Simplesmente Assim
9 Capítulo 9 - Agora Ferrou !
Notas iniciais
Dias depois...
—Você está diferente. – Luna terminava de passar o gloss rosado em seus lábios, quando escuta a voz de Nina e olha em direção a ela.
A morena de aparência tímida estar recostada da saleira da porta do quarto de Luna tendo um sorriso em direção a melhor amiga. Ela esperava Luna terminar de se arrumar para ir juntas assistir suas respectivas aulas naquela manhã na faculdade.
Retribuindo o sorriso, Luna responde fechando a tampa do gloss.
—Como assim diferente?
Nina não sabia como dizer o que mudou, pois há dias havia reparado algo diferente em Luna só não entendia o que poderia ser ou ter acontecido para tal coisa.
—Não sei... Eu vejo um brilho diferente em você. Parecer mais...
—Mais... — Luna incentiva Nina a terminar sua afirmação quando a mesma hesita no final da frase.
—Mais mulher... – Luna sorri achando engraçado, mas em seu interior sentia-se aflita pela observação de sua melhor amiga.
Não havia contado a Nina o que aconteceu entre Matteo e ela... Até tentou, mas sempre travava e falava outras coisas sem logica, pois tinha medo da reação da morena.
—Como assim? Eu sou mulher. Tenho peitos e uma vagina. – disse divertida.
Nina rolou seus olhos, mas acaba sorrido.
—Não estou falando disso sua boba. O que quero dizer é que aquela seu jeito puro desapareceu, e sua postura estar mais decidida e feminina... Se não te conhecesse, diria até que perdeu a virgindade. – Luna disfarça seu desconforto pela observação colocando um casaquinho dentro de sua mochila e virando rapidamente para pegar seus livros, para não se entregar. — Mas a questão é que, você esses dias está se vestindo diferente, se arrumando mais um pouco, mais atenta com tudo a sua volta.
É verdade. Desde o dia depois que ela havia se entregado a Matteo seus pensamentos mudou, Luna de uma maneira estranha via as coisas diferentes, sentia mais alegre como se houvesse esperança para cada manhã. Com isso decidiu também mudar seu estilo, não que andasse mal arrumada, mas era sempre o básico tendo nada de maquiagem, e no máximo um brilho labial.
—Isso é ruim? – Luna perguntou pegando suas coisas e caminhando até a porta do seu quarto na intenção de sair de lá.
Nina da passagem para a morena passar, mas responde indo também pegar suas coisas que deixou em cima do sofá ao vir conferir se Luna havia acabado de se arrumar para saírem.
—Não, não... Claro que não. Sua mudança repentina digamos que foi para melhor. E fico feliz que esteja assim... Mas estou curiosa pelo motivo dessa mudança, será que tem algo haver com alguma carinha?
Luna sorri achando cômico a linha de raciocínio de Nina, mas responde.
—Desde quando para mudar tem que ter algum cara no meio?
—Nesse ponto de vista, pode haver também outros motivos... No entanto, já vi varias coisas acontecerem com você e nenhuma delas lhe motivou a se arrumar e entre outras coisas. E como entendo um pouco disso, a maioria das garotas que se sente motivadas a ficarem bonitas é porque que quer ser vista por alguém especial.
—É mesmo minha amiga especialista a paqueras? Devo lhe informar que não tem nenhum cara que eu esteja interessada. – Luna zomba trancando a porta com as suas chaves ao saírem para irem a aula.
—É mesmo? Não conheceu ninguém por ai?- Nina não se convence.
—Não Nina...
—Serio? Eu nunca te vi assim nem mesmo quando namorava Simón.
Luna adota uma expressão de “tenha dó” encarando sua amiga enquanto desce para o segundo andar.
—Eu tinha motivo para ficar Nina? Pelo amor de Deus.
Nina solta uma gargalhada pela maneira que Luna responde. Realmente, a morena não tinha motivo para ficar feliz ou vaidosa para o seu ex-namorado por tudo o que ele fazia com ela. Sempre tendo a cara de pau de agir como se fosse o cara mais fiel e apaixonado.
—Tá, bom... Mas ainda sim é valido meu exemplo. Você nunca ficou assim antes, e só se arrumava um pouco quando havia alguma festa ou baile na escola...
Já caminhando na rua, Luna para de caminhar para encarar seria a sua amiga.
