Notas iniciais
Capítulo grandito...

Boa leitura!!!!

A Marca


- Olá, olá!

Siria mandava um lindo sorriso a todos que passavam por ela, mesmo que estes a olhassem de lado. Siria estava em Hogwarts, era Domingo, 5 de Janeiro, e estava contentissíma por ela e Harry estarem bem de novo. Só queria ver o amigo.

- Siria! — Harry correu a abraçá-la. Era bom estarem bem de novo. — Eu tenho tanta coisa para te contar, coisas incríveis. Anda comigo, tenho mesmo que falar contigo.

- Tem calma, Harry, nós temos que ir jantar em primeiro lugar. Depois, contas-me o que se passou enquanto estive ausente. — Disse Siria, dirigindo-se ao Salão Principal.

- Nem pensar, vamos embora. — Disse Harry, levando Siria para o quarto dela. — Eu tenho que te contar: nós já sabemos mais uma coisa sobre o que o cão guarda, ainda não sabemos o que é. Mas sabemos que é a respeito de Nicholas Flamel, não sabemos quem é ele. E já procurámos por todos os livros existentes de todo o mundo. Pelo menos, de Hogwarts. Não sabes quem possa ser ele?

- Não faço ideia, mas posso perguntar à minha avó e aos meus pais. Espera aí! — Siria começou a escrever pequenas cartas e enviou-as pela coruja que possuia. — Já está! Então, e mais novidades?

- Bom, no dia de Natal recebi algumas prendas. Entre elas, estava esta. — Harry mostrou o Manto da Invisibilidade a Siria.

- É lindo. — Harry tapou-se então com ele. Siria meteu a mão à boca, surpreendendo-se. — Torna-te invisível. Genial, mágico. Harry, onde é que estás?

- Atrás de ti. — Siria deu um salto quando Harry falou atrás dela. Ele depressa se revelou, rindo da cara de susto da amiga. — Assustei-te.

- Estúpido. — Disse Siria, dando-lhe suaves estaladas. Os melhores amigos riam juntos. — Quem é que to deu? — Perguntou Siria quando se fartaram de rir e de se debater amigavelmente. Estavam ambos deitados em cima da cama a olhar para o teto.

— Não sei. Com ele, vinha apenas este bilhete. — Harry mostrou o bilhete a Siria, que o leu, ao mesmo tempo que franzia a testa. — Fazes alguma ideia de quem mo terá dado?

— Alguém que tem um coração gentil, experiente e que conheceu o teu pai. — Respondeu Siria. — A caligrafia é muito bonita, muito certinha, só alguém com muita paciência escreveria assim tão certinho.

— Tu tens uma ideia, não tens? — Harry perguntou, olhando para Siria.

— As ideias são demasiado perfeitas para este mundo, Harry. Sabes que eu tenho muitas ideias e que só as digo quando é mesmo necessário. — Siria disse, olhando-o. Siria riu quando Harry mostrou uma cara aborrecida.

— É tão bom ser outra vez o teu melhor amigo. — Disse Harry. — Mas estou com fome. — Harry disse.

— Achas que chegamos a tempo de comer? — Perguntou Siria, levantando-se e penteando-se.

— Não, mas não faz mal se chegarmos atrasados. Podia acontecer a qualquer um. — Disse Harry.

— Não sei. A ti talvez não façam nada, mas eu decidi que tenho que me proteger de todas as maldades que dizem sobre mim. Quero sentir-me bem.

— Eu protejo-te. Vamos! — Ele e Siria desceram, sendo Siria arrastada por Harry. Quando entraram no Salão Principal, a primeira coisa que Siria fez, foi olhar para Dumbledore, lançou-lhe um olhar de triunfo, principalmente de felicidade. — Sentamo-nos aqui. — Eles sentaram-se ao pé de Ron, Hermione, Fred e George. — Depois, tenho que te contar mais uma coisa que se passou durante as férias.

