Simplesmente Elementar

18 A festa,entre irmãos,Eles


Durante todo sábado pensei sobre oque havia visto Hugo fazer, mesmo na manhã de domingo amanheci com essa mesma incógnita em minha mente, se perguntasse era provável que ele mentisse no que já havia provado ser muito bom, Victor parecia não saber de nada, o senhor Betone não gostava nem um pouco de mim e eu nutria um sentimento reciproco por ele, a única pessoa nessa história toda a qual eu ainda não havia recorrido era a senhora Betone, e tinha quase certeza que dela conseguiria explicações mais claras, a questão era como conseguir falar com ela?

Desci para tomar meu café com essa ideia em mente.

___Bom dia querida Disse minha tia ao me ver.

___Bom dia. Respondi indo me sentar á mesa

Minha tia veio se sentar também tomávamos café juntas, quando decidi dizer.

___Já faz um tempo que não vejo a senhora Betone por aqui Comecei tentando parecer despreocupada

____É já faz algum tempo mesmo. Concordou olhando me um tanto pensativa, mas após pensar um pouco continuou___... oque acha se eu chamar ela e a família para almoçar aqui hoje? Perguntou, sendo essa a conclusão em que eu queria que ela chegasse.

___Acho uma ótima ideia gosto que a senhora tenha amizade com a senhora Betone. Disse animando a.

___Então tá, vou ligar e convida lós. Disse se levantando e indo para sala telefonar, continuei sentada me sentindo orgulhosa de minha própria artimanha.

Pude ouvir minha tia no telefone depois de mais alguns minutos de conversa a ouvi desligar então ela voltou para cozinha

___Então aceitaram? Perguntei

___Parece que seu marido não pode, mas eu insisti e acabaram topando vir no domingo que vem.

___Que ótimo. Disse colocando meu copo na pia antes de subir para meu quarto, teria que esperar um pouco até poder falar com a senhora Betone.

Passei o domingo, ajudando minha tia com os afazeres tentando distrair minha mente.

Na segunda feira, acordei cedo para ir ao colégio, cheguei ao ponto, antes de Hugo ou Victor, quando eles chegaram eu não podia deixar de me sentir receosa, acho que começava a notar que as coisas eram mais complicadas do que imaginei, quando chegaram Victor me cumprimentou, mas acho que percebeu que havia algo errado comigo.

____Você está bem? Perguntou com um olhar preocupado.

___Estou sim. Disse tentando sorrir, desviei os olhos na direção de Hugo ele estava parado olhando para o fim da rua. Queria simplesmente ir até ele mostrar o vídeo e faze-lo me explicar, mas se Victor realmente não soubesse sobre o irmão, ia dar um jeito de descobrir mais para depois cogitar contar a Victor.

Chegamos ao colégio, e quando entramos na sala havia um aglomerado de gente, me esquivei entre as pessoas e vi que as atenções estavam voltadas para Bia que entregava algo.

___Oque está fazendo? Perguntei quando consegui alcança-la, e ela me lançou um olhar reprovador pondo as mãos sobre a cintura.

___Estou entregando convites para minha festa de aniversario nessa sexta, vai me dizer que você esqueceu que faço 17 anos essa sexta. Perguntou ainda me encarrando

___Claro que não me esqueci. Menti porque realmente tinha me esquecido.

___Eu já sabia que não se esqueceria... Disse com um sorriso mas continuou agora se dirigindo a Victor que estava em pé ao meu lado___...a proposito eu adoraria que você fosse a minha festa e pode chamar seu irmão também. Concluiu entregando a ele dois de seus convites. Victor olhou para os convites por alguns segundos antes de agradecer, acho que ficou surpreso.

