Simplesmente
14 Capítulo 14: Chegando na Ilha
Notas iniciais
Pov Shay
Sean fazia uma pequena careta enquanto largava do meu abraço protetor. Ainda estava incomodada com isso, apesar de que iria beneficiar a todos. Era finalmente sexta-feira e o grande dia da viagem para a festa de Robert. De ultima hora um dos amigos de Sean o chamou para ficar com ele esse final de semana. Eu não gostava de mantê-lo longe de mim, na verdade, detestava, ainda mais com pessoas daquela escola estúpida e preconceituosa. Mas foi Alejandro quem me convenceu.
-O garoto precisa começar a aprender a se virar sozinho – meu vizinho dissera – ele não pode ficar debaixo de sua proteção pelo resto da vida.
-Mas... – tentei retrucar – Ele pode passar por uma encrenca e eu vou estar muito longe.
-Os pais do garoto não iriam permitir. Você mesma não disse antes que gostava desse amigo do Sean?
-Isso é outra situação!
-Você parece mais uma mãe do que uma irmã. Precisa relaxar um pouco ou estará duvidando da capacidade de seu irmão, além de tirar a liberdade dele feito uma mãe coruja.
Desde então todos começaram a falar quase a mesma coisa, até mesmo à mãe do garoto enquanto eu me despedia de meu irmão com aquele olhar ainda preocupado. Mesmo assim, eu parti no táxi junto com Ivy. Tive medo de estar fazendo as coisas errado, de estar sendo protetora demais e que Sean fosse me odiar por causa disso. Exagerado? Bem, experimente ter responsabilidade por algo maior do que um animal de estimação e me entenderá um pouco. Uma mão quente e suave pousou sobre a minha, fazendo com que meus pensamentos por um momento fugissem de minha mente. Virei meu rosto lentamente para encontrar um par de olhos azuis me fitando seriamente. Sorri de forma culpada e me ajeitei sobre aquela poltrona tentando relaxar um pouco. Mas a mão que antes apenas segurava a minha, agora entrelaçava os nossos dedos de forma firme, Ivy não tinha desviado o olhar de mim.
-Você não precisa se preocupar, você deixou até o numero de meu celular com a mãe do garoto – Ivy comentou.
-Eu não consigo – reclamei em um fio de voz, abaixando o olhar – O que você viu naquele dia no colégio foi pouco com o que realmente podem fazer.
-Se continuar a pensar negativo só irá atrair essas coisas. Uma vez na vida tudo pode dar certo, sabia? Até porque, pense assim, estaremos sozinhas em uma praia com quatro dias de festa. Sean estará se divertindo com garotos da idade dele ao invés de ficar com a irmã mais velha e a namorada segurando vela, sem ter ninguém para brincar.
Suspirei alto, apertando a mão dela e lançando um olhar rápido para a janela. Estávamos no avião indo para a Ilha onde seria celebrada a festa, coisa que só fui saber de ultima hora, quando Robert enviou as passagens e tudo o mais. Foi um pouco complicado para Ivy conseguir a poltrona ao meu lado, mas ao que parecia ser filha de uma figura famosa e poderosa ajudava um pouco nisso. O que tivesse que acontecer, já tinha o seu destino traçado, afinal eu já estava ali no avião e Sean na casa do amigo. A viagem não demorou mais do que duas horas, em que fiquei conversando com Ivy sobre coisas triviais e tentando esquecer um pouco das minhas preocupações.
Robert havia pensado em tudo. Assim que desembarcamos, um motorista nos esperava para nos levar direto para o Hotel a beira mar, onde tudo iria acontecer. A ilha era privada, mas exclusiva para eventos daquele tipo e turistas nas épocas de veraneio. Naquele final de semana, o local estava cheio. Férias escolares combinado com um feriado em plena segunda-feira. Os turistas faziam a festa nas orlas e parecia haver muitos de longe, branquelos que ficavam mais brancos ainda por causa do protetor solar, a maioria de cabelos loiros clarinhos também. O Hotel se encontrava em grande movimento, pessoas tirando foto, crianças pequenas correndo de um lado para o outro com boias no braço ou na cintura. Eu estava encantada com todos os detalhes, com o luxo que era apenas o saguão daquele lugar, com decoração de coisas marítimas e sofás que poderiam custar minha casa inteira a vista.
