiga.

– Não sei se ela é assim, mas parece ser do tipo de pessoa que gosta de ver os outros felizes, muito amiga. — Hermione estava encantada com Siria. A verdade é que ela agradecia a Siria, pois ela dava-lhe valor.

– Eu vim só porque o Fred obrigou-me a vir, eu por mim não teria vindo. A Siria tem alguma coisa que não me inspira confiança. — Disse Ron pensativamente.

– Tu só dizes isso porque ela me defendeu de ti, burro insensível. — Gritou Hermione, levemente corada. — És mesmo bruto. Não és capaz de aceitar alguém mais inteligente que tu. — Disse ela furiosamente.

– Acalmem-se! — Disse Dumbledore, eles não lhe ligaram nenhuma.

– Ouve lá, tu é que és uma irritante. — Disse Ron atrapalhado.

– Parem, a Siria não quereria que discutissem, nem eu quero, ouviram? — Falou Harry autoritariamente. Eles os dois calaram-se prontamente.

– Tens razão. Desculpa, Ronald. — Pediu Hermione um pouco forçosamente.

– Tudo bem. Desculpa também. — Ele pediu. Hermione aceitou as desculpas.

– Muito bem, é incrível como a Siria, mal entrou, já arranjou amigos. — Disse Dumbledore com um olhar desconfiado sobre Hermione.

– Sim, mas é normal. Ela é tão simpática, Albus, realmente encantadora. — Elogiou McGonnagall.

– Pois é, e também é muito compreensiva. — Completou Harry, reforçando o que a professora disse.

– Bom, e então onde está ela? — Perguntou Albus, olhando em redor.

– Estou completamente encantada. Já limpei tudo. — Siria saiu do quarto com um grande sorriso até encontrar Albus. — Ah, já chegou, Diretor. Pois, eu já encontrei o quarto. Foi muito generoso da sua parte ser tão claro quanto à localização do quarto. — Siria não estava a ser irónica, pensou que ele pudesse simplesmente rejeitá-la e mandá-la embora, dizendo que não tinha quarto, era uma boa desculpa, embora Siria não se importasse de dormir no chão.

– Foste rápida a limpar tudo. Quem me dera que, quando arrumo o meu quarto, também fosse assim. — Disse Ron, suspirando.

– Pois, é normal. Para um quarto ficar em condições, é preciso muito tempo de dedicação na sua limpeza e arrumação. — Disse Dumbledore, altivo.

– Bom, vamos ver. — Falou Hermione, olhando irritada para o director. Afinal, o que ele dissera tinha sido um insulto indireto para Siria.

– Venham, entrem. — Disse Siria, dando-lhes passagem. Todos entraram menos Dumbledore. Siria tentou ser simpática: — Diretor, entre, afinal nada disto é meu. — Sorriu. Ele entrou e ela foi atrás dele, a porta logo se fechou.

– É lindo. — Elogiou Hermione o quarto.

Encostada a meio da parede do lado esquerdo da porta quando se entra, estava a cama. Alta, de metal preto e com uma coberta vermelha sangue, as almofadas pretas. O quarto tinha muitos espelhos à sua volta, espelhos grandes, espelhos médios, espelhos pequenos, redondos, de todos os géneros e feitios. Tinha também três grandes armários de parede, quatro cómodas e a um canto estava um sofá e uma pequena mesa. Também havia uma porta que levava à casa de banho. Por cima das cómodas e da mesa estavam imensas fotos da família de Siria, de Harry e da própria Siria. Estava também uma fotografia de Lily, James e Harry em bebé. Todas as fotografias eram fixas. As malas de Siria já estavam vazias e abertas em cima da cama, exceto uma. Os livros de estudo estavam numa secretária, onde havia também folhas de papiro, penas de escrever, material para transfiguração e ingredientes para poções. Também havia uma estante cheia de livros, mas estes eram apenas para prazer de leitura.

– Tens tantas fotos, tantos espelhos.

– Os espelhos sempre me encantaram. Quanto às fotos, são recordações para mim. Não tenho apenas fotos em que sorrio. Tenho fotos em que estou triste, contente, zangada, mesmo a chorar. Tenho fotos da minha família para não sentir a sua ausência, sei que vou ter muitas saudades. Saudades dos meus pais, dos meus avós paternos, da minha avó Lindis, talvez seja a que eu sentirei mais falta, porque sempre me quis revelar tudo isto, compreende as minhas dúvidas, aquece-me o coração. Da minha família, amo mais os meus pais, é evidente, mas a minha avó ouve-me mais. — Disse ela, pegando numa fotografia da sua avó Lindis.

– Ela é linda. Deves ter orgulho de a ter como avó. — Falou Hermione.

– Eu estou sempre a dizer-lhe isso. — Concordou Harry, sorrindo. — A Dª Lindis está sempre a dizer que eu e a Siria exageramos e que, na verdade, está a ficar uma velha sem juízo.