Fomos para nossos lugares assim que o professor entrou, passaram se as primeiras aulas e o sinal tocou anunciando o intervalo, saímos até o pátio Victor ao ver Hugo entregou lhe um dos convites, quando voltou a se juntar a nosso grupo de amigos perguntei

___Então vocês vão?

___Hugo provavelmente vai, mas eu ainda não sei se é uma boa ideia. Disse me lançando um olhar triste.

___Eu vou estar lá também então não se preocupe. Disse para que ele se anima-se mas também senti uma ponta de medo.

Uma semana se passou, quando chegou o dia da festa, fui para casa depois do colégio para poder me arrumar, pois a festa começava as sete, assim que cheguei em casa fui embrulhar o presente de Bia, uma sandália que sabia que ela andara paquerando no shopping havia sido um tanto cara, mas com certeza o sorriso de Bia ao vela valeria a pena. Completei alguns afazeres e me arrumei pus um vestido preto e rosa, enrolei as pontas do cabelo, e pus um salto preto me olhei no espelho me sentindo um tanto estranha por me ver tão arrumada, mas a festa de Bia iria ser em um salão na cidade realmente muito bonito, acho que como Bia não teve festa de quinze anos devido a problemas financeiros que sua família passava na época seus pais queriam compensa-la com uma grande festa de 17.Olhei para o relógio que marcava 5:30 da tarde ainda estava muito cedo e teria que esperar meu tio para que ele me levasse. Conferia mais uma vez o embrulho de presente que havia feito ajeitando o laço quando alguém bateu na porta desci para abrir pensando que era meu tio que havia chegado mais cedo e esquecido a chave mas para meu susto quem estava na porta era o senhor Betone. Perdi o ar ao velo me lembrando da ultima vez que ele havia batido na minha porta mas tentei me controlar e perguntei

___Oque o senhor faz aqui? Pergunte, com a mão firme sobre a porta pronta para fecha-la se fosse o caso. Ele me olhou por alguns segundos mas não se importou em sorrir

___Victor não vai poder ir na festa, ele pediu para que você entregue isso para sua amiga. Disse me entregando um embrulho se virando para ir embora mas antes que ele fosse perguntei

___Porque ele não vai?

Ele me lançou um olhar que fez s um arrepio subir por minha espinha antes de dar um meio sorriso irônico e dizer

___A essa altura você já sabe muito bem o porque. Disse tornando a se virar.

___Mas então porque Hugo vai se é igual a Victor? Pergunte sem pensar e pude ver que ele ficou surpreso, acho que ele não esperava que eu soubesse sobre Hugo.

___Sobre oque você esta falando pirralha? Perguntou se virando e voltando alguns passos.

___Eu vi oque Hugo também pode fazer sei que ele não é normal e desconfio que o senhor e sua esposa também não sejam. Respondi tentando me manter confiante, mesmo que por dentro estivesse em pânico.

____Eu já te avisei se afaste do meu filho ou você descobrira do pior jeito se sou normal ou não. Disse me lançando um olhar ameaçador antes de se virar e ir embora pisando duro.

Fechei a porta desta vez com uma ameaça totalmente direta do senhor Betone e o pior é que não podia contar para ninguém, se passaram só alguns minutos e meus tios chegaram a essa altura estava sem humor algum para festas mas eles perceberiam que tinha algo de errado se dissesse que não iria mas.

Cheguei ao salão de festa e já haviam varias pessoas a decoração era toda em lilás e branco, tudo muito feminino e bonito, fui até Bia e lhe entreguei seu presente desejando lhe feliz aniversário e sorrindo da melhor forma que consegui, logo todos chegaram, uma banda tocava musica ao vivo e todos dançavam animados mas fiquei sentada sem nenhum animo para aquilo, e me enfadei ainda mais quando vi Hugo entrar no salão fui para parte exterior e sentei em um dos bancos afastados, mas me surpreendi quando Hugo veio até mim.

___Rachel, meu pai me disse que falou com você. Disse se sentando ao meu lado mas me levantei com um sobre salto então ele continuou ___...oque você disse que me viu fazer você não pode dizer para Victor, ele não pode ficar nervoso nem perder o controle não pode. Concluiu mudando o tom de voz para dar ênfase as ultimas palavras.

____Porque ele não pode saber disso, vocês fingem e o deixam pensar que é o único diferente e que é uma fonte de problemas para vocês, afinal de contas oque são vocês. Perguntei me sentindo irritada

___Rachel eu não tenho permissão de te contar. Respondeu num tom triste.

____Porque, se seu pai estiver te obrigando, não se preocupe pois não vou dizer a ele. Disse tentando convence-lo.

___Eu não posso. Respondeu após pensar um pouco, oque fez que minha paciência acabace.

____Eu tenho um vídeo... Disse pegando o celular de minha bolça ______... eu tenho um vídeo seu pegando uma bola de um jeito muito interessante eu enderecei para todos meus contatos então ou você me conta logo a verdade ou eu aperto esse botão e mais de 100 pessoas vão receber esse vídeozinho. Ameacei mostrando lhe o celular.