-Feche a boca – Ivy ordenou rindo.
-Desculpe, donna, sou uma pessoa humilde – comentei dando de ombros – Vamos fazer o Check-in, preciso procurar o Robert para saber como vão ser as coisas.
-Io estou com sono – a italiana fez um beicinho.
-Vá para o seu quarto, eu posso me virar sozinha, a gente pode se ver mais tarde e eu vou estar com o celular de qualquer forma.
Ela sorriu contente com o que eu havia dito e foi a primeira a fazer o check-in na recepção. Ivy podia ter mudado muito, mas ainda era uma burguesinha que sabia aproveitar o luxo melhor do que ninguém. Estava terminando de assinar o termo de contrato do quarto quando uma mão pousou sobre meu ombro. Quando virei deparei-me com um homem alto e forte, careca e de pele bem escura, mas um sorriso de dentes brancos que dava um ar totalmente simpático a ele.
-Robert! – o cumprimentei sorrindo também – Pensava em ir procura-lo logo depois de guardar as coisas.
-Deixe que os camareiros fazem isso – Robert olhou para a recepcionista – Está tudo certo com as coisas dela?
-Sim senhor, já estava a finalizar tudo aqui – ela respondeu sorrindo gentil – Só restava desejar um ótimo passeio.
-Ah isso ficará por minha conta, certamente. Acompanha-me então, senhorita Williams?
Revirei os olhos por causa do tratamento formal e comecei a caminhar ao lado de meu atual chefe. Felizmente Ivy havia escolhido minhas roupas. Um shortinho jeans, sandália rasteira e uma regata azul escura. No avião nos cobrimos dos pés a cabeça, mas ela sabia que assim que saíssemos da aeronave o calor insuportável nos abraçaria prontamente. Eu já mal via a hora de tirar todas as minhas roupas e cair na praia ou na piscina do hotel de tão quente que estava li do lado de fora. Robert havia me levado para caminhar, apresentando o hotel e indo em direção à ala de festas onde várias pessoas ainda estavam decorando o lugar.
-Hoje o tema é bem casual, uma balada para fazer dançar, não quero nada muito eletrônico, mas gosto das coisas que faz com as músicas – ele pediu pensativo, mas logo sorriu – Confio em você Shay, saberá do que eles vão gostar.
-Dançar até perderem a noção de onde está o copo de bebida – disse em um tom de compreensão, o que o fez rir – Já imaginava que por aqui seria melhor um ritmo mais dançante do que personalizado.
-Bom, e ali será o seu domínio, espero que os equipamentos estejam certos. Peguei tudo o que você pediu – Robert apontou para uma ala a esquerda.
Fui até lá conferir o equipamento. Havia trago o principal, porém aqueles extras eram necessário que os donos da festa arranjassem caso quisessem uma balada realmente boa. Eu iria fazer a abertura da festa por ali, o que queria dizer que aquela noite era de trabalho. Logo Robert me deixou por ali, ajeitando as coisas enquanto ia atender os seus amigos e outros convidados. Eu mal via o tempo passar enquanto trabalhava nos ajustes do som e ajudava os outros contratados para organização. Nenhum deles era dali, estavam em um emprego temporário das férias, uma era até mesmo francesa que aproveitara para aperfeiçoar o inglês trabalhando em turismo e hotelaria.
Era final da tarde quando terminamos tudo. Eu estava sentada no degrau do palco, a francesa estava ao meu lado rindo de algo que o amigo havia dito. Ao todo erámos cinco. Linna, a francesa, era mais alta do que eu, loira e com cabelos encaracolados, bonitos olhos castanhos e nariz empinado. O amigo dela, mestiço de francês e americano, se chamava Richard e era parecido com ela, mas o cabelo era de um loiro escuro e a pele mais bronzeada. Sentada do meu lado, porém afastada, estava Olivia, ela era da Flórida e uma pequena morena que mais falava espanhol do que inglês. Por fim Kevin, um inglês quieto, de cabelos escuros e pele bem branca, ele era um tanto misterioso, porém o mais prestativo e curioso apesar de tímido.
