Notas iniciais
Oi!!! Estão espero que gostem do primeiro capitulo. Está meio chatinho, mas prometo que no próximo capitulo ficará como vou explicar em uma palavra... emocionante.
Também terá um pouquinho do casal Emma e André e outros da novela.

Beijos da Sophia s2.

POV Lara

— Vamos, Emma — gritava minha mãe — Desse jeito vamos pegar transito.

— Já estou indo — gritou — Só me da um minuto.

Bufei.

Já estava impaciente. Emma estava demorando um século pra ser arrumar, e minha mãe caminhando de um lado para o outro quase fazendo um buraco no chão. Esse estresse todo só por causa de uma merda de viagem, que minha mãe deu de fazer como sua lua de mel com o pai de Emma, Arthur.

Meu padrasto, Arthur e minha mãe se casaram faz uns dois meses, mas só agora estão fazendo sua lua de mel, por causa de assuntos de trabalho. Junto com o pacote também venho a filha, Emma, admito que no começo tivemos algumas brigas por motivos de sermos muito diferente, tanto no modo de vestir quanto no modo de pensar. Mas nos tornamos grandes amigas no final das contas ( para a alegria do Arthur ).

Estamos a caminho de San Juan, mas conhecida como a capital do Hóquei em Patins. Foi onde minha mãe e Arthur se conheceram pela primeira vez e, o lugar onde eu nasci e morei por mais ou menos 10 anos. Parece até loucura saber que existe pessoas que levam o filhos para a lua de mel, praticamente Emma e eu fomos obrigadas viajar para a capital do Hóquei em Patins. Arthur, acha necessário esse tempo para nos ''divertimos" em família, o que acho uma palhaçada. A final lua de mel é para o casal e não para os filhos.

A Emma só ficou empolgada com a viagem ao saber que um amigo que ela não via a um ano e que só conversam pela internet está passando as férias em San Juan, junto com o amigo. Se não me engano o nome do amigo da Emma é André.

Depois de dez minutos, Emma desceu as escadas com uma look muito cor de rosa com direito a lacinho e tudo. Típica barbie.

— E aí como estou? — perguntou dando um voltinha.

— Parece uma patricinha mimada — respondi.

— Por que se produziu tanto? — perguntou minha mãe.

— Eu gosto de me arrumar — explicou, um pouca envergonhada.

— Mentira. Só se produziu toda para aquele tal de André — disse.

— Sabe, os meninos gostam de meninas que se vestem igual a menina — provocou.

— Eu me visto assim porque gosto — aumentei o tom de voz — E ninguém muito menos um menino vai mudar o meu estilo.

— Se você não quer ficar pra titia e ter sete gatos é melhor mudar esse visual.

Já tinha uma resposta elaborada para fazer a Emma engolir aquelas palavras, mas fui cortada pela minha mãe, que nos surpreendeu com um sermão (que era muito raro vindo dela).

— Parem com isso — gritou — Essas férias são muito importante para mim e para seu pai. Vocês duas nem pense em brigar durante a viagem, entenderam?

Nos entreolhamos e assentimos com a cabeça, surpresas.

— Estão esperando o que? Fechem as bocas se não vai entrar mosca e vão pro carro — disse um pouco mais calma.

Nos entreolhamos mais uma vez e seguimos em direção ao Porsche Paramera Turbo. Quando chegamos perto do carro, pude ver o Arthur quase dormindo no volante.

— Com sono, anjo? — perguntou minha mãe.

"Anjo" era o apelido carinhoso (Argh) que minha mãe dera no Arthur.

— Claro — esfregou os olhos — Vocês não saiam nunca.

— Você fica tão lindo com sono — comentou minha mãe.

— E você fica linda de qualquer jeito, docinho.

"Anjo" e "docinho". Era o que me faltava, ficar as férias segurando vela do casalzinho apaixonado.

— Vocês não acham melhor fazer essas declaração em San Juan — disse Emma, atrapalhando o clima romântico.

— É melhor — concordou Arthur — principalmente de noite — piscou para minha mãe.

Que acabou retribuiu com um sorriso malicioso.

— Vocês não acham melhor terminar essa conversar depois e começar a dirigir à caminho de San Juan. — falou Emma.

— Então prontos para conhecer a magnifica cidade do Hóquei em patins, meninas?

— Poderia ficar pior? — sussurrei.

