Simplesmente Complicado
11 Descobri, mas exatamente o que?
Notas iniciais
Britt foi para o escritório e encontrou seus antigos colegas de trabalho cumprimentou todos e rejeitou o convite de almoçar com eles. Tinha outros planos para seu horário livre...
No horário do almoço, Britt decidiu que ira ver a latina. Iria perguntar para ela se sabia o que Sam estava fazendo ontem à noite e porque chegara tão tarde em casa eram grandes amigos e a latina deveria saber por onde andava seu marido. Além do mais, já se faziam quase três dias que não se viam e a loira sentia uma estranha e gigante falta de Santana.
Ainda eram nove horas da manhã e Britt já tinha entregado o projeto que fizera durante suas férias ao seu chefe. O homem satisfeito lhe designou outro projeto ainda maior, um pouco mais desafiador iria colocar acessibilidade nas plantas de todos os colégios públicos de Londres.
Tentou esboçar as mudanças nas entradas das plantas dos colégios que já tinha, mas tudo o que Britt conseguia se concentrar era no marido chegando na calada da noite e estranhamente na morena. Santana era um mistério para todos inclusive para Sam seu melhor amigo. Britt se sentia intrigada em saber mais sobre a garota que era a melhor amiga de seu marido, a garota que poderia ter qualquer um num piscar de olhos mas ironicamente não tinha ninguém.
Estava no horário de almoço da loira, se lembrou que Sam dissera que se quisesse encontrar com Santana, Britt deveria procurá-la no horário de almoço em casa ou simplesmente aparecer pela galeria onde a morena trabalhava a tarde. Tinha o endereço da artista e resolveu dar um pulo na casa dela. Ficou contente ao descobrir que a casa da morena era bem perto de seu escritório. Apenas quatro quadras de distância.
Ela apertou a campainha da casa da latina. Havia passado em uma padaria antes de ir até, para que comessem algo juntas. Sant demorou a atender. Brittany já quase desistia de esperar quando a porta foi aberta e uma Santana de cabelos molhados apareceu com um sorriso bobo no rosto.
“Torta de banana com café?” ofereceu Britt incerta mordendo o lábio inferior. Gesto que Santana achou super adorável.
“Não obrigado.” Respondeu a morena nervosa porque a loira estava ali?
“Ainda bem que não” Brittany riu nervosa enquanto Santana coloca a mão atrás da cabeça e coçava sem saber o que fazer ”e que tal Maltesers?”
“Não.” Santana precisava sair tinha uma exposição para organizar, mas ter a loira ali na porta de sua casa a deixou atordoada “Quer entrar?” indagou hesitante.
“Sim, ja estava pensando que você ia me largar na rua.” disse a loira e Santana ficou vermelha, deu um passo para trás permitindo que a arquiteta entrasse em sua casa.
“Eu sei que nós não somos muito amigas, e que você é mais chegada ao Sam, e nunca tentou ser minha amiga de verdade tirando aquela noite que você foi lá em casa. Mas nos podíamos tentar ficar mais próximas. Eu acho que eu consigo ser bem legal tirando meu péssimo gosto para tortas.” Disse Brittany enquanto observava o local que Santana morava era bem parecido com um ateliê.
Havia tintas espalhadas por todos os lugares, telas começadas algumas acabadas e outras ainda em branco, esboços em papeis, velhos e surrados cadernos de desenho, desenhos incompletos de pessoas, imagens de pinturas de artistas famosos penduradas nas paredes e fotos, um monte de fotos, fotos de pessoas, animais e lugares. Brittany estava impressionada com o lugar.
“Você conseguiu encontrar a filmagem?” perguntou a loira achando a pergunta a perfeita desculpa para estar ali.
“Quanto a isso eu procurei aqui em casa e não encontrei em lugar.” Disse Santana.
“Incomoda-se se eu procurar?” perguntou a loira.
“Não.” Negou Santana, porém na realidade ela se importava. A loira não podia achar a fita.
Britt fuçava em todas as prateleiras da casa. Olhando todos os filmes e CDs que a latina tinha.
“Sam esteve com você ontem?” perguntou a loira.
“Não.” Santana percebeu pelo tom de voz de Britt-Britt que ele deveria ter aprontado alguma, mas dessa vez não encobriria o amigo. “Porque pergunta Britt-Britt?” Santana observava a loira remexer na pilha onde colocara o cd que continha as imagens do casamento.
“Por nada.” Ela responde. “Hum esta escrito casamento do Sam e da Brittany você acha que estou no caminho certo?” pergunta a loira segurando agora O CD. “Posso ver?” perguntou Britt. Santana engoliu em seco.
“Claro que sim.” Ela queria morrer neste exato momento onde estava com a cabeça quando deixou a loira procurar o cd em sua casa.
Colocaram o cd no DVD e ligaram a TV. Britt se sentou no sofá e Santana ficou logo atrás da loira desconfortável.
“Era exatamente isso o que eu queria.” Disse Britt quando viu a imagem na tela dela entrando toda de branco na Igreja. “Que legal você filmou bem de perto.” Neste momento, a face de Britt estava em foco e em close. Logo a fita cortou e começou algumas partes da festa de casamento ela dançando com Sam. A fita cortou de novo e agora era eles em uma festa que ocorreu há exatamente dois anos em Ibiza. De Brittany correndo na praia cerca de uma semana antes de conhecer Sam, da loira correndo no píer, da loira numa reunião entre amigos onde conhecera os dois. “Isso é a minha vida desde que eu conheci vocês.” Brittany estava boquiaberta ou Santana era uma problemática e serial killer e Britt era a próxima vitima da morena ou aquilo era uma espécie de declaração. Santana a amava. Confirmou isso quando viu a morena estremecer quando a loira a fitou com os olhos azuis. “Mas você não gosta de mim você nunca fala comigo você só fala com Sam. Pensei que não gostasse de mim.” Disse a loira para ver se aquilo era ou não um pesadelo. Pesadelo?, pensou porque não um sonho a morena era linda, amigável, carismática e Britt gostava muito dela, mas ainda tinha um problema a ser resolvido Sam.
“É melhor não ficar mostrando muito isso. Precisa ser editado e tals. E desculpe-me. E quanto a questão de eu ficar longe de você entenda isso como uma questão de ‘auto-preservação’.” Santana disse antes de pegar uma bolsa e sair correndo de sua casa. Assim que dobrou a esquina sentou-se no chão e chorou. Como encararia a loira daqui pra frente? Seria uma tarefa praticamente impossível agora que ela sabia. Pensou em voltar para a casa tinha certeza de que a loira estaria ali ainda. Mas optou pela opção mais fácil e covarde fugir e atolar-se no trabalho.
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