Simplesmente Acontece

28 Capítulo 4 - Hospital


Notas iniciais
amores, estou sentindo falta de comentários :( estão gostando de ler a fic aqui no Nyah ???

As horas passam rápido, João Lucas acorda para ir para a Império, deixa Du e os bebês dormindo e parte para mais um dia estressante de trabalho.
Du acorda um pouco depois, vai direto para o quarto dos bebês.
Eles ainda dormiam, mas ela percebeu que Alfredinho estava tossindo, sua respiração estava um pouco pesada, ela fica extremamente preocupada. Logo Zezé chega, e Du desde para tomar o café da manhã.
Quando Du retorna ao quarto dos bebês, Zezé também estava preocupada, a tosse de Alfredinho tinha aumentado e ele estava com dificuldades para respirar.
Zezé: Dona Du, acho que é melhor levar ele ao médico.
Du: Você tem razão Zezé, eu vou ligar para o Lucas.
Du sai do quarto desesperada, ela tremia, pegou o celular e tentou ligar para JL, mas estava dando caixa postal.
Ela andava para um lado e para o outro, tentou a empresa, mas Lucas tinha saído para uma reunião.
Du retorna ao quarto e pede para Zezé, arrumar as coisas de Alfredinho que ela ia leva-lo ao médico.
Du pega Alfredinho no colo, tentando acalmar o filho que estava chorando muito.
Du: Calma Meu Amor, por favor. Já vai passar.


João Lucas estava voltando para a Império, encontra Maria Marta no estacionamento e os dois sobem juntos. Assim que chegam a empresa, Valquíria vai em direção a ele:
Seu Lucas.
João Lucas: Que foi Valquiria?
Valquíria: É que ligaram da sua casa, e seu filho não amanheceu muito bem hoje...
João Lucas: Meu Deus, desenrola, o que aconteceu?
Valquíria: Dona Eduarda precisou levar ele ao médico.
João Lucas: Mas, o que ele tem? Meu Deus, o que aconteceu com o meu filho? – João Lucas já estava muito aflito.
Valquíria: Eu não sei senhor, não deram muitos detalhes. Primeiro sua esposa ligou te procurando, logo depois o comendador ligou para avisar que estavam levando o menino para o médico.
João Lucas começou a andar de um lado para o outro, muito nervoso.
Maria Marta: Eu avisei, eu avisei que essas crianças iam ficar doentes. Está vendo meu filho o resultado da irresponsabilidade de vocês é essa.
João Lucas: Agora não mãe, por favor. Eu vou para lá.
João Lucas sai da empresa correndo.

Maria Marta: Cancele todos os compromissos dele. Eu também vou até lá, assim que Clara chegar avise ela por favor.
Maria Marta também vai para a clínica.
João Lucas dirige como louco pela cidade, furando todos os sinais vermelhos possíveis.
Chegando a clínica encontra Zé Alfredo na sala de espera.
João Lucas: Pai, pai.
Zé Alfredo levanta e encontra o filho com um caloroso abraço.
João Lucas desaba nos braços do pai, não consegue conter as lágrimas.
João Lucas: Cadê, cadê meu filho pai?
Zé Alfredo: Ele está sendo atendido.
João Lucas: A Du tá com ele?
Zé Alfredo: Tá sim, ela não saiu do lado dele.
João Lucas: Pai é minha culpa, eu não devia ter levado eles para Petrópolis. É tudo minha culpa pai. Se acontecer alguma coisa com ele, eu.....
Zé Alfredo: Calma meu filho, e para com isso. Criança fica doente mesmo, não tem nada disse de ser culpa sua. É normal, quantas vezes eu e sua mãe viemos parar nesse mesmo lugar com você e seus irmãos? Para com isso João Lucas.
Marta chega logo em seguida.
E vai abraçar o filho.
Maria Marta: Alguma notícia?
Zé Alfredo: Por enquanto não.

Algumas horas se passam e nenhuma notícia.