— Parece que essa noite promete — comentou Emma.

— Por que diz isso, filha?

— O André me mandou uma mensagem dizendo que terá uma festa de máscara de noite na casa do primo dele. Ele convidou a Lara e eu. Podemos ir?

— Pode, só se vocês prometerem que chegaram cedo em casa.

— Claro, papai.

— E acabou de ficar pior — sussurrei outra vez.

Parece que nessas férias irão acontecer muitas coisas.

...

POV León

— León — gritou André — Vamos!

— Só vou pegar minha mala. Te encontro no carro — gritei.

— Depressa.

Desci a escada correndo. Essas férias será divertida. André e eu teremos a chance de mostrar nossa música para um produtor muito conhecido.

Encontrei André completamente impaciente, encostado no carro.

— Pronto — joguei minha mala no porta malas — Qual é o motivo da pressa?

— Vai ter uma festa de máscara na casa do meu primo e... — percebi que André ficou completamente corado.

— E... — sugere que ele continuasse.

— E eu convidei a Emma para ir comigo.

— Emma? — não me lembrava de nenhuma Emma.

— A garota que eu falava pelo computador — explicou. Fazendo lembrar-me de todas os dias que André não parava de falar nela.

— Sei quem é — adentrei no carro — Não sabia que ela também iria.

— Os pais dela decidiram passar a lua de mel com a família em San Juan — entrou no carro em seguida.

— Agora me explica. Por que está com tanta pressa?

— Não quero chegar atrasado na festa.

— Que horas começa a festa?

— Dez horas.

— Fica tranquilo que chegaremos a tempo, para o príncipe dançar com sua princesa — debochei.

— Só não respondo, porque sou um príncipe mesmo.

— Sem comentários — liguei o carro, e comecei a dirigir em direção a San Juan.

...

POV Lara

Depois de horas sentada em um banco de carro, ouvindo a Emma falando do André, e minha mãe e Arthur fazendo caricias a cada segundo. Chegar a essa maldita cidade não foi tão ruim assim.

Paramos bem na frente da minha antiga casa. Apesar de tudo o que acho dessa viagem, voltar pro lugar onde nasci, onde passei boa parte da minha infância é uma oportunidade única.

— Bem vindo a nossa antiga casa — disse minha mãe abrindo a porta.

— Casa linda — comentou Emma.

— Igual a dona — disse Arthur.

— Que coisa linda, anjo — falou minha mãe, dando um selinho demorado.

— Eles vão passar as férias toda assim? — sussurrou Emma.

— Infelizmente sim.

— Ainda bem que essa noite temos uma festa pra ir.

— Acho que não vou.

— Por que?

— Não estou a fim de sair. Acho que vou ficar em casa e ler um livro.

— Você quer mesmo ficar em casa com esses dois? — apontou para o casalzinho.

Ficamos alguns minutos em silêncio. Emma esperava minha resposta esperançosa e eu observava o casalzinho, me perguntando qual era o pior.

— Então?

— Eu vou — falei desanimada.

— Sabia que você iria aceitar — me abraçou.

— Mas...

— Mas... — sugeriu que eu continuasse.

— Mas, eu não gosto de segurar vela. Se eu notar que eu estou sobrando, eu vou embora.

— Tudo bem — desfez o abraço — Mas não vai acontecer nada entre eu e André.

— Já que você está dizendo...

— Para com isso.

— Eu não fiz nada.

— O que as mocinhas tanto cochicham? — perguntou Arthur, segurando a cintura da minha mãe.

— Nada — respondemos juntas — Agora vamos subir e nos arrumar pra festa.

Emma, me arrastou para o quarto e logo em seguida trancou a porta.

— Vamos começar a parte mais legal da festa — esfregou as mãos.

— Estou com medo de perguntar qual seria a parte legal — me joguei na cama.

— A parte de escolher a roupa — seus olhos brilharam — O que você vai usar? — abriu a mala.

— A primeira peça que eu pegar.

— Como? — disse surpresa — Você não pode escolher roupa assim. Tem que ver se o sapato está combinando com o a roupa e...

— Claro que posso — me levantei e fui em direção a mala, peguei um moletom e uma calça jeans — Viu é fácil.

— Você não fez isso.

— Emma, é só um baile idiota.

— Sabe quantas coisas podem acontecer em um baile?

— Não, não sei.

