Simplesmente Assim
18 Capítulo 18 - Descoberta.
Notas iniciais
Luna geme intensamente o sentindo introduzir cada polegada do membro pulsante em seu interior. É a terceira vez que estão fazendo amor... Luna não sabia o que dizer de tanto desejo que sente por está com Matteo. Naquele momento já nem mais se lembrava de como foi ruim seu encontro com Simón, na verdade nem lembrava de seu ex desde que entrou naquele quarto ao ver Matteo.
Matteo não é tão diferente de Luna e acaba também se entregando ao mesmo desejo. Os dois em uma sincronia perfeita se encaixam movendo seus corpos no ritmo prefeito, até que ambos chegaram ao seu limite.
Ofegantes tentam manter seus lábios unidos e isso somente demostra o quanto querem um ao outro, no entanto, tanto Matteo quanto Luna não sentiam preparados para assumir o que verdadeiramente sente. Matteo é porque teme que uma relação mais séria possa explodir um apocalipse de mulheres despeitadas tentando atrapalhar o seu namoro com Luna, e se já tem sido difícil mesmo mantendo aparência de amizade com ela, imagine se namorando? E Luna por sua vez, porque acredita que Matteo nunca teve interesse de convertê-la de ficante fixa para namorada, e mesmo eles ficando com bastante frequência ainda sim não via a relação entre eles como um namoro, e sim uma liberdade do rapaz de poder ficar com ela quando quiser e com outras se apetece-lo. Ainda sim, mesmo com toda a insegurança, preferem deixar as coisas rolarem porque gostam de está um com o outro.
Matteo dá alguns selinhos nos lábios macios de Luna até que se afasta um pouco para olhá-la.
—Você fica tão linda assim... — ele sussurrou sorrindo em vê-la de olhos fechados, lábios inchados e entre aberto e seu rosto corado...
Luna sorri sentindo o seu coração se encher de alegria por ouvir aquelas palavras dele, não que Matteo sempre agia assim, mas porque gosta de cada palavra sincera vinda dele em elogio. No entanto, por mais que ela quisesse continuar ali a realidade insistia em fazê-la cair na real e que não poderia ficar mais um pouco com ele.
—Isso é para me convencer a ficar mais um pouco? – ela perguntou lembrando que disse a Matteo antes de começarem a fazer amor pela terceira vez que precisava ir embora.
Sorrindo safadamente travesso, ele responde.
—Não sei... Será? – ele volta a beijá-la, mas é um beijo breve.
—É serio. – Luna fala. – Eu realmente queria ficar, mas amanhã ainda tem aula e minhas coisas estão todas no meu apartamento.
—Isso não é problema, é só acordar um pouco mais cedo e ir buscar. Lembre-se que não mora tão longe daqui.
—Sei... Uns vinte ou quinze minutos... — ela rebate sorrindo ironicamente. –Mas não. Vou para casa.
Matteo faz um muxoxo de garoto pidão.
—Não quer ficar comigo? Vai me deixar triste...
—Não vou não. — ela negou ainda sorrindo. – Até porque se eu ficar não vamos dormir direito. Você sabe muito bem o que acontece quando dormimos juntos durante a semana, bem na realidade não dormimos e depois é uma merda para acordar cedo, e principalmente ficamos dormindo durante a aula toda porque estamos cansados. Sabe muito bem o que rolou em consequência disso outras vezes que fizemos...
Matteo sabia que Luna está certa, pois apesar de ter sido maravilhoso estarem juntos uma noite inteira no meio da semana de aula, rendeu a eles a redução de suas notas, não uma redução exagerada, mas que poderiam manter suas medias altas. Com isso Luna combinou com ele de que se ficarem durante a semana, fossem para ficarem ou saírem sendo que cada um dormiria em suas devidas camas, com exceção nos finais de semana que não tinham que acordar cedo. Com isso Matteo respira fundo dizendo.
—Está certa... Mas... Podemos ir tomar um banho juntos... Que tal?
Luna sorri.
—Perfeito.
Como Gastón ainda não tinha voltado, Matteo e Luna foram para o banheiro entre beijos ousados e completamente nus. Ela esfregava o seu bumbum ousadamente no membro já duro dele, enquanto ele acariciava os seios dela e uma de suas mãos acaricia a intimidade molhada dela.
E conclusão? Fizeram amor novamente dentro do chuveiro...
