Simplesmente Percabeth
16 Porta à fora
Notas iniciais
Capítulo 16 fresquinho aí!
Perdoem minha falta de criatividade para títulos, mas o capítulo está bem melhor do que o título dele. kkkkk'
Boa leitura!!
PISQUEI E abri os olhos devagar. Annabeth estava deitada em cima do meu peito, com as mãos pousadas nele também. Os cabelos caiam por sobre o rosto, mas não o tapavam completamente, deixando-me ver o rosto delicado e como era lindo, mesmo dormindo. Nossas pernas estavam entrelaçadas e só agora eu notara que ela usava um pijama curto. Uma das alças havia caido e deslizado pelo ombro. Eu não queria levantar para não acordá-la, por isso continuei a observando e afagando seus cabelos de leve, até quando ela acordou. Seus olhos piscaram uma vez, duas três e ela me olhou, sorrindo.
-Bom dia sabidinha — com os braços envolvendo-a, puxei-a de leve para cima e a acariciei seu nariz com o meu.
-Bom dia cabeça de alga — ela respondeu, com voz cansada.
-Dormiu bem? — perguntei, me sentando, colocando o travesseiro na cabeceira da cama e me escorando nele.
Annabeth se acomodou na minha frente. Entendi minhas pernas pela cama e Annie ficou de frente para mim, com as pernas passando, uma de cada lado, do meu corpo.
-Dormi bem demais — ela disse, com um sorriso no rosto e indo para mais perto de mim, colocando as mãos em meu peito. Uma das mãos deslizou até meu pescoço e acariciou meu rosto. Segurei sua mão e a levei até minha boca, beijando a palma e a soltando de leve.
Lá fora, o céu começava a sair. Eu gostaria de ficar ali por muito tempo, sozinho, com Annabeth, mas as atividades começariam logo e precisávamos começar.
Nos levantamos e me aproximei para ajeitar a alça de seu pijama, que era extremamente curto. Quando estava perto de um beijo ela sorriu maldosamente e tocou meu peito.
-Escove estes dentes, cabeça de alga — ela riu.
Revirei os olhos e tentei parecer desapontado, mas acho que não funcionou muito bem.
Por sorte, eu tinha uma escova de dentes reserva no meu quarto, a qual Annabeth usou. Finalmente nos beijamos. Mas ainda estávamos de pijama.
-Roupas — Annabeth murmurou logo depois desse meu pensamento. — Não posso sair assim daqui.
-Hã... — eu fui atá minha mochila e vasculhei coisas que eu ainda não havia guardado nas gavetas e no armário do chalé.
Dei uma olhadela para Annabeth, que havia se aproximado com uma sobrancelha erguida.
-Cabeça de alga — ela começou, passando as mãos pelos meus cabelos. — o senhor D. não vai gostar que eu saia daqui com suas roupas, mesmo que seja para ir até meu chalé. Com a sorte que temos é capaz dele estar ali.
Dei um sorriso e ergui uma peça de roupa.
-E quem disse em usar minhas roupas? — perguntei.
Annabeth tirou o short de minhas mãos e olhou atônita para mim.
-Percy... — ela fez uma pausa. — Como é que você tem uma roupa minha aí?
Dei de ombros:
-Não coube na sua mochila, não foi? — perguntei.
-Pode ser... — Annabeth murmurou. Mas depois sacudiu a cabeça. — O que mais você tem aí?
Ela chegou mais perto e começou a vasculhar. Não havia mais nada ali, então ela teve de colocar uma camisa minha. Annabeth foi até o banheiro para colocar as roupas. Enquanto isso aproveitei para me trocar rapidamente.
-Percy? — a voz de Annie vinha de trás de mim. Me virei, com a camisa que ainda não havia colocado em minhas mãos.
O olhar de Annabeth percorreu meu peito nu mais rapidamente do que o tempo que levei para olhar para ela. Camisa larga, short justo e simples chinelos. Era o que ela vestia. Mas mesmo assim, ela estava linda. Annabeth corou e desviou o olhar.
Só então percebi, de fato, que eu estava sem camisa. Aproveitando a situação, dei um sorriso malicioso e comentei:
-Depois sou eu que babo.
Ela logo revirou os olhos e veio na minha direção.
-Idiota — ela disse, com uma risada e logo me beijou. Suas mãos ficaram no meu pescoço e se enroscaram no meu cabelo. As minhas percorreram sua cintura e a levantaram no ar, provocando uma gargalhada gostosa de se ouvir. Assim que a coloquei no chão novamente, mordi o lábio dela e acariciei seus lábios com meu dedo, já que a mão estava ao lado de seu rosto. Ela sorriu e empurrou seu rosto de leve no meu. — Vista essa camisa — ela sussurrou, aproximando a boca da minha orelha. — Se é pra babar, que seja somente eu.
Eu ri e vesti a camisa. Ofereci a mão para ela, que a pegou sem hesitação. Com um suspiro, nos dirigimos até a porta.
Assim que saímos, senti um milhão de olhares perfurando nossa pele. Todos os campistas pararam para nos olhar e começara, a cochichar. Annabeth apertou minha mão e, com o canto do olho, a vi corar e baixar o rosto.
Eu mesmo sentia o meu rosto muito quente, mas resolvi ignorar e comecei a andar, seguido muito perto de Annabeth. Ao redor ouvi risinhos e a costumeira voz debochada de Clarisse:
-Parece que não bastaram uns morangos.
Ótimo. Estava demorando.
Em questão de segundos o acampamento inteiro já sabia de tudo. E quando chegamos ao pavilhão para o café, Quiron nos olhava com uma cara séria.
Notas finais
Bem, o que é que acharam??
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