Simplesmente Assim
6 Capítulo 6 - Decisão.
Notas iniciais
Domingo, 06h37min da manhã...
É algo absurdamente ilógico alguém está acordado em pleno domingo àquela hora da manhã. No entanto, não tão ilógico para uma pessoa. Matteo desde que chegou do trabalho na madrugada de sábado para domingo não havia conseguido dormir direito, rolava de um lado para o outro e nada de sono vir. Sua preocupação era tanta que não conseguia nem contar carneirinhos para dormir... Em algum momento ele até conseguiu cochilar, mas acabava acordando sem sucesso para dormir novamente.
Matteo enrolou o quanto pode, mas quando relógio marcou 07h46min da manhã, desistiu de tentar dormir e se levantou indo até o banheiro para tomar um banho frio. Seus pensamentos ainda fervilhavam, pois está mais que preocupado do que poderia está, porque para seu total azar, não havia conseguido juntar a quantia exata que cabe sua parte para pagar o aluguel. O movimento neste fim de semana na boate foi bastante fraco e o pouco que lucraram foi entorno do pagamento com cartões de credito. Parecia que um complô de todos os clientes na intenção de ferrar até o dono da boate que precisa de dinheiro vivo para movimentar. Porem Tino não podia proibir que os poucos clientes pagassem com seus cartões, pois querendo ou não, no prazo de um mês o valor pago caia na conta a qual recebia todos os valores pagos no cartão. Tudo bem que isso não era motivo de afetar ou impedir que os clientes deixassem suas gorjetas para ele ainda que seja um valor bem mais inferior do que é acostumado a receber. No entanto, até isso foi afetado. Mesmo assim, Matteo procurou sempre ser agradável tratando bem os clientes ainda que muitas vezes se sentiu motivado a manda-lo tomar um rumo nada agravável quando perguntavam se poderiam incluir a gorjeta no pagamento em cartão. No entanto, no final de tudo ele dava seu melhor sorriso e agradecia dizendo que não precisava. Além do mais, ele precisava era de dinheiro vivo naquele exato momento e não daqui a um mês...
Gastón ainda dormia, e sendo domingo sempre acordava já no horário do almoço. Para Matteo não era diferente, só que por conta de não ter o dinheiro para dar ao amigo que irá pagar o aluguel, isso o deixou tenso e preocupado para conseguir dormir normalmente.
—Tenho que fazer algo. – ele disse para si mesmo desligando o chuveiro pegando a toalha para se secar. – Preciso ter esse dinheiro até a noite...
Sim, ele tem, mas não sabe como fazer. Todas as coisas possíveis Matteo tinha feito, mas não sabia o que fazer...
As horas foram passando enquanto tentava encontrar uma ideia para solucionar seu problema, procurou alguma coisa para comer, zapeou os canais da TV até encontrar algo interessante para se ver na esperança de ter uma luz. No entanto, já se passava das nove da manhã e nada, nenhuma ideia.
Matteo desliga a TV irritado voltando para o seu quarto, lá ele começa a andar de um lado para o outro voltando a falar com si mesmo.
—Eu não vou pedir dinheiro para o meu pai, e mesmo que fizesse, o dinheiro só cairia amanhã na conta e preciso hoje... O que me resta é me prostituir, eu acho... Não... Não vou fazer isso também. Deve ter algo que possa fazer...
Seu desespero para ter o dinheiro e pagar o aluguel era tanta que sem perceber a imagem do rosto de Luna invadiu os seus pensamentos.
—Não vou me prostituir... Não sou garoto de programa, eu não vou... – ele repetiu aquela negação como se quisesse se convencer de que realmente não faria, mas à medida que seus pensamentos iam recordando do pedido de Luna e de seus argumentos para convencê-lo e até enfatizando que pagaria pelo favor... Não... Daria a ele determinado valor justo em gratidão.
Sem se dar conta, parou de falar começando a cogitar a possibilidade de aceitar atender ao pedido da morena... Até porque por mais que seu orgulho tenha sido ferido por Luna com sua atitude fria, ainda sim fazer amor com ela e tirando a virgindade, seria mais prazeroso mesmo sendo em troca de dinheiro, ou seja, melhor que pedir pinico para seu pai e ter que suportar seus sermões de que ele não consegue administrar seu dinheiro...
—Foda-se! Vou pro inferno mesmo. – ele diz por fim pegando sua carteira onde colocou o papel que Luna anotou seu número de contato caso ele mudasse de ideia.