José Lucas está a ponto de invadir a clínica atrás de noticias de Alfredinho, quando Du aparece aparentemente arrasada, com o rosto vermelho de tanto chorar.
JL imediatamente caminha até ela, que o abraça forte.
Du: Onde você tava Leki?
João Lucas: Eu tava em um reunião, assim que fiquei sabendo vim correndo pra cá. E tou aqui nessa espera sem fim. Me diz Du, me diz que nosso Lekinho tá bem?
João Lucas encara Du, procurando alguma resposta em seu rosto, e temendo o pior.
Du: Ele ta melhorando Leki. Mas eu... É tudo culpa nossa Leki, que não...
João Lucas interrompe Du, com um abraço, bem apertado.
João Lucas: Não, não fala isso. O que ele tem? Ele vai ficar bem.
Du: Cheguei aqui ele tava com falta de ar e tosse, mas logo começou a ter febre. Nosso menino tá tão fraquinho Leki. O médico fez alguns exames, deu inalação e medicou. Ele tá com começo de pneumonia.
João Lucas: E o que é isso? É grave?
Maria Marta se aproxima dos dois.
Maria Marta: É grave sim, mas nada que um bom tratamento não resolva. Essas coisas acontecem, vocês dois não precisam ficar assim tão desesperados, Dr. Carlos é o melhor pediatra dessa cidade, tenho certeza que o mini comendador vai ficar bem logo logo.

Os dois ouvem Maria Marta, buscando conforto naquelas palavras. Ela se aproxima, abra os braços, e abraça os dois, que não conseguem conter as lágrimas.
Maria Marta: Calma, calma vai ficar tudo bem.

Nessa altura Zé Alfredo já tinha ido falar com o Médico, que explicou que o caso de Alfredinho era algo comum de acontecer com crianças, mas era necessário cuidado para o quadro não se agravar.
João Lucas: E quando meu filho vai poder ir para casa.
Du: Ele vai ter que passar a noite aqui.

Maria Marta: Du, é melhor você ir para casa, enquanto o João Lucas está por aqui.Du: Não, eu não vou sair do lado do meu filho.
Maria Marta: E sua filha? Já se esqueceu dela? Horas já se passaram, você precisa amamenta-la.
João Lucas, pega na mão de Du e diz:
Du, eu fico aqui com o Alfredinho, vai pra casa cuidar da Martinha, toma um banho, descansa, e fica sussa que eu não vou sair do lado do nosso lekinho. – Ele da um leve beijo na testa dela, e sorri. Tentando ser forte, mas por dentro está morrendo de medo de algo acontecer com seu filho.

Du foi para a casa cuidar de Martinha, ela ainda estava muito aflita e nervosa, tentava disfarçar, mas era nítida a preocupação estava em seus olhos.
Quando Du chegou foi direto amamentar a filha, pediu para Zezé deixa-las sozinhas.
Ela chorava com a filha nos braços, pedia desculpas, e dizendo que ia cuidar do irmãozinho dela, e ele iria ficar bem.

Marta que também tinha voltado do hospital junto com Du, estava atrás da porta ouvindo a conversa, como era comum acontecer naquela casa.
Maria Marta se sensibilizou ao ver a fragilidade de Du, ela nunca imaginaria que aquela menina Rebelde que ficava o dia todo trancada no quarto com o João Lucas, iria se tornar uma grande mulher.
Depois de amamentar e fazer a Martinha dormir, Du estava decidida a voltar para o hospital, tomou um banho rápido, e quando desceu para a sala Maria Marta a chamou:
Onde você pensa que vai?
Du: Vou ficar com o meu filho.
Maria Marta: Mas o João Lucas está lá, aproveita para descansar um pouco.
Du: Não, eu quero ficar perto do meu filho.
Maria Marta: Larga de ser teimosa menina, seu filho vai ficar bem, está sendo muito bem cuidado. Mas para cuidar dele você tem que ficar bem também.
Du: Desculpa Dona Marta mas eu preciso ir ver meu filho, volto depois para ver como Martinha está.
Maria Marta: Mas você...

Du nem terminou de ouvir o que Marta estava dizendo e saiu, batendo a porta do apartamento.
No hospital João Lucas não saio do lado do Alfredinho, ele também se sentia culpado, se sentia responsável por ver seu filho tão pequenino ali naquele hospital.
Ele deixou cair algumas lágrimas, mas limpou rapidamente, ele tinha que ser forte...
Du chegou ao hospital e foi direto ao quarto onde estava Alfredinho, viu Lucas sentado de cabeça baixa ao lado do berço do filho, ele ainda não tinha percebido a presença dela.