(***)
Simón pega a garrafa de uísque e sem se importar toma o conteúdo no gargalo. Depois do ensaio com a Roller Band na boate, decidiu não voltar para o hotel em que está hospedado com seus amigos da banda, e sim foi para um bar beber e afogar suas magoas. Apesar de ter bebido bastante ainda não havia ficado bêbado. Simón é o raro tipo de homem que demora em ficar bêbado, ainda mais quando está com raiva e triste ao mesmo tempo.
Custava-lhe acreditar que Luna não quis voltar com ele e a maneira como o tratou. Não sabia o que havia mudado nela para agir daquela forma, na verdade Simón já faz um bom tempo que percebe que os sentimentos da morena para ele já não era o mesmo dos primeiros meses que começaram a namorar. Depois da primeira viagem que ele fez com a banda, Luna sempre parecia distante, não se importando dele está presente sempre como namorado, e fora que com o tempo ela se recusava a ter relação sexuais com ele e isso o deixava maluco e no fim acabava por sair com algumas garotas e até mesmo, tendo um caso com Âmbar que sempre insistia de convencê-lo a terminar com Luna e ficar com ela, já que os dois estão sempre juntos e se entendem em vários sentindo. Mas não, ele se recusava a romper o namoro, gostava de Luna e de certa maneira criou uma obsessão de que seria o primeiro homem que Luna teria relação. No entanto, o tempo passou e ela rompeu com ele e nada rolou.
Simón começou a pensar se realmente o motivo que está com Luna tenha sido por amor a ela ou porque de fato queria tê-la por questão de honra em sua cama e de certa maneira por conta do comodismo de ter uma namorada certinha a sua espera. E chega a conclusão de que as duas ultimas opções estão corretos... Não que nunca tenha gostado dela, ele ainda gosta, mas não o suficiente para continuar insistir numa relação fracassada e que ela se case com ele. Por outro lado, o ego e o orgulho do rapaz não aceitava o fato de ter aturado Luna e suas frescuras dizendo que não estava preparada para transar e no fim dá um pé em sua bunda sem ao menos ter aberto as pernas para ele.
Mesmo assim, Simón seguiria em frente...
—Ah, você está ai... – ele escuta a voz de Âmbar.
Simón não se incomoda dela está ali, além do mais a loira com seu jeito franco foi quem mais o alertou sem se importar se estava lhe irritando.
—O que quer? Veio debochar de mim? – ele perguntou bebendo um gole na garrafa.
Âmbar dar de ombro quanto à hostilidade dele.
—Não, vim te buscar. Nico e Pedro foram abastecer a van enquanto vim te buscar para voltarmos ao hotel.
—Não vou ir com você...
A loira rolou os olhos, mas se contem fazendo com que o moreno a encare.
—Não, você vai sim. Primeiro porque temos que trabalhar amanhã nos preparativos do show, e não é porque está na fossa que vamos baixar a qualidade do nosso trabalho. Temos um contrato para cumprir e que por sinal foi você quem fez tudo sem nosso consentimento, porque queria ficar perto da sua ex-namorada que te deu um pé na bunda com estilo. Lembre-se que você só pensou em você e não no bem da banda que só quer aproveitar umas férias indo para casa rever a família e dormir numa cama confortável, ao invés de está aqui trabalhando. Então meu amor, levanta essa bunda linda dai e vamos embora.
Simón encara a loira surpreso. Não que ela nunca tenha falado daquela forma, mas seu tom de voz era autoritário e ao mesmo tempo moderado.
—Credo... Não posso nem curtir uma fossa. – ele reclama ficando de pé.
Âmbar bufa rolando os olhos.
—Quer ficar na fossa meu amor? Então fique quando estivemos na estrada a caminho de casa. Enquanto tivermos que cumprir a bosta do maldito contrato que você assinou por nós, você vai ficar sóbrio e mente sã arrasando com sua guitarra deixando as vadiazinhas universitárias loucas para foder com você. Isso é o suficiente para você?
Simón rola os olhos, mas querendo ou não Âmbar estava certa, havia feito merda quando se precipitou em assinar um contrato na intensão de ficar perto da Luna, sem ao menos perguntar para os seus amigos e respondendo por eles.
—Vamos então. – ele fala por fim deixando o valor da bebida inteira em cima do balcão.
—Ótimo. – é tudo o que Âmbar fala seguindo na frente dele.
Do lado de fora, Nico e Pedro conversavam em frente do bar, e assim que viram seus amigos saírem direcionaram pergunta a eles.
