Simplesmente Amor

17 Não me deixe, não se vá.


Notas iniciais
* Escute essa música para ler a parte com o (*) da fanfic, obrigada http://www.youtube.com/watch?v=4OjiOn5s8s8&feature=kp

18° Capítulo

– Tchau titio, obrigada – não consegui dizer mais nada e desliguei antes de ouvir a resposta do meu tio.

~LIGAÇÃO OFF~

Caio

Victória estava desolada. O que havia acontecido? Era grave? Eu precisava saber o que tinha feito minha loira ficar daquela forma.

– Vic, amor, aconteceu alguma coisa? – ela chorava muito, nunca havia visto ela naquele estado.

– Depois... – disse me abraçando e derramando toda sua tristeza em forma de lagrimas. Percebi que o que ela precisava naquele momento era de um ombro pra chorar, e não perguntas, por isso, ficamos ali, por mais ou menos 30 minutos. – Desculpe Caio, depois te conto tudo, pode ter certeza. – ela dizia ainda aos prantos.

– Vida, quero que você fique bem ta? E quero saber o que ou quem te deixou aqui, estou tão desesperado quanto você.

– Não, você não está. Não posso te contar agora, fica aqui comigo? – ela pediu, e eu adiei todos os meus compromissos para ficarmos ali, perdidos nos braços um do outro.

Vic

Eu não podia falar nada para Caio e nem pra ninguém, esse problema era só meu, e eu não queria preocupar ninguém com aquilo. Principalmente os meninos, eles estavam engatando a carreira agora, qualquer notícia como essa, se é que os conheço bem, os faria para tudo.

Mas ela era minha mãe, a minha geradora, a mulher que me criou, generosa, vaidosa e sempre sorridente, isso não era justo. Naquele momento, só conseguia chorar, chorar e rezar pra que Deus fizesse o que fosse melhor, e eu sabia que Ele faria.

– Tenho que ir.

– Não vai me contar ainda?

– Não posso, é um problema meu.

– Eu te amo, deixa eu te ajudar.

– Então me ajude, deixe que eu vá, preciso ficar sozinha. – ele pegou meu rosto e beijou minha bochecha, e com um abraço nos despedimos.

*As luzes das cidades não eram as mesmas. Nada era o mesmo. Tudo em minha volta estava cinza, frio, confuso e estranhamente triste. Eu me sentia culpada. Muito culpada, ela precisava de mim, e onde eu estava? Tendo namoricos e nem me lembrando da doença dela. A doença que era dela, mas que ME afetava. Ela é meu alicerce e sempre será minha única família desde os meus 2 anos. Quando meu pai nos deixara ela nem sequer chorou, ela foi forte e guerreira, me sustentando sozinha, ela era o tipo de mulher que eu queria ser quando crescesse. E sabe aquela frase que diz que na hora do perigo você sempre pensa o pior? não era falsa. Pessoas passavam por mim se perguntando o motivo de minhas lágrimas, elas não sabiam que minhas lágrimas carregavam um nome. Fernanda. Uma palavra. Dor. Um sentimento. Medo. E muitas lembranças. De uma coisa eu tinha certeza, a admiração, o amor e todo carinho que eu sentia por ela, ultrapassaria muitas barreiras, e também a pior delas. A morte. Cheguei em casa sem lágrimas, abatida, e Carolina veio até mim.

– O que aconteceu? – ela estava preocupada.

– Nada, por que está perguntando? – eu aparentava normalidade, pelo menos eu achava que sim.

– Porque eu te conheço mais do que você mesma SE conhece. Quer apostar?

– É a minha mãe.

– O que tem minha madrinha?

– Ela está morrendo! – tudo voltou a minha mente, desabei no sofá e as lágrimas voltaram. Ela havia ficado pasma, sem ação.

– É... calma Vic...

– Calma? Minha mãe não tem nem 2 meses de vida e você vem me pedir calma? Por favor, não me peça isso. – eu gritava, e ela, como um anjo que veio me confortar abre os braços, nos abraçamos, eu, chorando feito bebê.

– Tia Fernanda é minha segunda mãe, também estou sofrendo Vic.

– Mas sua mãe está lá, segura, na sua casa, e eu? Tenho que ficar aqui, a 16 horas dela, sabendo que está precisando de mim.

– Vai pro Sul Vic, sério, aproveita que seu chefe é seu namorado! – ela sorriu e tento sorrir também.

– Sabe, minha vida estava perfeita, mas acho que a felicidade não é meu destino.

– Nunca repita isso Victória – ela começa a chorar comigo. – seu sofrimento é o meu também!

– 2 meses não serão nada Carol. O que eu faço?

– A melhor coisa a fazer agora é tentar dormir, olha, agora são nove horas, coma alguma coisa e amanhã de manhã sairemos de voo.

– Vou sozinha.

– Como assim? Eu gosto dela também!

– Vou ver a MINHA mãe, SOZINHA.

– Quero ver ela também sua chata!

– Ela deve estar magra e doente, você sabe como ela é né? Toda vaidosa, e não gostaria que mais pessoas a vissem daquele jeito.

– Ta bem, então diga que eu a amo. Vou estar rezando por ela. O celular dela toca.

~LIGAÇÃO ON~

Carol

– A VIc está aí Carol? Como ela está? O que ta acontecendo?

– Calma Caio, ela está bem.

– Como bem? Saiu daqui transtornada! – havia muita preocupação em sua voz, eu não sabia o que dizer.

– O assunto não é bem da minha conta, você tem que ver isso com ela.

– Tudo bem, to indo pra aí.

– Caio, se eu te contar você fica aí? – em resposta recebo “tã-tã-tã”

~LIGAÇÃO OFF~

– Seu namorado teimoso está vindo pra cá.

– Tudo bem, quero ele aqui comigo.

– Vai contar pra ele?

– Não tenho outra saída.

– Ta bom – a campainha toca – nossa, que menino ansioso! Bom, vou la abrir.

– Carol, espera. Conta pra ele?

– Pode deixar.

– Caio a Vic está assim porque a mãe dela está muito doente.

–Vou conversar com ela.

–Vê se consegue melhorar minha amiga tá?- ele afirma

Caio

– Vic?!- ela estava triste, realmente triste, assim quando a vi, com seus olhos brilhantes e cheios de lágrimas, percebi que até triste, minha pequena era linda.

– Caio! — ela abre os braços, e temos um abraço curto — tenho que te dizer uma coisa.

Continua...