No dia, nem ele mesmo entendeu porque havia pegado o papel mesmo depois de tê-lo amassado, dizendo a Luna que não faria nada com ela, nem pago e nem de graça. Como também não conseguiu jogá-lo fora depois quando abriu a carteira e via o papel tendo o desejo de fazer, mas no fim deixava no mesmo lugar e fechava a carteira. Agora, entendia porque nunca conseguiu jogar o papel fora, como se de alguma maneira algo faria mudar de ideia, e que na ocasião é que precisa de dinheiro. Só espera que Luna ainda não tenha mudado de ideia...
Matteo pega o celular e começa a digitar os números e ao terminar aperta a tecla ligar... Começa a tocar do outro lado da linha... Primeiro toque, segundo, terceiro, quarto, quinto e...
—Alo?
(***)
Luna acaba de tomar seu café da manhã e ao colocar o prato e sua caneca dentro da pia e pega a esponja para lavar a pequena louça. O apartamento estava bem limpo, pois no dia anterior Nina e ela fizeram uma faxina em cada cômodo, e assim conseguindo terminar tudo antes do final da tarde. Sozinha no apartamento já que Nina saiu bem cedo para ir à casa de seu pai almoçar com ele e sua namorada, Luna estava na duvida se voltava para cama ou começava assistir os episódios de algumas de suas series favoritas, e vendo que não estava mais com sono decidiu voltar para o seu quarto e termina de arrumar a cama e depois começar a maratona de series.
Ela começa a caminha em direção do quarto quando escuta seu celular tocar. Como havia deixado o aparelho no quarto, se apressa em atender. Ao pegar o celular percebe ser um número desconhecido, mas ainda sim decide atender.
—Alo? – ela falou curiosa para saber quem seria.
Do outro lado da linha passa dois ou três segundos e ninguém responde.
—Alo? Dá pra dizer quem é? Porque tá chato esse silêncio... – insiste.
—Oi, er... Sou eu. Matteo. — ele finalmente responde. Não sabia o que aconteceu quando escutou a voz de Luna, travou na hora. Além do mais, Matteo estava passando por cima de seu orgulho para está a fazer o que se negou.
Luna sente o seu coração acelerar, pois não esperava que pudesse ser ele... Além do mais nunca imaginou que Matteo ligaria, ainda mais depois de ter amassado o papel que havia colocado seu número para ele ligar se caso mudasse de ideia, e fazendo isso em seguida disse com todas as letras que sua resposta era não e continuaria sendo. Conformada, não insistiu mais e foi embora na certeza de que não o veria ou falaria com ele, e começou contrariando todos os seus achas quando esbarrou dias atrás nele e trocaram duas palavras insignificantes, e agora contrariando mais, Matteo liga para ela.
Só havia uma razão para ele ter ligado, e isso fez com que Luna engolisse a seco antes de voltar a falar e seu coração ficar mais acelerado.
—Matteo... Porque está me ligando? – ela perguntou decidida a não mencionar o que acredita o que seja, e esperar que ele confirme.
—Eu pensei em seu pedido e se ainda quiser, eu topo.
Dessa vez ela abriu os seus olhos em surpresa por mais que imaginasse que fosse exatamente o que pensou. Apesar de titubear varias vezes sobre sua decisão de ficar com alguém cuja não apeteça de quaisquer sentimentos ou tenha vinculo, não havia desistido, somente decidiu esperar mais um pouco e ver se acontecesse naturalmente e casualmente com alguém, já que não seria como planejou no começo colocando Matteo no meio. No entanto agora, há grande chance de seu plano inicial ser consumado.
—Você topa? Tem certeza? Parecia tão decidido em não fazer... – Luna pergunta ainda incrédula pela mudança de ideia de Matteo.
—É... Na hora fique meio confuso, porque nunca uma garota veio me pedir do jeito que você fez para fazer um favor...— ele mentiu. – Mas você tinha razão... Não poderia dar uma resposta imediata, e o melhor foi pensar com calma e no fim te entendo, e não custa nada fazer.
Matteo não iria admitir a verdadeira razão por ter decidido faze o favor para ela, embora que Luna fosse perceber a verdadeira razão quando perguntasse sobre o valor que irá dá-lo.
—É... Nada melhor que pensamentos limpos e não precipitados. — é tudo o que ela disse.
