Simon - A Camuflagem.
7 Capítulo IV
Notas iniciais
Há quanto tempo eu não posto aqui? Ok, certo, leiam
Ahh, esqueci, a frase aí: " Às vezes, as coisas que você mais quer, não acontecem. E às vezes, as coisas que jamais esperaria, acontecem."
Captulo IV — Parte I — Sorte ou Revés, O que Você escolheria Primeiro?
Oliver acordou em um lugar completamente diferente, com o irmão do seu lado.
_ Onde a gente está? — perguntou Jimmy.
_ Não faço idéia. E pare de me perguntar as coisas, porque eu também não sei. — resmungou Oliver.
_ Aquilo é um rio? — perguntou o outro e Oliver virou a cabeça para o barulho de água caindo ao lado.
Tinha uma cachoeira ali, e era uma cachoeira linda. A luz escapava por entre as árvores e tinha um cara arrumando uma capela ali.
_ Ah, olá! Que bom que acordaram. Sou o Padre Armando. — disse o homem, que vestia um uniforme de padre.
_ Oi. — resmungaram os dois juntos. — Somos Jimmy e Oliver.
_ Prazer. Querem tomar um café da manhã caprichado? — perguntou o padre.
_ Quero saber como é que eu vi parar aqui. — disse Oliver.
_ Kevin largou você aí e eu não quis mecher na propriedade demoníaca. Mas vocês não parecem anormais, têm uma energia boa. Venham, vou jogar água benta em vocês. — disse o padre.
_ Quero a minha mãe... — resmungou Jimmy, levando um chute do outro, que se levantava. — Ah! — resmungou, caindo no chão e fechando os olhos.
_ Anda, acorda, agora, imbecil. — resmungou Oliver.
_ Ta... — resmungou Jimmy.
O padre os observava calmamente, não perdia um detalhe sequer.
_ Oliver, você pode me acompanhar para tomar café e Jimmy, pode seguir para a primeira porta a direita. Tem um grupo de meninos comendo pães. — disse o padre. — Não vou demorar a conversa com o seu irmão.
_ Certo! — exclamou Jimmy, correndo para a porta.
_ VOCÊ É BURRO? — berrou Oliver, mas era tarde. — Hunf.
_ Acalme-se. O problema é que eu estou achando que você precisa tomar um banho de água benta é agora. Tire as roupas. — ordenou o padre, jogando Oliver em um canto. O padre era velho.
_ Que? Por que eu preciso de... — começou Oliver e o padre molhou a mão em algo, metendo a mão no braço dele.
Oliver teve que se esforçar para não gritar ou fazer expressão de dor. Ele apenas olhou a mão do cara.
_ Isso é água benta. — resmungou o padre, fitando o garoto á sua frente. — Agora tire a roupa.
_ Pelo amor de Deus, eu não vou tomar banho disso não. — resmungou Oliver.
_ Por que? — perguntou o padre.
_ Uai, que água gelada! — exclamou Oliver, agarrando uma toalha e pondo no braço, que agora estava roxo por causa da queimadura. — Ui!
O padre riu.
_ Oras, venha aqui... — resmungou o tal Armando e jogou uma vasilha de água benta em cima de Oliver, que gritou e correu para a floresta com a toalha. — Volte! — exclamou o padre, correndo atrás do garoto.
Oliver se enfiou nas folhas de um arbusto, respirando com dificuldade e se secando, com a certeza de que estaria mais vermelho do que se tivesse ficado no sol durante sete dias seguidos.
_ Ferrou. Ele vai pensar que eu sou um demônio. — resmungou Oliver, quase chorando.
_ Quem? — ele ouviu uma voz e deu um berro com o susto, olhando o garoto que o fitava curioso.
Tinha uma criança ali.
_ Padre Armando! Encontramos ele! — exclamou uma garotinha e o outro meteu a mão na boca da garota.
_ Sua escandalosa! Ouve o que o garoto está falando! O padre vai pensar que ele é um demônio! — exclamou o garotinho. — Foi a água benta que te queimou?
Oliver assentiu, engolindo em seco.
_ E eu não faço idéia do porque, eu sou um garoto normal! — exclamou, pondo a mão no rosto e quase xingando alto quando ardeu.
_ Você está fudido. — resmungou a garotinha e levou outro tapa na boca.
_ Palavrão é feio, Anne! — exclamou o garotinho. — Você só faz merda!
_ Are, a culpa não é minha se... — começou a garota e foi interrompida por uma cabeça aparecendo entre as folhas.
_ Crianças? — era o padre.
_ Ai, não! — exclamou Oliver, pondo a toalha no rosto.
_ O que foi, Oliver? — perguntou o padre, tirando a toalha dali.
Oliver tampo o rosto com as mãos e começou a chorar. Não conseguiu se interromper, e nem ele próprio sabia direito o porque.
_ A água foi para o fogo, admite! — exclamou, chorando mais.
_ Ei, o que... — começou o padre, pegando o rosto do garoto e levando um tapa.
_ Ai, minha cara! — exclamou Oliver, abanando com as mãos e assoprando o nada.
_ O que... Como você se queimou? — perguntou o padre, preocupado.
_ Foi a água! — exclamou Oliver, voltando a chorar.
_ Verdade? — perguntou o padre, ainda mais preocupado.
_ Não me culpe, eu não fiz nada! Você tem que ter posto essa água no fogo, ai não! — exclamou Oliver, correndo.
Jimmy só viu da janela o irmão correndo e foi atrás, pulando a mesma janela, deixando o pão e o prato para trás.
_ EI, O QUE ACONTECEU? — berrou Jimmy, vendo que Oliver estava queimado dos pés á cabeça.
_ NADA, ESQUECE, FICA AÍ QUE EU JÁ VOLTO! — berrou Oliver.
_ AQUELE KEVIN FEZ ALGUMA COISA COM A GENTE! — berrou Jimmy e Oliver parou.
_ Você tem certeza? — perguntou, preocupado.
_ Sim. — disse Jimmy.
_ Então, a gente tem que achar... — começou Oliver e os dois se depararam com Simon.
_ AH! EU ESTAVA PROCURANDO VOCÊS! — berrou, pegando os dois pela gola da blusa.
_ A culpa não foi nossa. Você fugiu? — perguntou Oliver.
_ Sim. Vocês foram com quem? Ah, já sei, não responde, vou levá-los para casa. — disse Simon e tudo ficou preto para os dois. Ótimo, o dia ia ser longo.
Notas finais
Bjs
Fale com o autor