Simplesmente Elementar
26 Evoluindo
Notas iniciais
Acordei deitada sobre almofadas com um cobertor sobre mim provavelmente colocado por Victor, mas o mesmo não estava lá, levantei me saindo da sala tendo que me desviar de Eduardo, e de Hugo que dormiam escarrapachados sobre um colchão.
Caminhei pelo chalé procurando por Victor, mas mesmo depois de percorrê-lo inteiro não o achei, entrei no quarto para tomar um banho aproveitando que as meninas ainda dormiam, escolhi uma das calças que havia trazido, a qual ainda não tinha usado, mas depois que a coloquei senti algo em seu bolço, enfie minha mão tirando assim dele a corrente que havia comprado, da qual havia me esquecido completamente ao olhar para ela me lembrei do que o vendedor havia me dito, sobre dala para meu namorado, lembrança essa me fazendo sorrir, por agora poder dar realmente a ele, guardei a novamente no bolço e fui ate a cozinha onde pretendia fazer o café poupando assim a Sra. Irene do trabalho, quando ouvi o som da porta sendo aberta, olhei para traz e em alguns segundos vi Victor adentrar a cozinha.
____Bom dia. Disse olhando me com uma expressão surpresa.
____Bom dia, onde você foi? Perguntei, despreocupada enquanto colocava uma caneca d’agua no fogo.
___Fui dar uma volta. Respondeu apenas
___Podia ter me chamado e iria com você. Disse me aproximando
___Estava dormindo tão profundamente que não quis te acordar, pensei que ao voltar ainda a encontraria dormindo. Explicou.
____Cresci em uma fazenda e costume para mim, acordar com o galo. Brinquei, estiquei minha mão para pegar em seu braço, mas deu um paço para traz, fazendo com que tateasse o ar.
___Esta tudo bem? Perguntei confusa.
___Está sim... Respondeu tentando sorrir, mas havia algo estranho em sua voz___... estou cansado então acho que vou tomar um banho . Disse antes de se virar e sair indo em direção ao corredor, enquanto permaneci parada no meio da cozinha achando sem entender sua atitude estranha.
Não demorou muito Sra. Irene apareceu na cozinha, e me ative a ajuda-la a preparar o café.
Todos já haviam acordado e tomavam café da manhã, animados, mas Victor não apareceu.
____Vou chamar o Victor. Disse levantando me da mesa, segui pelo corredor, parando em frente ao quarto dos meninos, mas antes que batesse na porta a mesma foi aberta.
____Se esta procurando por Victor ele não esta aqui. Afirmou Eduardo saindo do quarto.
Voltei para cozinha, perguntando me onde ele poderia ter ido , já eram por volta das onze da manhã e ainda não havia voltado me deixando assim muito preocupada.
____Hugo, posso falar com você? Perguntei, a ele que conversava na varando com Eduardo e Lucas.
____Sim oque foi. Disse aproximando se .
____Você por a caso viu o Victor ou sabe onde ele foi? Perguntei torcendo para que me desse uma resposta favorável.
____Pensei que ele estivesse com você, porque aconteceu alguma coisa? Perguntou , alterando sua expressão para de preocupado.
____Não, só estou procurando ele. Respondi antes de entrar, não havia porque assustar Hugo, talvez só estivesse exagerando e me preocupando a toa.
Decidi sair para dar uma volta, segui pelo caminho que levava a cachoeira próxima ao chalé, foi quando vi Victor em pé próximo da margem.
____Victor! Chamei, não obtendo resposta caminhei até ele, ao olhar para seu rosto sabia que havia algo errado, ele olhou para mim, mas era como se não me reconhecesse, com os olhos parados, tentei toca-lo, mas seu corpo estava quente como brasa, tornando o toque impossível de se manter.
____Victor oque tem de errado Perguntei aumentando o tom de voz, e ele deu um passo em minha direção me fazendo recuar.
____Victor sou eu Rachel. Disse sem parecer surtir efeito, suas mãos entraram em chamas quando deu mais um passo em minha direção.
____Victor para! Gritei, ele agora sobre saltando se como se acabasse de acordar, me encarrava confuso, quando ouvimos vozes se aproximando, instintivamente ambos nos viramos na direção ao som, provavelmente sendo Bia e Vivi que decidiram vir atrás de mim, mas suas mãos permaneciam em chamas.
____Victor apaga isso. Pedi apontando para suas mãos, ele as ergueu na altura do rosto olhando as, aparentemente não havia notado que estavam incendiadas, depois de alguns segundos foi como se o fogo, entrasse em suas mãos sumindo.