—Nina só porque quero andar um pouco melhor, isso não significa que tem haver com algum cara? Olha... – Luna vira em direção de uma vitrine podendo ver o seu reflexo de corpo inteiro.
Olhando sua imagem percebe o quanto está diferente... No lugar de seus jeans básico e uma camiseta com uma jaqueta e tênis, está um vestido com detalhes floridos numa altura padrão que não está muito longo ou curto, com caimento perfeito em seu corpo realçando sua cintura e seus seios médios, e nos pés uma sapatilha confortável. Com seus cabelos um pouco mais escovados e soltos e sua boca rosada deixa claro o quanto sua amiga está certa quando diz que ela está diferente...
Ela respira fundo se dando conta de que não poderia negar a esse detalhe... A imagem refletida na vitrine espelhada da loja não é de uma Luna desatenta a sua volta, que não liga muito para vaidade e sim, uma bela mulher feliz com certo brilho especial em seus olhos, resumidamente sensualmente atrativa.
—Vê o que falei? – Nina disse com um sorriso vitorioso ao notar que Luna chegou à mesma conclusão que ela.
Luna volta a encarar a amiga.
—Sim, eu vejo. Mas realmente não tem nada haver com ninguém... É uma mudança própria... – elas voltam a caminharem.
“Não tem nada haver com ninguém? Tem certeza?” – a voz em sua mente questiona.
Se não fosse como agir feito louca, Luna teria rolando os olhos com seus pensamentos. Por outro lado não poderia negar que toda a sua mudança tem haver com alguém... Desde que fez amor com Matteo, Luna no dia seguinte acordou se sentindo melhor, com um sentimento feliz fazendo com que ela enxergasse as coisas a sua volta.
Havia se passado uns dias desde o que aconteceu, e não voltou a ver o rapaz e tão pouco esbarrar com ele na faculdade. Na verdade nunca havia visto por lá ou esbarrado, com exceção de uma única vez quando saia da biblioteca. Desde então, Matteo não ligou para ela e nem ela para ele, mas não se sentia mal com isso, pois mesmo que o sentimento estranho e desconhecido dominou seu corpo e mente quando havia acordado e não encontrado Matteo ao seu lado, lembrava de que as coisas só estão acontecendo daquela forma porque ela mesma quis, e mais nada diferente. Então dispersava os tais sentimentos e mergulhava em outros que a deixavam mais leve e feliz.
—Eu não vou insistir... – disse Nina quebrando o silencio que se estendeu por alguns segundos. – Mas estou feliz por ver você assim.
Luna sorri e da um abraço em sua melhor amiga, mas seu coração se aperta em remoço por não conseguir contar a ela o que aconteceu dias atrás.
—Obrigada. – é tudo o que Luna disse para depois se afastar e continuar caminhando ao lado de Nina.
—Ah, Luna. Mudando de assunto... Eu vou demorar a chegar, porque me inscrevi numa palestra que será às duas da tarde de hoje...
—Okay... Sem problema.
Faltava pouco para as duas se separarem e irem cada uma para o seu lado, quando Luna vê dois rapazes bem bonitos e sorridentes vindo à mesma direção que elas. Seu coração acelera sem que entenda porque, obviamente porque a luz do sol refletindo em seu rosto a impediu que identificasse direito os rostos dos rapazes, mas não demorou muito para conseguir vê-los e seu coração se acalmar.
Não era quem Luna pensou ser, apesar de que involuntariamente a morena passou a observar mais as pessoas na intenção de quem sabe ver a pessoa que queria ver, mesmo que não admitisse para si mesma. Sendo assim, Luna não teve como evitar que tenha dado entender interesse por manter seu olhar para os rapazes.
Eles mantinham o típico sorriso de um cara quando nota um olhar de uma garota para ele.
—Bom dia gata... – um deles disse sedutoramente passando ao lado de Luna. Nina sorri com a cena vendo dois caras gatos olhando para sua amiga com interesse. Não que nenhum cara tenha se interessado por Luna, mas estar sempre mostrou alheia e impossível de que chegue até ela que esse tipo de situação nunca acontecia, somente nas poucas vezes que Luna se permitia em trocar simples beijos com alguém numa balada.
—Bom dia... – Luna respondeu com o mesmo sorriso e tonalidade de voz. Mesmo que estivesse numa boa distancia continuou a olhar os rapazes que a olhava também.
