Cap. 5 — Decisões *Alis

- Não entendo por que você ficou tão pécima, Alis. — Kim falou-me confusa.

- Kimberly, acabei de dizer que beijei Dean! Irmão de Sam! — falei indignada e ela deu de ombros.

- Qual é o problema? — olhou-me com dúvidas.

- Ele é irmão de Sam! — falei óbvia e ela revirou os olhos.

- Alisson, sei que é chato dizer isso, mas é Sam que está morto e não você ou Dean. Quero dizer: você um dia ou outro arranjaria outro... E o que se pode fazer se esse outro é Dean?

- Não sei. — murmurei sem saber o que fazer — Mas não acho certo...

- Você está é com medo do que os outros dizerão. — concluiu e concordei — Lis, você sente o que por ele?

- Não sei. É estranho, mas desde quando estava grávida, parece que sinto ciumes dele... Não gosto de quando ele sai com alguma mulher. Preocupo-me com ele... — suspirei e depois escondi meu rosto em minhas mãos — Oh, Deus! Não posso!

- Você não pode o que? — olhei para cima e depois para ela.

- Não posso me apaixonar por Dean, sendo que nem ao menos sei o que ele sente por mim. E também faz só um ano que Sam morreu. Meus sentimentos estão confusos... Não sei o que fazer!

(...)

Sai do elevador e peguei as chaves no bolso de minha bolsa. Carol ficava batendo palminhas só de ver que já estávamos em casa. Abri a porta e entrei empurrando o carrinho de Carol. Fechei a porta e coloquei minhas bolsas sobre o sofá. Ouvi Dean descer as escadas e senti meu coração desesperar-se...

- Olha quem chegou! — ele falou animado e Carol soltou um gritinho agudo. Sorri e Dean a pegou do carrinho — Pensei que eu iria morrer de fome aqui. — resmungou e ri revirando os olhos.

- Deixei um lanche frio para você na geladeira. — falei andando em direção a cozinha.

- Mas já comi. — falou óbvio e seguiu-me para cozinha.

- As vezes sinto-me dona dessa casa. — comentei sorrindo e abri a geladeira — Cozinho, cuido da casa e ainda cuido de você. — ri pegando algumas coisas para começar a preparar o almoço.

- Sim, cuida de mim. — riu de leve — Já volto.

Assenti e ele saiu da cozinha. Comecei a preparar a comida preferida de Dean. (...)Coloquei a forma de torta no forno e fiquei olhando para a chuva que cai finamente...

- Lis... — Dean chamou-me e virei-me para ele — Sabe... Essa noite... — tentou começar e respirei fundo.

- Dean, desculpe-me...

- Eu quem peço-lhe desculpa. — interrompeu-me — Sei que não deveria fazer isso. Mas foi mais forte que eu. Desculpe-me. Você ainda não esqueceu Sam... E eu ainda faço essas coisas... — desviei meu olhar do seu e ele calou-se — A não ser que você também....

- Dean. — parei-o rápido e respirei fundo.

- Que você também sentiu algo estranho. — concluiu e virei-me para janela — Alisson, diga-me que sentiu...

- Não pode ser assim, Dean. — fechei meus olhos — Você sabe...

- Nem ao menos tentamos... — senti-o se aproximar de mim.

- Nem poderíamos... — fechei minha mão com força e prendi minha respiração.

- Por que não? — ficou ao meu lado — Um dia isso poderia acontecer... E ele não voltará mais. — sussurrou e derrameni uma lágrima. Olhei-o triste e ele segurou meu rosto — Por que? — ficou confuso.

- É essa confusão na minha cabeça que não me deixa em paz. — sussurrei — Já não sei o que sinto por você... Nem sei mais o que sinto por Sam.

- Vamos tentar? — fechei os olhos novamente e então senti seus lábios nos meus... E novamente me rendi a eles.

(Dois meses depois)

Carol estava quase dormindo. Tentei de todos os jeitos e nada. Ela só queria Dean. O mesmo ainda estava tomando banho. Logo que ele saiu e entrou no quarto ela sorriu e esticou os bracinhos para ele.

- Você tá caindo de sono, princesa. — ele falou sorrindo e concordei. Dean a pegou e começou a niná-la.

Dean e eu estamos nos dando bem juntos. Digamos que nosso teste está funcionando. Ele fica comigo praticamente o dia inteiro. E nesses meses não saiu com nenhuma mulher, que não seja a mim. E estamos felizes juntos. Mas ainda não contamos a ninguém. Isso é só quando estamos sozinhos. Esperaremos ao menos alguns meses.

- Dormiu... — sussurrou colocando-a no berço;

- Obrigada.. — sussurrei sorrindo e ele deu de ombros.

Saimos do quarto e Dean segurou-me no corredor. Ri e ele beijou-me. Fomos aos beijos para seu quarto.

- Estamos fazendo o certo, Lis... — sussurrou tirando minha camisa.

- Concerteza... — sussurrei sorrindo e abrindo sua camisa — Eu te amo, Dean e faço qualquer coisa para te ter ao meu lado...

- Sempre estarei ao seu lado... — beijou-me e sorriu — Porque te amo mais do que um dia amei alguém... — sorri e o beijei.

Nunca tinha ficado tão feliz na vida! Ele disse-me que me ama!

Notas finais
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