-Eu tenho uma namorada que surtaria se soubesse que estou rodeado de tantas mulheres bonitas – Richard comentou respirando fundo, como se já imaginasse a futura morte.
-As mulheres ciumentas são as mais complicadas – comentei lembrando de Ivy, isso me fez sorrir grande – Mas são as melhores.
-Fala como se... Como posso dizer – Linna começou a sugerir, mas incerta se iria me ofender ou não.
-Se eu gostasse de garotas? E gosto, nada contra homens, mas gosto de coisas com mais curvas e maciez – respondi rindo.
-Eu concordo plenamente – Kevin murmurou intrigado.
Todos rimos, o que o deixou um pouco encabulado. Busquei minha garrafa com água de coco e a bebi um pouco demais, derramando pelo canto dos lábios uns filetes de água. Resmunguei comigo mesma por ser tão desastrada. Linna riu e foi pegar um guardanapo de uma das mesas, mas quando voltou ao invés de me oferecer esticou a mão e limpou diretamente. O sorriso que ela me deu me fez arrepiar, não havia como não acha-la linda e ficar sem jeito, mas certamente que ela estava flertando. Afastei-me com um sorriso de desculpas e já ia falar algo, mencionar que já tinha namorada, quando escutamos passos firmes vindo em nossa direção. Ao erguer meu olhar, meu coração disparou forte.
Ivy atravessava o salão como uma deusa. Ela usava um vestido curto e branco, de um tecido levemente transparente para mostrar o top azul que delineava com perfeição aqueles seios cheios e firmes. O cabelo solto estava mais claro por causa do dia ensolarado, dando uma sensação de loiro escuro quando na verdade era castanho claro. Ela estava deslumbrante. Levantei entendendo que aquele olhar indicava que ela havia visto tudo. Estava me preparando já para dar desculpas, engolindo em seco prevendo uma cara bem zangada.
-Oh mon Dieu – murmurou Richard em admiração.
Quando ela estava próxima comecei a ir em direção a ela, tentando sorrir sem jeito. Ela estava tão linda e silenciosamente brava que me desarmava por completo. Mas diferente de tudo o que eu havia pensado Ivy deu um sorriso diabólico antes de ficar bem próxima, levar a mão a minha nuca e me beijar de forma intensa e totalmente possessiva. Não era um beijo discreto, para ser visto em público, era dominante e estava tirando meu fôlego rapidamente. Mas tão rápido começou, ele logo foi quebrado, me deixando completamente atordoada, piscando varias vezes em uma tentativa de voltar a Terra.
-Não posso deixar você sozinha – Ivy murmurou em meu ouvido – que já vem piranhas para cima de você!
Quando finalmente entendi o que havia acontecido, não pude deixar de rir alto. Aquele beijo foi apenas uma demonstração de posse, literalmente. Ela estava mostrando para todos ali que eu era dela e isso de certa forma me deixava animada e excitada ao mesmo tempo. Segurei a mão dela e ainda sorrindo divertida virei para os outros que estavam confusos, surpresos e ainda deslumbrados com a Ivy.
-Pessoal, essa é a minha namorada Ivy – apresentei passando a sorrir de orelha a orelha ao mencionar namorada – Ivy, esses são Richard e Linna, da França. O Kevin de Londres e a Olivia que diz ser americana, mas tem sangue completo de latina. Eles estão trabalhando aqui no hotel e faz parte da equipe de Robert.
-Ciao – Ivy cumprimentou com um sorriso mais deslumbrante ainda – Io sou italiana, antes que perguntem.
-Complicadas você diz – Richard comentou – Entendo perfeitamente agora.
Não aguentamos o riso, já que eu havia dito que as ciumentas eram complicadas, mas valiam a pena. E ali estava Ivy, mostrando o quanto era única. Ela me olhava curiosa e intrigada, mas apenas fiz um gesto com a mão dizendo que era para deixar para lá. Fingi não notar o jeito com que Linna ficou, parecia sorrir apenas porque todos estavam sorrindo. Porém Ivy logo começou a conversar com a Olivia sobre a Florida, perguntando como era lá e não tardou a estar enturmada. Afinal de contas, ela passou a vida toda aprendendo com uma mãe super popular a ser popular. Mas não demorou a termos que ir, dessa vez eu precisava descansar para poder encarar uma noite inteira de trabalho. Despedimo-nos e quando finalmente ficamos a sós no elevador eu não aguentei segurar um riso baixo.