—É... Parece que um buque de rosas se desabrochou... – Nina comenta divertida recostando seu ombro no de Luna dando um empurrãozinho camarada.
Luna dando uma deliciosa gargalhada balança a cabeça numa negação positiva respondendo.
—Boba...
(***)
No mesmo dia e fim de tarde...
Matteo está sentando na beirada da cama, olhando para o pequeno monte cuja soma é o mesmo valor do que dias atrás havia precisado para pagar sua parte no aluguel do apartamento. Sorriu em ironia, vendo o quanto o detalhe de dias de diferença fez com que ele escolhesse a opção que havia se recusado mesmo que foi proposto num momento que não havia necessidade.
Acabara de receber a sua quinzena semanal. Já havia separado o valor a qual teria que economizar até que seu pai depositasse o valor do mês para os estudos e umas despesa que auxilia, e agora tinha em mãos o valor a qual estava decidido a devolver uma pessoa.
Por mais que ele tenha aceitado fazer amor com Luna na intensão de conseguir o dinheiro para pagar sua divida, não conseguiu se sentir bem mesmo aliviado por não deixar Gastón na mão com o aluguel... Porem sua mente não aceitava receber dinheiro para dar prazer. Não tinha nada contra para quem fazia, além do mais havia caras na faculdade que trabalhava assim saindo com mulheres casadas, velhas e ricas para conseguir bancar suas despesas durante a faculdade. Matteo uma vez até foi tentado ser convencido a ser um garoto de programa quando viram o seu potencial de conquistar mulheres. Mas não, se recusou porque não precisava ter alguém na cama por dinheiro, e ainda tinha saúde para trabalhar e adquirir uma grana a mais.
Mesmo sendo um momento de necessidade, ainda não acredita no que fez, mesmo que tenha gostado de está com Luna naquela forma.. Ele ainda sentia seu cheiro, seu gosto e não poderia deixar que um detalhe vil tirasse o prazer daquele momento. Então, sabendo que receberia sua quinzena estava decidido a devolver o dinheiro para Luna, claro que não é o mesmo, mas é o mesmo valor.
No entanto, lhe faltava à coragem de ir até ela. Ele ri de si mesmo, por está agindo feito um moleque com medo de levar um fora da garota que gosta. Não era que estivesse apaixonado por Luna, além do mais nunca se apaixonou e tão pouco por uma garota que fez amor pela única e primeira vez. Por outro lado ele gostava de uma forma diferente do que já gostou de alguma garota... No entanto...
Depois que foi embora somente deixando um bilhete para ela após fizerem amor, Matteo não teve coragem de procura-la, ligar, ou até mesmo ir ao apartamento dela saber se estava tudo bem... Claro que se preocupava, e mesmo que Luna tenha querido que fosse daquela maneira, não aceitava o fato de deixar uma mulher que acaba de fazer amor sendo sua primeira vez sem ao menos ter feito o que sempre fez com as garotas que saiu.
Tão pouco Luna o ligou para brigar ou reclamar com ele dando a entender que tudo está perfeito como queria. Seja como fosse, Matteo sabe que teria de deixar aquela ridícula insegurança de lado e ir procura-la, pois se queria devolver o dinheiro não era sentado sem fazer nada que faria.
Sem mais enrolação, Matteo levanta da cama indo até sua escrivaninha pegando o mesmo envelope que Luna usou para por o dinheiro que deu a ele e colocando a nova quantia ali para em seguida colocar em seu bolso.
Saindo do quarto, ele para por um segundo pensando se deveria ligar primeiro avisando que estava indo. Matteo ainda tinha o número de Luna, na verdade havia colocado em seus contatos, mas não sabendo se ela aceitaria de boa, decidiu ir direto e arcaria com as consequências disso, pois no máximo daria de cara na porta.
Como Gastón ainda não havia chegado do trabalho, Matteo sai do apartamento sem precisar dar satisfação a ninguém. Então tranca a porta e logo indo até a escada descendo rapidamente até o segundo andar.
Minutos depois, Matteo para por alguns segundos sua caminhada já estando de frente ao pequeno prédio que dias atrás esteve ali pela ultima vez... Sem esperar que fosse visto, Matteo abri a porta dando graças a Deus que nenhuma das garotas que tenha ficado e por coincidência moram ali estivesse por perto. Não queria conversar com nenhuma delas por obrigação para manter o segredo de que tenha ficado com Luna, quando não era de seu feitio dizer sobre as mulheres com quem fica.
