Simplesmente Amor
13 Só um Abraço de Parabéns?
13° Capítulo
Carol
Meu aniversário, minha alegria. A mágoa que eu sentia de Breno havia passado, eu queria perdoá-lo, abraça-lo, mas acho que devia pensar melhor sobre isso.
– Amiga! – Vic entrou em meu quarto gritando com um pequeno cupcake na mão – hoje é seu aniversário, lalalala parabéns! – ela cantarola.
– Awn, obrigada Vic! – eu a abraço – olha que lindo esse cupeke! – ela riu de mim, mas eu não fazia ideia do porquê.
– Cupcake amiga! Sou chique, então, eu sei falar!
– Desculpa aí, Brilhante Victória!
– Sim, te desculpo, sou mesmo brilhante, mas hoje, só hoje, eu deixo você brilhar.
– Ah, quanta gentileza a sua.
– Vá se trocar, e vamos parar com esse papo furado, temos uma festa de arromba para planejar!
– Vic, eu já te disse que não quero festa nenhuma...
– Tarde de mais my friendy!
– Como assim? Ah, eu não quero festa! – resmunguei.
– Carol, pare de ser... Carol, e me deixe fazer sua festa vai? – me calei – por favoooooooooooor!
– Ta, tudo bem... – cedi.
– Aaaaaaaaaaah – ela gritou e eu sorri. – obrigada, você vai ver, vai ter bexigas, um bolo lindo, um DJ, tudo o que você sempre quis, vai ter... – ela sai, planejando tudo, falando sozinha.
Breno
Era aniversário da minha princesa, meu amor estava ficando mais velha. E continuávamos brigados, porcaria de “QUASE” viu?! Eu deveria agora, pensar em um bom presente, pra poder conseguir seu perdão.
– Hey bro! – Caio entra na sala com sua blusa de Bob Esponja e com o cabelo todo bagunçado.
– Mania de inglês da Vic?
– Sim, é contagiante. – rimos – eu acho que hoje é aniversário da namorada de alguém...
– Bom, não sei se namorada é a palavra certa.
– Por que cara?
– Nós “brigamos” por causa da...
– Duda, eu sei, a Vic me contou – eu o fito com uma sobrancelha arqueada.
– Hmm, confidentes vocês não?
– Não, somos amigos e namorados, é diferente.
– Aah, são namorados?
– Não sei muito bem, não teve nenhum pedido formal, eu e ela nem nos preocupamos muito com isso...
– Nossa, tipo um relacionamento aberto?
– É, mais ou menos, por que se ela ficar com outro... – eu ri do jeito como era perceptível o ciúmes só de Caio pensar nisso – o que você vai dar pra Carol?
– Ah, sei lá... – coço a cabeça.
– Eu vou dar alguma coisa de mustache, você percebeu o quanto ela gosta?
– Sim, percebi... – sorrio me lembrando de cada pedacinho dela.
– E se você... bom, deixa quieto.
– Agora você vai falar Caio Cesar! Começou, termina!
– E se vocês selassem a relação de vocês? – eu não havia entendido nadinha. – ai Breno, como você é lerdo! Você sabe...
– Não, mano! Ta louco! Pirou o cabeção?
– Não, seria um bom presente de aniversário...
– Ta doidão né? Ela é a Carol, ainda não... – Caio me interrompeu.
– Você fala como se já...
– Não, eu também não... seria perfeito, mas está fora de cogitação.
– Você que sabe, seria uma boa reconciliação, agora vou me trocar, porque não da pra ficar de pijamas o dia todo...
– Calma Caio! Obrigada... mas, mano, você e a Vic já... né?
– Não, eu queria, mas é o mesmo problema de Carol. – ele diz convencido.
– Você diz como se fosse experiente né? – Caio gargalha, deixando minha pergunta no ar.
Eu queria, sim, queria, mas não podia nem pensar nisso. Agora eu tinha que pensar em como me desculpar com ela, fui até seu apartamento com uma ideia em mente.
– Não aguento mais, precisamos fazer as pazes! – cheguei entrando e falando.
– E eu, preciso pensar.
– Mas eu posso te dar um abraço de parabéns não é?
– Isso não vai funcionar...
– Por favor? Além de tudo, sou seu aluno e amigo.
– Ta, tudo bem, mas só isso. – me aproximo dela e a abraço, seu rosto em meu peito, e vagarosamente distanciei nossos rostos e fui em direção a boca dela, nossos lábios se encontram – eu sabia que isso não daria certo – ela sussurra.
– Deu muito certo – a beijo, agora, mais intensamente, foi a primeira vez que tivéramos um beijo daqueles de tirar o fôlego, sempre quando acontecia, ela cortava o beijo, dessa vez ela me permitiu beijá-la intensamente, pelo contrário, ela me contrário, dessa vez ela correspondia, e muito bem. Até que Vic chega, e pigarra, ainda mato aquela menina.
– Poxa! Espere pelo menos eu sair daqui ok?
– Aaf – Carol diz, e eu sorrio.
– Vou indo amor, até mais. A festa é que horas?
– Ás oito, e nada de chegar antes ein Breno? Ela tem que ficar linda! – Vic diz isso olhando pra ela e depois pra mim.
– Tá, tudo bem, mas então eu já posso ficar aqui.
– Por quê? – ela faz uma cara de desentendida, a mais bonita carinha.
– Porque ela já está linda. – sorrio e ela também, e quando íamos nos beijar...
– Nossa, quanta diabete! Vem Carol, você precisa me ajudar a preparar tudo.
– Ela está bem ligada hoje ein? – sussurro pra Carol.
– É – ela sorri e me da um bom beijinho de 2 segundos.
– To saindo, tchau.
Eu saio do hotel tendo toda a certeza do que queria.
Carol
– Obrigada por estragar tudo. – digo rindo pra ela.
– Ah é santinha? Você por acaso iria fazer alguma coisa? – me calo – ia Carol? Gente... como essa menininha cresceu! Você não vai falar nada é? – nego com a cabeça – ta, como boa amiga que sou, vou te aconselhar. Vocês se amam, ele tem 19 e você 18, são crescidinhos o suficiente. Eu posso querer daqui seis meses né? Vou ter 18 anos, e tals. Agora, sei que não é a hora pra mim, mas pra você... bom, você é que tem que saber, só vou te dizer uma coisa... Não faça nada que você pode se arrepender depois.
– Obrigada.
– Bom, agora vou te dar seu presente. – ela pega uma caixinha e me entrega, lá havia...
Continua...
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