-Você os deixou babando – expliquei quando ela me olhou inquisidora.
-Babando estava aquela ragazza em você – reclamou Ivy cruzando os braços – O que você tem que atrai todas as lésbicas desse mundo?
-Sinceramente não sei – não pude deixar de rir mais ainda – Mas me responda você, era hétero até me conhecer.
-Hum.. Provável que seja esse seu jeito desleixado – Ivy disse realmente pensativa, me olhando como se examinasse uma peça – Parece não se preocupar com nada além de se divertir um pouco. Além é claro de ser linda.
-Linda? – ri mais encabulada, passando a mão no meu cabelo – No máximo charmosa não?
-Completamente linda – negou Ivy e depois abaixou o olhar – E tem um bumbum abençoado. Definitivamente pode ser o seu bumbum.
-O que?! – dessa vez estava gargalhando.
As portas do elevador se abriram e eu continuei rindo baixo enquanto Ivy ainda continuava a falar de meu bumbum como se fosse algo sério. Puxei de meu bolso o cartão-chave e passei na porta para abri-la, mas assim que o fiz e tive uma visão do apartamento eu congelei no lugar. Deus, aquilo era maior que minha casa! Tudo bem que tudo parecia ser maior que minha humilde residência, mas aquilo... Era um lugar bem amplo, com uma sala completa e bem formada com dois sofás de dois lugares, mesinha de centro e uma TV LCD mais a frente. Ao lado ficava uma cozinha superequipada e mais ao fundo havia uma varanda com direito a rede e cadeiras para apreciar a vista que tinha da praia. Entrei mais no apartamento até descobrir o lugar onde iria dormir. O quarto ficava em um cômodo diferente e era o mais luxuoso para mim. Havia outra TV na parede, um closet e uma cama de casal redonda, além de uma iluminação perfeita em que nós ajustávamos de diferentes maneiras.
-Sinto-me mais pobre do que nunca – comentei distraída enquanto abria a porta do banheiro – Deus, uma banheira enorme! Espera, é uma jacuzzi?
-Podemos experimenta-la depois.
Ivy havia dito em um tom inocente, percebendo minha cara de impressionada. Mas assim que olhei por sobre meu ombro com um sorriso malicioso ela ficou fortemente corada, provavelmente pensando o mesmo que eu. Nós duas em uma jacuzzi não seria nada inocente. Ela tentou desviar, afastando mais para dentro do quarto fingindo ter interesse em muitas coisas, menos em mim que se aproximava lentamente até poder abraça-la por trás. Ivy suspirou e apoiou o corpo sobre o meu suavemente.
-Você vai ficar bem hoje a noite? Estarei trabalhando – comentei próximo ao ouvido dela.
-Vai ter sua música, bebida de graça e pessoas para conhecer. Vou sobreviver, mio amore – Ivy respondeu despreocupada, virando para mim logo depois – E como é uma ragazza direita, irá tomar um banho e relaxar, precisa descansar um pouco lembra?
-Ficará comigo certo?
-Certo che sì.
-Definitivamente preciso de aulas de italiano.
-Eu vou ficar – ela respondeu sorrindo.
Dei um selinho nela, depois outro e outro... Até que o toque simples de nossos lábios se transformou em um longo beijo. Fui caminhando lentamente, até Ivy cair sobre a cama e me levar junto com ela, já que estávamos agarradas. Rimos juntas enquanto eu me ajeitava sobre o corpo da italiana, mas quando a fitei sorri de uma forma completamente boba. Não precisávamos de palavras naquele momento, apenas olhar uma para outra para ter certeza de que não era uma miragem. Eu não tinha mais palavras para tentar descrever o quanto Ivy era linda, uma menina mulher que dominava todos os meus sentidos. Dessa vez quando a beijei foi algo completamente apaixonado. Era como se minha língua junto a dela tentasse dizer que a amava, que seria para sempre. E isso resultou em um longe e intenso beijo, ele só acabou quando não havia mais como respirar.
