Simplesmente Acontece
41 Capítulo 8- Comemoração
Notas iniciais
Depois de alguns instantes deitada na cama chorando, Du vai até o banheiro tomar um banho, no chuveiro ela chora mais um pouco, até recuperar todas as suas forças.
Ela troca de roupa e vai em direção ao quarto dos bebês procurar Lucas.
Lá estava ele, sentado em uma poltrona de cabeça baixa, aparentemente arrasado.
Du se aproxima, mas ele nem si quer olha para ela, continua com a cabeça baixa.
Du: Lucas.
Ela não responde.
Du se abaixa, para ficar na altura de JL, que continuava ignorando ela.
ela pega em sua mão, e continuar:
João Lucas por favor olha pra mim.
João Lucas a olha, seus olhos vermelhos e seu rosto inchado denuncia que ele também chorou.
João Lucas: Que foi Eduarda?
Du: Eu que te perguntou, o que foi Lucas? Tu é meu marido, meu amigo, meu parceiro, cheguei contei tudo o que aconteceu, joguei limpo cara, não era pra tu ficar assim.
João Lucas: Mas tu não entende Du, que eu tou com raiva, com vontade de matar aquele...
Du: Para com isso Leki, esquece isso por favor. Não rolou nada demais.
João Lucas: Nada demais? Tu tá tirando com a minha cara Eduarda?
Du: Vamo esquecer isso? Por favor Leki. – Du se levanta, pegando na mão de João Lucas, fazendo com que ele também se levante.
Du sorri para ele, e acaricia levemente seu rosto, depois lhe dá um abraço bem apertado, e diz bem baixinho em seu ouvido:
Vamo para nosso quarto vai Amor.
João Lucas concorda com a cabeça, e depois de darem um beijinho de boa noite em cada um dos filhos eles retornam ao quarto.
João Lucas se deita na cama, e como de costume Du se aconchega em seu peito, antes dela pegar no sono, João Lucas lhe faz um pedido.
João Lucas: Du.
Du, responde já sonolenta.
Du: Oi.
João Lucas: Me promete que vai ficar longe desse cara? Que não vai voltar lá sozinha.
Du: Uhum.
João Lucas: Promete?
Du: Prometo Leki, agora vamos dormir.
João Lucas dá um beijo de leve em seus cabelos ruivos, e espera ela pegar no sono, para depois fechar os olhos e tentar dormir.
Alguns dias se passam...
Du acata o pedido de João Lucas e não volta a casa do seu pai, em compensação, ela sempre manda o motorista da família ir buscar Francisco para ir até a mansão dos Medeiros, visitar os netinhos. Ela estava muito feliz com a reaproximação do pai.
Francisco tinha começado um tratamento bancado por João Lucas, os médicos estavam otimistas.
O aniversário de Du se aproximava e JL estava pensando em uma maneira para comemorar essa data tão importante.
Ele sabia que ela não ia querer uma grande festa como era de costume na família Medeiros, então ele tinha que descobrir uma maneira de comemorar, que a deixaria feliz.
Na época que eram amigos, ele sempre fazia alguma surpresa, e terminavam passando a noite curtindo uma balada, e no final Du sempre acabava cuidando dele que acabava aprontando algo.
–João Lucas estava indo para mais um dia de trabalho na Império, as coisas na empresa estava melhorando, porém a carga de trabalho em cima dele estava cada vez mais pesada.
Sinal vermelho, ele para o carro.
No rádio começa a tocar Céu Azul, o coração dele acelera e borboletas parecem fazer uma festa em seu estômago.
Imediatamente ele sorri,
Aquela música era a trilha sonora dele com sua amada de cabelos vermelhos.
Ele pega o cel, e manda uma mensagem:
“Ei, Leki
não esquece: te amo”
Ele se sente um bobo, mas era inevitável ele amava aquela menina, aquela moleca, aquela mulher.
Ao olhar pela janela no carro ele vê um casal de adolescentes, um menino loiro de cabelos encaracolados e uma menina de cabelos ruivos, não tão longos quanto os da Du, mas tão vermelhos quanto os dela.
Ambos sorridentes, no meio de uma brincadeira e outra, eles davam alguns beijinhos e trocavam algumas caricias.
João Lucas sorri, e aquele casal, faz um filme passar em sua mente, de como ele e Du sempre foram felizes, filme que é interrompido pela buzina de carro de trás, o sinal tinha aberto, e era hora dele enfrentar mais um dia de trabalho.
Mas ver aquele casal feliz tinha lhe dado uma grande ideia, hoje mais do que nunca ele ia contar as horas para chegar em casa.
Du estava no quarto dela brincando com os gêmeos,
ela cantava:
Atirei o pau no gato tô tô.
Mas o gato tô tô.
Não morreu reu reu. Dona Chica cá.
Admirou-se se.
Do berro, do berro que o gato deu: Miau
E ensinava os gêmeos a bater palminhas, eles riam,
e gritavam de alegria.
De repente João Lucas entra no quarto:
– Papai Chegou.
Martinha, ao ver o pai, abre um sorriso e dá um gritinho de alegria.
Du também sorri ao ver JL se aproximando, e Alfredinho continua batendo palminha.