– A Lindis é uma pessoa muito especial. Somos grandes amigas, eu e ela, mas ela nunca me falou acreca de ti. — Disse McGonnagall, pensativamente. Virou-se, abruptamente, para o Diretor, sobressaltando todos. — E contigo, ela falou contigo acerca da Siria, ou só soubeste hoje? — Perguntou ela a Albus.

– Eu e a Lindis não falamos muito da nossa vida pessoal. Discutimos outros assuntos.

– Esta fotografia, eu nunca a vi. — Disse Harry, vendo a fotografia dele com os seus pais.

– Foi a minha avó que ma deu, ela fixou-a através de um feitiço qualquer, quem me dera poder revertê-lo, mas ainda não sei nenhum feitiço, vou ter que ta dar assim, espero que não fiques triste com isso. — Disse ela, dando-lhe a moldura.

– Obrigado. — Agradeceu ele, aceitando-a.

– Eu faço isso. — Dumbledore avançou para Harry e Siria. — Revectu magium. — Ele disse, passando a mão pela fotografia. Ela logo ficou como uma fotografia feiticeira.

– Obrigada. — Agradeceram os dois ao mesmo tempo.

– Tu limpaste este quarto em menos de cinco minutos? — Perguntou George um pouco incrédulo.

– Sim, foi fácil. Mas tenho uma pergunta. Quanto à roupa de cama suja, onde é que eu a lavo? — Ela virou-se para McGonnagall, apontando para a roupa de cama suja.

– Não lavas a roupa. Lavam-na por ti, Siria. Tu estás nesta escola para estudar, não para trabalhar. — Respondeu McGonnagall com um sorriso.

– Nós temos que ir, vamos ter aula. — Disse Hermione apressadamente.

– Tens razão. Vocês têm que ir para a aula mesmo não indo ter nenhuma aula realmente, visto que os professores se vão reunir com ela para falar sobre a sua condição aqui. — Anunciou Dumbledore, tão imponente que fez todos se irem embora, despedindo-se de Siria. Dumbledore deu-lhe passagem para que ela saísse para a reunião. Siria ignorou-o, virando-se para McGonnagall.

– Mas afinal quem é que lava a roupa? — McGonnagall bateu algumas palmas e uma estranha criatura apareceu vinda do nada.

– Uau! Como é que o senhor fez isso? — Perguntou Siria verdadeiramente surpreendida. — A Hermione fez questão de me contar que ninguém consegue Aparecer e Desaparecer em Hogwarts. — O elfo fitou-a com os olhos em choque. — Desculpe, estou a ser muito indelicada. O meu nome é Siria Sfear, muito prazer. — Apresentou-se ela, sorrindo e estendendo a mão para o elfo, que não a aceitou, dizendo:

– Figus, elfo doméstico, ao seu dispôr, Siria Sfear. — Ele fez uma vénia quase tocando com o seu nariz no chão.

– Senhor Figus, se vai lavar a minha roupa, temos que ser amigos, não concorda? — Perguntou ela simpaticamente, brincando com o assunto.

– Eu não ser nenhum senhor, ser apenas um elfo doméstico. Figus ter sido feito para servir Hogwarts. E Figus ter muito orgulho de trabalhar aqui. Tratar-me muito bem, mas também não estar habituado a ser amigo de ninguém. — Disse ele.

– Mas eu quero ser sua amiga, o senhor não quer que eu seja sua amiga? — Ela sorriu.

– Figus não saber, menina. Figus não saber o que responder.

– Responda apenas com a verdade, Senhor Figus.

– Mas, tudo bem, poder ser amigos. — Respondeu o elfo.

– Boa. — Gritou ela abraçando-o. Depois separou-se — Vamos falar. Senta-te aqui no sofá. — Ela puxou-o para o sofá, sentando-o. — Então, como é que Desapareces em Hogwarts?

– Figus ser um elfo doméstico. Figus fazer tudo o que os mestres mandar. Profª. McGonnagall mandar. — Esclareceu ele.

– Deve ser aborrecido ter chefes, alguém que manda em nós. Porque é que não foges já que consegues Desaparecer?

– Porque se me mandar de volta, eu ter que voltar.

– Pois, sou mesmo burra de vez em quando. Então e porque é que não tentas pedir que te libertem?

– Figus não querer ser livre, Figus querer trabalhar, servir alguém, Figus ter sido feito para isso. Mas Figus gostar de si, Figus poder pedir a Dumbledore para permitir Figus ficar a servir a Siria.

– Não, mas eu não quero ser tua dona, eu sou tua amiga, não posso ser tua dona. Amizade requer liberdade, Figus.

– Tudo bem, mas Figus continuar gostar de Siria. — Disse ele, abraçando-a. Siria sorriu, retribuindo o abraço.

– Bom, nós temos que ir embora, Figus. — Disse Dumbledore. Figus Desapareceu com a roupa suja. — Vamos, Siria. Temos que ir para a reunião. — Depois, todos sairam do quarto.

Notas finais
Capítulo grande, eu sei, mas vão haver muitos mais assim...

kiss kiss

CR, a autora