Simplesmente Acontece
18 Capítulo 3 - Chegada dos Lekinhos
Os dias se passam, as coisas na Império ficam cada vez mais complicada,
a barriga de Du cresce a cada dia, junto com a empolgação de JL de ser pai de gêmeos.
Eles compraram muitas coisas para as crianças, e como a família estava em crise financeira não tinham condições de fazer uma reforma no apartamento para construir um novo quarto, então os gêmeos iam dormir no quarto junto com JL e Du;
Os berços chegaram, e JL que ia montar, era o dia de arrumar o quarto.
Du: HAHAHA Leki tu tem certeza que você vai dar conta de montar dois berços?
João Lucas: Claro Du, você tá falando com o papai aqui, sei tudo de montar berços.
Du: Vou fingir que acredito tá?
João Lucas: Acho bom mesmo.
João Lucas coça a cabeça, e olha em volta do quarto.
João Lucas: Mas como vamos conseguir espaço para os berços, e tudo o que temos que guardar aqui Du?
Du, também olha em volta.
Du: Vai ser difícil hein Leki.
Os dois começam a rir.
Du: Se as coisas de um bebe já ia ser difícil imagina de dois? Você também em Leki.
João Lucas: Eu o que Amor?
Du: Tinha que fazer dois filhos.
João Lucas se aproxima novamente de Du, puxando a pela cintura, dando um beijo de leve na em sua boca.
Quando os lábios se separam, e os olhares se cruzam, sorrisos aparecem automaticamente em ambos os rostos, e João Lucas brinca:
Espera só esses Lekinhos nascerem, que faço mais três de uma vez só.
Du acariciando seu rosto, começa a rir.
Du: Três? Tu tá loco Lucas, só se você carregar aí na sua barriga por nove meses, porque eu tou fora.
Eles estavam desmontando a prateleira onde ficava a TV e o vídeo game.
Du: Quem diria, deixando o vídeo game de lado, para cuidar de dois bebes. Tu imaginava isso Leki?
João Lucas: Nunca imaginei Du, mas sabe que eu tou curtindo essa ideia?
Du: É mesmo?
João Lucas: Tou curtindo mais ainda ter você do meu lado, como minha esposa, minha mulher, mãe dos meus filhos. Vem cá vem.
João Lucas se aproxima de Du, puxando a pela cintura, fazendo seu corpo colar no dela, os dois lábios se encontram e os dois só se separam quando realmente falta o ar.
Du: Howw, tá animadinho hoje em Lucas?
João Lucas coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha de Du, e quando se aproxima novamente para beija-la, ela se esquiva, e sai dos seus braços.
Du: Para Lucas, temos que acabar de arrumar essa bagunça, se não, nossos filhos nascem e tu ainda não montou esses berços, vai lá que eu quero ver.
João Lucas: Vai lá? Tu vai me ajudar Leki.
Du: Vou nada, tou grávida, essas crianças pesam muito, e isso é um trabalho para o papai aí, vai.
Os dois começam a rir.
Lucas se atrapalha todo para montar os berços, e as horas se passam com os dois arrumando cada detalhe do quarto para receber Alfredinho e Martinha.
Espalham bichinhos de pelúcia na prateleira, arrumam todas as roupinhas dos bebes em um cômoda, e aquele quarto que era o refúgio de dois amigos rebeldes, acaba virando o lar de uma família que começava de nascer.
Os dias se passam e chega o grande dia dos gêmeos nascerem.
25 de dezembro, quando estavam todos reunidos conversando na sala.
Du: Ai gente.
João Lucas: Que, que foi Du?
Du: Não, e a .... foi a bolsa.
João Lucas: Mas porque você vai querer a bolsa se a gente não vai sair de casa Eduarda?
Maria Marta percebeu o que aconteceu e alerta:
Estourou!
João Lucas: Estourou o que mãe?
Du coloca a mão no rosto, com voz de choro, aparentemente nervosa :
Ai que vergonha.