—E ai, tudo bem? – Padro avalia Simón para se certificar que ele não estivesse bêbado.
Mas quem responde é Âmbar.
—Está tudo ótimo. Vamos?
Simón faz sinal de que está realmente tudo bem. Nico e Pedro se entre olham e dar de ombros indo entrarem na van. Nico é quem vai dirigir, então senta no lugar do motorista ligando o motor da van. Pedro optou em ir à parte de traz do veiculo onde deixam os instrumentos e coisas da banda, deixando que Âmbar e Simon fossem ao banco da frente com Nico.
O hotel ficava um pouco mais distante de onde estão, então tiveram que seguir por algumas ruas do campus universitário... Tudo estava em silencio e tranquilo entre os amigos, Nico dirigia atenciosamente, Âmbar digitava em seu celular numa conversa no seu WhatsApp com alguém, Pedro também mexia em seu celular e Simón observava o lado de fora da van pensando o quanto foi idiota em querer insistir em manter um namoro que não estava dando mais certo.
Até ai em seus pensamentos frustrante estava tudo bem, até que seus olhos se deparam com uma cena que fez seu sangue ferver e seu ego inflar de puro ódio quando por um segundo ele olha para o lado da janela onde Nico está. Sem pensar direito, Simon abre a porta saindo da van ainda em movimento, por sorte como era uma curva para entrar numa nova rua, Nico havia diminuído da velocidade, porem a atitude maluca de Smón fez com que ele parasse a van bruscamente para ver o que acontecia.
Tanto Nico quanto Âmbar ficaram confusos sem saber por onde olhar, mas assim que viram Simón caminhar em passos apressados até o outro lado da calçada em direção a determinado casal, entende o motivo.
Luna e Matteo saia do prédio entre beijos e caricias sem importar se alguém os visse, além do mais pela hora a maioria dos alunos que costumam ficar na rua até tarde estão todos trancados em suas respectivas habitações dormindo para o dia seguinte de aula. Então não se importaram em manter o desejo entre eles ao invés de ficarem fingindo amizade nas ruas desertas.
Porem assim que pararam na calçada do prédio, Matteo a puxa para um beijo ainda mais profundo. Para quem visse está claro que se ali fosse um quarto já estariam fazendo amor, mas o casal não se importava e continuaram a se beijar, porem um barulho de carro freando fez com que parassem de beijar e olhar em direção do barulho ainda mantendo abraçados.
Luna abriu os olhos em sinal de confusão ao ver Simón se aproximar com passos largos e expressão furiosa. Não entendeu a principio porque ele estaria desse jeito, até que se da conta de que ela estava aos amassos com Matteo deixando bem claro que existe algo entre eles depois de ter negado na cara dura ao seu ex-namorado quando rompia com ele.
Luna se afasta um pouco de Matteo que manteve seu braço na cintura da morena. Ela não iria fingir que foi um engano, até porque seja como for Simón obviamente tenha visto tudo.
—MAS QUE PORRA É ESSA? – Simón berra encarando Luna furioso.
Luna percebe Nico, Pedro e Âmbar vir atrás de Simón, mas mantem sua atenção ao seu ex adotando o mesmo olhar calma e fria quando foi se encontrar com Matteo tempo atrás para pedi-lo que tirasse sua virgindade, e que por sinal lhe gerou um não dele.
—Porra é essa pergunto eu. Tá maluco? – Matteo respondeu irritado pela forma que Simón chegou exigindo explicação.
—VOCÊ NÃO SE METE SEU IDIOTA, ISSO É ASSUNTO MEU E DA MINHA NAMORADA. – Simón rebate.
Matteo ia responder, mas Luna quem fala.
—Você quer dizer EX-NAMODARA. — corrigiu. — O nosso namoro acabou há muito tempo e parece que ainda não se tocou. – Luna se desvencilha um pouco do abraço de Matteo, não porque não o quer por perto, mas que precisa de seu corpo livre para colocar um fim naquela palhaçada que Simón resolveu armar.
—NÃO ME INTERESA. É POR CONTA DESSE AI QUE VOCÊ TERMINOU COMIGO. APOSTO QUE JÁ ATÉ FODEU COM ELE.
Foi a ultima gota que faltava para toda a paciência de Luna se esgotar e perder as estribeiras. Ela mesmo sabendo que Simón não merecesse nenhuma gota condescendente de respeito, mesmo assim quis dá-lo, mas ali vendo o moreno agir daquela forma não queria mais respeitá-lo.
