Simplesmente Viver: Anos Um e Dois

5 A Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts


A Verdadeira Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts

Eles Apareceram numas montanhas bem altas e, mais uma vez, Siria não viu as suas coisas (as compras que tinha feito na Diagon-Al), exceto a sua varinha, pois já a guardara.

- Vamos! — Mandou Snape, sentando-se em cima duma vassoura.

- Os feiticeiros voam mesmo em vassouras? — Perguntou ela.

- Mas por que outra razão é que eu estaria sentado numa vassoura, senão para voar? — Perguntou ele friamente.

- Não podemos descer as montanhas a pé? — Perguntou ela receosa.

- Não me diga que tem medo de voar. — Troçou ele.

- Não tenho medo de voar. É só que... o senhor sabe pilotar isso? — Perguntou ela, duvidando das capacidades de Snape.

- É claro que sei. Suba lá. — Disse ele, sorrindo. Siria sentou-se. — Está preparada?

- Não. Espere um pouco. — Siria respirou fundo e, depois, abraçou a cintura de Snape. — E se nós caírmos? — Perguntou ela, olhando para a altura da montanha.

Sem ligar para o que Siria perguntava, Snape levantou vôo. Siria depressa se sentiu nas nuvens. Era espetacular, a vista, o vento a bater-lhe na cara, a liberdade, tudo.

- Isto é fantástico. — Gritou Siria alegremente e a sorrir. — Que sensação!

- Ainda tem dúvidas acerca das minhas capacidades de pilotar? — Perguntou Snape.

- Não. — Respondeu ela. — Professor, só por curiosidade, você é professor de quê? — Perguntou ela despreocupadamente.

- Eu ensino Poções. — O sorriso de Siria desapareceu e o seu corpo ficou tenso. Será que o professor tinha levado a sério o que ela dissera sobre o gosto do professor de poções? Eles pousaram e Siria saiu logo da vassoura tal e qual Severus. Estavam numa vila, uma vila com algumas pessoas, pessoas que não davam por eles a passar. Snape foi para uma carroça que não era puxada por ninguém. Siria acompanhou-o, vendo todas as suas coisas no interior.

- Professor, sobre o livro de poções, eu peço desculpa, pois eu esqueci-me que um livro não se avalia pela capa. Um grande erro meu. — Tentou desculpar-se Siria.

- Miss Sfear, eu não me importo com o que os alunos pensam sobre mim ou sobre o meu gosto. Por mim, eles poderiam desaparecer, que eu não me importava, era até uma benção. Não me afeta o que disse. — Afirmou ele friamente e foi então que Siria viu, pela primeira vez, Severus Snape. O seu professor desejava a todo o custo manter todas as pessoas afastadas dele, mas ela também não iria tentar quebrar isso, pois o desprezo que Snape mostrava por ela era tanto, que fazia-a desistir de tudo mesmo antes de começar. Siria tentou quebrar aquela sensação.

- Professor, o que é wisky de fogo? — Perguntou.

- É o cão engarrafado. — Respondeu ele, rindo. Siria compreendeu e riu também. — O melhor amigo do homem, só que numa garrafa. — Ele parou de rir e Siria fez o mesmo.

- Professor, eu sei do que é que o senhor do café estava a falar quando disse que podia ser mais generoso daqui a uns anos. — Snape virou a cara para ela constrangido.

- Sabe? — Perguntou ele, recompondo-se, se ela não estava constrangida, porque haveria ele de estar?

- Sim, os homens são muito insensíveis quando se trata de sexo, parecem uns animais selvagens. — Snape riu-se. — O que é que foi? — Perguntou Siria com a sobrancelha erguida.

- Nada. — Respondeu ele a rir-se. — Só que essa é uma típica fala das mulheres. Dizerem desdenhosamente que os homens parecem uns animais selvagens quando se trata de sexo, mas quando chega a hora da prática, elas até gostam.

- Professor, eu tenho 13 anos, não me acha demasiado nova para estar a falar comigo sobre sexo? — Perguntou ela, cruzando os braços.

- A senhorita é que começou, mas peço desculpa. Faltei-lhe ao respeito. Perdoe-me.

- Tudo bem. Aquilo é Hogwarts? — Siria estava maravilhada, queria ter aquela visão para sempre, mas Snape logo lhe tirou isso, dizendo:

- Temos que ir, vou dar aula. — Ele pegou na bagagem de Siria e começou a correr para o castelo.