Du: Hey, Leki.
João Lucas levanta a cabeça e vê Eduarda que estava parada em sua frente.
Du: Você tá chorando Lucas? O que aconteceu? Falei com o Médico antes de entrar aqui, e ele disse que nosso filho tá melhor.
João Lucas tenta limpar as lágrimas e a disfarçar, Du se senta ao lado, dele e o abraça. João Lucas não aguenta e deixa as lágrimas continuarem caindo.
João Lucas: Du é tudo minha culpa. Que tipo que de pai que eu sou? Que faz o filho ficar doente. Eu não devia ter pegado a estrada com vocês a noite, eu não devia Du . Me perdoa?
Eles se separam do abraço, Du encara Lucas e sente o medo que estava em seu olhar.
Du: Não é culpa sua Lucas, para com isso, por favor. Eu também me culpei, mas tu viu até Dona Marta ficou mais tranquila, disse que essas coisas acontecem com as crianças. Agora nosso filho tá bem, isso que importa.
João Lucas: Mas Du...
Du: Mas nada Lucas, tira essa ideia errada da cabeça, você é o melhor pai que eu podia ter escolhido para os meus filhos.
João Lucas: Mesmo?
Du faz que sim com a cabeça, e o abraça novamente, se aconchegando em seus braços, com a cabeça em seu peito. Assim abraçadinhos, os dois ficam observando o filho, que aparentemente já estava melhor, e dormia no berço.
Du tentou convencer João Lucas a ir para casa tomar um banho e descansar um pouco, mas ele se recusou, não queria sair de perto do filho.
Alfredinho estava reagindo bem à medicação, o Médico tinha afirmado que ele ia ficar bem.
Algumas horas se passaram, anoiteceu e Du precisava ir para casa cuidar de Martinha.
João Lucas recomendou que ela ficasse com a filha, que ele dormiria no hospital com o menino, mas Du estava determinada a voltar.
Quando ela voltou para casa Martinha estava sendo cuidada pela babá.
Maria Marta: Como meu neto está?
Du: Melhor, Graças a Deus.
Maria Marta: Meu filho vai dormir lá com ele?
Du: Vai, e eu também já vou voltar pra lá, só vim amamentar a Martinha, e pedir para a Zezé dormir aqui essa noite.
Maria Marta: Nada disso.
Du: Por quê? Eu não vou deixar meu filho passar a noite no hospital sem mim. Se a Zezé não pode dormir aqui, vou levar ela comigo.
Maria Marta: Calma Leki, Leki. Você está ficando mais maluquinha? Levar a Martinha para o hospital para ela pegar algum vírus e também ficar doente? Eu não vou permitir isso. Pode dispensar a babá, porque quem vai cuidar da minha neta hoje sou eu.
Du ficou surpresa com as palavras da Marta.
Du: Você? A Senhoraaaa?
Maria Marta: Que cara é essa? Porque tanta surpresa?!?
Du: Eu, nunca imaginei, que a senhora se ofereceria para cuidar dela?
Maria Marta: E qual o problema? Já pari e cuidei de três filhos.
Du: Eu sei, mas, mas, mas...
Maria Marta: Mas nada, pode deixar que eu cuido da minha neta essa noite.
Du já estava com os olhos cheios de lágrimas, Marta caminha em direção a ela, e lhe abraça, um abraço forte e reconfortante.
Maria Marta: Fica tranquila, nosso mini comendador vai ficar bem.