João Lucas se aproxima dando um selinho em Du e também se senta na cama, Martinha logo abra os bracinhos e se joga em direção ao pai, que coloca a menina em seu colo.
João Lucas: O que vocês estão aprontando hein Lekinhos?
Du: Estamos cantando papai
Alfredinho continua batendo palminha e resmunga :
MIIIIII.
Du começa a rir.
Du: Muito bem, já aprendeu meu filho.
Alfredinho sorri, e também abre os bracinhos, Du também pega ele no colo e continua a brincadeira.
Du: Vamos ensinar o papai como se canta:
Atirei o pau no gato tô tô.
Mas o gato tô tô.
Não morreu reu reu. Dona Chica cá.
Admirou-se se.
Do berro, do berro que o gato deu: Miau
João Lucas começa a cantar juntos, e os gêmeos se divertem mais ainda, agora com o pai na brincadeira.
Depois de cantarolarem essa música cerca de 10 vezes, os gêmeos estavam de volta na cama, agora brincando com alguns brinquedos.
JL então se aproxima de Du, dando um leve beijo em sua boca. Alfredinho imediatamente, vai em direção a mãe, para chamar a atenção.
Eles começam a rir, da cara de bravo do menino.
João Lucas: Pronto, pronto já larguei sua mãe- diz e se afasta um pouco de Du.
Du: Esse meu lekinho é muito ciumento Meu Deus.
João Lucas: Isso mesmo filhão, tem que aprender desde cedo, a cuidar da sua mamãe, e da sua irmã quando papai não tiver por perto.
Alfredinho sorri, e vai tentar pegar o brinquedo que estava na mão de Martinha.
Enquanto os gêmeos brincam, Du questiona:
Chegou mais cedo hoje Lucas, o que aconteceu?
João Lucas: Eu estava com saudades da minha família mais linda.
Du: Hum, saudades é?
João Lucas: Para falar a verdade, eu tava contando as horas para vim pra casa Du, aí quando eu tive uma folguinha, eu fugi.
Du: Tu não toma jeito né Leki? Mas eu adorei essa fuga. – Du se aproxima de Lucas lhe roubando um beijo.
Quando os lábios se separam, os olhos de João Lucas brilhavam, assim como o dos seus filhos que estavam encantados com os brinquedos.
João Lucas: Du eu tive uma super ideia .
Du: Lá vem.
João Lucas: Tu vai se amarrar.
Du: O que é? Fiquei curiosa, desenrola Leki.
João Lucas: Sábado é seu aniversário...
Du: Nem vem Leki, não quero saber de festa, e essas frescuras todas que tem nessa sua família. Esquece isso.
João Lucas: Calma, deixa eu terminar de falar. Eu sei que você não gosta dessas frescuras. Por isso pensei, que tal fazermos uma viagem?
Du: Hãn? Como assim Lucas?
João Lucas: É Du, vamo viagem poxa, se curtir, namorar um pouco, comemorar seu aniversário. Eu tava pensando, aconteceu tudo tão de repente, que não deu tempo de andarmos de mãos dadas, de termos esses momentos românticos que os casais tem sabe? A gente deu uns pegas, vieram os lekinhos, nem lua de mal tivemos.
Du olhava para João Lucas com uma certa desconfiança, não estava entendendo onde ele queria chegar.
Du: Mas como vamos fazer isso com os gêmeos Lucas? Aquela vez que fomos com eles para Petrópolis deu todo aquele rolo. Sua família ficou enchendo o saco, não tou afim de me estressar Lucas.
João Lucas: Vou falar com a minha mãe e com a Clara, tenho certeza que elas vão adorar cuidar dos gêmeos esse final de semana.
Du: O que? Tá louco Lucas? Eu não vou deixar meus filhos com ninguém não.
João Lucas pega na mão de Du.
João Lucas: Du, um final de semana, eu também vou morrer de saudades dos Lekinhos, mas dona Marta vai cuidar muito bem deles, eles já estão com 8 meses, não estão mais mamando no peito, já comem comidinha, vão adorar ficar com a vovó. E merecemos esse descanso.
Du: Será? Mas pra onde vamos?
João Lucas: É, boa pergunta, eu não tinha pensado nisso.
Du: Tu é uma comédia né Lucas? Quer ir viajar mas não sabe para onde?
João Lucas: Na real Du, tu merece uma viagem para Paris, com direito a todas essas coisas românticas sabe? Mas agora acho que não rola.
Du sorri meia sem jeito e concorda.
Du: É, Paris agora não rola.
João Lucas: Já sei, podemos ir para São Paulo. É perto, tem alguns lugares legais para podermos comemorar seu aniversário. Não é Paris, mas pelo menos vamos poder curtir um pouco longe dessa loucura, desse império.
Du: Acho que pode ser uma boa.
Du se aproxima novamente de João Lucas, acaricia seu rosto de leve
Du: Com você, qualquer lugar se torna Paris Leki. Vou morrer de saudades dos nossos Lekinhos, mas eu curti a ideia. – e sem perder tempo, cola seus lábios no dele, mas logo são interrompido pelos Lekinhos, que querem a atenção dos pais.
Fale com o autor