____Que cara de assustados é essa gente? Será que interrompemos alguma coisa. Disse Vivi em tom malicioso ao se aproximar.
___Deixe eles, são namorados e gostam de passar um tempo sozinhos, vai intender quando tiver um. Interveio Bia, em resposta Vivi mostrou lhe a língua fazendo uma careta.______... nós vamos embora para deixar vocês em paz. Continuou agora se dirigindo a nós
___Não a gente já estava voltando mesmo, podem ficar. Afirmei puxando Victor pela ponta da camiseta, que ainda estava quente como se tivesse acabado de ser passada, mas da qual era capaz de aguentar a temperatura.
Victor caminhou ao meu lado, saindo um pouco da trilha até chegarmos a uma clareira escarpada já distante, onde simplesmente deixei minhas pernas desvaecerem cansadas, sentando no chão, meu coração batendo rápido, pensando oque teria acontecido se Vivi e Bia vissem oque Victor podia fazer.
____Meu Deus! Exclamei enquanto ele se sentava ao meu lado, olhando para o chão.
___Por favor, diz que eu não machuquei você. Disse, com a voz chorosa e ainda com a cabeça baixa.
____Você não fez nada não se lembra? Perguntei, ele apenas moveu a cabeça em negativa então continuei___... oque foi aquilo você por acaso ficou nervoso por algum motivo, porque estava daquele jeito? Perguntei confusa e preocupada, ele demorou alguns segundos antes de dizer algo.
____Esta acontecendo de novo, esta crescendo. Balbuciou
____Oque esta acontecendo do que você esta falando? Perguntei me sentindo perdida.
____Eu pensei que estava tudo bem, desde que estou com você, me sentia bem, mas esta crescendo de novo, sinto crescer, não posso controlar isso. Disse em frases entre cortadas, sua voz cada vez mais chorosa ainda sem olhar para mim.
____Seus poderes... Balbuciei só ai, entendendo oque ele queria dizer___... Não se preocupe, a gente vai ficar junto vamos dar um jeito, eu vou te ajudar. Afirmei tentando acalma-lo.
___Você não esta entendendo á alguns minutos atrás, não fazia ideia de quem você era mal lembrava meu próprio nome, poderia ter ti matado e nem ia saber. Disse agora erguendo o rosto,eu podendo assim ver seus olhos que estavam cheios de lagrimas.
___Não fala assim, sei que não vai fazer isso, não vai. Afirmei tentando consola-lo, me controlando para não chorar .
___Vou sim, vai chegar o dia que vou me esquecer de você, de tudo e de todos, vou machucar pessoas assim como vou ti machucar se estiver por perto é melhor para você se afastar enquanto pode. Disse, parecendo sofrer a cada palavra proferida. Eu já não aguentei mais me conter e acabei chorando também, não conseguia ver Victor daquela maneira muito menos considerar a hipótese de me separar dele, não sabia oque fazer, quando me lembrei da corrente em meu bolço.
____Você vai usar isso, toda vez que achar que vai esquecer ou poder o controle quero que segure esse pingente, e tente se lembrar de mim, do mesmo jeito vou saber que enquanto usar isso ainda se lembra,que ainda esta comigo. Disse me inclinando para frente colocando a corrente em seu pescoço. Assim que me afastei ele segurou entre os dedos o pingente em forma de labaredas da corrente, erguendo o na frente do rosto para velo melhor.
____Porque continua sendo tão boa comigo, porque continua aqui. Perguntou, secando as lagrimas que continuavam saindo de seus olhos.
_____Porque sou uma louca sem qualquer noção de perigo. Brinquei o fazendo sorrir, me inclinei novamente o abraçando, ele retribuindo o abraço de imediato, envolvendo-me com seus braços, apertando-me com força contar ele quase como se tivesse medo que desaparecesse, ficamos abraçados por alguns minutos, nós acalmando nos braços um do outro, quando nos separamos lhe dei um leve beijo e pude ouvi-lo balbuciar “eu te amo” enquanto nossos lábios se separavam.
Levantamo-nos e seguimos de volta ao chalé, ele segurando firme em minha mão, não dissemos nada um ao outro durante o trajeto, mas o sentimento entre nós tornava o uso de qualquer palavra sem sentido.
Passamos o dia todo juntos, eu tentando distrai-lo e faze-lo sorrir, até a noite onde foi cada um para seu quarto.
Tarde da noite todos já dormiam mas permanecia acordada, virei na cama lembrando me do modo como Victor havia olhado para mim, como se não me conhecesse, chorei baixinho ao pensar que chegaria o dia ao qual ele me esqueceria por completo eu assim o perdendo para sempre.
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