Simplesmente Amor

11 Eu não te Amo Mais


11° Capítulo

Carol

Eu estava fora de mim. Ela havia me irritado muito, me arrisco a dizer a maior raiva que já senti, e nem havia se passado 1 hora. Senti que nossa rivalidade nasceu a tempos, mas eu não a conhecia. Ela me arranhou no olho esquerdo e eu devolvi com um puxão de cabelo, confesso que senti alguns fios em minha mão. Breno apareceu de repente e nos afastou.

– Carol, vá para sua casa! – Breno diz autoritário, mas sem perder o respeito sobre mim, resolvi não discutir, já que depois daquilo, não teria cabeça mais para nada. Fui para meu apê.

Breno

– Licença gente, venha aqui Duda – eu já imaginava o motivo da briga, mas eu tinha que perguntar, para que a conversa tivesse um ensejo. – por que essa implicância com Carol?

– Pois ela roubou meu coração, tirou você de mim.

– Duda, foi... foi nós que nos separamos, não dava mais certo e Carol não tem nada a ver com isso.

– E como eu fico? – ela enche os olhos – Bre, eu te amo! Ver você com outra é o fim pra mim, não entende isso? Pô, não se manda no coração... o que você quer que eu faça? É mais forte que eu!

– Eu sei Duda, mas... eu fico sem ação também! Você é tão linda e inteligente... – ela não me deixa continuar.

– Você não merece meu amor?! – ela cruza os braços, secando a lágrima solitária que lhe escorreu.

– O que você quer que eu te diga?

– Que me ama. – ela se aproxima de mim, estava frágil e carente, o tipo de menina que é praticamente impossível de resistir. Mas Carol... Eu e Duda estávamos próximos de mais para apenas amigos, a um dedo apenas e me separo dela com dificuldade.

– Duda, eu amo Carol, me desculpe.

– Falei que você não merece...

– Só quero que você seja feliz.

– Não parece! – ela diz com marra, nos juntamos a todos – sem você, não serei feliz. – ela sussurra algo que não consegui decifrar.

Gabriel

Fizemos a reunião sem Carol. Preferimos não tocar no assunto “briga das duas” e mesmo eu não querendo Duda trabalhando conosco, já que o temperamento dela era forte, tivemos que contratá-la já que Marina havia pedido demissão, e agora, com tantos show, era praticamente impossível ficar sem uma assessora .Já havíamos terminado nossa reuniãozinha e saímos. Em casa só estava Breno e eu, então, resolvi conversar. Não sabia ao certo onde Caio estava, me lembro somente de ter ido comer alguma coisa com Victória, bom, eu não sabia por causa que minha distração maior estava comigo: Eduarda.

– Breno? Tá ligado que a Duda vai morar aqui? – eu pergunto e ele desperta de seus pensamentos.

– Fiquei sabendo, mamãe disse que é por causa da faculdade que ela está terminando, e que agora ela tem livros a mais para comprar e o dinheiro não vai dar para pagar o aluguel do apartamento dela, por que os pais dela não moram aqui né?

– Ah, acho que é por causa do aconchego de Pirapora né? São Paulo é bem diferente.

– É. Deve ser isso mesmo.

– Você está com fome?

– Aquela briga tirou meu apetite, na boa.

– Você acha que foi certo contratá-la? Quero dizer, depois daquela briga no estúdio... – pego uma maçã e sento no sofá. Breno senta no piano, dedilhando algumas notas.

– Sei lá, acho que sim, ela é boa no que faz e...

– Cara, a menina quase comeu viva sua namorada, e você acha que é certo admiti-la em um emprego que certamente se verão várias vezes?

– Ei ei, calma aí irmãozinho! Temos que ser profissionais, e não levar em conta problemas pessoais!

– Você esta com uma e protegendo a outra, tem noção disso?

Caio

Fui com a Vic comer em um lugar chamado “Galinha Gorda”, ela adorou o nome, mas eu desconfiei que em um lugar desse nome pudesse ter comida boa.

– Amor, você viu como tem sorte de ter alguém como eu de namorada? – ela disse comendo um pedaço de lasanha que estava razoavelmente boa.

– Aah sim, mas por que mesmo?

– Ora por que... Porque eu não tive problemas com nenhuma de suas assessoras, já minha amiga, deu trabalho com as duas. – rimos com essa observação que era totalmente verdadeira.

– Mas você não teve que aguentar a Duda no seu pé né?

– Como assim? Vocês por acaso já conheciam ela? – acho que falei demais, já que o combinada entre mim e meus irmãos era de não comentar que a Duda era velha conhecida da família Lolli.

– Sim – resolvi falar a verdade, já que Breno teria que explicar a Carol o porquê da implicância de Eduarda com ela. – ela é a ex do Breno.

– Isso explica tudo.

– É, ela nunca superou, mesmo parecendo fortona, ela não passa de uma menina com um amor não correspondido. – acabei de falar e percebi o quanto pareceu um poema.

– Apenas uma menina com um amor não correspondido – Vic citou o que eu havia falado, gesticulando com as mãos como se estivesse proclamando um poema. – vamos Caio, nós dois agora, 1, 2, 3.

– “Apenas uma menina com um amor não correspondido” – falamos juntos e começamos a rir.

– Nossa! Esse estrogonofe está realmente Victória.

– O quê? Victória? – ela diz desentendida.

– Sim, maravilhoso, divino, e uma delícia. – Vic riu tanto, e aquele sorriso me encantava.

– Caio, de todas as suas horríveis cantadas, essa, foi a pior! – mais risos, mais conversas e mais ViCaio, estar com ela era tudo o que eu precisava.

Gabriel

– Você ta distorcendo tudo sem noção!

– Sem noção? Esse sem noção aqui que te ensinou quase tudo!

– Porque quis né?

– Porque sou seu irmão!

– Meu irmão, muito obrigada por tudo! É isso que você quer? – ele disse quase gritando.

– Se ao menos esse agradecimento fosse verdadeiro... – gritei também.

– Meninos, parem agora de gritar! – vejo alguém empurrar a porta e entrar era...

Continua...