Clara : Estourou a bolsa, Vai nascer.
João Lucas: Caramba gente.
Todos ficam em volta de Eduarda, não sabendo direito o que fazer. João Lucas pergunta:
O que eu faço mãe?
Maria Marta: Vai lá pegar a mala.
João Lucas: Que mala mãe? Não tem mala. A gente não arrumou mala nenhuma.
Maria Marta: Meu Deus do Céu, eu arrumo a mala, então vão indo, que já eu chego lá.
Clara, Zé Pedro e João Lucas levam Du para o hospital.
Du estava com muito medo, João Lucas tentava tranquiliza lá, mas foi só ela entrar para a sala de parto, que ele também entrou em desespero.
Foi um parto muito difícil, Du e os gêmeos quase morreram.
Maria Marta apoiava JL do lado de fora, que sofria a cada segundo.
Mas no final tudo deu certo, os gêmeos nasceram com saúde e Eduarda ficou bem.
O momento que João Lucas entrou no quarto junto com Maria Marta, para conhecer os gêmeos foi emocionante. Ambos choraram. Eram duas crianças lindas.
João Lucas estava radiante, Du estava muito exausta, mas nunca tinha sentido uma felicidade tão grande em sua vida.
Du, Martinha e Alfredinho ficaram alguns dias no hospital, antes de poder voltar para a casa.
Du: Finalmente amanhã vou poder voltar para casa, não aguento mais ficar presa nessa lugar.
João Lucas: Eu também tou muito feliz, não vejo a hora de ter você e os nossos Lekinhos em casa.
Du: Tu não vai embora não Leki?
João Lucas: Que isso Eduarda, tá expulsando o pai do seus filhos? É isso mermo?
Du começa a rir : Para de ser bobo Lucas, é que já é tarde e amanhã você não tem que ir para a Império.
João Lucas: Tenho, mas vou chegar atrasado, sabe porquê?
Du: Porque?
João Lucas: Porque vou dormir aqui com você essa noite.
Du abre um sorriso: É sério?
João Lucas: Uhum, e amanhã bem cedinho vou levar vocês para casa.
As enfermeiras chegam com Martinha e Alfredinho, para Du amamentar.
João Lucas observa atentamente a cena.
Du: Eu não sei se vou acostumar com isso, e você ainda me olhando.
João Lucas: Para Du, já disse que é uma cena linda, você alimentando nossos filhos.
Du: Se você me chamar de vaca de divinas tetas de novo, eu te bato quando terminar aqui.
As enfermeiras também se divertem com o bom humor de João Lucas e Du.
As crianças se alimentam, depois dormem. João Lucas dá um beijinho em cada um e as enfermeiras os levam de novo para o berçário.
Assim que as enfermeiras saíram com os Lekinhos,
João Lucas se aproximou da cama de Eduarda.
João Lucas: Tem um espacinho pra mim aí?
Eduarda olha para João Lucas, que está com aquela carinha de atentado.
Du: Onde??? Aqui? Tá loco, tem ali naquele sofá.
João Lucas: No sofá não quero. Quero contigo, de preferência bem juntinho, agarradinho.
João Lucas se inclina e dá um beijo na boca de Eduarda.
Du sorri, e começa a se afastar na cama, deixando um espaço para João Lucas deitar.
João Lucas: Eu tou brincando, vou lá me ajeitar no sofá.
Du: Não, fica aqui.
João Lucas: Tu deve tá cansada, e daqui a pouco os gêmeos voltam.
Du: Fica aqui, por favor, só um pouquinho vai Lucas.
João Lucas: Só um pouco, porque tu sabe, se as enfermeiras me pegam...
Du: Tu tá ferrado.
João Lucas deita ao lado de Du, que se aconchega no peito dele, e os dois ficam agarradinhos naquela pequena cama de hospital.
João Lucas faz um cafuné em Eduarda, que desliza a mão no peito de Lucas, também fazendo um leva carinho.
Eles ficam em silêncio por alguns minutos, então João Lucas observa que tu ainda não pegou no sono.