- Está bem. — Siria disse, começando a comer.

Quando acabaram de comer, Harry, Siria, Hermione e Ron ficaram a conversar no quarto dela.

- Nestas férias deparei-me com um espelho que me mostrou os meus pais. — Harry contou tudo a Siria sobre o Espelho dos Invisíveis. — O Dumbledore convenceu-me a não procurar mais o espelho, ia mudá-lo de lugar, não me disse para onde. Disse que não se resolve nada a divagar em sonhos quando se esquece de viver.

- Gostava de saber qual é o meu mais profundo desejo. — Disse Hermione, olhando pensativamente em redor.

- Eu também, mas o Diretor tem razão. Não podemos esquecer-nos de viver, é uma tentação viver apenas os sonhos, mas não podemos cair nela. — Disse Siria.

- Eu perguntei o que é que ele via quando olhava para o espelho, mas ele não me respondeu, ou melhor, respondeu-me com uma brincadeira. — Disse Harry.

— Foi uma pergunta indiscreta. — Disse Siria.

— Pois, bom, eu vou dormir, estou cheio de sono. — Disse Ron, despedindo-se. Todos dormiram.

SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

Algum tempo passou, o próximo jogo de Quidditch aproximava-se e Siria não conseguia falar tanto com Harry como antigamente devido aos treinos intensos da equipa de Gryffindor.

Um dia, Siria acordou bem cedo, sentindo-se muito fraca e indisposta. Ainda assim, em quinze minutos já estava pronta para descer. Quando o fez, a primeira pessoa com quem se cruzou, foi Dumbledore. Ela estava pronta para se afastar dali, mas o Diretor interrompeu-a, chamando-a. Ela virou-se, encarando-o.

- Quero fazer-te uma pergunta. — Siria esperou. — Por que razão perguntaste aos teus pais e à tua avó Lindis quem é o Nicholas Flamel?

- Como é que soube disso, em primeiro lugar? — Perguntou a adolescente.

- Contaram-me eles. — Respondeu ele. Siria viu que ele estava a dizer a verdade.

- Está bem. — Siria disse simplesmente. — Eu apenas perguntei, nunca pensei que desse importância a isso. Foi só uma pergunta, se fosse sobre si, eu ainda percebia, mas não tem nada a ver consigo. — Siria tentou mostrar-se inocente. — Não percebo por que razão mostra tanto interesse nisso.

- Tu... — Siria interrompeu o Director.

- Por favor, Diretor, sinto-me cansada, fraca... Por isso, deixe-me em paz, ou não me deixe, faça o que quiser, o meu coração... — Siria não conseguiu dizer mais nada, pois, no momento a seguir, desmaiou. Dumbledore não pensou duas vezes antes de pegar nela e levá-la à enfermaria.

- Mas o que é que lhe aconteceu desta vez? — Perguntou Mm. Pomfrey quando Albus deitou Siria numa das camas.

- Não sei, ela simplesmente desmaiou quando estava a falar comigo. — Declarou ele, vendo a enfermeira debruçar-se sobre ela. — O que é que se passa? É algo grave? — Perguntou ele preocupadamente. Podia desconfiar dela, mas ela estava mal, não estava a fingir aquilo.

- Tu enervaste-a? — Perguntou. — É que pode ser efeito de pressão, de nervos. É sinal de fraqueza e pode ser devido a muitas coisas.

- Eu não acredito que estou outra vez na enfermaria. — Disse Siria, abrindo os olhos.

- Nem eu. O que é que sentes, Siria? — Perguntou a enfermeira. — Temos que descobrir a que é que se deve o desmaio. — Siria reparou na presença do Diretor.

- Já estou melhor, Madam. — Disse ela, levantando-se a custo. — Deve ter sido por não ter comido nada.

- Então eu vou buscar-te comida. — Disse a enfermeira.