Alto e em bom som, Luna responde.
—EU TERMINEI PORQUE DEIXEI DE GOSTAR DE VOCÊ QUANDO DESCOBRI QUE ME TRAIU COM A ÂMBAR E COM TODAS AS OUTRAS QUE TREPOU DURANTE SUAS VIAGENS COM A BANDA. SEM CONTAR COM AS GAROTAS DA ESCOLA QUE SEMPRE DEIXARAM CLARO O QUANTO EU ERA UMA IDIOTA NAMORANDO COMVOCÊ QUANDO ESTOU SENDO TRAIDA.
Nesse momento, Simón abriu os olhos surpreso por ver que Luna sempre soube de suas traições com ela. Mesmo sendo verdade ele não iria admitir.
—Não, eu não... – ele tenta negar agora com a voz controlada, mas Luna o interrompe.
—Não adianta tentar negar porque sei que me traiu imensas vezes. E tão pouco quero que confirme porque não me importa.
—Então porque ficou esse tempo todo comigo se não mais gostava de mim? Você me enrolou bancando a virgem insegura só pra me fazer de otário? Era tudo uma vingança por ter te traído? — ele perguntou tendo a capacidade de confirmar suas traições e não ficando por baixo, tenta reverter à situação mostrando que se sente a vitima.
Luna ri com ironia, e naquele momento Matteo, Âmbar, Nico e Pedro só observavam a discursão, porque seja como for, muita coisa ali tinha que ser dita.
—Otário você? Sério isso?- ela perguntou com ironia, mas fica séria novamente falando pausadamente. — Eu não terminei no começo porque realmente gostava de você e no fundo, bem lá no fundo achei que poderia até mudar, mas a realidade me dizia que não poderia ficar gostando de alguém que me traia, mas ai pensei que se eu terminassem ficaria uma enrolação e deixei que as coisas continuarem porque sempre soube que você mesmo acabaria com tudo o que sentia por você. Só que com tempo as coisas ficaram cômodas e para eu ter um namorado musico e possivelmente famoso não seria tão ruim... Mas vendo agora acho que errei em deixar as coisas ficarem do jeito que ficou. Tenho até um pingo de culpa sim nessa nossa história, e admito, porque deveria ter terminado com você há muito tempo ao invés de deixar as coisas chegarem aonde chegou.
Simón ainda estava furioso, pois em sua mente ele só assimilava que Luna o enganou e fez de otário por que mesmo ela dizendo todas aquelas coisas, em sua mente ele só via que ela o enrolou para não transar com ele e agora deveria ter transado com Matteo.
—Não importa! Você me fez de otário sim. Fingindo que não estava preparada para transar e agora fica ai se esfregando com esse ai deixando claro que ele está te fodendo.
Luna o encara como se não acreditasse que Simón se importava mais com o fato dela está transando com Matteo do que outra coisa mais relevante.
—Sério que você quer discutir isso? Estou entendendo errado, ou você está mais incomodado pelo fato de que tenho me entregado a outro cara e não a você?
O clima ficou meio constrangedor, mas a única pessoa ali se divertindo com que via e escutava era Âmbar que sorria abertamente pela situação.
—E dai? Porque não devo ficar com raiva disso? Você me fez de idiota, não fez? – ele rebate não negando.
Dessa vez Luna não queria controlar sua língua e deixou sair toda sua raiva não se importando em ser infantil pelo que irá dizer.
—Quero mais que você se exploda Simón. Porque não me importa como se sente, eu sei é o que sinto e tenho a plena à certeza de que jamais abriria as pernas para você que não passa de um tremendo filho da puta traidor. Eu preferia trepar com um cachorro sarnento do que com você, porque mesmo sendo um cachorro teria mais respeito por mim do que você já teve. Eu me entreguei sim para o Matteo pelo qual foi o primeiro e continuamos transando e será assim até dos dois se cansem um do outro. E você não pode fazer nada e não fará nada porque acabou tudo entre nós e aceite o fato que nunca me teve e nunca me terá na sua cama para saciar o seu ego ferido.
Nesse momento, Simón perde as estribeiras e avança para bater em Luna.
—Sua puta... — ele fala entre dentes enquanto Nico e Pedro o segura no mesmo instante em que avança em direção a Luna para possivelmente agredi-la. Matteo por sua vez entra na frente de Luna em sua defesa.
Mesmo sendo protegida por Matteo Luna não deixa de responder Simón.
