Simplesmente Complicado
2 First date
- Catarina faz alguma coisa de útil e vai lá embaixo buscar o remédio que eu pedi pro seu pai e uma água com gás pelo amor de Deus!
- Nossa mãe! Ele que bebe e eu que tenho que fazer as coisas?
- Agora!!! – ela gritou.
- To indo... To indo...
Tudo eu nessa família! Sobra tudo pra mim... Saí do quarto deles e fui na recepção pedir o remédio e a água com gás. Chegando lá pedi as coisas pra moça e fiquei esperando. Até que ouvi um sotaque diferente chamando meu nome:
- Catarina!
Virei-me e vi o Justin sorrindo pra mim. Agora da pra ver o tanto que ele é mesmo bonito. Lindo na realidade. Mas tem uma cara de safado que meu Deus do céu! Era impressão minha ou ele ficava me analisando de cima á baixo O TEMPO TODO?
- E aí vai sair pra jantar? – ele me perguntou.
- Não... Meu pai exagerou na bebida e está lá quase morrendo.
- Ah! Sei como é... Meu pai e minha madrasta também estão meio mal...
- Então eu vou ficar por aqui mesmo hoje...
A moça me entregou as coisas que eu tinha pedido e fomos andando até o quarto dos meus pais.
- Então eu vou te convidar pra jantar comigo! Falaram-me de uma pizzaria muito boa aqui pertinho, dá até pra irmos á pé. – ele virou de frente pra mim com os olhos brilhando.
- Bom... Tudo bem então... Passa no meu quarto umas oito e meia... Número 134... – Não acredito que aceitei sair com esse projeto de cafajeste... Mas ele me atrai... Encanta-me...
- Beleza então gata. Até lá...
Depois virou as costas e eu disse baixinho:
- Não sou sua gata...
Entrei no quarto e entreguei as coisas pra minha mãe.
- Por que demorou tanto? – ela perguntou.
- Porque eu estava conversando com um garoto...
- Um garoto que fala inglês mamãe! – minha irmã se intrometeu.
- Fala inglês? Quem é ele Catarina? – minha mãe perguntou curiosa.
- Ele é canadense... Conheci-o hoje á tarde. E ele me chamou pra jantar com ele em uma pizzaria aqui perto...
- Te chamou pra jantar?
- É... Em uma pizzaria aqui pertinho... Posso ir?
- Claro que pode! Minha filhinha vai ter um romance de verão! – minha mãe disse apertando minhas bochechas.
- Mãe! Para! – eu disse que minha família é louca...
Uma hora depois
Ahhh!!! Eu não tenho roupa! Respira! Abri minha mala pela milésima vez e decidi que iria colocar qualquer coisa mesmo. Como estava bem calor coloquei um short curtinho, uma blusinha soltinha que caía em um dos ombros e um sapato de salto alto, não muito alto, médio. Fiz uma maquiagem básica e deixei meu cabelo (castanho escuro, até a altura dos meus cotovelos e cacheado) solto.
Oito e meia o Justin bateu na minha porta. Peguei meu celular e abri a porta.
- UAU! Gata você conseguiu ficar mais gata! – ele olhou pras minhas coxas! Acho que estou começando a me arrepender de ter dito sim.
- Obrigada... – eu disse sem graça.
- Bom, a recepcionista me explicou mais ou menos o caminho...
- É melhor irmos pelo GPS mesmo... – peguei meu celular, abri o GPS e coloquei o nome da pizzaria, logo já apareceu a rota. – Pronto! Vamos?
- Vamos...
Saímos do hotel e fomos seguindo as coordenadas do GPS.
- Tem certeza que não quer perguntar pra ninguém se esta certo esse GPS? Pode estar desatualizado. – o Justin dizia.
- Não... Deve estar certo sim...
Continuamos andando, ás vezes ele tentava colocar o braço ao redor dos meus ombros ou pegar na minha mão, mas eu me afastava. Só sei que não conseguimos chegar na pizzaria, a última coisa que me lembro foi de estar em uma boate, de tomar muita bebida alcoólica e do gosto do beijo do Justin.
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