- Obrigada, mas eu prefiro esperar pelo pequeno almoço no Salão Principal. Adeus, Madam, adeus, Diretor! — Siria apressou-se a sair, mas o Diretor seguiu-a.

- Mas o que é que te fez desmaiar e porque é que ainda estás tão fraca? — Insistiu o Diretor.

— Você está mesmo interessado na minha saúde, Diretor? — Siria perguntou com os olhos a revelarem uma fraqueza, mas, mais que tudo, tristeza, pois ela via uma resposta negativa.

- Eu só quero saber o que se passa na minha escola. — Disse ele. Siria encolheu os ombros.

- Neste momento, estou numa crise de magia. — Dumbledore franziu a testa. — Eu acho que é isso, porque sinto o meu poder mágico um pouco fraco, não tenho a certeza do que é. Neste momento, não consigo praticar magia alguma sem a minha varinha. Eu preciso de comer urgentemente. — Siria disse, entrando no Salão Principal, que já estava cheio de pessoas que comentavam a ausência do Diretor.

- Siria, estamos aqui!

Hermione apontou-lhe um lugar entre ela e Fred. Ron, Harry e George estavam em frente. Siria sentou-se exausta. A verdade é que não tinha mostrado o como se sentia fraca ao Diretor. Ao olhar para a comida, Siria quis vomitar, mas a mãe sempre lhe havia dito que se deve comer quando nos sentimos fracos, mesmo que não nos apeteça.

- Porque é que estás tão em baixo? — Perguntou Hermione preocupadamente.

- Sinto-me apenas um pouco fraca, deve ser por ainda não ter comido nada hoje. — Siria começou a comer um queque de noz com notória dificuldade. Depois pegou numa caneca de café com leite e bebeu-a enojada.

- Siria, eu não sei se te devia dizer, mas tu estás a ficar com uma marca esquisita no pescoço. — Disse George.

Siria pôs a mão ao pescoço instintivamente, tentando sentir alguma coisa. Realmente, Siria conseguiu detectar um pequeno relevo de algum comprimento. A marca continuava para baixo, estava tapada pelas camisolas da aluna.

- Como é que ela é? — Siria perguntou a medo. E se fosse algo mau? Alguma doença infeciosa ou uma maldição?

- Está a sair uma luz branca da marca. É muito bela e não fere a vista, muito suave. — Disse Ron, avaliando a marca, com muita concentração. — É estranho, nunca ouvi falar em nada igual. A luz normalmente significa, aqui, a Magia. Diria que estás a perder poder mágico, mas apesar de não ser a pessoa mais inteligente, algo me diz que não é perda, é mostrar o poder mágico que possuis. — Ron disse. — Será que posso tocar-lhe?

- Não. — Respondeu Siria, vendo os cinco como que hipnotizados por aquela luz. — Vocês já viram o vosso estado, esta luz atrai-vos a atenção, ela pode ser uma coisa má, eu nem sequer sei o que é. E se for perigoso? — Eles ignoraram o que ela dissera. — Hermione, por favor, onde é que está a tua razão, a tua inteligência?

- Não creio que haja perigo. — Disse Harry. — Tu não és perigosa, misteriosa és, mas não perigosa.

- Aí está o problema, eu não sou misteriosa, Harry, nunca fui. Isto é que me está a tornar misteriosa. Eu tou indo embora, não suporto que me ignorem nalgo tão importante. — Siria levantou-se discretamente, não queria chamar as atenções de ninguém, mas conseguiu ver que alguns estudantes comentavam a luz e a marca no pescoço dela.