—Luna... Antes de tudo queria saber da gratificação. De quanto será...
Em seu estado normal, Luna ergue uma das suas sobrancelha em reação a pergunta de Matteo. Ficou obvio a verdadeira razão por ele ter jogado seu orgulho na privada e dado descarga por está precisando de dinheiro. Como Luna sempre fez economia, havia juntando uma boa quantia em dinheiro na intenção de comprar um carro para sua melhor locomoção. No entanto, não ficou decepcionada ou ofendida com a verdade, ate porque ela mesma disse que o pagaria pela ajuda.
—E quanto você quer receber? — ela pergunta torcendo que não seja um valor maior do que tenha.
Matteo começou a achar que Luna não tinha dinheiro algum para pagar, além do mais a maioria das garotas da faculdade geralmente gastavam mais do que devia, e mesmo que não parecesse, poderia ser o caso de Luna também.
— 500 pratas...
Luna fica aliviada pela quantia, e por sorte tem até um pouco mais desse valor guardado ali com ela, porque ainda não havia tido tempo de ir ao banco depositar.
—Perfeito. Minha gratidão será este valor como deseja. – ela respondeu tranquilamente.
Não confiando em Luna, Matteo decide se certificar que ela não o engane.
—Beleza, mas quero que me agradeça antes de fazer o favor a você. Tudo bem?
Luna acha estranho e também desconfia que ele possa está querendo enganá-la. Porem lembra que Matteo se está fazendo isso mesmo tendo mostrado que jamais aceitaria, é porque realmente precisa e possa está querendo receber antes achando que ela o engane. Seja como for fará como ele deseja...
—Como quiser. –disse concordando.
Surpreso por Luna ter concordado, meio que fica em silencio por um segundo antes de voltar a falar.
—Então que horas quer que eu pegue você? Ou prefere se encontrar comigo para que possamos ir...
—Não, não... Nada disso. – ela o interrompe. – Anota o meu endereço e venha que estarei te esperando.
Luna não queria arriscar em ir a um lugar desconhecido. E apesar de nunca ter escutado que o rapaz tenha feito algo ruim com alguém, não sabia se poderia ser diferente com ela e a enganasse. Então prefere que Matteo venha a seu apartamento do que ir a qualquer lugar.
Matteo não importa que seja no apartamento dela, contanto que cumpre em dá-lo o dinheiro assim que chegar.
—Okay. Pode falar. – ele fala já com caneta e papel na mão.
Luna fala o endereço, e Matteo meio que reconheço o lugar, ate porque já esteve ali uma ou duas vezes para ficar com um ou duas garotas que vivem ali.
—Não se atrase. – ela pede por fim.
—Pode deixar... Que horas quer que chegue ai?
—Bem... – ela olha para o aparelho DVD que tem no quarto e vê que já são 09h20min. – Agora.
Matteo arregala os olhos achando que havia escutado errado.
—O que? Agora? Por quê?
Luna dar de ombro.
—Porque minha amiga foi almoçar com o pai e a namorada dele e só vai chegar ao começo da noite. Como estou sozinha, haverá tempo o suficiente para fazer o que tem que fazer, tomar um banho e sair contente com minha gratidão nas mãos antes mesmo de chegar a tarde ou certamente antes do almoço.
Matteo não sabia o que dizer, porque por essa não esperava... Não que fosse motivo para desistir, mas a forma como ela agia até mesmo pelo telefone o chocava. Então se era assim que Luna quer, ele fará.
—Tudo bem... No máximo meia hora estarei ai. Não é tão longe de onde moro.
—Perfeito. Estarei te esperando... Até daqui apouco.
—Até... – ele mal consegue terminar de falar e escuta a linha ficar muda, pois Luna havia desligado.
Luna respira fundo tentando pensar o que fará nesse momento. Matteo aceitou tirar sua virgindade e em meia hora estará à porta de seu apartamento pronto para atender o seu pedido. Não tendo muito que fazer a morena decide arrumar rapidamente sua cama pelo menos para ficar apresentável para o que iria acontecer em cima dela. Como seu quarto e o apartamento estão limpos não tinha o que ser preocupar com mais nada, então foi até sua cômoda pegando duas toalhas limpas, uma para ela usar em seguida e outra para Matteo usar depois que terminasse e quisesse tomar banho. Com as toalhas em mãos e já saindo do quarto lembrou que ainda faltava pegar mais algo.