João Lucas: Du, tu precisa dormir, descansar um pouco. Quer que eu vá para o sofá?
Du: Não, por favor, fica aqui comigo.
João Lucas: O que tá pegando amor? No que tu tá pensando?
Du: Tou com medo Lucas.
João Lucas: Medo de que Du?
Du: Amanhã nós vamos para casa, e você viu nossos Lekinhos, tão pequenininhos e precisam de tantos cuidados. Eu não sei Leki, se eu vou aguentar, e se eu não for uma boa mãe para eles?
João Lucas: Você já está sendo uma ótima mãe Du, e eu já disse que vou te ajudar, tamo junto nessa. Eles são tão pequenininhos mesmo né? Mas relaxa que tudo vai dar certo, tou contigo. Agora vamo tentar dormir um pouco.
Du: Gosto de ouvir tua voz.
João Lucas: Gosta é? Os dois se olham, ambos sorriem, os rostos se aproximam e os lábios se tocam em um carinhoso e rápido beijo.
Du se aconchega de novo no peito de Lucas, que continua fazendo cafuné nela,
e com o som dos batimentos cardíacos de Lucas. Du enfim pega no sono.
Quando João Lucas percebe que Du dormiu, ele fecha os olhos e também pega no sono.
Du e os gêmeos voltam para a casa, todos da família Medeiros ficam babando com os gêmeos.
E a nova rotina começa, mamadeiras, fraudas, choro, sono, etc, agora fazem parte da vida, daqueles dois rebeldes, que do dia para noite, viraram pais de dois Lekinhos lindos.
Du como era de se esperar estava sendo uma ótima mãe, João Lucas também estava se saindo bem, Maria Marta contratou uma , Zezé para ajudar,
Claraide também ajudava a cuidar dos gêmeos. E assim começava uma nova experiência para aquele casal.
Um dia durante a noite. Alfredinho acorda chorando muito, Martinha ouvindo o choro do irmão também acorda.
Du da de mama e troca Alfredinho, e ele não para de chorar, ela anda de um lado para o outro, e ele continua chorando, um choro, ao qual, ela nunca tinha ouvido antes.
João Lucas estava com Martinha no colo, que também choramingava.
João Lucas: O que será que tá acontecendo com ele Du?
Du: Não sei Lucas, eu nunca vi ele assim Meu Deus.
João Lucas: A Martinha tá ficando mais agitada ouvindo o irmão chorar desse jeito.
Du: Eu vou descer com ele pra sala, e você faz a Martinha dormir.
Du desce pra sala, enquanto João Lucas faz Martinha dormir no quarto.
Du anda de um lado para o outro, com Alfredinho no colo, tentando acalma ló, mas ele continua chorando muito.
Du já estava muito nervosa vendo o filho chorar daquele jeito, sem saber o que ele tinha, ela então começa a chorar junto.
Du: Meu amor, porque você tá assim hein?
Maria Marta, não aguentando mais ouvir o choro do neto, desce para sala, e dá de cara com Du, desesperada, chorando sem saber o que fazer.
Maria Marta: Meu Deus, porque essa criança não para de chorar?
Du: Eu não sei Dona Marta, já amamentei, já troquei, eu não sei mais o que fazer, para o Zé Alfredinho parar de chorar.
Maria Marta: Mas você também tá chorando menina? Se acalma, vamos descobrir.
Maria Marta pega Aldredinho no colo.
Maria Marta: Você tem de descobrir do que é esse choro, pode ser dor de barriga, dor de ouvido. Além de mãe, agora você tem que ser também adivinha.
Maria Marta, acaricia de leve a barriguinha de Alfredinho, depois aperta de leve o ouvidinho, nesse momento ele começa a chorar mais ainda.
Maria Marta sorri: Viu, esse chororo todo é por causa de uma dorzinha de ouvido.
Du pergunta preocupada: E agora?
Maria Marta: Agora você vai lá em cima, e pega o remédio que o Dr, receitou para se caso acontecesse isso.