Quando chegou ao seu quarto, Siria conseguiu tapar o seu pescoço com um lenço que a avó lhe fizera quando ela tinha sete anos de idade. Ainda se lembrava bem daquele dia, o dia em que a avó conhecera o seu melhor amigo, Harry Potter, e lhe dera aquilo como presente de ter construido uma amizade tão especial. Já tinha decidido que ia para a enfermaria. Madame Pomfrey, antes de funcionária de Hogwarts, era enfermeira e levava muito a sério o segredo de profissão. Se Siria lhe pedisse para não contar a ninguém o que ela tinha, a enfermeira nem ao Diretor contaria. Quando estava a pentear-se para esconder melhor a marca, Siria reparou que havia algo de estranho na marca para além de estar no seu pescoço e de libertar a luz branca. Foi quando tirou as camisolas, deixando apenas um top preto, que reparou que a marca ia até um pouco acima do seu seio esquerdo e que tinha uma forma bem definida. Era a lua branca com uma seta vermelha e preta a passar por ela, tinha dentro um pequeno coração e lágrimas de sangue a brotar da seta, a marca era iluminada por uma luz branca. Tirando o lenço, Siria admirou a marca, era realmente deslumbrante, bela, e tinha um não sei quê de perigo, talvez perigo de amor, Siria não sabia interpretá-la. O que será que era aquela marca? Siria pôs o lenço e estava a vestir um sobretudo quando desmaiou.

Ao abrir os olhos, Siria viu o Diretor entrar pela porta. Este aproximou-se dela e levou-a para a cama. Lá, na cama, Siria sentiu-se bem, aconchegada, recebida.

- O que é que se passou contigo? — Perguntou-lhe o Diretor, parecendo preocupado. — Tu devias ter ido para a Enfermaria, Siria, tens noção que arriscaste a tua vida?

- Diretor... Não me sinto bem. — Siria sentia-se realmente pesada, mas continuou consciente.

- Siria, Siria!

O Diretor chamava aflitivamente por ela e Siria não conseguia descobrir porquê. Ela continuava consciente, fraca, mas consciente. Quis mandá-lo parar de gritar por ela, já estava a ficar com dor de cabeça, mas nenhum som saia.

- Já nem o Dumbledore te salvará, pensavas mesmo que estavas protegida com ele? — Siria não conseguiu ver quem falava, mas reconhecia a voz, não sabia de onde, mas reconhecia. Era uma voz fria e cruel, cheia de ódio e raiva.

Viu o homem que falava avançar para ela. Não era mais que uma sombra negra, mas que mostrava todo o mal que nela havia. Do meio da sombra, apareceu uma cara sem formas, que Siria não conseguiu distinguir. Viu também surgir uma mão negra que apertou o seu pescoço. Siria não conseguia respirar e encarou a dura verdade: mais tarde ou mais cedo, morreria. Ainda havia tanto para fazer... vida para ela viver, pessoas para ela amar... Quem lhe dera que o Diretor se apercebesse o quanto ela gostava dele, o quanto o via como seu protetor, quem lhe dera que ele visse tudo isso antes do fim. Sem se aperceber, Siria começou a chorar, não queria morrer. Siria ouvia-se gritar mentalmente:

- Não quero morrer, não quero morrer. — Eram apenas palavras que não saiam, presas na sua garganta que começava a procurar desesperadamente por oxigénio.

Foi então que Siria sentiu um toque forte na sua face esquerda, um toque de uma mão quente, ao contrário do toque daquele homem, ou sombra, que a sufocava. Mais outro toque, Siria sentia, eram estalos que alguém lhe dava, mas quem? Olhou para todos os lados, mas não conseguia ver ninguém a não ser o tal homem-sombra. Os estalos doiam ainda mais do que o aperto do pescoço, mas Siria realmente gostava muito mais deles, eram quentes...

- Estava a ver que não, Miss Sfear. — Siria viu o Prof. Snape com a mão levantada pronto para lhe dar outro estalo. Junto a ele, estavam o Diretor e Harry.

- Pensei que a sua mão fosse fria, está sempre naquelas Masmorras. — Siria disse ainda um pouco aturdida. Não passara de um sonho, ou melhor, de um terrível pesadelo.