— Como por exemplo... você pode encontrar o príncipe dos seus sonhos.

— Você acredita mesmo nisso?

— Sim.

— Sem querer te desiludir, príncipe encantado não existe.

— Questão de opinião — puxou a cadeira — Agora senta.

Ergui a sobrancelha.

— Confia em mim — sentei na cadeira — vou te transformar numa princesa — ergui a sobrancelha novamente — no seu tipo de princesa.

....

POV León

Estacionei o carro na frente de um Porsche Panamera Turbo, lindo. A casa que nós vamos ficar é bastante bonita, fica num lugar bem calmo, com muita vegetação.

Entrei na casa, por dentro é ainda mais bonita que por fora. Não era muito diferente da minha casa em Buenos Aires, mas era o que deixava o ar mais caseiro na casa.

— Finalmente chegamos — disse André se jogando no sofá.

— Estou completamente morto — sentei na cadeira.

— Que horas são?

— Deve ser umas nove e meia.

— Temos que nos arrumar para a festa.

— Estou com tanta preguiça — lamentei.

— Cara, vai você tem que ir.

— Pensei que você queria ficar sozinho com a Emma.

— Quero... mas a gente não se vê pessoalmente a um ano e tenho receio de ficar aquele clima constrangedor.

— Não quero segurar vela.

— E você não vai, eu juro.

— Tá eu vou.

...

POV Lara

Depois de meia hora, estávamos prontas. Odeio admitir isso, mas a Emma tem um ótimo gosto para escolher roupa. Não que eu usaria aquelas roupas rosas cheias de lacinhos, mas ela conseguiu fazer um look no meu estilo. Estou usando um vestido preto tomara que caia até na metade da coxa. Já Emma, está usando um vestido rosa do mesmo tamanho que o meu, só que cheio de brilhos na altura dos seios.

— Vocês estão lindas — comentou minha mãe.

— Parece duas princesas — disse Arthur.

— Princesa? — questionei.

— Ou uma garota cheia de personalidade — corrigiu.

— Melhor nós irmos. Não quero chegar atrasado — Emma me puxou para a saída.

— A onde vocês vão sem as máscaras? Quer dizer não é um baile de máscara?

— Esqueci desse detalhe.

— Por isso — pegou da gaveta duas máscaras — tenho guardado essas máscaras.

— São lindas — disse Emma.

— Eu usei essa máscara no dia que conheci o Arthur — entregou-me.

— E a outra? — perguntou Emma.

— Era da minha irmã.

— Ela tinha bom gosto — minha mãe assentiu.

— Acho melhor vocês irem — sugeriu Arthur.

— Tchau mãe. Tchau Arthur — acenamos e sairmos da casa.

Caminhamos em direção a tal festa a pé, pois era um crime não admirar a beleza de San Juan de noite. Caminhamos a metade do caminho em silêncio, bom até Emma abri a boca.

— Não te disse que tudo pode acontecer em um baile. Como aconteceu com o meu pai e a sua mãe.

— Isso pode ser uma coincidência.

— Claro...

— Mais me fala do André e do quanto ele é talentoso e lindo — imitei a voz dela.

— Muito engraçada — deu uma risada forçada — Ele é um menino incrível.

— Cuidado para não se apaixonar.

— Quem sabe eu já esteja apaixonada.

Estava a ponto de responder a Emma, mas a música da festa estava muito alta. Adentramos na casa, que por acaso é linda.

— Ali está o André — apontou para o rapaz perto da mesa de comida — Como eu estou? — pergunto nervosa

— Normal. Como sabe que é ele?

— Ele disse com que máscara iria.

— Vai me deixar sozinha?

— Divirta-se — disse e depois foi em direção ao seu "amor".

— Já era de imaginar — sussurrei.

Fiquei parada no mesmo lugar que Emma me deixou plantada, vendo as pessoas dançando e se divertindo. Quando meus olhos se cruzam aos olhos de um menino lindo, de longe e mesmo com a máscara dava para perceber os olhos verdes, igual a esmeralda.

Ficamos assim um bom tempo nos entreolhando, até o garoto dos olhos de esmeralda caminhar em direção a mim. Parou na minha frente e fez um reverencia, igual aqueles cavalheiros.

— Será que a bela dama aceitaria dançar com o humilde cavalheiro?

Notas finais
Então o que acharam? Mereço comentários? Como eu poderia melhorar a história?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.