Du voltou para o hospital mais tranquila sabendo que Maria Marta estava cuidando de sua filha.
Chegando ao quarto que Alfredinho estava, se deparou com Lucas, dormindo sentado ao lado do berço do filho.
Ela foi até ele .
Du: Lucas, Lucas.
Ele acorda assustado:
O que foi? Alfredinho?
Du: Calma Leki, ele tá bem, tá dormindo, olha. Passei para falar com o médico e ele disse que amanhã ele já vai poder ir para casa.
João Lucas: Pow nem acredito, ainda bem, nosso menino Du...
Du: Mas parece que quem não está nada bem é você Leki. Vai para casa, toma um banho, dorme um pouco que eu fico aqui com ele.
João Lucas: Não Du, ninguém me tira do lado do nosso filho.
Du: Mas...
João Lucas: Mas nada Du.
Du sorri, e João Lucas acaricia de leve seu rosto, roubando um selinho, os dois se abraçam, e ficam alguns instantes assim... Quando se separam Lucas pergunta:
E a Martinha, como ela tá? A Zezé aceitou dormir lá em casa.

Du: A Marta Lucas, vai cuidar da Martinha essa noite.
João Lucas: Como é que é?
Du: É isso mesmo, sua mãe, mandou eu dispensar a babá, e disse que vai cuidar da neta essa noite.
João Lucas: Caramba quem diria, dona Marta cuidando da netinha a noite Toda. Marta e Martinha.
Eles começam a rir.

Pela manhã, Alfredinho recebeu alta. O médico pediu alguns cuidados e que continuassem com a medicação.
Lucas apesar de cansado estava radiante, depois do parto, esse foi o momento em que ele mais sentiu medo em sua vida.
Alfredinho estava dormindo na cadeirinha no banco de trás, e antes de ligar o carro para irem para casa, João Lucas desabafa
Eu não acredito Du, nunca mais quero passar por isso na minha vida, nunca mais quero ver nossos filhos doentinhos, nunca mais.
Du: Eu também Lucas, mas tu ta ligado que esse é apenas o começo né? Deus queria que não, mas ainda vamos ter muitas barras para segurar daqui pra frente, ainda mais se nossos lekinhos forem igual a você?
João Lucas: Igual a mim? Pow sempre fui um anjo!

Du: Que deu trabalho para os seus pais até um pouco antes dos seus filhos nascerem, esqueceu?
João Lucas: Pow Du, não lembra disso, tenho que manter minha fama de Papai Responsável.
Mas a senhorita não fica atrás de mim não viu, e esse cabelo ruivo? Quero nem ver quando Martinha quiser pintar igual. Não deixo, não deixo e não deixo.
Du: Então Leki, filhos meus e seus, como tu queria que saísse hein?
João Lucas: Verdade, tivemos muita sorte Du. Eu não consigo imaginar minha vida sem vocês.
Du: Nem eu. — Du sorri.
João Lucas se aproxima dela e a beija, depois liga o carro e vão a caminho de casa.


Quando chegam em casa, vão direto para o quarto dos bebês, e eles levam um susto quando encontram Marta, dormindo na pequena cama ao lado dos berços.
Du: Não Acredito que tua mãe dormiu aqui.
João Lucas: Martinha deve ter dado uma canseira nela.
Du coloca Alfredinho no berço que dormia tranquilo em seus braços e João Lucas tenta acordar Marta:
Mãe, acorda. Ohh Mãe.
Marta desperta assustada.
Maria Marta: O que foi?
João Lucas: Calma, acho que a senhora pegou no sono aqui. Martinha se comportou bem?
Maria Marta se levanta da pequena cama.
Maria Marta: Se comportar bem? Sua filha com a Lek de cabelo de fogo? Você tá brincando né João Lucas, essa menina deu trabalho a noite inteira.
Du: Essa aí puxou a avó.
Maria Marta: O que você disse menina?
Du: Nada Não.
Maria Marta: E o pequeno comendador? João Lucas: Ele tá bem, ainda tem que tomar alguns remédios, mas ele tá legal.
Maria Marta: Fico mais tranquila em saber disso. Bom, agora deixa eu ir para o meu quarto descansar.
Maria Marta está saindo do quarto, e Du a chama:
Marta, Muito Obrigada por cuidar dela.
Maria Marta: Obrigada você minha querida, por ter me dado dois netos lindos.

Maria Marta sorri, e sai do quarto, deixando Du e João Lucas, curtindo o momento com os filhos.
O resto do dia foi assim, a família inteira paparicando os bebês, a vontade era fazer uma festa para comemorar a volta de Alfredinho para casa. Mas a família ainda estava em crise financeira, se não estivesse nessa situação, com certeza teria feito uma grande festa.