-Seu banho – lembrou Ivy ofegante.
-Descansar, lembro-me disso também – murmurei e em um resmungo me ergui – Porque não encontra algo bom na televisão enquanto isso?
Ela acenou com a cabeça e eu finalmente fui tomar banho. Nunca em minha vida pensei que fosse ser difícil! Nossa, haviam tantas torneiras a serem abertas para poder manter a temperatura como queria. De primeira havia recebido um jato forte de água muito gelada, e quando tentei novamente a outra dessa vez a água veio pelando. Tive de gritar ajuda para Ivy, que rindo tentou me explicar como funcionava isso. Qual o problema dos ricos? Não poderiam ser como todos que tinham um chuveiro com inverno e verão apenas? Quando finalmente atingi o ponto que queria, me permitir ter o banho dos deuses. Lavei meu cabelo com produtos caros e usava aqueles sabões líquidos como se fosse uma criança. O que resultou em um longo banho.
Ao menos havia me lembrado de levar alguma roupa para o banheiro. Apesar de querer saber qual seria a reação de Ivy a me ver apenas de toalha. Não queria pressionar nada, apesar de desejar que esses dias fossem os melhores de nossas vidas. Amassos quentes estavam inclusos nesse quesito. Ao sair com uma toalha envolta de meu cabelo para secá-lo de forma mais natural possível, minha italiana já havia pedido algo para comermos pelo serviço de quarto. Uns belos sanduíches com refrigerante. Deitei na cama já pedindo por um pedaço do dela, que ao invés de fazer o que pedi, pegou da bandeja ao lado um para mim. Dei de ombros e o devorei em questão de dois minutos, simplesmente havia descoberto que estava faminta.
-O que são esses botões todos? – perguntei apontando para um painel ao lado da cabeceira da cama.
-Ainda não tive chance de testá-los – Ivy respondeu dando de ombros.
Sorrindo travessa, apertei o primeiro. As luzes se apagaram e uma música romântica começou a tocar, porém bem sinuosa em sua letra. Olhei para Ivy e ela começou a rir baixo divertida, sabendo que eu estava brincando. Apertei o segundo botão... E a cama começara a tremer! Eu sentei um pouco assustada, olhando para os lados até ver que Ivy estava gargalhando com minha reação.
-É para massagem sua boba! – ela explicava entre o riso.
Apertei o mesmo botão fazendo a cama parar de tremer. Então apertei o terceiro. Dessa a iluminação começou a alternar em cores, como em uma boate porém de forma bem suave. Isso combinado com a música que soava no lugar dava uma espécie de clima.
-Ao que parece eles não tem motel por aqui, então improviso é ótimo – comentei distraída, o que fez Ivy rir mais – É assim em todos os hotéis?
-Alguns. Você parece uma criança.
-Desculpe burguesinha – fingi raiva e desliguei os botões – vou voltar a ser adulta se quiser brincar de coisa adulta comigo, na cama.
Ai estava a minha vingança. Ivy ficou corada e recuou um pouco. Ri alto a fazendo ver que estava apenas brincando. Logo deitei direito na cama, voltando a prestar atenção na televisão que Ivy deixara ligada. Ela me cobriu e deitou melhor ao meu lado, tirando de meu cabelo a toalha que agora estava encharcada. Não resisti a deitar a minha cabeça no ombro dela e não tardei a senti o braço dela me aconchegando perto de seu corpo.
-Acorde-me quando for nove horas. A festa começa só as dez mesmo – pedi já com uma voz sonolenta.
Ela beijou o topo de minha cabeça e voltou a prestar atenção na televisão. Suspirei e não demorei a dormir, estava cansada e digamos que estava no lugar mais confortável do mundo.
Notas finais
Ah, a faculdade já ta começando a pegar pesado, então o prazo pra atualizar to aumentando pra dois dias. Se tudo der certo, vai ter dia que eu vou chegar 22h em casa x.x
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