Subiu as escadas em dois em dois degraus, até chegar à porta desejada. Respirou fundo e tocou a campainha.
Ding dong...
Do outro lado ele escuta passos de que alguém se aproxima do pedaço de madeira...
(***)
Luna franziu a testa sem entender quem poderia ser. Sabia que não poderia ser Jim ou Yam por que estas estão envolvidas em um trabalho em que tem que apresentar um figurino original essa semana, e por conta disso passam a tarde toda no atelier para alunos de moda e designer, e sendo assim estão só se falando pelo watts app quando tem tempo. E quanto a Nina, não disse à hora que voltaria mesmo que palestras geralmente duram uma hora no máximo. Não poderia ser alguma das meninas do prédio, pois é muito raro uma delas tocar a campainha para pedir algo... Sem saber de quem poderia ser, Luna caminha rapidamente para conferir quem seria no olho magico.
Ficou na ponta dos pés e aproxima seu olho direito no pequeno buraco. Ao ver o rosto de quem era seu coração acelerou.
—Não pode ser. – ela sussurrou para si mesma voltando à posição normal com seus pés no chão.
Mesmo entorpecida pelo choque, Luna se força a abrir a porta. Assim que destranca a fechadura abrindo a porta, ela se depara com um Matteo lindo e gostoso como sempre tendo aquele sorriso de um milhão em seus lábios...
—Oi. – ele disse mantendo o sorriso.
Luna sabia que sua cara deveria está bem engraçada, motivando ele rir dela embora estar claro que ele não sorri pela sua expressão estranha.
—O QUE FAZ AQUI? – a voz dela sai um pouco alta demais pelo nervosismo de vê-lo ali diante dela. Não era nervosismo de irritação e sim de surpresa.
Ela pode ver o sorriso de Matteo morrer ao escutar sua pergunta, e a morena morde seu lábio inferior se arrependendo. Não queria ser grossa com ele, tão pouco ter o mesmo comportamento que teve quando procurou.
—Me desculpa. Não sabia que te incomodaria... Eu só vim...
“Oh, merda” – ela esbravejou a si mesma.
—NÃO. – ela se interrompe por ver que voltou a falar mais alto e contem a voz. – Quer dizer, eu não me incomodo... E-eu fiquei surpresa, mas não estou chateada por que veio... Legal... Você quer entrar, eu...
“Para de tagarelar sua retardada”
Matteo sorri novamente, mas nega.
—Não, obrigada. Na verdade, só vim te devolver isso. – ele estende o envelope em sua mão para que Luna o pegue.
Ela observa o objeto com a testa franzida, mas antes de pegá-lo volta a olhar para Matteo.
—O que é isso? – perguntou confusa ainda não pegando o envelope.
Matteo encolhe um pouco os ombros, mas não hesita em responder.
—É o dinheiro do seu agradecimento – ele falou com aspas na ultima palavra. — Estou te devolvendo.
Seria e ainda com a testa franzida, Luna pega o envelope olhando o interior e vendo que realmente era a mesma soma em dinheiro.
Ela balança negativamente sua cabeça voltando a olhar Matteo dizendo.
—Mas porque está devolvendo? É seu...
—Não... Não é... – ele a interrompeu.
—Eu não estou entendendo mais nada. Você queria... Disse...
—Ei, ei... Calma. – ele a interrompe novamente. Recostado na saleira da porta descontraído com uma das mãos no bolso, e começa a explicar. – Luna quando eu recusei o que me pediu dizendo que me pagaria, eu falei serio que poderia ter feito sem precisar me pagar. Quando aquele dia te liguei por mudar de ideia foi porque precisava de dinheiro para pagar o aluguel, pelo menos a minha parte já que divido com o meu amigo, e como não havia conseguido um adiantamento no meu trabalho e nem outra forma, só o que me restou foram duas coisas. Pedir pinico a meu pai ou aceitar o seu pedido... Então escolhi a opção mais prazerosa e não a que me renderia dor de cabeça por conta de sermões de irresponsabilidade. Mas ainda sim não me sentiria bem pela forma que aceitei, então decidi esperar receber o meu pagamento na quinzena para te devolver o que me deu... Considere que foi um empréstimo entre amigos e fazermos amor foi só algo desejado por um homem e uma mulher...