Deixou as toalhas na beirada da cama e voltou até a cômoda abrindo a gaveta que guarda suas roupas intimas. Não era porque seria um acontecimento calculado e premeditado sem nenhuma intenção romântica que usaria algo broxante. Além do mais, como tudo começou de maneira errada não saberia qual seria o animo de Matteo, então seria bom deixar as coisas bem mais lave.
Luna olha seus conjuntos de sutiãs e calcinhas, mas encontrou nada ali que lhe apetecesse ou ideal para a ocasião até que avistou algo que seria apropriada. Ainda não havia usado aquela peça, e lembrou que havia ganhado de Simón antes de dar um tempo em seu namoro. Insistido para ela comprar e como se negou, Simón mesmo assim comprou lhe presenteando. Seu ex havia aproveitado que estava voltando para fazer um show com a banda numa cidade próxima a que ela vive, e como a morena precisava comprar umas coisas, Simón lhe acompanhou e no meio disso Luna lembrou em voz alta que tinha de comprar calcinhas e sutiãs, no entanto ela não faria isso com seu namorado, mas ele parecia está excitado pela ideia e a puxou para a primeira loja de lingerie que encontraram...
—Amor, porque não leva esse aqui? – Simón tem em mãos um cabide com uma espécie de minúscula camisola que não tampava quase nada acompanhada de uma calcinha que não daria para definir qual era à frente ou atrás.
—Não mesmo... – ela nega dando as costas para ele indo procurar sutiãs.
Simón não aceitou a resposta, e insiste.
—Okay, não precisa comprar. Eu dou de presente para você... Considere como uns dos presentes do dia dos namorados antecipado. – o sorriso dele era bem malicioso ao dizer.
Luna abre a boca chocada por ele querer que ela use aquele pedaço de pano. Não era algo vulgar, e até bem sex, mas ela não via motivo algum para ter uma coisa como aquela se não usaria por não haver motivo algum para usar.
—Bom, se quer me dar um presente, me de outra coisa... Isso vai ficar mofando em minha gaveta já que não tenho porque e pra que usar.
Não desmotivado, Simón mantendo seu sorriso leve e sedutor aproxima dela, a puxando para seu corpo colar ao dele e dar um beijo. Luna cede correspondendo, e ele deixa seus lábios distribuindo selinhos no seu rosto até chegar ao lóbulo da orelha dela e sussurra sedutoramente.
—Usa para mim... – ele da uma mordida leve em sua orelha. — Vou amar ver você vestida com essa peça na nossa primeira vez.
Bom, foi o ponto em que ele tocou que Luna se afasta.
—Simón, já conversamos sobre isso... E acho...
—Eu sei. – ele a interrompe um pouco irritado. Na verdade, Simón já não aguentava mais essa insistência dela não querer fazer amor com ele. – Você ainda não está preparada... Mas ficará? Luna namoramos a mais de dois anos e nada... Eu amo você e te desejo demais da conta e não estou aguentando... Você agora mora sozinha, está na faculdade, sua vida mudou e será que não pode se estender a nossa relação? Pelo menos estando viajando com a banda e não nos encontrando muito dá para segurar, mas assim perto de você eu fico louco de desejo. Estou cansado de ficar só no sexo oral, eu quero mais um pouco.
“É claro que você suporta quando está longe, porque tem outra vagina pra enfiar seu pinto” – ela pensou, mas não disse em voz alta...
Luna respira fundo refletindo o desabafo do rapaz, não que fosse ceder seus anseios, mas o máximo que conseguiu evoluir em sua intimidade foi em fazer sexo oral nele até que gozasse em sua boca, e nada mais além. Por outro lado estando certa de que não iria ceder ao moreno, não custou aceitar a bendita camisola que ele queria dar a ela de presente.
—Okay, eu aceito a camisola para usar quando tivermos a primeira vez. Só não me pressione, por favor, para que seja logo. – ela disse calmamente vendo a expressão do namorado mudar de aborrecimento para alegria e esperança.
Luna balança a cabeça para afastar aquelas lembranças. Não queria se sentir mal por querer usar aquela peça para perder a virgindade com Matteo ao invés de Simón que comprou unicamente para que usasse com ele. Além do mais se nunca transou com seu ex-namorado foi pela razão de sua infidelidade descarada, que ao mesmo tempo em que declarava seu amor e respeito por ela outrora lhe traia sem pestanejar. Usar algo que Simón presenteou com outro é pouco para o que fez com ela.