___Você não faria isso vai prejudicar Victor se fizer. Disse vindo em minha direção, ele estava certo eu não queria em hipótese alguma prejudicar Victor, mas me mantive firme.

____Não duvide Disse mesmo que não tivesse intenção de enviar, foi quando Hugo se jogou sobre mim tentando pegar o celular de minhas mãos, e foi nesse momento que uma voz nos chamou a atenção.

___Oque você esta fazendo? Ouvi a voz de Victor dizer antes de pegar o braço de Hugo o empurrando com facilidade para longe.

___Victor! Disse surpresa, mas quando olhei para seus olhos vi que não estavam normais.

____Oque esta fazendo aqui, você concordou em não vir. Disse Hugo olhando para o irmão, mas Victor não parecia ouvi-lo ______... é melhor irmos. Continuou

pegando no braço de Victor

Desde o momento que chegou Victor já parecia estranho, mas isso só piorou quando viu Hugo e eu brigando, mas Hugo não percebeu isso e cometeu o erro de tocar em seu braço puxando o, mas Victor apenas soltou seu braço de suas mãos e literalmente o arremessou para o meio do gramado indo em sua direção, estava escuro e estávamos num canto afastado do salão principal onde a maioria das pessoas estavam por isso não havia ninguém além de nós ali, Victor pegou na gola da blusa de Hugo que ainda tentava se levantar o içando do chão.

___Victor não me faça te machucar Gritou Hugo mas era inútil Victor estava fora de si, foi então que uma onda de vento enorme começou se intensificando quando uma onda direta atingiu Victor derrubando o e fazendo que soltasse Hugo, eu não conseguia fazer nada estava em choque diante da cena mas isso era só o começo pois Victor se levantou, ele emanava uma onda muito quente e suas mãos pegavam fogo, este que arremessou contra Hugo que se esquivava, os clarões que se formaram iriam acabar chamando a atenção das pessoas na festa que viriam até nós corri na direção de Victor não podia deixar que o vissem mas Hugo segurou meu braço impedindo me

____Não se aproxime ele vai te matar se chegar perto. Disse pondo se na minha frente mas no momento não pensava no perigo que corria me livrei das mãos de Hugo me desviando dele e parei a frente de Victor que ergueu uma das mãos em chamas apontando na para meu rosto

___Você não quer fazer isso você tem que parar. Disse ele me encarou mas permaneci em pé a sua frente as chamas de suas mãos se apagarão mas o olhar era o mesmo.

___Sou eu sei que pode me ouvir... Disse dando um passo em sua direção mas essa não foi uma boa ideia pois ele segurou meu braço suas mãos estavam quentes e pude sentir minha pele queimar mas ignorei a dor e continuei __...você não quer me machucar eu sei. Disse e pude ver que pouco a pouco seus olhos voltaram ao foque ele soltou meu braço e olhou para meu rosto foi quando o senhor Betone apareceu.

___Oque aconteceu Hugo? pude sentir o Victor eles também devem ter sentido temos que sair daqui... Disse e então lançou o olhar para mim e Victor que estavam parados lado á lado, veio em nossa direção, pude ouvir pessoas se aproximando .

___Vamos Disse o senhor Betone me lançando apenas um olhar vendo que pessoas se aproximavam, então pegou o braço de Victor que segurou o corpo e olhou para mim.

___Vai é melhor você ir. Disse então ele deixou o senhor Betone puxa-lo, alguns pontos da grama ainda pegavam fogo mas se apagaram assim que o senhor Betone passou por eles, assim Hugo Victor e o senhor Betone sumiram na escuridão procurei me esconder antes que alguém chegasse e seja quem estava vindo se deparou apenas com um lugar vazio e grama queimada.

Sai e peguei um taxi para casa, cheguei cumprimentando meus tios sem nem mesmo parar de andar indo para meu quarto, sentei em minha cama agora sentindo dor na queimadura em meu braço, me sentia cansada assustada e confusa não entendi como o senhor Betone havia chegado na hora exata oque ele quis dizer com “...eu pude sentir o Victor, eles também devem telo sentido” como ele sentiu Victor e quem eram esses “eles” dos quais eles tinham tanto medo?