—Não sou mais puta do que as putas que você andou fodendo por todo esse tempo. — as palavras de Luna fez com que o moreno partisse para cima dela novamente, mas Nico Pedro o impediram.
Âmbar mesmo se divertindo com a cena e tudo que estava sendo dito, resolve se manifestar.
—Gente vamos parar com isso. Daqui a pouco vão chamar a policia por conta desse escândalo todo. – ela fala se postando entre Matteo protegendo Luna e Nico e Pedro segurando Simón. Como ninguém responde e ficam se encarando, ela continua a falar agora olhando para Simón. — E Simón, você está sendo ridículo e improprio. Querer bater numa mulher é nojento seja por qual motivo. E pelo amor de Deus, para com essa palhaçada e entenda de uma vez por todas que Luna não quer você mais e está bem com o carinha ali... Se você foi o primeiro ou não dela e foi feito de otário, não interessa porque você também a fez de trouxa, na verdade traiu ela por demais, sendo ainda sua atitude sendo pior do que ela fez. Na verdade ela não fez nada, aturou você e suas traições sem precisar e só porque agora ela está saindo com outro e se entregou a ele que te faz ter o direito de bancar o idiota traído, quando na verdade você não tem direito de exigir nada. Pare de bancar o burro sem noção e segue o seu rumo porque Luna está seguindo o dela, entendeu?
Luna ouviu tudo o que Âmbar disse boquiaberta por está em sua defesa, não que acreditasse que a loira estivesse fazendo aquilo por ela, mas só porque Simón agora está livre para ficar com ela. Mesmo assim as palavras de Âmbar surtiu efeito porque Simón mesmo com o semblante de poucos amigos pareceu relaxar e mostrar mesmo contrariado que realmente a loira está certa e Luna ainda sim ficaria agradecida a ela.
Simon se solta bruscamente da segurança dos seus amigos.
— Que se dane. – ele fala dando as costas e atravessando a rua novamente.
Nico e Pedro olham o amigo ir voltar para a van, mas olha novamente para Luna e Matteo que continuavam a olhar em direção a Simón.
—Foi mau ai tá... Tchau Luna. — disse Pedro indo até o amigo e Nico acena um até logo também o acompanhando em seguida.
Âmbar se detém ali, mas vira o seu rosto para Luna e Matteo que agora estão abraçados com um sorriso de desculpa.
—Desculpem por esse transtorno. Simón é muito impulsivo. – ela disse com pesar.
—Você não tem que se desculpar, porque não foi você quem agiu feito idiota. – Matteo rebate com a voz calma, porem com semblante sério.
Âmbar respira fundo, respondendo.
—Não... Devo sim. Os rapazes e eu somos uma família e somos responsáveis um pelo outro apesar de sermos adultos. E se não conseguimos controlar um de nós quando se está num estado nada agradável, assumimos a culpa também.
Luna olha para a loira, não sentindo raiva, na verdade sempre se sentiu agradecida a ela porque mesmo Simon tendo a traído com ela, Âmbar a fez abrir os olhos e graças a ela que nunca foi engada por Simón.
—Obrigada por conte-lo Âmbar. Sei que não fez por mim e sim por ele. É nítido o quanto gosta dele e também sofre por ele agir assim por outra pessoa e não fica com você de vez. Mas quem sabe agora ele enxergue melhor as coisas e te valorize como merece. – As palavras de Luna são sinceras e Âmbar acredita nelas.
—Obrigada. — a loira fala, mas escuta o barulho da buzina da van a chamando. – Bom... Vou indo... Se cuidem.
—Pode deixar. – Matteo responde e Luna assente.
Âmbar se distancia e Luna e Matteo a observa entrar na van e logo o veiculo desaparecendo de suas visões saindo daquela rua. Mais calma Luna olha para Matteo envergonhada dizendo.
—Me desculpa por isso... Não sei o que me deu para falar todas aquelas coisas... Eu não sou assim. Mas o Simón realmente me tirou a paciência.
Matteo sorri lindamente colocando a mão no queixo da morena a fazendo olha-lo. Ele dá um selinho carinhoso em seus lábios dizendo.
—Não fica assim... É normal perder a cabeça... Além do mais você esse tempo todo tem lidado com tudo na melhor forma, só que seu ex realmente extrapolou e você não tem culpa.
Sentindo-se consolada ela fala.
—Bem... Só espero que agora ele se toque e me deixa em paz.
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