Du sobe as escadas correndo, e encontra Lucas que estava descendo.
Lucas: Martinha dormiu, Alfredinho tá mais calmo? Ainda não, vou subir para pegar o remédio. Du logo chega com o remédio, Maria Marta devolve Alfredinho para o colo de Du, e fala para João Lucas pingar uma gotinha em cada ouvido de Zé Alfredinho.
João Lucas: Porque eu mãe? E se eu fizer algo de errado.
Du: Vai logo Lucas.
Maria Marta: Não tem nenhum segredo nisso meu filho.
Du sentou com sofá com Alfredinho no colo, e João Lucas com muito cuidado pingou uma gotinha de remédio em cada ouvido.
Maria Marta, da um beijo na cabeça de João Lucas, e sorri para Du.
Maria Marta: Não fica nervosa minha querida, essas coisas daqui pra frente vão acontecer sempre, e se você for chorar toda vez... Suas lágrimas vão acabar rapidinho. Boa Noite, e fiquem tranquilos que jaja ele vai se acalmar.
Du ainda estava com lágrimas nos olhos, João Lucas a abraça, e ela continua ninando o filho, até que ele vai se acalmando aos poucos.
João Lucas e Du ficam em silêncio, apenas observando o filho, que para de chorar, fica um pouco acordado, e enfim pega no sono.
Eles ficam por mais alguns instantes ali na sala, com Alfredinho dormindo nos braços.
João Lucas: Como pode, tão pequeno e tão frágil?
Du: Ele me deixou desesperada, ver ele chorando sem saber o que fazer? Lucas eu vou pirar, eu não aguento isso.
João Lucas acaricia o rosto de Du, para secar as lágrimas, ele a abraça.
João Lucas: Du, vamos ter que nos acostumar, e aprender a decifrar cada choro deles. Olha, não é a coisa mais linda que você já viu na vida, parece que ele tá sorrindo. Moleque esperto, sabe que tá dormindo no colo da mãe mais linda desse mundo.
Du sorri: Tão pequeninos e já despertou tantos sentimentos na gente né? Só de pensar que eles podem estar sentindo alguma dor...
João Lucas: Não vamos pensar amor, ele está bem agora, você ouviu a Dona Marta, essas coisas acontecem.
Du: E a Martinha?
João Lucas: Tá dormindo, pegou no sono fácil. É Du, acho que temos um João Luquinhas e uma Duzinha viu. Já tou até vendo que nossa princesa vai ter que cuidar desse nosso lekinho, como você sempre cuidou de mim.
Du: Verdade, eles já são tão diferentes né? Tão lindos. Lucas eu nunca imaginei amar tanto duas coisinhas desse tamanho.
João Lucas: Eu também não, mas eu amo tanto eles, você. Acho que minha vida começou a ter sentido agora.
Du sorri: A minha também.
João Lucas dá um leve beijo na testa de Du, e a ajuda a levantar, os dois vão para o quarto e colocam Alfredinho, no berço.
Du olha para João Lucas: Enfim uma boa noite de sono?
João Lucas olha no relógio, e responde: Digamos que pelas próximas duas horas, depois é hora de dar mama.
Du vai caminhando e se joga na cama.
Du: E começa tudo de novo
João Lucas vai até o banheiro, coloca uma calça mais larga, e tira a camisa, e vai para a cama também.
Du olha pra ele com um sorrisinho de lado.
João Lucas: Que foi?
Du: Nem tinha reparado que tá tão calor assim.
João Lucas se aproxima de Du, roubando um beijo rápido, quando as bocas se separam ele diz:
Tu sabe que do teu lado, é sempre calor.
Du: Seu bobo, bora dormir .
João Lucas: Dormir?
Du: Sim, daqui a duas horas tenho que acordar.
João Lucas: Poxa, magoou agora.
Du: Bobo.
João Lucas começa a acariciar os cabelos ruivos de Du, que logo pega no sono, em seguida ele dorme também.
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