A maneira sensual que Matteo expressou “ fazer amor” fez com que Luna sentisse seus mamilos ficarem rijos e sua cavidade intimar contrair em desejo por ser preenchida.
Luna se esforçou para não deixar transparecer o que aquelas palavras tiveram reação em seu corpo, então só manteve seus olhos nos dele por alguns segundo... No entanto, foi como se tivessem presos em uma dimensão que poderia ver toda a cena do dia em que fizeram amor.
“Helooo, ele é Matteo Balsano... O homem de todas as mulheres... Desse das nuvens...” – a maldita voz voltou a falar debochando na mente de Luna.
Ela engole a seco voltando à realidade piscando seus olhos. Abriu um sorriso gentil, pois mesmo que seus sentimentos estivessem confusos naquele momento, não iria deixar que Matteo percebesse o que de alguma maneira ele está lhe afetando. E de certa forma sua consciência dizia a verdade, não adianta deixar certos sentimentos atrativos bagunçar sua mente quando entre ela e Matteo não irá rolar mais nada... Pode até rolar uma segunda vez, mas mesmo assim não quer. E como Yam disse: para que experimenta o que só se pode comer uma vez. E no seu caso, ela já experimentou então não rolara... E tem que aceitar esse fato.
Luna abre um sorriso maior que nunca fez para Matteo olhando em seus olhos dizendo.
—Obrigada. E me desculpe por ter te tratado como se fosse alguém sem caráter e amor próprio.
—Esquece... Coisas ruins devem ser deixadas de lado. – ele afasta seu corpo da saleira ao terminar de responder. – Bem, acho que vou indo. Nos vemos por ai...
Luna reflete um pouco, embora não sabia dizer se realmente eles voltariam a se ver já que até antes dela ir até ele pedir que tirasse sua virgindade, nunca havia reparado em sua presença. Mas não iria dizer ao contrario a ele.
—Nos vemos por ai. – ela sussurrou e se aproxima automaticamente em um ato natural para lhe dar um abraço.
“Serio?” – sua consciência falou ironicamente.
“Cala a boca, porra”. — e Luna responde mentalmente a ela.
Matteo não hesitou em retribuir o abraço de Luna, porque não havia nada de mal naquele ato, pois quantas vezes abraçou uma garota tentando resistir à vontade de agarra-la e arrancar suas roupas e fazer amor loucamente com ela? Talvez naquele momento pela primeira vez por sentir tão atraído pela morena em seus braços.
Luna de alguma maneira não queria deixar os braços de Matteo, mas se forçou porque ficou tempo demais abraçada com ele, e aos poucos que foi se afastando sentiu o rosto dele roçar no seu até que os lábios dele tocaram no canto de sua boca. Ela fechou seus olhos desfrutando a sensação de senti-lo quase a beijá-la...
—Com licença? – Luna e Matteo se afastam bruscamente desconcertados pela interrupção.
Matteo olha para a garota morena reconhecendo-a, mesmo não tendo falado diretamente com ela. Luna não sabia onde enfiar a cara, pois Nina intercalava seu olhar confuso em direção a Matteo e um olhar questionador de que precisa resposta para amiga.
—Oi. – Matteo cumprimentou tranquilamente para Nina.
—Oi. – ela respondeu.
Dois segundo de silencio constrangedor, então Matteo resolve quebrar o silencio.
—Bom Luna. Vou indo... Tchau.
Luna olha sem graça para ele, mas força a responder.
—Er... T-tchau. – gaguejou.
Nina ainda do lado de fora se afasta dando passagem para que Matteo passasse para ir embora.
Assim que ele desce as escadas, Nina olha seria para Luna e entra rapidamente no apartamento. Luna percebe que está em um beco sem saída porque por mais que tenha protelado para contar a sua amiga sobre o que aconteceu entre Matteo e ela, agora os tendo pegando abraçados ali, não teria escapatória.
Luna fecha a porta e gira seu corpo pronta para ir atrás da Nina, mas esta estar parada nomeio da sala a encarando com a mão direita na cintura numa postura seria.
—Poderia me explicar, porque você e Matteo Balsano, o cara mais mulherengo da faculdade estavam abraçados na porta do nosso apartamento?
—Agora ferrou! – ela murmura para si mesma respirando fundo.
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