Quando entraram, Siria ficou maravilhada com o interior da escola. Era tão acolhedor, um verdadeiro lar, um mundo ao qual ela pertencia. Independentemente dos pais, da sua família, era aquela a sua vida, a vida de uma feiticeira, ali era o seu mundo. Siria seguia o professor, que descia e descia e descia, até chegarem a um lugar frio, mas mesmo assim, um lugar fantástico.

- Estas são as masmorras. Eu dou aulas aqui. Independentemente da equipa para a qual for, vai mesmo para o primeiro ano e como eu vou dar aulas a esse ano, acho que não há problema se assistir. — Anunciou ele, abrindo a porta. Siria sentou-se logo de maneira que ninguém a viu. O professor fechou todas as janelas, deixando a sala iluminada apenas pelas velas. Os alunos perguntaram-se por que razão teria o professor bagagem com ele, mas durante pouco tempo, pois o professor começou logo a falar: — Eu ensino Poções. É claro que eu não estou à espera que vocês consigam apreciar a arte de poções, mas, enfim, há pessoas com pouco talento.

A voz do professor Snape era fria, monótona e trazia com ela um tom de perigo. Fazia os alunos arrepiarem-se todos, sentiam que ele era capaz de matar qualquer um, se eles apenas cometessem um erro. Severus continuava a falar, percorrendo o olhar por toda a sala, por cada aluno, à espera do mínimo sinal de distracção. Siria não pôde deixar de reparar em Harry, o seu melhor amigo estava numa das filas da frente, tirando apontamentos do que Snape dizia. Era mesmo do Harry, quando todos estavam com medo, ele conseguia desligar-se de tudo e concentrar-se apenas no que lhe interessava, e a matéria de Poções era o que lhe interessava, mas Snape pareceu não reparar nisso, pois humilhou-o à frente da turma toda. Siria ainda pensou dizer-lhe das boas, mas sabia que, se Harry a visse, provavelmente iria a correr para a abraçar. Passado um bom tempo, a campainha tocou e os alunos depressa se foram embora. Harry estava tão indignado que nem deu por Siria sentada numa das cadeiras de trás.

- Miss Sfear, temos que ir ter com os outros professores. — Disse ele com a sua bagagem.

- Porque é que tratou o Harry assim? Ele estava apenas a tirar apontamentos. Tomara a si que todos os seus alunos fossem tão atentos quanto ele, mas o senhor estava tão vidrado nele, que nem sequer reparou que a maior parte dos seus alunos faziam pouco da sua figura. — Disse ela, tirando-lhe as suas coisas e começando a andar furiosamente. Não se importava que não soubesse o caminho para ir ao encontro dos outros professores, não se importava que não soubesse sequer quem eram os outros professores. Tudo o que queria era ver-se livre daquela pessoa fria, estúpida e nojenta, que era Severus Snape, porém este não se importava com o que ela queria.

- Como é que espera encontrar os outros professores? — Perguntou ele, acompanhando facilmente o seu passo.

- Não me importa desde que esteja afastada de si. — Respondeu ela, parando e virando-se para ele. — É tão estúpido como mostra ser e mais frio do que aquilo que mostra.

- Será que tenho de lhe recordar que me deve respeito? — Falou ele, friamente, chegando mesmo a ser cruel.

- Não. Infelizmente não tem que me recordar, porém eu não posso respeitar uma pessoa que desrespeita o meu melhor amigo desde os meus seis anos. — Desprezou-o.

- O Harry Potter é seu melhor amigo? — Perguntou ele interessadamente.

- Sim, o meu único amigo verdadeiro. — Disse ela, indo-se embora.

- Você nem sequer sabe onde é o gabinete do Diretor. — Insistiu Snape a seu lado.

- Então vá à frente. — Desistiu Siria, seguindo Snape.

- A senhorita tem de ser seleccionada e apresentada aos professores, pois o diretor tem-lhes que explicar a sua situação e, depois eu terei que falar sobre o seu poder mágico ao diretor para os professores decidirem o que fazer consigo. — Siria não gostou do tom de voz do professor, parecia que, para ele, ela era apenas um objeto e não uma pessoa. Quis sair dali, mas ela não era assim tão fraca. Se ela tinha decidido ir para Hogwarts, então ela estudaria lá. Era já uma vitória ver a verdadeira Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts.

Notas finais
Reviews ON

kiss kiss

CR