- Estás de volta! — Exclamou Harry a rir e a chorar ao mesmo tempo. Avançou para ela, que se preparou para o acolher, mas o Diretor não permitiu que ele continuasse até ela, apontando com o olhar para o pescoço de Siria.

- O que é que é essa marca, Siria? — Perguntou o Diretor sem pingo de preocupação pela aluna. Siria tinha um palpite, mas não se atrevia a dizer ao Diretor, pois ele podia gozar com ela.

- Não faço ideia. — Respondeu ela.

- Ninguém toca em ti até eu descobrir o que isso é, pode ser uma maldição e eu não quero ninguém amaldiçoado por tua causa. — Disse ele friamente.

- Se pensa assim, por que razão me pegou ao colo e me pôs na cama? — Siria perguntou revoltosamente. Porque é que o Diretor não se decidia a seu respeito? Siria preferia que ele a odiasse do que ele não soubesse o que sentir.

- Eu não faço ideia que marca será essa. — Disse o Diretor, olhando-a nos olhos. Severus, reparou Siria, ainda tinha o braço estendido, sem saber o que fazer, ou mergulhado nos seus pensamentos.

- Brianna! — Siria olhou para a porta como que atraída. Mesmo que não reconhecesse a voz, só uma pessoa em todo o mundo a chamava de Brianna.

- O que é que fazes aqui, Lindis? — Perguntou o Diretor, avaliando a situação.

Lindis desviou o olhar de Siria para fitar Dumbledore. Siria não sabia porquê, mas quando a avó olhou para o Diretor, assustou-se.

- Avó! — Exclamou Siria, captando a atenção da avó. — Que bom que aqui estás. Eu estou com um pequeno problema. — Siria disse apontando para a marca que tinha.

- Brianna, estás tão linda. — A avó abraçou-a, Siria sabia que não havia perigo. — A tua marca de feiticeira é maravilhosa, tão bela, tão pura.

- Marca de Feiticeira? — Perguntou Siria.

- Brianna, a marca de feiticeira aparece raramente no corpo do próprio feiticeiro. É mesmo muito raro, significa muita coisa, mas já fui informada que, neste caso, se deve à tua fraqueza. É o teu poder mágico, não é? — Siria confirmou. — Bem me parecia. Estás bem agora?

- Sim, sinto-me um pouco fraca, mas estou melhor. — Siria respondeu. — Enquanto estive inconsciente, tive um pesadelo horrível. — Siria contou todos os pormenores do pesadelo aos presentes.

- É normal que te sintas assim quando estás em baixo. — Disse Lindis com elegância. Siria sorriu, amava a avó pela sua elegância, mesmo quando ela insultava alguém, fazia-o com elegância e muita inteligência. — O que é que se passa contigo, Severus? — Perguntou Lindis, olhando para o Professor que continuava de braço estendido. Este abaixou-o.

- Nada, esqueci-me que o tinha estendido. — Disse o professor confuso.

- Que horror! — Siria exclamou, sentando-se na cama e acariciando a sua face esquerda, esta estava vermelha e com marca de mão. De resto, Siria até estava muito bem, a avó tinha razão, a sua marca fazia-a mais bela. — Olhe o que fez, Professor. — Siria olhou para ele.

- Peço imensa desculpa, mas era a única maneira. — Explicou-se ele.

- Obrigada, Professor. — Siria disse honestamente grata, sorrindo.

- Está bem. — Harry disse carrancudo, abraçando a amiga. Siria deu-lhe um cacete na cabeça discretamente.

- Ah, já estás bem. — Disseram Ron e Hermione, entrando no quarto e abraçando-a. Depois, separaram-se do abraço.

- Acabei de me lembrar! — Siria exclamou. — Acabei de descobrir quem é... — Siria parou ao aperceber-se que havia demasiada gente naquele quarto.

- ...que vai arbitrar o jogo de Gryffindor vs Hufflepuff. — Harry tentou dar a volta. — Eu já te tinha dito, Siri. Estás mesmo em baixo, sim, é o Prof. Snape. — Siria arregalou os olhos, mas depressa se recompôs.