Decidida Luna pega a peça e fecha a gaveta para em seguida voltar a pegar as toalhas. Já no banheiro ela coloca a toalha que seria para o uso de Matteo em cima da bancada da pia junto com a sua e a camisola minúscula. Uma peça bem bonita na cor que realça a pele alva dela. Não era vermelho sangue, e sim um tom rosado...
Luna tira a roupa que usa e entra no box e abri o chuveiro, enquanto não deixa a água molhar seu corpo, faz um coque em seus cabelos para que não molhasse. Tudo certo, pega uma esponja e derrama um pouco de sabonete liquido aroma morango e champanhe. Como não poderia demorar muito com o banho, apressou um pouco o ritual. Ela observa sua parte intima para ver se a depilação ainda está vermelha por conta da irritação inicial. Bufou não acreditando que havia permitido ser convencia a depilar totalmente seus pelos pubianos deixando sua intimidade completamente lisa.
Segundo Jim, é bem melhor assim para a higiene como também na hora do sexo, que fica mais sensível deliciosamente ao contato... Embora não imaginando que Matteo aceitaria fazer amor com ela, ainda sim aceitou a sugestão da amiga quando havia dois dias atrás ido com ela fazer a depilação habitual.
Não tendo de se preocupar com esse detalhe, Luna termina seu banho e sai do chuveiro. Se seca rapidamente e coloca a calcinha e na sequencia a minúscula camisola. Como o espelho que há no banheiro é de um tamanho proporcional para que se possa ver boa parte de corpo inteiro, Luna observa sua imagem e percebe que a peça ficou bem acentuada em seu corpo. Seus seios médios e redondos ficaram ainda mais modelados com a renda os cobrindo, sua cintura, quadris também... Tudo bem sedutoramente valorizados pela aquela peça. Não que o corpo de Luna precisasse de algo para deixa-lo mais bonito, era o que era naturalmente e a camisola só proporcionou que mostrasse toda beleza a qual diariamente é coberta por camisetas, jeans e casaquinhos quando está frio o tempo.
Contente como que vê Luna pega a sua toalha e joga no sexto de roupa suja e escova os dentes, em seguida sai do banheiro. No quarto ela percebe que não ficaria legal atender a porta quando Matteo chegar vestida daquele jeito, seria como dizer: por favor me coma. Mesmo que ele tenha ido ali para fazer isso. Ainda sim haveria tempo para ele apreciar aquela paisagem, então Luna lembra que com a camisola veio também um pequeno hobby de seda um pouco maior que a camisola com mangas curtas, então buscou a peça para coloca-la.
Com o seu corpo agora coberto pela seda, pega sua escova para pentear seu cabelo. Ela opta em deixar ele amarrado em um coque frouxo e alguns fios soltos, ainda que não ficasse assim depois que começasse os preliminares. Borrifou um pouco de seu perfume no pulso e uma gota debaixo de cada orelha e também coloca um pouco de batom da cor dos seus lábios para realça-los... Vendo que estava tudo perfeito, Luna pega o seu celular para conferir se havia recebido alguma mensagem e a hora. Agora faltavam cinco minutos para completar a meia hora que Matteo calculou para chegar até ali, então faltando uma ultima coisa a fazer, ela vai ate seu guarda roupa e pega uma caixinha de madeira que está trancada com um cadeado com senha. Ela desliza seu polegar na superfície do cadeado para emparelhar os quatro números da senha que abrira o objeto. Fazendo isso abre a caixa rapidamente pegando o dinheiro que guardava ali... Contou cada nota até chegar à quantia que precisa para entregar a Matteo, tendo o valor correto em mãos ela separa e coloca o que sobrou novamente na caixa e trancando novamente a recolocando dentro de seu guarda roupa.
Luna não estava preocupada por aquele valor lhe faria falta, até porque se conseguiu juntar mais do que aquele valor que está depositada em sua conta, o que significa que demoraria mais um pouco em alcançar o valor justo para comprar um carro como pretende. Além do mais não era o tipo de pessoa que se arrepende quando diz que fará algo e se disse que pagaria Matteo pelo favor, ela faria sem arrependimentos.
Pegando um envelope, Luna coloca o dinheiro no interior e fecha a borda.
Ding dong...
A campainha toca, e Luna automaticamente engole a seco e seu coração acelera. Não que estivesse insegura, mas que faltava pouco para dar adeus a sai virgindade.
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