- É impressionante como tu sabes sempre o que eu vou dizer. — Siria falou. — Podem deixar-nos um pouco a sós por favor? — Perguntou ela para o Diretor, o Professor e Lindis. Eles sairam. — Eu já sei onde ouvi Nicholas Flamel. O Diretor fez um trabalho alquímico com ele, eu não sei bem o quê, foi num daqueles cromos dos sapos de chocolate.

- Trabalho alquímico? — Perguntou Hermione. — Esperem aqui! — Mandou ela, saindo. Depois voltou com um livro na mão. — Aqui está, Nicholas Flamel é o único criador conhecido da Pedra Filosofal.

- O quê? — Perguntaram Ron, Harry e Siria ao mesmo tempo. — Tu estás a gozar, não estás? — Acrescentou Siria.

- Mas que pedra é essa? — Perguntou Harry.

- Isto é um mito entre os muggles. Segundo eles, a Pedra Filosofal torna qualquer coisa em ouro puro, qualquer coisa. Alguns dizem até que o seu elixir torna qualquer um imortal. — Disse Siria. — A minha avó contava-me muitas vezes isso a meu pedido. Lembro-me que uma vez ela mencionou Nicholas Flamel, mas deixei passar. Pensei que não existisse tal coisa e, agora, tudo aponta para que ela esteja aqui, em Hogwarts. — Disse Siria para todos eles.

- Não admira que o Snape ande atrás dela. Qualquer um andaria. — Siria tentou ignorar. — Ainda pensas que ele não tem nada a ver com isso?

- Não quero aborrecer-me contigo, Harry. — Disse Siria. — Mas não é dele que eu suspeito. Eu suspeito do Quirrel, ele é muito estranho, não me inspira confiança.

- Por Merlin, esta miúda é teimosa. — Disse Ron.

Mais um tempo passou, e Siria foi recuperando o poder. O jogo de Quidditch: Gryffindor vs Hufflepuff chegou ao fim, Gryffindor ganhou. Siria estava no seu quarto ao fim da tarde mais Hermione e Ron.

- Eu preciso de vos contar uma coisa. — Disse Harry, entrando. — A Pedra Filosofal está mesmo a ser guardada aqui e o Snape está a tentar obrigar o Quirrel a ajudá-lo a roubá-la. Perguntou-lhe se ele já sabia passar pelo Fluffy. Suponho que haja outras coisas a guardar a Pedra, porque o Snape ameaçou o Quirrel, ele deve ter feito algum encantamento, que é o que impede o Snape de roubá-la.

- Conta precisamente o que ouviste. — Pediu Siria. Harry olhou para ela.

- Siria, eu não te quero magoar, mas se não acreditas em nós, então nós não falamos sobre este assunto à tua frente. É melhor assim, ninguém fica zangado. — Harry disse e eles foram-se embora, deixando-a sozinha.

Algum tempo passou, Siria sentia-se sozinha, o trio estava demasiado junto e ela sabia que planeava alguma coisa. Queria saber, mas Harry não lhe contava nada. Quem estava muito atento a isso era o Diretor, que não percebia a razão de eles não estarem como antes.

O trio passava muito tempo junto, tanto que ele apanhou uma detenção juntamente com Neville e Malfoy. Harry e Ron foram apanhados na Torre de Astronomia, tentando ajudar Hagrid com um pequeno problema chamado Norbert, um dragão norueguês. E Malfoy tinha-os denunciado, ficando também de detenção. A sua detenção foi irem para a Floresta Proibida.

Mais um tempo passou e houve um dia que Siria achou o trio particularmente tenso. Tinha que estar atenta.

Notas finais
Então o que acharam? Mais tarde saberemos de onde vem a Marca de Siria, ok? Reviews são bem vindas

Kiss kiss,
CR